O Mar Negro poderá receber navios de 10 000 TEU com a construção de um cais de águas profundas no terminal NUTEP, no porto de Novorossisk (Rússia).
Autor: portaldomar
Drewry prevê ligeiro aumento dos custos de operação dos navios
O custo de operação dos navios cargueiros deverá aumentar nos próximos dois anos, após uma ligeira redução (1% a 2%) em 2015, indica o mais recente relatório da Drewry (“Ship Operating Costs Annual Review and Forecast”).
Vítor Caldeirinha: Projectos de futuro do Porto de Setúbal são "aposta nacional fundamental"
Vítor Caldeirinha começou por aprofundar o crescimento sustentado do Porto de Setúbal nos últimos anos, de seis para oito milhões toneladas, à taxa de 20% ao ano, ligando-o directamente “ao aumento das exportações das indústrias que já são clientes há muitos anos, como é o caso da Secil, Cimpor, Siderurgia Nacional, Portucel e Autoeuropa”. Mas não só: a qualidade do serviço dos operadores dos 12 terminais, bem como a proximidade a dois concelhos exportadores (Palmela e Setúbal) e as acessibilidades marítimas e terrestres também são factores decisivos na distintiva vantagem competitiva do porto.
Quanto ao tema das fusões administrativas de grandes direcções portuárias, o presidente da APSS considerou-o desaconselhável, defendendo antes um modelo de gestão que prime pela complementaridade entre cooperação e competitividade e “alternativas eficientes para exportar”, explicando que “é preferível a coordenação regional institucionalizada no modelo de “coopetition” do que fazer fusões de portos principais”. Uma possível solução? “uma entidade nacional que faça a coordenação de acções comuns e serviços partilhados”, explicou Vítor Caldeirinha.
Em termos de projectos que tracem o horizonte do porto de Setúbal, o economista pós-graduado em Gestão do Transporte Marítimo e Gestão Portuária ressalvou que o trabalho de desenvolvimento de soluções logísticas optimizadas continuará – elencando projectos que visarão atrair investimento forasteiro no âmbito da reindustrialização da região, do fomento turístico e do ataque ao desemprego: “estamos a desenvolver os projectos “Port of Setubal Plus: The South of Lisbon Gateway” e “Blue Atlantic”, com o apoio do município, Sapec, Aicep Global Parques e a Comunidade Portuária de Setúbal”.
Caracterizando-o como “o projecto para a década”, Vítor Caldeirinha definiu os moldes da sua materialização: “criação de mais três quilómetros de cais “low-cost” para carga geral, contentores e granéis com fundos de 15 metros de profundidade e vastos terraplenos
industriais e logísticos. Deve ser uma aposta nacional fundamental. Um projecto do país”, explicou, acrescentando que os ecos internacionais têm sido positivos nesta fase de divulgação do processo.
Quanto ao investimento, o presidente da APSS focou a expansão do terminal de automóveis, conectado com a fábrica Autoeuropa, e referiu que é sua intenção alargar o terminal ro-ro para nascente, de modo a fazer “face aos pedidos das marcas de veículos e teremos de apostar na modernização dos cais da Sapec, Termitrena, Teporset e Tersado”. A importância do cariz exportador do Porto de Setúbal não passou despercebida na entrevista – com o seu carácter distinto, o porto, “exportador ‘short sea’ e de ‘hinterland’, “passou de 20% de exportações
para 70% em 2014 e cresceu 20% na carga em 2013 e 20% em 2014, tem atraído cada vez mais linhas regulares de contentores”.
No que concerne ao tema dos prazos de concessão dos portos, tema bastante em voga no debate actual, Vítor Caldeirinha alertou que tais prazos deverão “passar para 50 anos”, para que, assim, se possam viabilizar mais terminais em simultâneo em regime concorrencial, viabilizando também “terminais maiores com economias de escala”. Para o presidente da APSS, o cenário é claro: “Se queremos menores custos portuários, maior qualidade de serviço, mais concorrentes, mais produtividade, temos de dar mais prazo para os investidores viabilizarem os seus investimentos no tempo. E permitir reinvestimentos a meio da concessão”.
