Resgate de 8 Pescadores em Sines

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Capitania do Porto de Sines coordenou na noite de 6 de Março de 2014, uma acção de salvamento de 8 pescadores da embarcação de pesca costeira “Fúria da Pesca”, que embateu nas pedras do molhe norte de protecção do porto de pesca.

​O acidente ocorreu cerca das 20h40 quando saía do porto de pesca de Sines para a faina. Foi assistida de imediato por uma embarcação auxiliar – também de pesca – que se encontrava no porto que recolheu os 8 tripulantes e que a tentou rebocar para uma zona mais interior do porto de pesca. Os tripulantes encontravam-se todos bem, não tendo precisado de apoio médico.

 

A ação foi coordenada pelo Capitão do Porto de Sines, tendo envolvido pessoal e meios da Capitania do Porto de Sines e do Comando Local da Polícia Marítima, a embarcação semirrígida do ISN “SR 36”, viaturas dos Bombeiros e da Proteção Civil de Sines e ainda meios da Administração do Porto de Sines (APS).
 
A embarcação acabaria por se afundar na bacia de manobra a cerca de 100 metros do cais de pesca.
 
Cerca da meia-noite, depois de terem sido recolhidas as redes que se encontravam à deriva e de se ter arrastado a embarcação sinistrada para fora da zona usada pelas embarcações para saírem e entrarem no porto de pesca, foram canceladas as acções no terreno.
 
Nesta altura, está a ser analisada a possibilidade de se remover a embarcação através de meios da APS.

Drone filma baleias e golfinhos em alto mar

http://videos.sapo.pt/t3TYdSlntm3KAbzSKqQG

Com o recurso a um drone, o capitão Dave Anderson registou um pouco daquilo que é a vida marítima. No vídeo, é possível ver um grande grupo de golfinho e baleias a nadar e saltar no oceano.
O capitão Dave Anderson filmou a vida em alto-mar. Com o recurso a um drone, conseguiu capturar imagens de baleias e golfinhos a nada no oceano.
Além disso, Dave Anderson filmou ainda um momento de ternura, em que uma mãe golfinho nada lado a lado com a sua cria ao longo da costa ao largo de San Clemente, Califórnia.

“Este é o vídeo mais bonito e atraente” que já fiz, disse Dave Anderson, como se lê na descrição do vídeo. “Aprendi muito sobre baleias e golfinhos devido às filmagens” contou o capitão que acredita que “os drones vão mudar a forma como vemos o mundo animal”.

Litoral Alentejano recebe grandes veleiros Sines 2017

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O Porto de Sines, a Câmara Municipal de Sines e a Aporvela- Associação Portuguesa de Treino de Vela vão ser os anfitriões do evento Grandes Veleiros Sines 2017, que se realiza de 28 de Abril a 01 de Maio daquele ano.

A apresentação pública do evento decorreu no dia 05 de Março de 2014, às 11h00, na Casa Museu Vasco da Gama no Castelo de Sines.
A iniciativa Grandes Veleiros Sines 2017 realiza-se no âmbito da Canada 150 – Tall Ships Regatta 2017, organizada pela Sail training International (STI), em associação com o Rendez-Vous Naval de Quebec.

Em 2017, Sines receberá 25 Grandes Veleiros, provenientes de 20 países, que navegarão em regata desde o Norte da Europa com paragem no Litoral Alentejano, Bermuda e Boston rumo à Cidade do Quebeque para a celebração dos 150 Anos da Confederação de Estados Canadianos.

A etapa de Sines, Grandes Veleiros Sines 2017, conta ainda com o apoio do Ministério da Defesa, da Secretaria de Estado do Mar, do Turismo de Portugal e do Instituto Português do Desporto e Juventude.

