Porto de Sines dá melhor semestre portuário de sempre.

De acordo com o comunicado da Autoridade da Mobilidade e Transportes, o Porto de Sines é líder do sector portuário nacional, com uma quota de 53,3% do mercado. Os portos nacionais movimentaram 45 milhões de toneladas no primeiro semestre,  que é o maior taxa semestral de sempre, tendo esse crescimento nacional dar-se graças ao Porto de Sines, que com o seu crescimento de  10,5% e movimentação de 24,1 milhões de toneladas, anulou a tendência negativa de outros portos. Em matéria de quota segue-se o porto de Leixões, com uma quota de 19,6%, e o de Lisboa, com uma quota de 10,3%. A movimentação de mercadorias caiu 18,6% em Lisboa, que se explica pelas greves. Leixões, a quebra total foi de 3,5%. No segmento de contentores houve um movimento de 1,3 milhões de TEU no primeiro semestre, o que registou uma queda de 1,8% face ao mesmo período de 2015.
Foto: Nuno Pinto Fernandes Fonte: Notícias de Sines



Descoberta nova espécie de baleia no Oceano Pacífico

Espécie recém-identificada parece-se com as baleias bicudas mais comuns, mas tem dois terços do tamanho e uma cor mais escura.





Os cientistas descobriram uma nova espécie de baleia na ilha de St. George, no Estado norte-americano do Alaska. Esta espécie de baleia nunca foi vista viva e ainda não tem nome, noticia a CNN.
A baleia “misteriosa”, encontrada morta em 2014, na costa da ilha St. George, uma das Ilhas de Pribilof, no mar de Bering, é na verdade uma nova espécie.
O corpo da baleia não se parecia com nenhuma espécie conhecida até então, apesar de ter mais de sete metros de comprimento. Durante dois anos, a “identidade” do animal permaneceu um mistério até que uma equipa internacional de cientistas conseguiu agora resolver o quebra-cabeças. Trata-se de uma nova espécie de baleia, ainda sem nome.
A baleia encontrada morta no Alasca era parecida com uma baleia-bicuda-de-Baird, mas a carne era mais escura e tinha dois terços do tamanho daquela baleia comum, além de a barbatana dorsal ser muito grande e flexível.
Os cientistas concluíram agora que se trata de uma nova espécie de baleia, que nunca foi vista viva, de acordo com um estudo publicado na revista cientifica Marine Mammal Science.
A afirmação foi provada na semana passada por uma equipa internacional de cientistas que encontrou evidências genéticas de uma nova e rara espécie de baleia bicuda que percorre o Oceano Pacífico do norte do Japão até as Ilhas Aleútas do Alasca. As baleias bicudas estão entre as espécies de baleias menos conhecidas no oceano, pois mergulham milhares de metros para dentro de desfiladeiros profundos e bacias subaquáticas para se alimentarem de lulas e de peixes.
A nova espécie foi descoberta com uma complexa análise de ADN de 178 baleias bicudas da orla do Pacífico, sendo o tecido de algumas delas obtido de museus. A análise apresentou oito exemplos atualmente conhecidos que apontam para a nova espécie. Estas incluíram espécimes do Smithsonian Institution e do Museu da História Natural do Condado de Los Angeles, o esqueleto em exibição na escola secundária do Alasca.
O interesse pelas possíveis novas espécies surgiu de uma investigação japonesa anterior, que sugeriu a existência de uma baleia bicuda que era mais escura e que media dez metros de comprimento, o que é dois terços menos do tamanho das baleias bicudas de Baird mais comuns.
Durante décadas, baleeiros japoneses afirmaram ter avistado uma “baleia enigmática”, a que chamavam “karasu” (palavra que em português quer dizer “corvo”), fazendo menção à cor preta do mamífero aquático.
Isso levou Phillip Morin, um cientistas de biologia molecular do Centro de Ciência de Pesca do Sudoeste do NOAA, e autor principal do novo estudo, a procurar por mais amostras genéticas que em definitivo responderiam se, de facto, se tratava de uma nova espécie.
Primeiro o cientista entrou em contacto com o Centro de Ciência de Pesca do Sudoeste, nos EUA, onde é guardada a maior coleção de tecidos de mamíferos marinhos. Aí Morin encontrou duas amostras que combinam com o ADN da nova baleia. Uma das amostras compatíveis era de uma baleia da espécie que habitava as Ilhas Aleútas do Alasca em 2004, cujo esqueleto atualmente está em exposição na Escola Secundária Unalaska. Em seguida, a mesma equipa visitou vários museus, centros de investigação e até procurou nos mercados de peixe japoneses onde a carne de baleia é vendida.
Mais recentemente, em 2014, os cientistas descobriram uma baleia bicuda morta nas águas de uma das Ilhas Pribilof no Mar de Bering. Os cientistas analisaram o ADN, mas mais uma vez ele não era compatível com nenhuma espécie conhecida até agora. Depois de recolherem todos os dados, os cientistas concluíram que a baleia certamente é uma nova espécie, que ainda precisa de ser denominada.
A descoberta de uma nova espécie deste tamanho deixa os cientistas perplexos sobre o que ainda pode estar escondido nas profundezas do oceano.
Fonte: TVI24

