FNSTP renovou mandato.

A FNSTP – Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários teve a sua Assembleia Electiva no passado dia 29 de Abril. A Direcção é liderada novamente pelo Presidente do SECTPDL, Aristides Peixoto, que ainda possui os nomes de Martinho Pinho, do SINPORSINES e de Paulo Freitas, do Sindicato XXI, também de Sines. A FNSTP congrega 8 Sindicatos a nível nacional, entre os quais os já mencionados SECTPDL de Leixões, SINPORSINES e Sindicato XXI ambos de Sines, o S2013TTPA de Aveiro, o SINPORFOZ da Figueira da Foz, o SITGOA, SITPIT e SINPCOA do arquipélago dos Açores e o Sindicato dos Estivadores Marítimos do Arquipélago da Madeira.

Dia Europeu do Mar 2022

Esta sexta-feira, 20 de Maio, pelas 11h00, vai realizar-se, no âmbito das Celebrações do Dia Europeu do Mar 2022, uma conferência sobre a temática “Uma Economia do Mar Sustentável para o Futuro de Portugal”. O evento decorre no Auditório Magalhães, Edifício do IPMA, em Algés.

Para mais informações sobre o Dia Europeu do Mar 2022 pode consultar:
European Maritime Day (europa.eu)

Sindicato e operadores renovam pela quinta vez acordo de trabalho no Porto de Leixões

Para a comunidade portuária, o acordo é visto como um “sinal muito positivo para os planos de investimento” que têm sido perspectivados para uma infraestrutura que “muitas vezes tem sido utilizada para colmatar as falhas no Porto de Lisboa”.

O Sindicato de Estivadores de Leixões (SECTPDL) e a Associação de Operadores de Leixões (AOPPDL) avançaram com a renovação do acordo de trabalho no Porto de Leixões. Este é o quinto acordo assinado entre as duas partes em dez anos e que permite ao Porto de Leixões “responder à crescente concorrência dos portos da Galiza”.

De acordo com um comunicado da AOPPDL, este quinto acordo é essencial para que o Porto de Leixões “continue a ser o maior porto (em movimentação de carga) do norte da península ibérica”, dando resposta à concorrência espanhola.

Segundo João Manuel Valença, da associação dos operadores, “o setor portuário tem as mesmas necessidades de modernização e inovação de qualquer outro sector da economia que tem de concorrer internacionalmente”, sendo que é “uma das principais referências de eficiência do sevtor na Europa”.

Para a comunidade portuária, o acordo é visto como um “sinal muito positivo para os planos de investimento” que têm sido perspetivados para uma infraestrutura que “muitas vezes tem sido utilizada para colmatar as falhas no Porto de Lisboa”.

A paz social é um dos ingredientes que produz o sucesso do Porto de Leixões. Para Aristides Peixoto, do SECTPDL, o acordo significa um sentido de “disponibilidade dos parceiros sociais para encontrarem soluções positivas de ajustar o trabalho portuário às exigências operacionais de modernização do Porto de Leixões”.

Porto de Sines com novo “hub” de reexportação de gás natural liquefeito

Um novo depósito de gás natural pode demorar até dois anos a ser construído. O custo? 30 milhões de euros.

Muito se tem falado da dependência da Europa relativamente ao gás natural russo. No passado mês de fevereiro, o Governo anunciou que Portugal dispunha de elevados níveis de armazenamento de gás natural, ressalvando que, hoje em dia, existem diversos fornecedores hoje em dia que poderão representar uma alternativa segura e viável ao GN vindo da Rússia.

No mês seguinte, em declarações ao Jornal de Negócios, o presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, José Luís Cacho, garantiu que “há capacidade para construir um novo terminal de gás natural liquefeito e de aumentar a capacidade de armazenamento”.

Porém, e para tal acontecer, é necessário ultrapassar os constrangimentos técnicos que existem nas interligações entre Espanha e França, mas também entre Portugal e Espanha. Mas pelos vistos essa ideia vai mesmo concretizar-se.