PSA Sines inicia obras de expansão do Terminal de Contentores (TXXI)

A PSA Sines iniciou as obras de expansão do Terminal de Contentores de Sines (TXXI) que irá aumentar a capacidade do terminal de 1.100.000 TEU (twenty equivalent unit) para 1.700.000 TEU por ano. Com um investimento total de 89 milhões de euros (Fase 2), o cais irá aumentar de 730 para 940 metros de extensão, crescendo 210 metros.
Serão instalados mais 3 pórticos de cais super post-panamax, com capacidade para movimentar 24 fiadas de contentores a bordo dos navios de última geração de 18.000 e 19.000 TEU. O cais ficará preparado para operar em simultâneo dois destes navios de maior porte, uma vez que ficará com comprimento suficiente para dois navios de 400 metros cada e 9 pórticos no total.
O parque será também ampliado para uma área total de 36,4 hectares e ficará equipado com mais 28 conjuntos de tractor/trailer e mais 11 gruas de parque (E-RTG). Ficará, assim, com um total de 64 conjuntos de tractor/trailer e de 26 gruas de parque (RTG + E-RTG).
A fase de construção deverá estar terminada no final do corrente ano, sendo disponibilizadas por fases para operação ainda durante a construção. Nesta lógica, o primeiro dos três novos pórticos de cais deverá já ser entregue durante o próximo verão.
Com a conclusão desta fase de expansão, que cumpre o contratualmente previsto, o TXXI deverá empregar directamente cerca de 800 pessoas. 

Fonte: PDP

Seminário sobre «Regulação no Sector Marítimo Portuário»

O Conselho Português de Carregadores (CPC) vai realizar, no próximo dia 3 de Abril de 2014, no Edifício sede da AIP, Praça das Industrias, em Lisboa, um Seminário sobre “Regulação no Sector Marítimo Portuário”.

O Seminário será composto por dois painéis, dedicados aos seguintes temas:

– Regulação – Em Defesa do Consumidor – Carregador : Fundamentação Económica e Jurídica
– Regulação – Concessões e Licenças

Fonte: PDP

Lotas de Setúbal, Sesimbra e Sines vão ter obras de requalificação

Setúbal, Sesimbra e Sines estão contempladas entre as 17 das 22 lotas do País que vão beneficiar de um investimento total superior a 10 milhões de euros, que a Docapesca vai promover, através de projectos de requalificação, que visam melhorar as condições das infra-estruturas. O anúncio foi feito pela ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas (na foto), que adiantou ainda que o investimento vai ser suportado pela Promar, com 75% de verbas comunitárias.
As obras que devem estar prontas até 2015, destinam-se, reforçou a ministra, a melhorar “as condições de trabalho nas lotas, o que é extraordinariamente importante para quem lá trabalha e também para os consumidores que vêm o seu pescado transaccionado em espaços com melhores condições de higiene e sanitárias”.
Quanto a uma eventual implicação do investimento nas regras de comercialização do pescado nas lotas, Assunção Cristas admitiu que o Governo está a estudar um projecto-piloto para mudar as regras dos leilões e “testar se é mais eficaz”. A governante disse que os produtos da pesca saem valorizados se forem vendidos em espaços com qualidade e chamou a atenção para os certificados de venda em lota, que afirmou serem outra “forma de criar valor” para este tipo de produtos.
A intervenção em 17 das 22 lotas do País começou em 2013, ficando já dois projectos concluídos, e envolve obras de requalificação em edifícios, reconversão de lotas, melhorias nas cadeias de frio, entre outros, num total de 10.255 milhões de euros.
O presidente da Docapesca, José Apolinário, prevê um investimento superior a quatro milhões de euros para este ano. Além de Setúbal, Sesimbra e Sines (Centro Sul), estão contempladas as lotas de Viana do Castelo, Póvoa do Varzim, Vila do Conde e Vila Praia de Âncora (Norte), Matosinhos, Figueira da Foz e Aveiro (Centro Norte), Nazaré e Peniche (Centro), Sagres, Lagos, Portimão, Olhão e Vila Real de Santo António (Sul).

Fonte: PDP

Sesimbra celebra 25 anos do naufrágio do River Gurara e prepara museu subaquático

Câmara e centros de mergulho promovem iniciativa para recordar o navio nigeriano que jaz no fundo do mar. No Verão de 2015, haverá novos pontos de interesse para conhecer junto à costa.

