Museu Marítimo de Ílhavo assinala o Dia Nacional do Mar

O Museu Marítimo de Ílhavo assinala o Dia Nacional do Mar com diversas actividades ao longo do dia 14 de Novembro. De manhã, uma visita especial e restrita aos bastidores do Aquário para o público familiar. À tarde, jornadas dedicadas à embarcação “Vouga” com diversas intervenções, uma visita especial e guiada ao Vouga “Ventura” na Sala da Ria do Museu e a doação de um modelo desta embarcação realizada pelo nosso parceiro TEAM. Destaque para a entrega de prémios do 3.º Concurso de Modelismo Náutico do Museu Marítimo de Ílhavo, e a apresentação da 2.ª fase do Projecto Homens e Navios do Bacalhau.
Comemoração do Dia Nacional do Mar
10h30 Visita especial – Bastidores do Aquário
Visita dirigida a um grupo de pessoas muito restrito, a quem se oferece a rara oportunidade de acesso a toda a área técnica e reservada do aquário. O principal objectivo é dar a conhecer a complexidade técnica e as rigorosas exigências associadas à manutenção do tanque de bacalhaus, bem como todos os cuidados necessários para manter o bem-estar dos peixes em cativeiro. A visita tem uma componente mais experimental e didáctica, nomeadamente através da realização de alguns testes que medem a salinidade da água, os níveis de azoto, a preparação da alimentação, etc.
Limitado a 15 pessoas · 60 minutos · marcação prévia: 234329990 | museuilhavo@cm-ilhavo.pt
14h00 Jornadas “Os Vougas”
O barco Vouga é uma embarcação com origem nas margens da laguna de Aveiro. Tendo surgido no final dos anos 20 do século passado, é um dos poucos barcos da Ria de Aveiro que não é utilizado para actividades de carácter laboral. Criado na Costa Nova, pela mão do Mestre António Gordinho, como barco de lazer e veraneio, rapidamente demonstrou as suas potencialidades para a prática da vela.
No final dos anos 30 foi criada a “Classe Vouga” e nos anos 40 a Federação Portuguesa de Vela considerou-a “classe nacional”, sendo disputados campeonatos nacionais até aos anos 60. Após um período de alguma inactividade e abandono, a “Classe Vouga” tem vindo a renascer, afirmando-se como elemento marcante na paisagem lagunar e na Vela Portuguesa.
Um extraordinário Vouga encontra-se em exposição permanente na sala da Ria do Museu Marítimo de Ílhavo. Com a organização desta Jornada dedicada aos “Vougas”, o Museu Marítimo de Ílhavo pretende aprofundar o conhecimento sobre esta embarcação, a sua interessante história e a sua técnica construtiva e desportiva.
Programa
Participação gratuita · inscrições ciemar.mmi@cm-ilhavo.pt ou 234 092 496 com os seguintes dados: nome, profissão, instituição e contactos. Inscrições abertas até 12 de Novembro.
17h30 Entrega do Prémio do 3.º Concurso de Modelismo Náutico Museu Marítimo de Ílhavo 2015
18h00 Apresentação da 2.ª fase do Projecto Homens e Navios do Bacalhau
Fonte: M.M.I.

O mar e a inovação na construção de uma Economia Azul

As Nações Unidas encerraram em outubro último um ciclo de reflexão global do qual saíram 17 ambiciosos objetivos de desenvolvimento que vêm traçar o rumo da viagem até ao horizonte do ano de 2030.