África Ocidental multiplica terminais de um milhão de TEU
A África Ocidental terá pelo menos seis novos terminais de contentores com capacidade para movimentar um milhão de TEU na próxima década. E vários dos terminais existentes aumentarão a capacidade instalada.
Gigantes mundiais disputam novo porto no Canal do Panamá
A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) recebeu 11 manifestações de interesse, de alguns dos maiores operadores portuários mundiais, para a concessão do porto de Corozal.
Operadores acusam estivadores de quererem cláusulas ilegais no ACT
Os operadores portuários de Lisboa acusam o sindicato dos trabalhadores portuários de quererem incluir no Acordo Colectivo de Trabalho cláusulas que vão contra a lei aprovada na Assembleia da República. Em conferência de imprensa, alertaram para os prejuízos “irreversíveis” da greve.
Tráfego de contentores desce globalmente e Portugal sofre repercussões endémicas
Este contexto, que se verifica a nível global, tem afectado particularmente a performance (em termos de movimentação de carga) dos portos portugueses e os resultados mais ténues têm sido visíveis – no Porto de Lisboa a redução da confiança dos investidores, no seguimento da instabilidade vivida na correlação de forças entre trabalhadores (greves marcantes em 2012 e no presente) e Patronato, afectaram os níveis performativos do porto;
No Porto de Sines, a queda tem sido uma tendência assinalável, em grande parte devido às contracções do mercado mundial e da fortíssima e feroz concorrência (Tânger Med tem estado em alta no capítulo do Transhipment) e até de uma menor intensidade actuante de armadores importantes como a Maersk. A estas repercurssões nacionais não será alheia a indefinição política que subsiste na economia portuguesa.
Se, dentro de portas, o sector portuário é afectado pela morosidade do cenário sócio-político e económico (que não permite a restauração da confiança), fora de portas, o menor fulgor da economia chinesa, que tem baixado o índice das suas exportações e centrado o foco da economia no consumo interno.
Zachariae Isstrom. O glaciar que está a deixar os cientistas preocupados
Clima: oceanos na agenda oficial da COP21
Em Novembro, Peniche promove o Mar
Numa organização conjunta da Câmara Municipal de Peniche, do Peniche Surfing Clube e da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar – Politécnico de Leiria, Novembro – mês do mar 2015 incluirá um conjunto diverso de eventos que abordarão a Cultura, o Desporto, a Economia, a Educação, a Investigação e a Sensibilização Ambiental.
Novembro – mês do Mar pretende ser uma vez mais uma iniciativa que irá promover um dos maiores recursos locais e nacionais. A programação da edição 2015 incluirá uma vertente cultural – exposição de bússolas de Estevão Henriques – À procura de um rumo e a Poesia anda por Aí; uma componente desportiva – bodyboard meeting 2015, campeonato Alemão e Austríaco de SUP Wave; uma abordagem à educação e formação (ESTM na formação da cidadania para o Mar, livro Peixes Marinhos de Portugal); não esquecendo a economia e turismo (Actividades marítimo-turísticas na Reserva da Biosfera das Berlengas, Peniche Seabird count 2015) e a investigação científica (lixo na costa alguém gosta? e plataformas oceanográficas).
A promoção e divulgação do mar, incluirá igualmente a exibição de documentários produzidos e realizados pelo Politécnico de Leiria sobre a identidade marítima, nomeadamente o Fishtour – uma experiência única na rota da sardinha e Lagoa de Óbidos – o património e as gentes.
A organização Novembro – mês do Mar 2015 é da responsabilidade da Câmara Municipal de Peniche, do Peniche Surfing Clube e da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar – Politécnico de Leiria, contando com o apoio do MARE-IPLeiria, Forum Estudante, Núcleo de Estudantes de Biologia Marinha e Biotecnologia, SPEA, GITUR – Grupo de Investigação em Turismo, ICNF, GAC Oeste, Centro Formação Centro-Oeste e Associação David Melgueiro.
Mais informações em www.cm-peniche.pt ou www.ipleiria.pt/estm ou www.ppsc.pt