Aquele domingo amanheceu trágico. Durante toda a noite, o River Gurara debateu-se com o mar em fúria mas acabou vencido: às 11h de 26 de Fevereiro de 1989, o cargueiro nigeriano naufragou a poucas centenas de metros do cabo Espichel, sob o olhar da população e das autoridades, que não conseguiram evitar a morte de quase metade da tripulação. A imprensa noticiou o acidente como “o maior ocorrido em águas portuguesas nos últimos anos”. Hoje, o naufrágio é um dos mais importantes na rota do mergulho recreativo em Portugal.
A difícil e longa operação de resgate – o navio esteve à deriva durante quase 12 horas – suscitou polémica. O mar revolto, com ondas de seis metros, e o vento forte não deram tréguas às equipas de salvamento. Dos 48 tripulantes, quase todos nigerianos, a fragata Hermenegildo Capelo – entretanto afundada no parque Ocean Revival em Portimão – conseguiu salvar 27. Treze pessoas morreram, incluindo o comandante, e oito nunca foram encontradas. À tona de água, uma enorme mancha de óleo.
Antes de afundar, o cargueiro, que transportava madeira, cacau, borracha e algodão desde a Costa do Marfim até à Grã-Bretanha, partiu-se em dois: a parte da frente ficou a 200 metros da costa e a 30 metros de profundidade, enquanto a popa caiu a 100 metros da costa, a 20 metros de profundidade. Mais afastados estão o ferro de fundear e a corrente.
O que resta deste navio de 175 metros de comprimento transformou-se num recife artificial situado dentro do Parque Marinho Luiz Saldanha, recheado de flora e fauna marinha diversificada, atraindo anualmente milhares de mergulhadores. No próximo sábado, vários deverão deslocar-se a Sesimbra para comemorar os 25 anos do naufrágio, numa iniciativa promovida pela câmara e por seis centros de mergulho. Será um dive-paper destinado a mergulhadores mas não só. Estão previstas visitas ao navio, e passeios de barco para quem não mergulha. No final todos terão de responder a perguntas sobre o naufrágio. As inscrições devem ser feitas até terça-feira nos centros ou no posto de turismo da vila.
Museu em 2015
Mas o “túmulo” do River Gurara é apenas um dos cerca de 20 pontos de mergulho assinalados na costa desta vila da península de Setúbal, considerada por muitos a “Meca” da actividade em Portugal continental. “Por ter uma costa virada a Sul, mais protegida, em Sesimbra é possível mergulhar durante quase todo o ano”, explica o presidente da câmara, Augusto Pólvora.
Há vários anos que o autarca comunista defende a criação de um parque subaquático na zona (à semelhança do Ocean Revival), com o afundamento de mais “um ou dois” navios dentro dos limites do parque marinho. Para o presidente da câmara, os navios teriam de ficar na área de pesca proibida, para evitar conflitos entre esta actividade e o mergulho. A ideia esbarra, porém, nos regulamentos da área protegida. “Vamos continuar a bater-nos por isso porque achamos que devia haver uma excepção para estas situações”, defende Augusto Pólvora, apontando os benefícios económicos que o projecto representaria para a região. Ressalva, no entanto, que a câmara não teria neste momento verbas para o concretizar.
Enquanto o parque não avança, a autarquia trabalha para criar um museu subaquático, cuja inauguração já esteve prometida para 2010. “Espero que esteja pronto no Verão de 2015”, afirma o presidente da câmara. O projecto, que representa um investimento de dez mil euros já disponibilizados pelo Turismo de Lisboa, prevê a colocação no fundo do mar de artefactos como âncoras e canhões, ligados a naufrágios de navios ao longo da costa de Sesimbra e disponibilizados pela Direcção Geral do Património Cultural.
A par destes, serão afundadas peças em pedra, relacionadas com o mar, feitas por escultores da região. “Já temos um nautilus [um cefalópode marinho, em forma de uma concha em espiral] em pedra feito há mais de um ano, estão a ser produzidas mais peças”, diz o autarca. O museu subaquático ficará situado entre o porto de abrigo e o Forte do Cavalo, a cerca de 12 metros de profundidade. Segundo o presidente da câmara, as peças serão depois monitorizadas pelos técnicos da DGPC para garantir que não ficam assoreadas.
Memórias e latas de atum
José Tourais foi o primeiro mergulhador a explorar o River Gurara, dez dias depois do naufrágio. Tinha-o visto afundar do topo das escarpas do cabo Espichel mas quando mergulhou só encontrou destroços. “E muito óleo na água.” Por se encontrar numa zona muito exposta às correntes, o navio deslocou-se algumas dezenas de metros.
Quando encontrou a popa, no segundo mergulho, Tourais ficou “impressionado”. O casario, onde ficam a sala de controlo e os quartos, desaparecera. “Restavam uns ferros enormes”, conta o fundador da Nautilus-Sub, a primeira escola de mergulho em Portugal. Além das memórias, Tourais guarda objectos que encontrou no fundo do mar: um botão de casaco, um comando de televisão, um termómetro, uma faca do pão. Até latas de atum e garrafas de cerveja.
Só encontrei a proa cinco ou seis anos depois”, diz o mergulhador, sublinhando que o navio “ficou muito maltratado, partido e virado ao contrário”. Hoje a parte mais visitada é a popa, onde se vê a casa das máquinas, a hélice e o leme. “Mas é perigoso lá entrar”, reconhece José Tourais, lembrando que a visibilidade nem sempre é boa. Alguns anos após o naufrágio, o navio tornou-se porto de abrigo para diversas espécies marinhas. Hoje, cardumes de judias, garoupas, abróteas, sargos, safios e fanecas rodeiam o casco.
Com mais de 30 anos de experiência no mergulho recreativo, José Tourais sublinha as vantagens que teria a criação de um parque subaquático em Sesimbra, com mais recifes artificiais – desta vez, devidamente limpos. “É preciso encontrar um equilíbrio entre o ambiente e o turismo”, afirma, lamentando a falta de informação que ainda existe sobre o tema.
Fonte: Público.