Cientistas encontraram esqueleto raro de baleia no Mar.

Uma equipa de investigadores marinhos encontrou um raro esqueleto de baleia no fundo do mar. A carcaça do animal caiu naturalmente para o leito do oceano, enquanto as que se encontram habitualmente são afundadas intencionalmente para efeitos de investigação.
Este esqueleto de baleia foi detectado pela embarcação de exploração em águas profundas Nautilus, que está a fazer pesquisa nos oceanos da Califórnia, nos Estados Unidos.
Um vídeo divulgado pela equipa de investigação mostra os ossos no leito do mar e os cientistas a constatarem que se trata de uma “queda de baleia” natural.
“Dar com uma queda natural de uma baleia é bastante incomum. A maioria das que foram estudadas foram afundadas intencionalmente num certo local”, explica um dos investigadores da Nautilus no vídeo.
Os investigadores reforçam que os restos dos ossos são um verdadeiro festim de nutrientes para as criaturas marinhas, nomeadamente para os chamados “vermes zombies”.
Estes parasitas, também conhecidos por Osedax roseus, escavam os ossos e alimentam-se dos lípidos no seu interior.
A Administração Atmosférica Oceânica Nacional dos Estados Unidos (NOAA na sigla em inglês) aponta ainda, segundo cita o Live Science, que as carcaças de baleia são “uma fonte de alimento súbita e concentrada e uma mina de ouro para os organismos no fundo do mar“.
E aquilo que estes organismos não comem enriquece o sedimento do leito do oceano durante mais de um ano, refere ainda a NOAA.
O esqueleto da baleia também é “um substrato duro para a colonização de invertebrados”, acrescenta a mesma publicação.
Fonte: ZAP

