Crise no Médio Oriente já pressiona portos e donos da carga.

A crise no Médio Oriente já começou a produzir efeitos concretos sobre os portos e sobre os donos da carga, num contexto marcado por ataques a navios comerciais, alterações de rota e crescente incerteza nas cadeias logísticas globais.

Segundo uma análise recente, alguns armadores poderão optar por descarregar mercadorias em portos alternativos, considerados próximos do destino final, o que aumenta o risco de perturbações operacionais, custos adicionais e litígios comerciais. O impacto não se limita às zonas directamente afectadas pela instabilidade. Embora muitos portos da região continuem operacionais, há registo de constrangimentos e atrasos em vários terminais do Golfo, ao mesmo tempo que grandes plataformas logísticas internacionais começam a sentir a pressão do redireccionamento de carga.

Hubs como Singapura e Roterdão podem vir a enfrentar maior congestionamento, tempos de espera mais longos e pressão acrescida sobre a armazenagem e os recursos operacionais. Para os donos da carga, o problema vai além do atraso. A descarga inesperada em portos alternativos pode gerar custos extra de transporte, armazenagem e recuperação da mercadoria, além de aumentar a exposição a perdas e danos. A situação torna-se ainda mais delicada quando os contentores permanecem retidos em terminal sem condições ideais, sobretudo no caso de cargas sensíveis ao tempo ou à temperatura. A resposta a estes riscos dependerá em grande medida dos contratos celebrados entre armadores e carregadores, bem como das coberturas de seguro em vigor. Em muitos casos, os prejuízos ligados apenas ao atraso da carga podem nem estar abrangidos, o que deixa exportadores, importadores e operadores logísticos perante um cenário de maior vulnerabilidade comercial.

Num momento em que a segurança marítima volta a condicionar o comércio internacional, o sector portuário e os proprietários da carga são forçados a preparar-se para um período de maior instabilidade, com impactos que podem fazer-se sentir muito para além do Médio Oriente.

Robosys lança simulador com inteligência artificial para testar navios autónomos.

A britânica Robosys Automation apresentou um novo simulador desenvolvido para testar e validar navios autónomos e embarcações remotamente operadas, numa altura em que a automação marítima continua a ganhar espaço no sector.

A ferramenta, designada VOYAGER AI Simulator, permite criar uma espécie de gémeo digital do navio, reproduzindo virtualmente o seu comportamento com base em dados de navegação, sensores e desempenho operacional. Na prática, torna-se possível ensaiar missões, avaliar decisões do sistema e testar respostas em ambiente controlado, antes de qualquer operação real no mar. O simulador foi concebido para recriar cenários complexos de tráfego marítimo, incluindo riscos de colisão, obstáculos e diferentes condições de navegação, ajudando operadores e equipas técnicas a perceber como o sistema autónomo reage perante situações exigentes.

Além de reduzir custos e riscos associados aos testes no mar, esta solução pode também acelerar o desenvolvimento de embarcações mais autónomas, reforçando a segurança e a fiabilidade da navegação automatizada. O lançamento mostra como a inteligência artificial e a simulação estão a ganhar um papel cada vez mais relevante no futuro do transporte marítimo.

Foto: Robosys

Amêijoa contaminada do Tejo sob suspeita de fraude e impacto na saúde pública.

De acordo com o JN, um pescador contratado para recolher amostras de amêijoa no rio Tejo para análise da contaminação é acusado de ter enganado durante anos o IPMA, permitindo que a apanha do bivalve prosseguisse apesar dos riscos sanitários.

A mesma informação indica que análises feitas no âmbito de um inquérito-crime detectaram toxicidade, metais pesados e bactérias perigosas para a saúde, entre elas Salmonella e E. coli. O caso terá estado associado a 348 internamentos hospitalares em Portugal e noutros países europeus.

