Mais futuro no (do) Mar

Foi recentemente inaugurado o ECOMARE, uma nova estrutura que traduz uma vontade antiga da Universidade de Aveiro de assegurar condições de investigação com acesso direto ao mar. Sobreleva, em primeiro lugar, o caráter alargado da parceria subjacente à sua construção e funcionamento: Fórum Oceano – Associação da Economia do Mar, Câmara Municipal de Ílhavo, Administração do Porto de Aveiro, Sociedade Portuguesa da Vida Selvagem, Oceanário de Lisboa, Fundação Oceano Azul, Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, Citaqua – Centro de Inovação e Tecnologia em Aquacultura e Associação Portuguesa de Aquacultores, de uma maneira ou de outra, estão associados à Universidade de Aveiro neste desígnio. É, ainda, raro ver-se em Portugal uma lógica de rede tão ampla, uma tão grande abertura do meio académico ao que o rodeia e uma tão vasta disponibilidade de entidades tão distintas em se agregarem para um fim comum. Bons indícios, portanto!

Naturalmente que aquilo que constituiu mais notícia foi o Centro de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos e o papel deste, não só no resgate e devolução à natureza de aves, répteis e mamíferos, mas também na investigação, em áreas como a saúde animal ou a ecologia populacional. Por razões que se compreendem, face ao impacto que as questões da sustentabilidade hoje têm, e pelo efeito no imaginário de cada um de nós que a vida selvagem indubitavelmente suscita.
No entanto, não menos relevante é o Centro de Extensão e de Pesquisa em Aquacultura e Mar detentor de capacidades em domínios que vão da Biotecnologia Marinha à Oceanografia e Geofísica, passando pela Energia Offshore, pelas aplicações robóticas navais, pela biodiversidade ou pelos serviços aos ecossistemas. Este Centro, através dos seus laboratórios de uso comum, permitirá acomodar, em paralelo, investigação fundamental e aplicada, cooperação com a indústria, iniciativas de inovação e de incubação de empresas, bem como avaliação económica de actividades ligadas ao mar ou às zonas costeiras.
Caminhamos num século onde o ambiente estará cada vez mais na base do capital económico, onde vão aumentar as práticas de economia circular e o peso do mar em economias crescentemente mais descarbonizadas e mais azuis. Para Portugal, isso apresenta-se como uma oportunidade estratégica face à extensão da linha de costa que possuímos. Ora, para já, representando o mar 97% do nosso território geográfico, a economia marítima fica-se por pouco mais de 3% do nosso Produto Interno Bruto…
Fonte: JN

Por: Manuel António Assunção – Reitor Universidade Aveiro

2E3S.EU organiza curso MOST para portugueses e espanhóis





A Escola Europea de Short Sea Shipping –2E3S.EU irá realizar, entre 21 e 24 de Outubro, o curso MOST – Motorways Of The Sea Training, para profissionais portugueses e espanhóis. Esta é a primeira edição do MOST Iberia, após “o sucesso das mais de 10 edições de seminários dedicados aos profissionais de ambos os países”, refere a 2E3S.EU. Os profissionais dos dois países serão chamados a debater juntos sobre temas de actualidade da logística internacional. As Autoestradas do Mar serão o argumento principal, porém também se analisarão conteúdos de logística intermodal e serviços de transporte marítimo de curta distância. O seminário organiza-se em colaboração com os Shortsea Promotion Centre de Portugal e da Espanha e a European Shortsea Network. Os docentes, experts e profissionais do sector, serão portugueses e espanhóis, o qual assegura uns conteúdos educativos variados e de diferentes perspectivas para os participantes. O curso terá lugar a bordo de um navio Ro-Pax da Grimaldi Lines no trajecto entre Barcelona e Civitavecchia (Roma), uma das autoestradas do mar mais importantes na Europa. Segundo a Escola, existe um número máximo de vagas de 50 pessoas e “as inscrições já estão abertas para uma amplia gama de perfis procedentes do sector do transporte e da logística, incluindo transportadores, gerentes de logística, responsáveis de operações portuárias, agentes marítimos, transitários, etc. Mais do que nunca, a formação oferecerá aos participantes a oportunidade de desenvolver sua rede de contactos, promoverá o networking e ajudará a estabelecer relações sólidas entre experts do sector de Portugal, da Espanha e da América Latina”.