Pyrosomas inundam mar dos Açores

Estão a aparecer pyrosomas em grande número no mar dos Açores, fenómeno que está a ser alvo de um estudo internacional, adiantou à Lusa o investigador da Universidade dos Açores João Pedro Barreiros. O que são? Conforme podemos ver na imagem de capa deste artigo, parecem ser um grande tubo, oco de um dos lados, onde poderia caber perfeitamente uma pessoa. Mas, apesar de parecer assustadora, trata-se de uma estrutura que é inofensiva. 
“O que nos chamou a atenção é haver muitos e muito dentro da costa, inclusive a baixíssimas profundidades. Eu cheguei a ser chamado para ver colónias dessas por pessoas que estavam à pesca no porto de Pipas, em Angra do Heroísmo”, na Ilha Terceira, disse o biológo.
Os pyrosomas estão normalmente “a grandes profundidades” e são avistados “esporadicamente ao longo de anos”. Este ano, têm aparecido em abundância e junto à costa açoriana.
“São estruturas que parecem claramente um tubo e podem chegar a oito metros de comprimento. Esse tubo é oco de um dos lados, tem uma abertura, que não é uma boca, porque aquilo é uma colónia de pólipos e, para terem uma ideia da dimensão, uma pessoa cabe lá dentro em algumas dessas colónias maiores”
Em termos de aspeto, “é semitransparente, mas tem alguma coloração que resulta da cor do aparelho digestivo dos pólipos que formam essa colónia”. Seja como for, e apesar de o tamanho ser “assustador”, esse “tubo gelatinoso composto por pequenos organismos marinhos” é completamente “inofensivo”.
“Não são minimamente perigosos, não há qualquer risco. É evidente que alguém que está a mergulhar ou a nadar e dá de caras com uma estrutura, com um tubo transparente de oito metros de comprimento, é capaz de se assustar, mas não há aqui venenos, nem toxinas, nem nada comparável com as águas vivas [alforrecas] ou com as caravelas, nada disso”
 Este aparecimento de pyrosomas nos Açores está a ser alvo de um estudo internacional que, nesta fase inicial, vai tentar fazer “a identificação genética” dos exemplares que têm surgido um pouco por todo o arquipélago dos Açores.
“Temos uma série de amostras que, quando chegar ao inverno, serão enviadas para um laboratório nos Estados Unidos para tentarmos perceber se se trata de mais do que uma espécie. Estamos também a mapear com maior precisão possível os avistamentos, as observações dessas colónias. De facto, estamos a compilar uma base de dados muito interessante que mostra uma distribuição imensa desses organismos à volta das ilhas todas”, explicou ainda o biólogo.
Além de João Pedro Barreiros, o estudo está a ser coordenado também por uma bióloga do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, nos Estados Unidos da América e “tem progredido através de um número de observações nunca antes registado”, que poderá ajudar num maior conhecimento sobre ‘pyrosomas’, que servem de alimento a tartarugas e a outros animais marinhos.
“Se há coisa que nós sabemos em relação aos pyrosomas  é que não sabemos nada. Não há ninguém no mundo que tenha tido até hoje oportunidade de desenvolver um estudo aprofundado sobre estas colónias porque são de facto muito, muito desconhecidas”
O biólogo tem contado com a colaboração de mergulhadores, caçadores submarinos e turistas para recolher amostras e pede a colaboração de outras pessoas no sentido de serem feitas idênticas recolhas desta estrutura gelatinosa que podem ser feitas à mão. Depois, deve ser colocada num frasco com água do mar e ser entregue na Universidade dos Açores ou junto das autoridades marítimas.
Fonte: TVI 24

Repsol adia furo no mar em frente a Faro

A Repsol não vai avançar com o furo para gás natural no mar, ao largo do Algarve, que devia ter início em Outubro próximo, noticia o Jornal de Negócios.
«O projeto de pesquisa está em processo de revisão, não havendo nesta altura data fixada para a perfuração», diz fonte oficial da Repsol Portugal, citada pelo Jornal de Negócios.
Depois de o consórcio Galp/ENI ter anunciado também o adiamento do seu primeiro furo, que deveria ocorrer a cerca de 45 quilómetros do litoral do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, ou seja, frente aos concelhos de Aljezur (Algarve) e Odemira (Alentejo), agora é a vez de a petrolífera espanhola anunciar também o congelamento dos seus planos.
O consórcio formado pela Repsol e pela portuguesa Partex previa fazer um furo a uma distância de 40 a 50 quilómetros da costa do Sotavento algarvio, frente a Faro.
O consórcio detém quatro áreas para procurar hidrocarbonetos (petróleo e gás natural) no mar da costa Sul do Algarve. Tendo em conta que a Repsol já explora gás natural a 50 quilómetros de Portugal, no golfo de Cádis, também no mar algarvio há boas hipóteses de haver esse hidrocarboneto.
No caso do furo exploratório que a Galp/ENI deveriam começar a abrir este Verão, na Costa Alentejana, o presidente da Galp Energia anunciou, em finais de Julho, que ficaria adiado, não havendo nova data prevista.
Carlos Gomes da Silva disse que tudo estava pronto em termos técnicos e logísticos para fazer o furo, mas a decisão da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos de prolongar o prazo de consulta pública, por mais 30 dias, levou a que fosse perdida «a oportunidade».
Até 4 de Agosto, esteve a decorrer o período de consulta pública sobre a pretensão do consórcio Galp/ENI, que estava a gerar grande contestação por parte das associações ambientalistas, dos movimentos anti exploração de petróleo, de todos os municípios do Algarve e de associações empresariais.
A italiana ENI (que tem 70% do consórcio) e a Galp voltarão a avaliar em 2017 se vale a pena fazer o furo, mas o presidente da petrolífera portuguesa diz que na altura se verá se vale a pena fazer o investimento.