Deste novo conjunto de compromissos para com a humanidade, destaco com agrado a forma como as conclusões da Rio+20 influenciaram positivamente os líderes mundiais quer na valorização das indústrias tecnológicas – pelo seu papel vital na troca de conhecimento, cooperação técnica e capacitação para o desenvolvimento sustentável – quer pela importância estratégica que os mares, oceanos e regiões costeiras assumiram na formulação de um novo modelo de desenvolvimento económico. Aliás, também em linha com a estratégia europeia de “Crescimento Azul” e com a visão da nossa Estratégia Nacional para o Mar.
Perante um contexto em que a “maritimidade” paira na agenda global, num país que conta com uma geografia avassaladoramente marítima, mas que ainda assim há mais de uma década não consegue crescer, é tempo de refletirmos sobre a holística dos objetivos de sustentabilidade para reinventar a forma como tirar proveito do valor que o Mar encerra para a economia de um Estado costeiro como Portugal.
É certo que este desígnio passará pela gestão inteligente e integrada do território marítimo e costeiro, tendo em conta a incidência de fatores como a pressão urbana e os impactos isolados e combinados que as diferentes atividades económicas provocam sob o ecossistema marinho e costeiro. Na verdade, da mesma forma que a temática das “cidades inteligentes” foi conquistando o seu espaço na agenda dos decisores, será determinante que o conceito de “regiões costeiras inteligentes” saia do armário e assuma o seu papel neste novo impulso económico assente no potencial dos mares e oceanos.
É preciso desenvolver as regiões costeiras, investindo na democratização de sistemas capazes de monitorizar o clima e os ecossistemas naturais, na sensibilização das comunidades para o uso racional dos recursos e na modernização das indústrias com métodos produtivos sustentáveis e tecnologicamente assistidos. Por outro lado, a vulnerabilidade das regiões costeiras e a exposição das suas populações e dos seus turistas aos riscos resultantes das alterações climáticas deverão ser combatidas pelo uso de sistemas com a capacidade de prever e alertar as populações para os riscos de intempéries e catástrofes naturais.
A carga utópica dos objetivos de sustentabilidade só será vencida se públicos e privados convergirem numa abordagem filantrópica pela manutenção da capacidade regenerativa dos oceanos e ecossistemas estuarinos, compatibilizando o aumento da produção pesqueira e aquícola com a preservação de formas tradicionais de uso sustentável dos mares, oceanos, zonas costeiras e estuarinas. Neste contexto, a especialização de avanços tecnológicos, como o da Internet das Coisas (IoT), trará a prosperidade a atividades económicas como a aquacultura. Permitindo que esta assuma o seu papel no desenvolvimento sustentável inclusivo, através da criação de postos de trabalho e na produção de proteínas de alto valor nutritivo, determinantes no combate à fome e à pobreza e para a segurança alimentar e nutricional. Todos eles, objetivos espelhados no horizonte que nos separa de 2030.
A resposta do setor tecnológico e da inovação aos desafios previstos pelos “Objetivos de Sustentabilidade” propostos pelas Nações Unidas e a estratégia de Crescimento Azul visionada para a Europa começou ontem. Provavelmente, com ela reinventou-se a forma como Portugal poderá iniciar um novo ciclo de crescimento económico que nos poderá voltar a projetar como uma grande potência marítima mundial.
Aproveitemos a “onda”!
Jorge Manuel Delgado, 
CEO da Compta
Fonte: OJE.pt

Cidade surge 30 anos após inundação por quebra de barragem

A Cidade de Epecuén, na província de Buenos Aires, na Argentina, era um movimentado resort turístico, recebendo milhares de visitantes. Isso até ser inundada por um lago em 10 de Novembro de 1985, que transformou-a numa ‘cidade-fantasma’. As barragens que protegiam a cidade romperam-se e a água cobriu o local. Moradores conseguiram abandonar a cidade com segurança, mas ela manteve-se submersa por quase 30 anos, até que a água evaporasse. Agora, as ruínas da cidade emergiram novamente e antigos moradores podem caminhar entre os escombros. “Tudo foi perdido”, disse Mirta Noemi, que tinha um hotel na cidade. “Não se perderam apenas as casas e hotéis, mas perdeu-se também a vida”.
Fonte: Terra.

Pesca de carapau em águas portuguesas sobe e robalo deverá ficar interdito na UE

As possibilidades de pesca do carapau voltam a subir nas águas continentais portuguesas, em 2016, mas outras como areeiro, tamboril, raia e bacalhau deverão baixar e o robalo será proibido.