Fonte: Transportes em Revista

Surf. Morreu Jack O’Neill, inventor do fato de surf

Um verdadeiro ícone no mundo do surf, o norte-americano Jack O’Neill morreu aos 94 anos, de causa naturais, segundo informou a sua família em comunicado, na sua casa em frente ao mar em Santa Cruz, na Califórnia. Conhecido pela sua imagem de marca – uma pala no olho esquerdo, que usava desde que teve um acidente a surfar em 1971 – O’Neill ficou para a História por ter inventado o primeiro fato de surf em 1952. Nesse ano inaugurou também em Ocean Beach, São Francisco, uma das primeiras lojas especializadas em equipamentos para a prática de surf. Com base na sua experiência enquanto piloto da Marinha dos Estados Unidos, nos anos 40, durante a II Guerra Mundial, O’Neill começou a experimentar vários materiais para que os surfistas, como ele, pudessem proteger o corpo das temperaturas mais frias do Oceano Pacífico e poderem manter-se dentro de água durante mais tempo.  Depois de vários ensaios, optou pelo neoprene (que até hoje é o principal material dos fatos de surf) usado pela Marinha americana para produzir coletes salva-vidas. Em 1959 abriu a sua segunda loja de surf em Santa Cruz e juntou ao neoprene um forro interior de nylon, já nos anos 60, tendo sido apenas na década seguinte que apresentou o seu primeiro fato completo de surf, em 1970. Acolhido pela comunidade surfista com desconfiança, rapidamente o fato completo fez sucesso no mercado, sob o mote publicitário: “É sempre verão aqui dentro”. Para promover o seu produto, corria todas as feiras e fazia exibições, vestindo os seus filhos com os fatos de neoprene e fazendo-os mergulhar em água gelada. Oriundo do estado norte-americano do Colorado, o próprio O’Neill garantiu que nem os seus amigos mais próximos acreditaram na sua invenção: “Todos eles me disseram: vais vender cinco fatos a amigos, na praia, e depois vais à falência”, contou a família. Pelo contrário, antes dos anos 80 O’Neill já se tinha tornado num dos maiores designers e produtores de fatos de surf a nível mundial e a marca com o seu nome já estava espalhada pela Austrália, Europa, Japão e outros locais do mundo. Se está a pensar que nunca tinha ouvido falar de de Jack O’Neill até agora é porque se tratava de um homem muito discreto, que raramente dava entrevistas, preferindo surfar, passear na praia ou desenvolver novos produtos na sua oficina. Dos grande ícones do mundo do surf era sem dúvida o menos falado e comentado, refere a revista Surfer no obituário, citado pelo USA Today. “Não ligo muito aos negócios, mas sim ao oceano”, disse ao jornal The San Francisco Chronicle em 2012. 

Cerca de 29 mil tartarugas morrem por ano devido à pesca do camarão

A captura não intencional representa a principal ameaça para as tartarugas, que desempenham um papel essencial no ecossistema marítimo e que, entre outras coisas, contribuem para manter a saúde das algas e dos recifes de coral.

Cerca de 29 mil tartarugas marinhas morrem todos os anos por ficarem presas nas redes de pesca do camarão tropical, que depois é vendido no mercado europeu, denunciou esta sexta-feira o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla inglesa).
A associação de defensa do ambiente divulgou um relatório elaborada pela Comissão de Pesca da Guiana Francesa que defende o uso do Dispositivo Excluidor de Tartarugas como uma solução “efectiva e simples” para este problema.
Esta ferramenta, que permite a saída rápida das tartarugas quando ficam presas nas redes, pode reduzir a captura acidental destes animais em 97% com uma perda mínima do total dos camarões pescados, assegura o estudo.
A captura não intencional representa a principal ameaça para as tartarugas, um animal que desempenha um papel essencial no ecossistema marítimo e que, entre outras coisas, contribui para manter a saúde das algas e dos recifes de coral.
“Todos os anos, 29 mil tartarugas morrem em redes de arraste destinadas a pescar camarões, que depois são exportados para a União Europeia”, disse a representante do WWF, Aimee Leslie.
“A Comissão Europeia pode prevenir estas mortes se fomentar o uso dos Dispositivos Excluidores de Tartarugas através do endurecimento dos controlos dos produtos [usados] na pesca de camarões tropicais”, afirma.
O WWF defendeu que estes dispositivos são “uma aposta vencedora para todos”, incluindo para a indústria da pesca, já que “se provou que o seu uso evita o esmagamento dos camarões, aumentando os lucros”, apontou Leslie.
Para a organização ecologista, o futuro da população de tartarugas marinhas depende da reforma do sistema de captura do camarão tropical.
Assim, o WWF instou os membros do mercado comum europeu a adoptarem medidas que obriguem os pescadores de camarão a usarem os dispositivos e, deste modo, possibilitarem a saída das tartarugas marinhas que, por acidente, ficam presas nas redes.