Tubarão-da-gronelândia: Vertebrado mais velho do mundo tem 392 anos

Vive em águas muito frias e tem um metabolismo lento. Estas são algumas das justificações para a vida tão longa destes animais, que ainda permanecem um mistério para a ciência.


Jeanne Louise Calment viveu 122 anos e 164 dias. Até hoje, ninguém viveu tanto como esta francesa nascida em 1875. Mas este número parece uma brincadeira, quando comparado com os 392 anos vividos por um tubarão-da-gronelândia, o animal vertebrado mais velho do mundo, que vive em águas entre os -1 e os 5ºC.
As conclusões são de um estudo divulgado agora e orientado pelo investigador Julius Nielsen, da Universidade de Copenhaga. No entanto, pelo menos desde os anos 30 já se falava da possibilidade de os tubarões-da-gronelândia terem uma longevidade superior ao normal. A revista The Atlantic recorda que em 1936, um investigador dinamarquês mediu um destes animais e marcou-o para poder voltar a ele mais tarde. Voltou em 1952, 16 anos depois, e registou um crescimento de apenas 8 centímetros. Meio centímetro por ano. Para atingir os sete metros verificados noutros tubarões, precisaria de alguns séculos.
Mas era difícil de comprovar, de forma mais exata, esta conclusão. Impedidos de usar um dos métodos mais tradicionais para averiguar a idade de um tubarão (a análise dos círculos de crescimento nas vértebras), devido ao facto de as vértebras desta espécie serem demasiado macias, Julius Nielsen e a sua equipa optaram por algo inovador: a datação por radiocarbono dos olhos de alguns destes tubarões.
Resultado: o tubarão-da-gronelândia tem entre 272 e 512 anos de idade. Uma média de 392 anos, o número que foi avançado pelo grupo de cientistas. A margem ainda é grande, mas dá uma ideia da longevidade destes animais.

A ideia de utilizar o carbono-14 para descobrir a idade dos tubarões apareceu uns meses antes. Nielsen tinha participado, enquanto estudante, numa missão num navio hidrográfico. Por acaso, puxaram um daqueles tubarões para o barco, enquanto mediam cardumes de bacalhaus, e tiveram de usar as forças de todos para o conseguir colocar novamente no mar. “Foi uma experiência fantástica”, descreveu à The Atlantic.
Quando, depois desta expedição, assistiu a uma palestra sobre o assunto, ouviu do orador uma ideia interessante: talvez fosse possível saber a idade de um tubarão utilizando a datação por radiocarbono, analisando o cristalino do olho dos animais. “Levantei a mão e disse que já tinha estado num barco que apanhou e libertou um tubarão-da-gronelândia. Ele disse que devíamos falar”. Daí até ao estudo em si, foi rápido. Nielsen dedicou-se, entre 2010 e 2013, a recolher amostras dos olhos de 28 tubarões, em que foram medidos os níveis de carbono-14.
Este método de datação, muito eficaz em rochas ou em animais em terra, perde eficácia na água, onde é difícil avaliar as variações dos níveis de carbono-14. A ajuda veio do tempo da Guerra Fria. Quando as grandes potências mundiais fizeram testes nucleares, entre 1955 e 1963, causaram um aumento da quantidade de carbono-14 na atmosfera mundial, para o dobro. Naturalmente, este composto entrou na cadeia alimentar e, portanto, na constituição dos animais. Um modelo matemático criado para o estudo dos tubarões-da-gronelândia permitiu usar aquela década como referência e aumentar a eficácia do processo.
E os resultados são impressionantes. Mesmo utilizando os valores menores, o tubarão-da-gronelândia é oficialmente o animal vertebrado mais velho do mundo, até hoje conhecido. Nielsen pretende continuar a estudar este animal, para descobrir os motivos que permitem ao tubarão viver tantos anos. “Sou um geek dos tubarões-da-gronelândia”.
Fonte: Observador