Segundo a mesma informação, parte da amêijoa contaminada terá ainda entrado no mercado como se fosse produto limpo do Estuário do Sado, agravando a dimensão do caso e levantando sérias dúvidas sobre os mecanismos de controlo, rastreabilidade e segurança alimentar no sector dos bivalves.

Dois navios indianos atravessam Ormuz.

Dois navios-tanque com bandeira indiana conseguiram atravessar em segurança o Estreito de Ormuz, numa altura em que esta rota continua sob forte tensão e com tráfego marítimo muito condicionado.

As embarcações transportam gás de petróleo liquefeito e seguem agora rumo à Índia, num movimento que ganha particular relevância num contexto de elevada instabilidade na região. A passagem destes navios assume um significado que vai além da operação em si. O Estreito de Ormuz continua a ser um dos pontos mais sensíveis do comércio marítimo mundial, sobretudo para o transporte de energia, e qualquer trânsito bem-sucedido é visto como um sinal importante num mercado marcado pela incerteza, pelo risco acrescido e pela pressão sobre o abastecimento.

No caso da Índia, esta travessia tem peso adicional. O país depende em larga medida das importações de GPL oriundas do Médio Oriente, pelo que a circulação destes navios representa um alívio parcial num momento em que o risco de ruptura logística e de agravamento dos custos energéticos continua em cima da mesa. A operação decorreu sob vigilância reforçada e mostra também como a segurança marítima voltou a assumir um papel central nesta crise. À medida que o conflito regional afecta corredores estratégicos, o transporte marítimo volta a surgir como um dos sectores mais expostos às consequências directas da instabilidade geopolítica.

Mais do que uma notícia operacional, este episódio confirma que Ormuz continua a funcionar como barómetro do risco global no comércio marítimo. Sempre que um navio consegue cruzar este estreito em segurança, o impacto faz-se sentir muito para lá da região, com reflexos imediatos nos mercados da energia, na confiança dos operadores e na leitura internacional sobre a liberdade de navegação.

PJ intercepta embarcação de pesca com 1,8 toneladas de cocaína no Atlântico.

Uma embarcação de pesca com cerca de 1,8 toneladas de cocaína a bordo foi interceptada no Atlântico, numa operação que volta a expor a utilização das rotas marítimas para o tráfico internacional de droga.

A acção foi conduzida pela Polícia Judiciária, com apoio da Marinha e da Força Aérea, no quadro de uma operação de combate ao narcotráfico em alto mar. A embarcação foi localizada a várias centenas de milhas dos Açores e transportava oito tripulantes, de diferentes nacionalidades. A droga seguia escondida a bordo, confirmando o recurso continuado a navios de pesca como cobertura para operações ilícitas no espaço atlântico.

Depois da intercepção, a embarcação foi encaminhada para os Açores, onde prosseguiram as diligências de investigação e recolha de prova. O caso envolveu também cooperação internacional, num sinal de que o combate ao tráfico marítimo exige cada vez mais articulação entre autoridades de vários países. Mais do que uma grande apreensão, esta operação mostra como o Atlântico continua a ser uma rota sensível no narcotráfico transnacional. E volta também a demonstrar a importância da vigilância marítima, da capacidade de intercepção em mar aberto e da coordenação entre meios navais, aéreos e policiais.

Foto: PJ

Menos bacalhau da Noruega poderá chegar a Portugal em 2026.

Portugal poderá receber menos bacalhau proveniente da Noruega ao longo de 2026, num sinal de maior aperto na oferta de um produto que continua a ter enorme peso no mercado nacional.

A expectativa é de nova redução nos volumes disponíveis, num contexto marcado por limitações na pesca e por uma gestão mais restritiva dos recursos. A menor disponibilidade de matéria-prima deverá reflectir-se no comércio com Portugal, um dos destinos mais importantes para o bacalhau norueguês. Mesmo assim, o mercado português mantém-se prioritário, pela dimensão do consumo e pela ligação histórica a este produto. Para os operadores, este cenário pode traduzir-se em maior pressão sobre o abastecimento e em custos mais elevados ao longo da cadeia.