Fonte: Expresso

Portugal oferece-se na ONU para acolher Conferência dos Oceanos em 2020

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, anunciou num discurso durante a primeira Conferência dos Oceanos, da ONU, em Nova Iorque, que Portugal pretende organizar a segunda edição do evento, em 2020.

“Quero formalmente anunciar que Portugal se oferece para receber a próxima conferência dos oceanos da ONU, em 2020, na mesma base e com os mesmos objectivos vertidos para esta conferência”, disse a representante portuguesa.
“Fazemos esta oferta como contribuição para – e em linha com o seu acompanhamento – o processo de revisão da Agenda 2030, sob acompanhamento e supervisão do fórum político de alto nível”, acrescentou Ana Paula Vitorino.
Portugal procura, assim, reforçar a sua liderança internacional na área dos oceanos, depois da organização nos anos anteriores de conferências internacionais em Lisboa.
A Conferência dos Oceanos da ONU, que aconteceu em Nova Iorque com a participação de 193 países, é o primeiro evento deste nível que a organização dedica aos oceanos.
A iniciativa terminou com a adopção, por todos os países-membros, de um documento político que foi negociado pelo embaixador de Portugal na ONU, Álvaro Mendonça e Moura, em conjunto com Singapura.

Feira do Mar de Sines inicia-se hoje.

É hoje que se inicia a Feira do Mar 2017  em Sines, com organização do Sines Tecnopolo e da CM Sines que é um evento estratégico para a dinamização da economia do mar, enquanto espaço e tempo de partilha de experiências e de demonstração de projectos, de produtos e de actividades, mas também de divulgação do conhecimento e das oportunidades geradas por este sector junto dos jovens e da população em geral. Este evento contará com uma conferência, acessível por inscrição, subordinada ao tema “Turismo Náutico”, no auditório da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A., com um painel de oradores conceituados e de ampla experiência no Sector. Contará também com uma mostra de vários expositores ligados ao sector, desde entidades, empresas e organismos públicos, no recinto da Feira da Mar, na Avenida Vasco da Gama em Sines, onde o público poderá ficar a conhecer os actores chave da economia do mar no âmbito regional e nacional. Nesta mostra poderá também degustar várias iguarias do mar, com vários momentos de showcooking, promovidos pela Docapesca. A Feira do Mar 2017 contará com um conjunto de actividades lúdicas para o público em geral, como o torneio de futebol de praia “Brinca na Areia”, coorganizado com o Sines Surf Clube, aberto a inscrições, e o concurso “Onda de Arte”, onde alunos de escolas básicas do litoral alentejano competirão com obras de arte ligadas ao mar. Poderá também participar em várias actividades, como a visita ao Farol de Sines, “Yoga no fundo do mar”, visitas à lota de Sines, actividades de cariz científico com o CIEMAR da Universidade de Évora, beatismo de stand up paddle, de mergulho e de mar, atividades de cariz desportivo na praia (zumba, GAP e Boot Camp), workshops de suporte básico de vida (adulto e pediátrico), para além das actividades do Centro de Ciência Viva do Lousal e visitas à caravela Vera Cruz, entre outras, também sujeitas a inscrição, mas de acesso gratuito. Poderá também visitar a exposição “Porto de Sines – 40 anos a Mover Portugal”, cortesia da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A., no edifício da Docapesca.

Afinal, faz ou não mal urinar no mar?

Pode parecer esquisito, mas agora está confirmado: Fazer chichi no mar não faz mal a ninguém – nem às pessoas, nem aos peixinhos, nem ao oceano. Quem o diz é a American Chemical Society. E de uma maneira bastante engraçada.
Esta associação norte-americana criou um vídeo para explicar o quão insignificante é a nossa urina no meio do oceano. Para além de mostrar que 95% desta é composta por água, o desenho animado explica também que os próprios componentes do chichi facilmente se misturam com os que existem nos oceanos. Por exemplo, a ureia contém bastante nitrogénio, que, quando misturado com água, produz amónio, um complexo químico do qual as plantas marinhas se alimentam.