Cientistas avaliam estado de saúde dos oceanos

A cerca de 12 quilómetros ao largo da costa da Bermuda os cientistas estão a analisar o estado de saúde dos oceanos.
A bordo do submarino Triton, a 60 metros de profundidade, os cientistas exploram os recifes de coral.
A Missão Nekton, assim designada em memória à primeira missão para explorar as profundezas do oceano em 1960, pretende levar a cabo o diagnóstico mais abrangente jamais realizado sobre a saúde dos oceanos.
Os cientistas estudam aspetos como a composição química da água e a biodiversidade. Os mergulhadores registam tudo com câmaras de alta definição enquanto são recolhidas amostras que mais tarde serão analisadas em laboratório.
O diretor da missão Oliver Steeds afirma que “é sabido que as profundezas do oceano estão em rápida mutação. O que não compreendemos de momento é o seu estado de saúde e resiliência”.
Steed adianta que “precisamos de mais missões como esta. Gastam-se milhares de milhão para ir ao espaço e muito pouco dinheiro para explorar as profundezas do oceano, isto apesar de se tratar de algo crítico para a humanidade”.
O professor Alex Rogers já levou o submarino até aos 150 metros de profundidade.
Ele afirma que os corais aparentam estar saudáveis, as espécies de tamanho mais pequeno são abundantes mas verifica-se uma quase ausência de espécies de maiores dimensões. O problema, afirma, é a pesca industrial.
“A sobreexploração dos eco-sistemas marinhos leva décadas a recuperar. E isso acontece nas águas menos profundas. Por isso podemos imaginar o que acontece quando se arrastam redes sobre os corais situados em águas profundas. Leva centenas de anos a recuperar na melhor das hipóteses”, adianta Alex Rogers, biólogo da Universidade de Oxford.
A missão Nekton vai prosseguir até meados de agosto. Estão previstas missões ao Atlântico Norte e às águas costeiras do Canadá.

O malfadado Fortuna está de regresso ao mar

O destino do Fortuna foi finalmente decidido. Após três anos
ancorado, aquele que foi o iate da família real espanhola vai voltar
a cruzar os mares. A companhia de navegação Baleària, que o
adquiriu em julho de 2014, optou por alugar a embarcação. Um luxo
que não está ao alcance de todos, ou não fossem precisos 25 mil
euros – sim, 25 mil – apenas para encher o seu depósito de
combustível de 45 mil litros.

A história do Fortuna, um dos iates mais rápidos do mundo –
consegue atingir velocidades de 65 nós (aproximadamente 125
quilómetros por hora) graças aos seus dois motores Rolls-Royce -, é
daquelas que começa como um conto de fadas e que rapidamente se
transforma num pesadelo. Oferecido no ano 2000 ao então rei Juan
Carlos por duas dezenas de empresários e pelo governo das ilhas
Baleares, foi avaliado em 19 milhões de euros e chegou a transportar
a realeza espanhola enquanto esta acenava ao povo e apanhava banhos
de sol no convés ao largo de Palma de Maiorca.

Há três anos, quando Juan Carlos renunciou ao iate como parte de um
plano de relações públicas que visou a melhoria da imagem dos
residentes do Palácio da Zarzuela, tudo mudou. Regressou às mãos
dos empresários que o mandaram construir e acabou por ser posto à
venda. Mas o Fortuna, todo ele construído de alumínio e com cinco
camarotes duplos, mais aqueles que estão destinados à tripulação,
deixou de valer uma fortuna: o seu preço de mercado caiu para metade
e nem assim houve quem quisesse pagar os cerca de dez milhões de
euros que eram pedidos para a sua aquisição.

