Jovens do Barreiro surfaram no Mar depois de aprenderem no Tejo

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A iniciativa decorreu no sábado, pelas 10:00, na Costa de Caparica

Jovens de instituições sociais e escolas básicas do Barreiro tiveram o primeiro contacto com o surf no oceano, depois de se iniciarem na modalidade no rio Tejo, nas ondas originadas pelos catamarans.

Depois de darem os primeiros passos na modalidade na conhecida onda “gasoline”, causada pela passagem dos barcos no Barreiro, que foi surfada por Garrett McNamara, os jovens experimentaram o oceano.

A associação Gasoline, do Barreiro, que ensina os jovens a surfar no rio Tejo, estabeleceu uma parceria com a Associação de Surf da Costa de Caparica para um intercâmbio.

Esta parceria permitiu proporcionar “aos jovens das instituições e escolas básicas do Barreiro a aprendizagem e o primeiro contacto com o surf no rio, sempre com o intuito de darem o salto para as ondas de mar”, disse Ricardo Carrajola, presidente da Gasoline.

Já Miguel Gomes, da Associação de Surf da Costa de Caparica, salientou a importância de serem desenvolvidas actividades que reforçam o associativismo entre os clubes e as associações de surf.

“O facto de podermos apoiar o desenvolvimento destes jovens deixa-nos orgulhosos, sendo que um dos nossos objetivos deste e do próximo ano também passa por proporcionar aulas de surf a jovens carenciados”, defendeu.

Foto: Ionline

Marinha quer navios construídos em Viana do Castelo

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O chefe de Estado-Maior da Armada portuguesa (CEMA) manifestou hoje a necessidade de retomar o programa de reequipamento da Marinha, envolvendo a construção de navios-patrulha nos estaleiros de Viana do Castelo, o que espera que aconteça “em breve”.

Em causa está uma encomenda de oito Navios-Patrulha Oceânicos (NPO) e cinco Lanchas de Fiscalização Costeira (LFC) feita em 2004 pelo Ministério da Defesa aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), entretanto revogada pelo atual Governo devido ao processo de privatização (em 2012) daquela empresa pública. Em Luanda, onde participou nas comemorações do 38.º aniversário da Marinha de Guerra de Angola – que conhece o projeto português dos NPO -, o almirante Luís Manuel Fragoso assumiu à Lusa “confiança” que “em breve” haverá “condições para relançar o programa” de reequipamento da Marinha.

Diz que “com maior probabilidade” essas construções serão feitas em Viana do Castelo – os ENVC estão em fase de liquidação e foram subconcessionados à empresa West Sea, do grupo Martifer – mas também poderá envolver “outros estaleiros nacionais”, nomeadamente o Arsenal do Alfeite, sobretudo no caso das lanchas. “Há trabalhos desenvolvidos no sentido de retomarmos este programa, mas não mais do que isso”, disse o almirante Luís Manuel Fragoso, reconhecendo que o reinício dessas construções ainda não tem um calendário definido, apesar da urgência sentida pela Marinha.

A encomenda dos navios-patrulha aos ENVC visava, globalmente, a substituição de corvetas e patrulhas com 40 anos de serviço na Marinha e que continuam a ter de operar.

“É absolutamente fundamental para a Marinha que tão cedo quanto possível possamos retomar o programa, e o mais cedo possível ter outros navios. Porque as corvetas já estão para além do tempo útil de vida”, enfatizou.

Recordou que “as poucas corvetas que restam [cinco] têm estado a ter intervenções que são muito onerosas” para o Estado e que têm o “fardo” de representar um investimento em navios “que não terão grande futuro”.

Da encomenda inicial de oito navios-patrulha apenas o primeiro par – NRP (Navio da República Portuguesa) Viana do Castelo e NRP Figueira da Foz – foi entregue pelos ENVC à Marinha, entre 2011 e 2013, com vários anos de atraso face ao previsto.