Para além deste e outros exemplos que comprovam a ‘inocência’ da nossa urina – o vídeo explica outras curiosidades que ajudam a argumentar esta tese – o nosso xixi demora cerca de um minuto a diluir-se no mar.
No entanto, há que ter em atenção que esta conclusão não se aplica a outros espaços aquáticos, como por exemplo as piscinas.
Por isso, de acordo com esta associação norte-americana, não tem que se sentir culpado quando estiver no meio do mar, sentir-se muito aflito para urinar e… não aguentar.
Fonte: Ionline

Eurodeputada madeirense conclui acordo para directivas de segurança no Mar

A eurodeputada Cláudia Monteiro de Aguiar (PSD) foi a relatora do Partido Popular Europeu (PPE) nas negociações tripartidas entre Comissão Europeia, Conselho Europeu e o Parlamento Europeu que permitiram alcançar um conjunto de compromissos que visam reduzir os encargos e a burocracia para o sector marítimo, através da simplificação dos procedimentos de inspecções dos navios e do uso de soluções digitais para a contagem e transmissão de informações dos passageiros. Trata-se de “um acordo fulcral na defesa e segurança marítimas”, considerou a parlamentar madeirense sobre as duas directivas europeias em preparação.
Num comunicado divulgado hoje pelo seu gabinete, a Cláudia Monteiro de Aguiar sublinha que este acordo permite “melhorar a segurança dos passageiros através de uma simplificação de procedimentos e da inclusão de soluções digitais no processo de transmissão das informações”. Em caso de acidente as equipas de salvamento têm ao seu dispor identificação imediata do número de passageiros a bordo e toda a informação necessária de forma mais célere e eficiente.
Já em relação ao regime de inspecções abre-se caminho a “um quadro mais claro, simples e harmonizado para permitir eliminar as sobreposições de inspecções, feitas pelas autoridades nacionais, e tentar enquadrar estas, com outras vistorias existentes”. “Queremos navios operacionais, inspeccionados, mas que consigam estar mais tempo no mar, ao serviço da população, do que atracados nos portos em vistorias muitas deles duplicadas”, acrescenta a mesma nota.
Este acordo sobre as duas directivas será votado no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Fonte: Dnoticias

A "oitava maravilha do mundo" passou por Lisboa

A capital portuguesa foi uma das paragens do MSC Meraviglia, um dos maiores e mais modernos navios de cruzeiro do mundo, com capacidade para mais de 5.700 passageiros.

Deu nas vistas a chegada do MSC Meraviglia a Lisboa, onde efectuou uma paragem naquela que é a sua viagem inaugural. O navio de cruzeiro é um dos maiores e mais modernos do mundo, não sendo de estranhar que tenha sido apresentado como a “oitava maravilha do mundo”.

Os números ajudam a perceber essa afirmação. O Meraviglia tem 315 metros de comprimento e 65 de altura. Pesa mais de 171 mil toneladas e tem capacidade para receber 5.714 passageiros, uma verdadeira cidade flutuante. E não é para menos. Tem 12 restaurantes, 20 bares, discoteca, casino, spa, lojas e um teatro que vai receber dois espectáculos exclusivos do Cirque du Soleil, durante seis noites por semana.
É o maior navio de cruzeiro construído por um armador europeu e teve um custo de 900 milhões de euros. Segundo Pierfrancesco Vago, presidente do Conselho de Administração da MSC Cruzeiros, o MSC Meraviglia é o primeiro navio a tornar realidade uma visão de inovação “tanto em produto como em design, bem como a tecnologia de última geração e focada no consumidor, de modo a criar experiências de férias inesquecíveis para os viajantes de todas as idades”.
A viagem inaugural do MSC Meraviglia começou em Le Havre, passou por Lisboa e tem como próxima paragens Barcelona, Marselha e Génova.


A vida do capitão Cousteau deu um filme

Chama-se “A Odisseia” e retrata a vida de Jacques-Yves Cousteau, um dos maiores cientistas, investigadores exploradores dos oceanos. Estreou-se ontem nas salas de cinema.

A Odisseia é uma “emocionante aventura” baseada nos factos verídicos do cientista francês que passou a vida a explorar oceanos e que morreu há 20 anos.
Realizado por Jérôme Salle, o filme passa-se em 1948 quando Jacques Cousteau (Lambert Wilson), a sua mulher (Audrey Tatou) e dois filhos vivem numa casa com vista paradisíaca para o Mediterrâneo. Apesar disso, Cousteau só pensa em aventuras.
Depois de conseguir adaptar o regulador da garrafa de ar comprimido ao mergulho, o inventor vai à descoberta de um novo mundo subaquático e, para tal, está disposto a sacrificar tudo o que até então alcançou.
“Demorei vários anos até conseguir um guião que me agradasse”, porque Cousteau “vivia várias vidas no espaço de uma única vida”, explica o realizador Jérôme Salle.
“Cousteau já é conhecido em todo o mundo. E foi há muito tempo”, por isso “o filme permitirá que uma nova geração de jovens o descubra”, diz.
As filmagens decorreram na Croácia, África do Sul, Antártida e Bahamas.
Fonte: TSF