Até julho de 2014, quando a Baleària abriu os cordões à bolsa e o
comprou por 2,2 milhões – um valor irrisório, tendo em conta o
preço inicial. Escreveu a imprensa espanhola na época que a ideia
passava por mandar retirar os motores do ex-iate real e utilizá-los
nos ferry que fazem a travessia, a cargo da mesma empresa, entre as
ilhas Baleares e a Península Ibérica. Contudo, como os custos eram
demasiado elevados, a Baleària optou por desmantelar a embarcação
para a vender às peças. Uma ideia que posteriormente também
abandonou.

Agora, o velhinho Fortuna, de 35,4 toneladas de peso e entretanto
batizado de Foners, pode fazer parte do mercado charter. O jornal El
Mundo avança que a companhia de navegação já deu início aos
trâmites que vão permitir o seu aluguer.

Resta dizer que Don Juan Carlos de Borbón não foi homem de um
Fortuna só. A história deste começou em 1997, quando foi
encomendado aos estaleiros navais de Izar, em San Fernando (Cádis).
A ideia foi substituir o anterior Fortuna, que lhe tinha sido
oferecido em 1979 pelo rei saudita Fahd. E antes deste, ainda
enquanto príncipe, o rei emérito de Espanha teve um outro – o seu
primeiro: aquele com que participou nos Jogos Olímpicos de Munique
em 1972 e que hoje está no Museu Olímpico de Barcelona. Actualmente,
Juan Carlos é um homem sem Fortuna.

Fonte: DN

O maior buraco azul do mundo fica no Mar da China

Um submarino afundou-se à maior profundidade alguma vez registada e o efeito é uma grande mancha azul em alto mar.


No meio do grande azul, há um buraco enorme de um azul ainda mais profundo. Um submarino afundou-se em pleno Mar da China, junto às Ilhas Paracel, e o fenómeno provocou o maior “buraco azul” alguma vez encontrado no mundo.
Os habitantes locais chamam-lhe “o olho”, de acordo com o Business Insider. O buraco fica numa das áreas mais militarizadas do planeta, situada entre a China, Vietname, Malásia, Indonésia, Filipinas, Brunei e Taiwan.
Os restos do submarino estão agora a 300 metros de profundidade, pelo que este é o afundamento mais profundo alguma vez registado.
Os investigadores da Ocean University of China que detectaram o buraco conseguiram medir a profundidade através de uma série de calibragens baseadas no nível das águas, na quantidade de sal, na temperatura e na densidade da água.
Os buracos azuis são formados quando, numa zona de rochas calcárias, um buraco provocado por um afundamento se enche de água. Ao longo dos tempos, a rocha dissolve-se no subsolo e forma cavernas ou cavidades, diz o Live Science, e o processo de dissolução faz com que a caverna fique muito perto da superfície da Terra. Se as paredes da caverna colapsarem, gera-se um buraco azul.
Os cientistas chineses vão avançar com estudos sobre a vida marinha dentro do “buraco azul”. Uma vez que a partir de um certo nível a água deixa de ter oxigénio, dada a profundidade do buraco, poucos serão os seres vivos que conseguirão ser encontrados nas profundezas do grande azul.
Fonte: TSF


adeus aos gigantes dos mares

A zona de Belém, entre o Padrão dos Descobrimentos e a Torre, foi das mais concorridas para acompanhar o desfile náutico dos 51 navios presentes na edição deste ano da Tall Ships Races. Durante os últimos quatro dias, estas embarcações abriram as suas portas ao público e mostraram como é a vida a bordo de um grande veleiro.
Na comemoração dos 60 anos da Tall Ships Races, que se realizou pela primeira vez entre Torbay, no Reino Unido, e Lisboa, o evento voltou a registar a presença de milhares de pessoas ao longo destes dias, contribuindo para aproximar os portugueses do mar.
A The Tall Ships Races ruma agora a Cádiz, no sul de Espanha, onde permanecerá também durante quatro dias, para a segunda etapa da regata, que termina a 14 de Agosto, na Corunha.