Uma resolução do Conselho de Ministros de 13 de setembro de 2012 revogou a encomenda da construção dos restantes seis e das cinco LFC, contrato que deveria render cerca de 500 milhões de euros aos ENVC.

O projeto português destes NPO foi alvo de interesse por Marinhas de vários países, mas o atraso na entrega dos navios e o encerramento dos ENVC acabou por condicionar esse processo.

“Até à estabilização daquilo que há de ser a nova empresa [subconcessionária dos terrenos e infraestruturas dos ENVC] que vai operar em Viana do Castelo, naturalmente que isso cria aqui uma certa perturbação. E até esse assunto estar mais claro, julgo que não será muito fácil ter muitos candidatos ao programa [Marinhas interessadas nos NPO]”, admitiu almirante Luís Manuel Fragoso.

Fonte: DN

MSC e Maersk assinam acordo para partilha de espaço nos navios (VSA)

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Em comunicado, a Maersk Line anunciou ter chegado a um acordo para partilha de espaço nos navios (Vessel Sharing Agreement – VSA), por um período de 10 anos, com a Mediterranean Shipping Company (MSC) nas rotas mais importantes: Ásia-Europa, transatlânticas e transpacíficas.

O VSA foi denominado 2M e vem substituir todos os anteriores VSA e contratos de compra de slot que a Maersk tinha nestes trades.

No acordo estarão incluídos 185 navios, com uma capacidade estimada de 2,1 milhões de TEU, para 21 rotas. As companhias querem com este acordo melhorar a eficiência das suas redes através de uma melhor utilização da capacidade dos navios e economias de escala.

A VSA 2M tem dois pontos essenciais onde diverge da proposta anterior, P3, que contava também com a CMA CGM: a quota de mercado combinada é muito menor (30% face aos mais de 40% do P3); a cooperação é um VSA puro, pois não será de propriedade de uma entidade independente.

As 21 rotas serão divididas da seguinte forma: Ásia/Norte da Europa: seis; Ásia/Mediterrâneo: quatro; Ásia/Costa Oeste dos EUA: quatro; Ásia/Costa Leste dos EUA: duas; Norte da Europa/EUA: três; Mediterrâneo/EUA: duas.

Nos navios que fazem parte deste VSA, 110 serão da Maersk, com uma capacidade de 1,200 milhão de TEU. A MSC vai contribuir com cerca de 75 navios, com uma capacidade de 0,9 milhão de TEU.

O acordo não inclui operações marítimas conjuntas. Cada uma das partes executa suas próprias operações, incluindo operações de estivagem, de planificação da viagem e portuárias. Também não inclui quaisquer tarefas ou responsabilidades comerciais, portanto será cada armador a ter as suas vendas independentes, preços, marketing e funções de atendimento ao cliente.

O acordo deve entrar em vigor no início de 2015.

Fonte: Cargo

 

 

Tubarão-tintureira avistado no Carvalhal

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Um tubarão-tintureira foi avistado nas praias do Pego e Carvalhal, concelho de Grândola, tendo levado ao hastear da bandeira amarela, sem que se registasse necessidade de interditar a praia, disse à Lusa fonte da Polícia Marítima.

A mesma fonte revelou que o animal foi avistado de manhã na praia do Pego e, na altura, como se desconhecia o tipo de tubarão em causa, foi hasteada a bandeira vermelha.

Conhecida a espécie – o tubarão-tintureira é o que mais vezes é avistado junto à costa portuguesa – a bandeira vermelha deu lugar à amarela.

A bandeira amarela foi depois hasteada na praia do Carvalhal, onde o animal também foi avistado por banhistas e nadadores salvadores.

Fonte da Polícia Marítima de Setúbal disse que, assim como chegou, o animal foi-se embora da linha de praia, sem necessidade de intervenção de meios.

O tubarão-azul, tintureira ou guelha (Prionace glauca) é um tubarão da família Carcharhinidae.Esta espécie alimenta-se principalmente de peixes e lulas e pode ser encontrado tanto no continente como nas ilhas.