Wec Lines com maior capacidade no serviço

A Wec Lines, armador especialista em serviços feeder, vai aumentar em 20% a sua capacidade no serviço semanal que tem entre Portugal e o Norte de Espanha, segundo adianta o meio espanhol “Transporte XXI”.

A publicação do país vizinho refere ainda que a empresa irá substituir o actual navio (Berit) de 868 TEUS por um porta-contentores (Corsar) de 1025 TEUS.

O aumento da capacidade desta rota, que passa pelos portos de Sines, Bilbau e Vigo, e tem ainda escalas pontuais em Gijon, tem a ver com uma crescente procura de espaço dos seus principais clientes, conclui.

Exportações com resultado "muito positivo" em 2013

Paulo Portas, vice-primeiro-ministro que as exportações “tiveram um resultado total muito positivo” em 2013, ultrapassando previsões nacionais e internacionais.

Paulo Portas falava na conferência de imprensa sobre o balanço das exportações de bens e serviços em 2013, que decorreu esta terça-feira na sede da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), em Lisboa.

Os dados divulgados esta terça-feira são o primeiro apuramento global das vendas ao exterior de Portugal, que inclui as exportações de bens e de serviços. O vice-primeiro-ministro sublinhou que os números excederam “as previsões e as estimativas tanto de entidades nacionais como de entidades internacionais”.

“Mesmo admitindo que este é o crescimento nominal apurado [de 5,7%], pode com segurança afirmar-se que o crescimento real será muito bom”, adiantou Paulo Portas, realçando que as “empresas portuguesas confirmaram em 2013 a sua capacidade exportadora precisamente na hora em que o país mais precisava disso”.

As exportações de bens subiram 4,9% e as de serviços 7,7%, o que demonstra “um crescimento não só equilibrado, mas indicativo que em 2013 se superaram os registos que haviam sido publicados sobre esse ano até agora”, disse.

Paulo Portas destacou que “2013 foi o melhor ano de sempre para as exportações de Portugal”, destacando a “proeza do sector exportador”, das empresas, dos empresários e dos seus colaboradores.

No caso do peso das exportações no produto interno bruto (PIB), o vice-primeiro-ministro adiantou que também foi o “melhor ano de sempre”, já que as vendas ao exterior representaram 41% do PIB, o que compara com 39% em 2012, 36% em 2011 e 31% em 2010.
No ano passado, havia 22.685 empresas exportadoras, mais cerca de 700 face a 2012, segundo o governante.

Paulo Portas destacou ainda o “excelente trabalho” e classificou de “magnífico presidente” o actual líder da AICEP, Pedro Reis, que está de saída daquela entidade, adiantando que o nome do sucessor será conhecido “na hora oportuna”.

Portas sublinhou que o crescimento de 5,7% das exportações no ano passado “ultrapassa, pela positiva, muitas estimativas”, dando como exemplo as do Fundo Monetário Internacional (FMI), que apontavam para um aumento de 2,9%.