As possibilidades de pesca do carapau voltam a subir nas águas continentais portuguesas, em 2016, mas outras como areeiro, tamboril, raia e bacalhau deverão baixar e o robalo será proibido, segundo a proposta apresentada pela Comissão Europeia.
No que respeita ao robalo, Bruxelas decidiu este ano chamar a si a gestão das unidades populacionais e propõe, na primeira metade de 2016, a proibição das pescas comercial e recreativa em todas as águas da União Europeia (UE).
Segundo a proposta, os totais admissíveis de capturas (TAC) de carapaus nas águas continentais portuguesas sobem 15,3%, paras as 68.583 toneladas em 2016, somando-se a estas as possibilidades de pesca de carapau na zona CECAF (Comité das Pescas do Atlântico Centro-Leste), definida por Portugal para a Madeira e os Açores.
Em águas nacionais, Bruxelas quer, para os TAC de bacalhau um corte 29,6%, de 27,1% nos de arinca, de 26,4% nos de areeiro, de 19,2% no de tamboril e de 10% no de raias, espécies cujas unidades populacionais (‘stocks’) o Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla inglesa) considera estarem abaixo do rendimento máximo sustentável (MSY, na sigla inglesa).
Em debate estão ainda os TAC de pescada, badejo, linguado, maruca e lagostim, sendo que, por exemplo, a primeira deverá ser objecto de um aumento (‘top up’) por estar já abrangida pelo regime de desembarque obrigatório.
O desembarque obrigatório das capturas tem como objectivo, segundo fonte comunitária, estimular selectividade dos pescadores, de modo a que se concentrem em pescar peixes de maior dimensão.
Os peixes com dimensão abaixo do autorizado — que deixam de poder ser deitados borda fora — não têm valor comercial para consumo e apenas podem ser vendidos para a indústria transformadora de rações, a um preço mais baixo.
Já no próximo ano entra em vigor o regime de ‘top-up’ nos ‘stocks’ abrangidos pelo desembarque obrigatório — como o dos peixes demersais, que vivem a maior parte do tempo em associação com o substrato, quer em fundos arenosos, como os linguados, ou em fundos rochosos, como a garoupa.
O valor dos aumentos das capturas terá ainda que ser decidido pelo Comité Científico, Técnico e Económico da Pesca da Comissão Europeia, após o que serão divulgadas as indicações de Bruxelas para as espécies e zonas em causa.
A obrigação de desembarcar todo o pescado tem como objectivo, segundo fonte comunitária, estimular a inovação, com o uso, por exemplo, de redes mais selectivas e a escolha de épocas mais apropriadas para pescar.
Já a unidade populacional de robalo do Atlântico (que evolui no sul do mar do Norte e no canal da Mancha para o mar Céltico e o Atlântico) encontra-se numa situação muito depauperada, segundo os pareceres científicos, propondo-se um limite nas capturas para um máximo de 1.449 toneladas.
Na primeira metade de 2016, Bruxelas quer proibir a pesca comercial e recreativa do robalo e na segunda metade do próximo ano propõe um máximo de uma tonelada mensal para a pesca comercial e de um saco de peixe para os pescadores recreativos, mantendo a proibição nas águas irlandesas.
As limitações à pesca de robalo foram já aplicadas este ano, tendo Bruxelas chamado a si a gestão das unidades populacionais da espécie, que até 2014 era feita nacionalmente.
Em relação è pescada do sul e ao areeiro, o ICES e a Comissão Europeia consideram que são ‘stocks’ que continuam a ser explorados a um nível superior ao MSY.
Os ministros das Pescas dos 28 reúnem-se a 14 de Dezembro para decidir sobre os TAC e respectivas quotas nacionais, normalmente revistos em alta face à proposta da Comissão Europeia.
Fonte: Observador


Italianos resgatam cão em alto mar

Um grupo de um clube de náutica italiano navegava pelo Golfo de Nápoles quando encontrou um pequeno labrador a nadar.


Enquanto navegava ao largo de Nápoles, um grupo de italianos deparou-se com uma situação no mínimo estranha: encontraram um cão, sozinho, a nadar e sem barcos à vista.
O pequeno Noodles foi resgatado pelos membros do Yacht Club Circolo di Savoia, que procuraram logo aquecer o animal com os seus casacos. Massimiliano Cappa, Director do clube, declarou a um jornal local que o labrador estava “visivelmente exausto” e que as pernas se encontravam “quase paralisadas com o frio”.

Assim que chegaram a terra, os navegadores conseguiram perceber o que se passava. Noodles, de três meses, tinha caído, devido à ondulação, de um “ferry” que partiu de Nápoles em direcção à ilha de Ischia, segundo reporta o jornal italiano “La Repubblica”.
O dono ainda tentou resgatar o pequeno animal, mas a resposta que obteve por parte dos trabalhadores do barco foi: “Não podemos parar. Além disso, o cão já está morto”.
Os membros do clube de náutica dirigiram-se às autoridades e foram capazes de encontrar o dono do cão, que o tinha dado como desaparecido nesse mesmo dia.
O vídeo foi colocado no YouTube no dia do resgate, a 24 de Outubro e, desde então, já conta com mais de 800 mil visualizações.