Pode chegar aos quatro metros de comprimento e aos 240 kg de peso.

Fonte: DN

Barquinho veio à deriva dos EUA até à Torreira e agora está a tentar voltar para casa

Resistiu a provações. Uniu muita gente dos dois lados do Atlântico. Permitiu que alunos aprendessem mais sobre os oceanos e os sítios por onde tem passado. Despertou a generosidade de quem o foi encontrando. E agora está a ser útil à ciência e até tem algo muito português a bordo. É a aventura de um minibarco não tripulado que tem viajado à deriva.

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Foi pintado pelos alunos de uma escola de Deep River, uma cidadezinha norte-americana perto da foz do rio Connecticut, com cerca de 4500 habitantes. Há dois anos, começou por ser deixado à sua sorte, a norte das ilhas Baamas. À deriva, empurrado só pelo vento e pelas correntes, regressou a terra, mas voltou a ser largado no mar, enfrentou dois furacões, atravessou o Atlântico – e, após outras aventuras, deu à costa portuguesa a 29 de Janeiro deste ano, mais exactamente à praia da vila da Torreira, no concelho da Murtosa.

Quis o acaso que esta mensagem oriunda do lado de lá do Atlântico em forma de barco, mais pequeno do que um adulto (tem 1,4 metros de comprimento), viesse cruzar-se no caminho de Vanessa Rodrigues, quando ela passeava com o namorado na praia da Torreira. “Estava quase todo enterrado na areia, tinha só um bocado do casco a ver-se”, conta Vanessa Rodrigues, de 21 anos, auxiliar numa colónia de férias naquela vila.

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“Foi na altura em que houve muitas tempestades. Como saem do mar muitas coisas com o mau tempo, tínhamos ido de moto-quatro ver as dunas. E vimos o barco metido lá. Estava longe da água e da área de residências. Aquela não é uma zona balnear.”

Colado no convés, trazia um pequeno texto em inglês. “Dizia que tinha vindo de uma escola, e quem o encontrasse para contactar a mesma entidade”, lembra Vanessa Rodrigues.

Trazia ainda os contactos da Escola Preparatória John Winthrop, em Deep River e do site do Educational Passages, um programa educativo sobre ciências do mar destinado às escolas nos Estados Unidos. Esta ideia partiu de Richard Baldwin, um antigo navegador solitário norte-americano de 67 anos que, quando decidiu deixar-se dessas navegações, perguntou-se o que podia fazer continuar a divertir-se: “Não levei muito tempo a perceber que podia instalar unidades GPS em pequenos barcos não tripulados e segui-los pelos oceanos no conforto e na segurança da minha sala-de-estar”, conta-nos.

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Lançou-se ao projecto em 2006, na garagem da sua casa: “Comecei a fazer pequenos barcos que se endireitavam e navegavam sozinhos durante meses e meses, sem ajuda de alguém.” Mas como não era fácil, pediu a arquitectos navais que desenhassem o modelo dos barcos, que hoje são construídos numa escola de ensino profissional no Maine, Estados Unidos.

Em 2008, o programa passou a envolver escolas, que pagam até 1500 dólares (1100 euros) por cada barco, incluindo os equipamentos e o lançamento no meio do mar: “É um óptimo programa para as escolas, pois envolve leitura de mapas, geografia, oceanografia, ciências da Terra e relações internacionais”, diz Richard Baldwin. “Até agora, já lançámos mais de 40 barcos e as travessias transatlânticas estão a tornar-se uma rotina.”

Vanessa Rodrigues e o namorado levaram o seu achado para casa. Ela foi aosite do Educational Passages. Aí, é possível ver com o Google Maps grande parte do percurso do barco, graças a um transmissor via satélite a bordo que envia, duas vezes por dia, a sua posição geográfica obtida por receptores GPS. “Dizia quando tinha saído da escola, quando o tinham posto no mar… No ´site’ até aparecia a fotografia aqui de casa a dizer que o barco estava aqui…”

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No mesmo dia em que o encontrou (6 de Fevereiro), refere Vanessa Rodrigues, ela enviou um email a informar a escola norte-americana que o tinha consigo. “Responderam-me uns dois dias depois.”