Num país onde o bacalhau continua a ocupar um lugar central à mesa e no comércio alimentar, qualquer quebra na oferta acaba por ter impacto directo no mercado. Tudo indica, por isso, que 2026 será mais um ano exigente para importadores e distribuidores, com menos margem na disponibilidade do produto e maior atenção à evolução dos preços.

Blue Wink-E 2026 cruza Economia do mar com IA em Matosinhos.

A Economia do Mar está a entrar numa nova fase de transformação e a inteligência artificial começa a afirmar-se como uma das ferramentas com maior potencial de impacto nesse processo. É precisamente essa convergência que estará em destaque no Blue Wink-E 2026, encontro marcado para 20 de Março, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos.

Organizado pelo B2E – Blue Bioeconomy CoLAB, o evento surge como uma plataforma de ligação entre ciência, tecnologia, indústria e investimento, procurando mostrar de que forma os dados, os algoritmos e a digitalização podem começar a mudar sectores centrais da economia azul. A ambição passa por discutir não apenas tendências, mas aplicações concretas com potencial real para transformar a forma como se monitorizam ecossistemas, se gerem recursos marinhos e se desenvolvem novas soluções empresariais ligadas ao oceano.

Sob o mote “Ocean AI Futures”, o encontro pretende colocar a inteligência artificial no centro de uma discussão mais ampla sobre o futuro da bioeconomia azul. Entre os domínios em destaque surgem áreas como a aquacultura, a biotecnologia marinha, a monitorização ambiental e os sistemas de apoio à decisão baseados em dados, num sinal claro de que a inovação tecnológica está cada vez mais próxima das actividades ligadas ao mar.O Blue Wink-E 2026 quer ainda afirmar-se como espaço de convergência entre conhecimento científico, capacidade empresarial e visão estratégica, reunindo perfis de referência ligados à inovação, à investigação e ao investimento. A presença de especialistas associados à tecnologia, à economia azul e à gestão da inovação reforça a ideia de que o desenvolvimento do sector marítimo depende cada vez mais da capacidade de transformar conhecimento em soluções escaláveis e com utilidade prática. Outro sinal da relevância crescente desta iniciativa está no reconhecimento internacional já atribuído ao evento. O Blue Wink-E 2026 recebeu o endosso oficial da Década das Nações Unidas das Ciências do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável, distinção que lhe dá enquadramento global e reforça a sua posição enquanto fórum de reflexão sobre o futuro da economia do oceano.

Num momento em que a economia azul procura ganhar escala, eficiência e capacidade de inovação, encontros como este mostram que o debate sobre o mar já não passa apenas por infra-estruturas, recursos ou energia. Passa também, e cada vez mais, pela tecnologia, pela inteligência artificial e pela forma como estas ferramentas podem ajudar a construir uma economia marítima mais inteligente, competitiva e sustentável.

Portos ultraperiféricos unem-se para defender posição comum na Europa.

Os portos das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia decidiram reforçar a cooperação entre si e apresentar uma posição conjunta sobre a futura Estratégia Europeia dos Portos, num movimento que procura dar mais força política a realidades portuárias muitas vezes tratadas à margem das grandes decisões de Bruxelas.

A mensagem é clara: estes portos não querem continuar a ser analisados com a mesma régua usada para os grandes portos continentais. A distância em relação ao espaço europeu central, a dependência quase total do transporte marítimo, a menor escala dos mercados locais e a proximidade de portos concorrentes fora da União criam um contexto muito próprio, que exige respostas específicas e maior sensibilidade política por parte das instituições europeias. Neste esforço conjunto participam infraestruturas portuárias de territórios portugueses, espanhóis e franceses, num bloco que pretende afirmar o papel estratégico das regiões ultraperiféricas no mapa marítimo europeu.