Novamente de acordo com o Jornal de Negócios (acesso pago), o Porto de Sines passará a contar com um novo “hub” de reexportação de gás natural liquefeito, por forma a reduzir a dependência energética da Rússia.

O projecto levará anos até ficar totalmente concluído, destacando-se, por exemplo, dessa fase, aquela que envolve a construção de um novo depósito de gás no terminal da REN. Uma obra que deve demorar até dois a concretizar-se, tendo um custo de 30 milhões de euros.

Antes, porém, será feita uma optimização da capacidade de operação “navio a navio” do maior porto de águas profundas do país, tudo para que Portugal consiga enviar navios metaneiros de pequena dimensão com gás natural liquefeito para o resto da Europa dentro de seis meses. O custo? 4,5 milhões de euros.

Shipping de contentores com margens estimadas de 56%

As companhias que operam no transporte marítimo de contentores alcançaram no 1°trimestre margens operacionais estimadas de 56%, em média, calcula a Linerlytica.

Depois de um ano de 2021, marcada por valores elevados em termos de resultados, 2022 começou ainda mais pujante para as companhias de shipping de contentores, com inúmeros anúncios de números recordes no 1°trimestre.

Apesar dos enormes obstáculos nas cadeias de abastecimento, apesar das imensas incertezas, apesar da diminuição relativa de volumes movimentados, as companhias marítimas lograram aumentar exponencialmente os seus fretes , que os resultados do trimestre dispararam.

Com os fretes em alta e a ultrapassar largamente a ascensão de custos, os lucros operacionais – e as margens – atingiram níveis avassaladores: 56% no 1° trimestre, muito acima do recorde de 49% de 2021 e muito distante dos 6% de 2018, ou dos 0% de 2016, de acordo com os dados da Linerlytica.

Fundo dos oceanos contêm açúcar equivalente a 32 bilhões de latas de Coca-Cola

Cientistas do Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha, na Alemanha, descobriram que no fundo dos oceanos existem vastas reservas de açúcar (sim, açúcar na água salgada do mar). O mais impressionante é que a quantidade total estimada equivale a aproximadamente o conteúdo de 32 bilhões de latas de Coca-cola.

Ervas marinhas espalhadas pelo solo dos oceanos (uma área chamada rizosfera) em todo o mundo podem libertar até 1,3 milhões de toneladas de sacarose, segundo a equipa de pesquisa, o que corresponde à alarmante quantidade mencionada acima de latas do refrigerante mais vendido do mundo.

De acordo com o estudo, que foi publicado nesta semana na revista científica Nature Ecology & Evolution, as enormes quantidades de açúcar que os prados de ervas marinhas no fundo do oceano podem libertar das suas folhas ondulantes resultam em grandes implicações para o armazenamento de carbono e as mudanças climáticas.

“As ervas marinhas produzem açúcar durante a fotossíntese”, explica a microbiologista marinha Nicole Dubilier, do Max Planck. “Em condições médias de luz, essas plantas usam a maioria dos açúcares que produzem para o seu próprio metabolismo e crescimento. Mas sob altas condições de luz, por exemplo, ao meio-dia ou durante o verão, as plantas produzem mais açúcar do que podem usar ou armazenar”. 

Segundo a cientista, o excesso de sacarose produzido pelas plantas vai directo para o solo. “Pense nisso como uma válvula de transbordo”.

Bactéria que corroeu o Titanic pode degradar plástico no fundo do oceano

A espécie “Halomonas titanica” pode pegar boleia nos resíduos e alimentar-se deles, conforme revela estudo feito com amostras depositadas a 1,8 mil metros no Atlântico.

Cientistas descobriram que uma cepa da bactéria Halomonas titanica, originalmente identificada no histórico naufrágio do RMS Titanic, é capaz de agarrar-se ao lixo plástico dos oceanos e degradá-lo. Especialistas revelaram a novidade a 18 de abril na revista Environmental Pollution.

Os investigadores que actuam na Universidade de Newcastle, na Inglaterra, estimam que as bactérias do fundo do mar que são amantes de plástico correspondem a apenas 1% da comunidade bacteriana. Esses seres “apanham boleia” nos resíduos, aumentando a actividade microbiana em ambientes aparentemente isolados.