“Eu acredito no crescimento das exportações portuguesas e acho que vamos voltar a crescer em 2014”, sublinhou o governante.
Por sua vez, Pedro Reis destacou que 2013 foi o “quarto ano consecutivo” em que as exportações foram “o principal motor de crescimento” da economia.

O presidente da AICEP sublinhou que os dados das exportações no ano passado mostram uma “repartição equilibrada de mercados”, e destacou “o peso crescente” das trocas fora da União Europeia. Em relação à Europa, apontou “a resiliência dos números”.

Em relação aos sectores, o peso dos combustíveis, no ano passado, foi de 7,3%, contribuindo para um terço do crescimento em 2013.
Pedro Reis disse que a taxa de cobertura das exportações foi de 104,4%, com as importações a representarem 65,4 mil milhões de euros.
Em 2013, houve um excedente da balança comercial de 2,8 mil milhões de euros, sendo a “primeira vez que isto acontece desde 1943”, disse o presidente da AICEP.

Fonte: Cargo.

Exportações com resultado "muito positivo" em 2013

Paulo Portas, vice-primeiro-ministro que as exportações “tiveram um resultado total muito positivo” em 2013, ultrapassando previsões nacionais e internacionais.

Paulo Portas falava na conferência de imprensa sobre o balanço das exportações de bens e serviços em 2013, que decorreu esta terça-feira na sede da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), em Lisboa.

Os dados divulgados esta terça-feira são o primeiro apuramento global das vendas ao exterior de Portugal, que inclui as exportações de bens e de serviços. O vice-primeiro-ministro sublinhou que os números excederam “as previsões e as estimativas tanto de entidades nacionais como de entidades internacionais”.

“Mesmo admitindo que este é o crescimento nominal apurado [de 5,7%], pode com segurança afirmar-se que o crescimento real será muito bom”, adiantou Paulo Portas, realçando que as “empresas portuguesas confirmaram em 2013 a sua capacidade exportadora precisamente na hora em que o país mais precisava disso”.

As exportações de bens subiram 4,9% e as de serviços 7,7%, o que demonstra “um crescimento não só equilibrado, mas indicativo que em 2013 se superaram os registos que haviam sido publicados sobre esse ano até agora”, disse.

Paulo Portas destacou que “2013 foi o melhor ano de sempre para as exportações de Portugal”, destacando a “proeza do sector exportador”, das empresas, dos empresários e dos seus colaboradores.

No caso do peso das exportações no produto interno bruto (PIB), o vice-primeiro-ministro adiantou que também foi o “melhor ano de sempre”, já que as vendas ao exterior representaram 41% do PIB, o que compara com 39% em 2012, 36% em 2011 e 31% em 2010.
No ano passado, havia 22.685 empresas exportadoras, mais cerca de 700 face a 2012, segundo o governante.

Paulo Portas destacou ainda o “excelente trabalho” e classificou de “magnífico presidente” o actual líder da AICEP, Pedro Reis, que está de saída daquela entidade, adiantando que o nome do sucessor será conhecido “na hora oportuna”.

Portas sublinhou que o crescimento de 5,7% das exportações no ano passado “ultrapassa, pela positiva, muitas estimativas”, dando como exemplo as do Fundo Monetário Internacional (FMI), que apontavam para um aumento de 2,9%.

“Eu acredito no crescimento das exportações portuguesas e acho que vamos voltar a crescer em 2014”, sublinhou o governante.
Por sua vez, Pedro Reis destacou que 2013 foi o “quarto ano consecutivo” em que as exportações foram “o principal motor de crescimento” da economia.

O presidente da AICEP sublinhou que os dados das exportações no ano passado mostram uma “repartição equilibrada de mercados”, e destacou “o peso crescente” das trocas fora da União Europeia. Em relação à Europa, apontou “a resiliência dos números”.

Em relação aos sectores, o peso dos combustíveis, no ano passado, foi de 7,3%, contribuindo para um terço do crescimento em 2013.
Pedro Reis disse que a taxa de cobertura das exportações foi de 104,4%, com as importações a representarem 65,4 mil milhões de euros.
Em 2013, houve um excedente da balança comercial de 2,8 mil milhões de euros, sendo a “primeira vez que isto acontece desde 1943”, disse o presidente da AICEP.

Fonte: Cargo.