Mais do que simples pontos de abastecimento ou de ligação insular, estes portos apresentam-se como peças essenciais para a coesão territorial, para a continuidade logística e para a presença europeia em zonas geograficamente afastadas do continente.Um dos pontos centrais desta posição comum prende-se com a aplicação da nova legislação europeia ligada à descarbonização e à transição energética. Os portos ultraperiféricos alertam para o risco de algumas destas medidas, se forem aplicadas sem diferenciação, agravarem custos, prejudicarem a competitividade e provocarem desvios de tráfego para portos vizinhos localizados fora do quadro regulatório da União Europeia. A preocupação não é teórica. Para estas regiões, o porto não é apenas uma infra-estrutura económica: é uma condição de funcionamento do território.

Além da vertente regulatória, a posição apresentada defende também maior acesso a financiamento europeu para modernização, digitalização, transição energética e reforço da conectividade. Há igualmente uma aposta clara na valorização dos recursos humanos, através da formação, da troca de experiências e da criação de mecanismos de cooperação técnica entre diferentes administrações portuárias.Entre as propostas em cima da mesa está ainda a criação de uma estrutura permanente de representação junto da Comissão Europeia, com o objectivo de assegurar que os portos ultraperiféricos passem a ter voz regular e organizada nos processos de decisão. No fundo, o que está em causa é uma tentativa de deixar de reagir apenas a regras já feitas e passar a influenciar, desde o início, a forma como essas regras são pensadas. Este entendimento conjunto mostra que os portos ultraperiféricos estão cada vez mais conscientes de que só com articulação política e visão estratégica conseguirão defender os seus interesses num ambiente europeu em rápida transformação.

Theo Notteboom analisa Sines, Algeciras e Tanger-Med.

A leitura de Theo Notteboom sobre a evolução dos portos na zona do Estreito de Gibraltar ajuda a perceber, com alguma clareza, onde está hoje o Porto de Sines e qual pode ser o seu verdadeiro espaço de afirmação nos próximos anos. O retrato é exigente: Tanger-Med consolidou-se como a grande potência regional no movimento de contentores, Algeciras continua a ser uma referência incontornável do sistema portuário do Sul da Europa, e Sines surge como um porto com peso estratégico, mas ainda à procura de transformar potencial em escala mais robusta.

É precisamente aqui que a análise se torna mais interessante para Portugal. Sines não está a competir apenas com portos vizinhos. Está inserido numa geografia logística cada vez mais pressionada por grandes hubs de transhipment, por cadeias marítimas em reconfiguração e por decisões comerciais tomadas à escala global. Nesse quadro, Tanger-Med impôs-se com uma força difícil de ignorar, concentrando quase metade dos contentores movimentados neste conjunto portuário alargado. Não é apenas uma questão de volume. É uma questão de agressividade competitiva, de posicionamento geográfico e de capacidade para captar fluxos que antes se distribuíam de forma mais equilibrada. Algeciras, por seu lado, continua a representar um gigante histórico da região. Mantém escala, centralidade e uma longa tradição como ponto-chave nas rotas internacionais. Mas o seu peso relativo já não é o de outros tempos. A ascensão de Tanger-Med alterou profundamente o equilíbrio no Estreito e obrigou todos os restantes portos da região a repensarem o seu posicionamento. Sines também entra nessa equação. No caso português, o porto de águas profundas continua a ter atributos que o colocam num patamar especial. A profundidade natural, a capacidade para receber alguns dos maiores porta-contentores do mundo, a localização atlântica e a ligação potencial ao hinterland ibérico e europeu fazem de Sines um activo logístico de enorme valor. O problema nunca foi a falta de condições naturais. O desafio tem sido sempre outro: converter essas vantagens em crescimento sustentado, em maior densidade logística e em mais capacidade para fixar carga, investimento e valor acrescentado. É por isso que Sines não deve ser lido apenas a partir da comparação directa com Tanger-Med. Marrocos construiu, com esse porto, uma máquina de escala global, muito orientada para o transbordo, com custos competitivos e com uma flexibilidade regulatória que os portos da União Europeia não têm. Essa diferença pesa. E pesa ainda mais numa altura em que os portos europeus enfrentam novas exigências ambientais, custos acrescidos e maior pressão regulatória. Sines, sendo porto europeu, joga com regras mais apertadas. Isso pode ser uma limitação concorrencial no curto prazo, mas também pode vir a ser uma vantagem se a Europa decidir tratar os seus grandes portos estratégicos como activos a defender e reforçar .O ponto decisivo é este: Sines não precisa de ser uma cópia de Tanger-Med para ser relevante. Precisa, isso sim, de afirmar uma identidade própria dentro da rede marítima europeia e atlântica. Tem condições para funcionar como grande porta de entrada no Atlântico, como plataforma para serviços intercontinentais e como nó logístico com margem para crescer em articulação com a ferrovia, com a indústria e com os corredores de exportação. Essa é a diferença entre ser apenas um porto eficiente e tornar-se uma infraestrutura verdadeiramente estruturante para a economia portuguesa.