A Incrível Música do Mar que se ouve na Croácia.

O Mar Adriático já é um sítio muito bonito para admirar, mas imaginem percorrer a alva escadaria da cidade de Zadar, uma cidade com mais de 3000 anos na costa da Croácia, ouvindo a música do mar. Parece complicado? Clica play para ouvires o quanto é belíssima (e algo assustadora).
Esculpida através dos degraus, a “tecnologia” é constituída por canais estreitos que estão ligados a um orgão de 35 tubos, cada um afinado para o seu acorde musical. As ondas batem nos degraus, empurram o ar para os tubos e obtemos uma sinfonia aleatória que representa o fluxo do mar.




Foi o arquitecto Nikola Bašić que criou esta construção musical orgânica, depois da cidade ter sido destruída com a Segunda Guerra Mundial. Muitos dos seus antigos monumentos ficaram perdidos para sempre, mas Zadar ganhou uma música nova, tocada de forma inovadora.


Fonte: Shifter

Grandes cidades ameaçadas pela subida do Mar

Investigadores norte-americanos consideraram que o efeito das alterações climáticas levará ao desaparecimento, a longo prazo, de grandes cidades como Xangai, Bombaim ou Hong Kong, mesmo se o aquecimento planetário foi limitado a 2º centígrados.
O estudo do instituto Climate Central, divulgado no domingo à noite e três semanas antes da conferência sobre o clima de Paris COP21, indica que com mais 2º centígrados (C) o nível da água do mar continuará a subir para cobrir territórios onde vivem actualmente 280 milhões de pessoas.
Com mais 4ºC, o fenómeno implicará mais de 600 milhões de habitantes.
“Um aquecimento de 2ºC representa uma ameaça à existência, a longo prazo, de numerosas grandes cidades e regiões costeiras”, sublinhou Ben Strauss, um dos autores.
Mas as medidas tomadas para reduzir rápida e drasticamente as emissões de gases com efeito de estufa, que alteram o clima e persistem na atmosfera, podem fazer a diferença: “Ainda temos perante nós um vasto leque de escolhas”, acrescentou o investigador.
Se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem a sua progressão, levando a um aquecimento de 4ºC, o nível das águas subirá, em média, 8,9 metros, avança o estudo.
Com um aquecimento de 3ºC, trajectória das actuais promessas dos Estados para travar as emissões, o nível da água do mar subirá 6,4 metros, cobrindo zonas com mais de 400 milhões de habitantes.
Com 2ºC, o mar ganha 4,7 metros e duas vezes menos pessoas serão afectadas. Com uma subida da temperatura máximo de 1,5ºC, objectivo exigido pelas nações mais vulneráveis como os pequenos Estados insulares, as águas ficarão pelos 2,9 metros e a população afectada rondará os 137 milhões de pessoas.
Em termos de população, a China será o país mais afectado: com 4ºC, a subida das águas afectará um território onde vivem actualmente 145 milhões de pessoas, de acordo com este estudo que não avalia a evolução demográfica, nem a construção de infraestruturas, como diques.
Outros países serão particularmente afetados: Índia, Bangladesh, Vietname, Indonésia, Japão, Estados Unidos, Filipinas, Egito, Brasil, Tailândia, Birmânia e Holanda. Entre as principais cidades contam-se Hong Kong, Calcutá, Dacca, Jacarta, Xangai, Bombaim, Hanói, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova Iorque ou Tóquio.
Uma hiperligação na página da Internet do Climate Central permite visualizar os impactos, em cada cidade costeira.
As projecções têm em consideração a dilatação do oceano quando aquece, o degelo de glaciares e a degradação das calotas polares da Gronelândia e do Antártico, irreversível a partir de um certo limiar.
Esta elevação será diferente em cada uma das regiões. “Na maioria dos casos, ela pode traduzir-se num centímetro por século, mas os deltas e as zonas urbanas” são mais vulneráveis, nomeadamente, porque estão menos protegidos pelos sedimentos.
O estudo baseia-se em dados de satélites sobre os níveis oceânicos.
Steven Nerem, da universidade do Colorado (EUA), considerou após uma análise à metodologia do estudo existirem “alguns erros em locais”, mas considerou ser “o melhor que se pode fazer com os dados públicos disponíveis”.
Jean-Pascal van Ypersele, do grupo internacional de peritos sobre o clima (GIEC), afirmou tratar-se de “um estudo sólido”.
Para o oceanógrafo Ben Marzeion, da universidade de Bremen (Alemanha), o estudo mostra que “a relação de medidas pode representar um incrível fardo para numerosas gerações futuras”.
A temperatura planetária subiu, desde a Revolução Industrial, 0,8ºC, um ritmo inédito gerado pelos gases emitidos pelos combustíveis fósseis.
A comunidade internacional fixou o objectivo de manter a temperatura abaixo dos 2ºC e deve reunir-se a 30 de Novembro, em Paris, para tentar concluir um acordo universal que permita alcançar esse valor.
Lusa/SOL