Nos Estados Unidos, já sabiam as coordenadas geográficas do barquinho, assim que o transmissor via satélite comunicou que tinha estacionado na praia da Torreira. Nos dias decorridos entre a chegada à praia e ter sido encontrado, os seus “padrinhos” norte-americanos tentaram encontrar alguém que o fosse procurar. E voltasse depois a pôr na água, como é o objectivo do projecto.

Surpreendentemente, o mundo pode ser pequeno e dar-se a coincidência de haver alguém que conhece alguém que conhece alguém…, como aconteceu justamente nesta história. A professora que orientou os alunos na pintura do minibarco, Barbara Nidzgorski, falou da chegada dele a Portugal a um investigador espanhol seu conhecido, Alfredo Aretxabaleta, que por sua vez divulgou isso no Facebook. E o que escreveu foi por sua vez lido por dois amigos, antigos colegas seus no curso de Ciências do Mar nas ilhas Canárias, os espanhóis Francisco Campuzano e Hilda de Pablo.

Acontece que os dois amigos de Alfredo Aretxabaleta trabalham em Lisboa, como investigadores no Centro de Ambiente e Tecnologias Marinhas (Maretec) do Instituto Superior Técnico (IST). Claro que se oferecem logo para ajudar.

Este círculo fechou-se quando Barbara Nidzgorski deu os contactos de Vanessa Rodrigues a Hilda de Pablo, para que fosse buscar o barquinho.

Fonte: Público

Toneladas de algas invadem praia

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Uma praia na província chinesa de Qingdao foi invadida pelo «verde»

Cerca de 20 mil toneladas de algas invadiram uma praia na província de Qingdao, na China. O fenómeno tem atingido a costa sul de Shandong, nas últimas semanas, e afastado os turistas.

No entanto, nem todos os banhistas «fugiram» e muitos não se parecem importar com o «mar verde».

Fonte: TVI24

 

Imagens aéreas incríveis das Ilhas Maurícias

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As ilhas Maurícias, localizadas no Oceano Índico, a cerca de 2 mil quilómetros da costa sudeste do continente africano, são um desses pequenos pedaços de terra paradisíacos e que nos fazem querer transportar imediatamente para lá. Na ponta sudoeste da ilha, encontramos um lugar ainda mais fascinante: uma cachoeira que, vista de cima, parece correr dentro da água do mar.

A enxurrada de depósitos de areia e lodo, vista de cima, cria uma ilusão fantástica, como você pode conferir pelas imagens que seleccionamos e inclusive pelos printscreens do Google Maps. O lugar já ficou conhecido como o da “cachoeira subaquática” e, apesar de não passar de ilusão, ainda nos falta saber muita coisa sobre esse mundo  – quem sabe não descobriremos uma real cachoeira debaixo de água.

Se delicie com os verdes, azuis e brancos deste mar tão bonito e se deixe levar pela sensação de profundidade:

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Polícia divulga imagens do interior do Costa Concordia

Um vídeo da polícia italiana mostra imagens do interior do Costa Concordia, navio que naufragou a 13 de Janeiro de 2012 ao largo da ilha italiana de Giglio.

No acidente, pelo qual está acusado o comandante Francesco Schettino, perderam a vida 32 das 4 229 pessoas que seguiam a bordo.

As imagens do vídeo, divulgado por sites de media como a BBC e o ‘Telegraph’, mostram, por exemplo, um balcão no interior do navio de cruzeiro.

Na segunda-feira o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi anunciara que o navio será desmantelado em Génova e não no porto de Piombino. “O navio será desmantelado em Itália no prazo previsto”, disse Renzi, citado pela AFP, à saída do Conselho de Ministros desse dia.