A análise de Notteboom também ajuda a desmontar uma ideia simplista que por vezes surge no debate público: a de que o crescimento de outros portos condena automaticamente Sines à irrelevância. Não é assim. O crescimento de Tanger-Med mostra que existe procura, escala e centralidade nesta fachada marítima. O que isso obriga é a uma resposta mais ambiciosa. Sines tem de crescer com estratégia, com investimento e com visão. A expansão da capacidade instalada, a melhoria contínua das condições operacionais e o avanço de novos projectos terminais podem dar ao porto português a massa crítica de que necessita para subir de patamar. No fundo, o retrato traçado por Theo Notteboom não coloca Sines fora do jogo. Pelo contrário. Mostra que o porto continua dentro de uma das zonas mais disputadas e mais importantes da logística marítima euro-mediterrânica. Mas também deixa um aviso claro: num sistema onde Tanger-Med acelera e Algeciras resiste, Sines não pode viver apenas da sua geografia. Tem de transformar posição em influência, capacidade em carga e potencial em centralidade efectiva. Esse é, talvez, o ponto mais importante de toda esta análise. Sines continua a ter tudo para crescer. O que falta não é destino. É escala. E essa já não se conquista apenas com boas condições naturais. Conquista-se com execução, estratégia e ambição.

China chama Maersk e MSC para prestar esclarecimentos.

O Governo chinês convocou representantes da Maersk e da MSC para reuniões separadas, numa iniciativa que coloca duas das maiores transportadoras marítimas do mundo sob atenção directa de Pequim.

O objectivo passou por pedir explicações sobre práticas e decisões operacionais num contexto internacional marcado por forte instabilidade no comércio global .A convocatória surge numa altura em que o transporte marítimo enfrenta pressão acrescida devido às perturbações nas principais rotas, ao aumento dos custos logísticos e à incerteza em vários corredores estratégicos. Para a China, qualquer alteração relevante nos serviços das grandes companhias pode ter impacto directo nas exportações, no abastecimento e na previsibilidade das cadeias logísticas. Além da componente operacional, o momento é também politicamente sensível.

O transporte marítimo voltou a ganhar peso no xadrez geopolítico internacional, com várias disputas em torno de infra-estruturas, rotas e influência sobre pontos-chave do comércio mundial. Nesse quadro, a decisão chinesa de ouvir directamente a Maersk e a MSC é também um sinal de vigilância sobre o comportamento dos grandes armadores.Para já, não são conhecidas sanções nem medidas concretas contra as duas empresas.

Ainda assim, a mensagem de Pequim é clara: a China quer acompanhar de perto as decisões dos principais operadores marítimos num período em que logística, comércio e geopolítica estão cada vez mais ligados.