Contentores. As casas low-cost do futuro?

A empresa portuguesa Boxcode fabrica casas a partir de contentores marítimos que já não são usados. Um T2 custa 40 mil euros.
Durante a edição deste ano do Greenfest, o festival de sustentabilidade que aconteceu em Outubro no Estoril, uma das empresas mais procuradas, “principalmente por jovens”, foi a Boxcode. A empresa portuguesa transforma antigos contentores marítimos em casas, lojas e hotéis, e tudo isto a um preço low–cost. Serão estas as casas do futuro?
Manuel Remédios, o arquitecto responsável pela Boxcode, acredita que sim. “Os contactos que tivemos no Greenfest foram quase todos com jovens”, garante. “Ter um T2 pronto com uma cozinha por 40 mil euros é muito importante, por exemplo, para um casal a começar a sua vida e que não quer ficar amarrado ao crédito.”
Pode estar certo e houve quem andasse a escolher uma casa como se escolhesse um automóvel num stand. Como “uma miúda de 20 e tal anos a quem o pai tinha oferecido um terreno e os avós iam oferecer a casa”, recorda o arquitecto. “Ela estava toda entusiasmada, já tinha ouvido falar nestas soluções. E, por exemplo, se mudar de Lisboa para Coimbra ou de Coimbra para o Porto, basta desmontar os módulos [da casa] e montá- -los noutro sítio.”
Casas portáteis e low-cost, é disto que estamos a falar, e além de jovens à procura da primeira casa, a empresa que foi lançada este ano tem sido muito solicitada por câmaras municipais e por particulares, principalmente na área do turismo. “Temos muitas quintas no Alentejo interessadas em casas e quartos. Já nos foi pedido, por exemplo, um contentor todo revestido a cortiça para uma determinada quinta. As pessoas sabem exactamente aquilo que estão a comprar, sem trabalhos nem custos adicionais.”
As casas-contentores já são comuns nas cidades dos Estados Unidos, mas também na Europa, por exemplo em Berlim ou Paris. “Para além da facilidade de adquirir e transportar os contentores, são um produto evolutivo e podem aumentar de dimensão e serem empilhados uns nos outros”, continua Manuel Remédios.
Não são novidade noutros países mas são-no em Portugal, onde “as pessoas, quando se fala em pré-fabricação, ainda ficam de pé atrás”, sublinha. “Mas um tijolo também é um objecto pré-fabricado.”
Não enferrujam e duram 90 anos Os contentores são de aço, não enferrujam e vêm de portos como o de Lisboa, onde são vendidos ao fim de 15 anos, quando já não servem para transportar mercadoria. “No mar têm uma vida de cerca de 15 anos, mas na verdade duram 90”, explica Manuel. “O que fazemos é um isolamento até superior ao das casas tradicionais, por dentro e por fora. À primeira vista pode parecer uma casa normal, o que sucede é que está preparada para ser levantada.”
A resistência não há-de ser um problema, até porque estas casas são “anti-sísmicas”, garante o arquitecto. Uma casa demora dois meses a estar pronta e os preços podem variar entre os 25 mil (um quarto) e os 40 mil euros (um T2).
A empresa tem vários projectos em mente, como o de um hostel em Peniche para surfistas, a pensar no campeonato mundial, e outros projectos nos PALOP. “Aí, e para diminuir o custo de transporte, estamos a tentar que os contentores vão cheios de produto.”
Fonte: I

Excesso de oferta e baixa procura no mercado obriga Maersk a encostar um Triple-E





Com a chegada da temporada baixa de Inverno, prevê-se que a supressão de algumas rotas atire vários navios para paragens temporárias que resultarão em reservas inactivas que poderão ultrapassar o milhão de TEU. Segundo dados da Alphaliner, existem 263 navios de contentores inactivos que perfazem 934,700 TEU e que representam 4,7% da frota global, que inclui 23 navios de 7500 TEU ou de capacidade superior.