A operação deverá começar em meados de julho, refere a mesma agência, após a autorização do Observatório de Vigilância. A última viagem do Costa Concordia deverá demorar cerca de quatro dias.

Fonte: DN

Acidificação dos oceanos pode azedar vida social dos peixes

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Níveis elevados de dióxido de carbono nas águas dificultam a capacidade dos peixes de reconhecer uns aos outros e formar grupos.

Os oceanos são os principais meios para dissipar o dióxido de carbono (CO2) do planeta, ajudando a retardar as mudanças climáticas. Mas esse comportamento “heróico tem um preço, a começar pela acidificação das águas, que reserva efeitos perigosos. É o que sugere um estudo da Universidade James Cook, na Austrália, que avaliou a o efeito das altas concentrações de CO2 na vida marinha. Segundo a pesquisa, níveis elevados de dióxido de carbono, como aqueles previstos por modelos climáticos, podem dificultar a capacidade dos peixes de reconhecer uns aos outros e formar grupos com espécimes conhecidos. Os cientistas avaliaram o efeito do dióxido de carbono sobre o comportamento do “Chromis viridis”, uma espécie de peixe subtropical conhecido como donzela-verde. Normalmente, os peixes juvenis requerem três semanas para reconhecer seus companheiros, mas quando expostos a níveis mais elevados de dióxido de carbono, essa capacidade é prejudicada. Na análise laboratorial, peixes individuais foram expostos a um “teste de escolha”, colocados diante de dois cardumes, um de peixes “familiares” e outro formado por estranhos. Enquanto os peixes mantidos em condições normais, consistentemente, escolheram o cardume familiar, peixes criados em condições de alta concentração de CO2 ficaram indiferentes, sem decidir para onde ir. De acordo com os pesquisadores, níveis mais elevados do composto alteram a concentração de íões no sangue dos peixes, alterando a forma como os neuro-receptores no cérebro do animal trabalham. Isso prejudica sentidos básicos, tais como a visão e olfacto, que são vitais para o reconhecimento entre os peixes. Como seres humanos, peixes preferem grupo com indivíduos com quem estão familiarizados, ao invés de estranhos.Isso gera inúmeros benefícios, incluindo um maior crescimento e taxas de sobrevivência, maior defesa contra predadores e aprendizagem social mais rápida. Segundo os pesquisadores, estes resultados podem ter implicações graves para peixes tropicais, cujo habitat já está ameaçado pela mudança climática.

Fonte: Exame

 

‘Atlântida’ vendido por 12,8 milhões a empresa grega

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Os estaleiros de Viana do Castelo venderam o navio Atlântida por 12,8 milhões de euros à empresa grega Thesarco Shipping.

O montante oferecido pelos gregos superou a proposta da concorrente portuguesa Douro Azul em quase cinco milhões de euros.

A decisão foi tomada por unanimidade pela administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), esta quinta-feira, colocando assim ponto final num processo que se arrastou durante anos.

Após notificada a empresa, o concurso estabelece um prazo de 15 dias para a assinatura do respetivo contrato, lembrou uma fonte da empresa, adiantando que o seu eventual incumprimento levaria à adjudicação do Atlântida ao segundo classificado.

Atlântida foi encomendado há uma década pela empresa pública açoriana Atlanticoline, para assegurar as viagens interilhas, tendo sido concluído em 2009.

Porém, os Açores recusaram o navio por não cumprir os limites de velocidade contratualmente estabelecidos, tendo os ENVC pago 40 milhões de euros de indemnização após decisão judicial – quando previam ganhar cerca de 50 milhões.

Falhadas todas as tentativas para a Atlânticoline receber o ferry, dada a diferença mínima de velocidade em causa e porque o navio tinha sofrido um aumento significativo de peso com as alterações de construção requeridas pelos Açores, o navio acabou vendido através de um concurso internacional e pela melhor oferta.

O relatório e contas de 2012 dos ENVC avaliou o Atlântida em 29 milhões de euros.

Fonte: Diário de Notícias