Desses registos fará parte um dos gigantes navios de 18000 TEU, da classe Maersk Line Triple- E, modelo de última geração, construído para permitir capacidades recordistas de carga marítima – o navio da companhia dinamarquesa, adquirido recentemente com intuito de dar vazão às supostas necessidades particulares do segmento – o Triple-E ficará parado durante um período mínimo de 6 semanas, muito devido às rotas suprimidas entre a Europa e a Ásia.



Sendo a manutenção da actividade dos navios de grandes dimensões uma prática regular e até uma aposta primordial, esta opção da Maersk revela, como atesta a Alphaliner, a clara excessiva oferta de navios porta-contentores e suas respectivas capacidades (TEU) tendo em conta a demanda actual – dada a situação do mercado, a Maersk viu-se obrigada a preterir de um dos seus Triple-E para minimizar perdas, uma vez que manter o navio em acção traria prejuízos maiores.



A crise que afecta actualmente o mercado dos porta-contentores e sua rentabilidade enquadrada nos serviços (e respectivas taxas) tem sido impulsionada pela descida da procura, facto que, aliado aos recentes anos de uma corrida generalizada ao aumento da capacidade de carga, resulta hoje num desfasamento entre os recursos alocados neste segmento e a real necessidade do negócio, a nível global.



Como explica a Alphaliner, a procura por navios Post-Panamax “praticamente evaporou”, enquanto a ” desilusão se instala no mercado” à medida que a descida da procura se acentua e o excesso da oferta se torna “uma doença crónica”. 



Fonte: Cargo

Albufeira e Sagres já podem detetar Tsunamis

Os primeiros quatro dispositivos desenvolvidos pelo Centro Comum de Investigação (JRC) já foram instalados em Portugal e Espanha. Há mais 16 preparados para outros países mediterrânicos.


ortugal e Espanha já têm os equipamentos de baixo custo que permitem medir as variações no nível do mar e identificar a aproximação de um tsunami. O Dispositivo Económico para Medição do Nível do Mar (IDSL, na sigla em inglês) foi desenvolvido pelo Centro Comum de Investigação (JRC, na sigla em inglês para Joint Research Center) da Comissão Europeia.
Albufeira e Sagres, em Portugal, Cartagena e Cádis, em Espanha, e em breve mais 16 dispositivos na Grécia, Itália, Líbano, Marrocos, Roménia, Tunísia e Turquia, “para continuar a testar a fiabilidade, durabilidade e qualidade do IDSL”, referiu um comunicado do JRC. A equipa do JRC têm-se dedicado à deteção e alerta precoce em caso de tsunami – já em 2014 andava a testar em Setúbal um sistema de alerta.
Localização prevista para os dispositivos do Mediterrâneo, que vão medir os níveis do mar – JRC/CE
A existência de dispositivos em vários locais ao longo da costa permite fazer uma monitorização eficaz da formação de tsunamis – as ondas gigantes que se formam depois de um sismo submarino –, “mas até à data o elevado preço de instalação e manutenção destes dispositivos tem obstado a sua utilização em larga escala”, referiu o JRC em comunicado. Agora, a instituição propôs uma solução de baixo custo.
Os sistemas de alerta rápido de tsunamis baseiam-se em redes de observação de sismómetros e estações de medição do nível do mar, que transmitem dados em tempo real aos Centros de Alerta de Tsunamis (CAT) nacionais e regionais. Com base nestas observações, os CAT são capazes de confirmar ou cancelar uma prevenção ou alerta de tsunami, referiu o comunicado.
Os dados do nível do mar são medidos de cinco em cinco segundos e transmitidos aos servidores do JRC através da rede GPRS, ficando assim imediatamente disponíveis para análise. Um site na internet permite visualizar, analisar e descarregar os dados assim que são recebidos.