Para investigarem o assunto, os investigadores utilizaram um aparelho do tipo lander na intenção de afundar de propósito amostras de plásticos poliuretano e poliestireno a uma profundidade de 1,8 mil metros no nordeste do Atlântico. Depois, eles recuperaram o material para revelar qual grupo de micróbios se atraía por esses resíduos.

A equipa observou uma mistura de bactérias vivas diversas, incluindo Calorithrix, também presente em sistemas de fontes hidrotermais, e Spirosoma, isolada anteriormente em permafrost no Ártico. Também havia microrganismos do grupo Marine Methylotrophic Group 3, recorrentes em infiltrações de metano do fundo do mar e ainda Aliivibrio, uma bactéria que afectou negativamente a indústria de piscicultura.

Os especialistas da equipa, que inclui engenheiros e microbiologistas marinhos, acharam também uma cepa da H.titanica, recolhida pela primeira vez na carcaça do Titanic, afundado no Atlântico Norte em abril de 1912. Além de degradar plástico de baixa cristalinidade, o microrganismo também se alimenta de ferrugem e corrói o navio até hoje.

Max Kelly, líder da investigação, conta que a sua equipa está ajudando a elucidar a diversidade bacteriana com o objectivo de revelar o destino do plástico nas profundezas. “O mar profundo é o maior ecossistema da Terra e provavelmente o buraco final para a grande maioria do plástico que entra no ambiente marinho, mas é um lugar desafiador para estudar”, comenta num comunicado.

Segundo o co-autor do estudo, o professor Grant Burgess, os microplásticos (fragmentos com diâmetro menor que 5 mm) compõem 90% dos detritos na superfície do oceano, mas a quantidade de plástico no fundo é significativamente maior do que as estimativas do material flutuante. Pela sua opinião, embora as bactérias H.titanica representem uma pequena fração da comunidade que coloniza o plástico, elas já servem para destacar os impactos ecológicos desse tipo de poluição no ambiente.

Hapag-Lloyd vai rastrear todos os contentores

A Hapag-Lloyd aposta em tornar-se a primeira companhia a ter toda a sua frota de contentores localizável em tempo real. A instalação dos dispositivos arranca no Verão.

Depois de, em 2019, ter inovado com a instalação de equipamentos de rastreamento em tempo real, com recurso à Internet das Coisas (IoT) nos seus contentores refrigerados, a Hapag-Lloyd propõe-se agora ir mais longe e equipar todos os seus 1,6 milhões de contentores standard ao logo de 2023.

Os equipamentos a instalar permitirão, desde logo, a localização dos contentores em tempo real, com recurso à tecnologia GPS, mas também monitorizar a temperatura e alertar sobre eventuais choques. Com o tempo outras funcionalidades poderão ser acrescentadas.

“A nossa visão é criar a frota de contentores mais inteligente do mundo, e disponibilixar informação valiosa aos nossos clientes com a frequência por eles desejada”, resume, citado em comunicado, o director de aplicações para contentores na Hapag-Lloyd, Olaf Habert.

Os equipamentos a instalar, de dois fornecedores diferentes, serão alimentados por baterias de muito longa duração e, claro, serão certificados de acordo com os standards aplicáveis respeitantes a matérias perigosas, nomeadamente por causa do risco de explosão.

Atrasos em exportações voltam a ser realidade devido a lockdowns na China

O ​​transporte global estava apenas começando a recuperar do caos da pandemia, mas o congestionamento nos portos e os atrasos em exportações estão de volta e podem durar por algum tempo.

Os bloqueios na China devido ao aumento de casos de Covid-19 causaram estragos em Xangai, cidade onde fica o maior porto de contentores do mundo, e agora estão causando problemas em outros grandes portos pelo mundo.

Algumas cidades chinesas, incluindo Xangai, começaram a diminuir as restrições do Covid nos últimos dias, mas especialistas dizem que o dano já foi feito e o transporte global sofrerá até ao verão. Isso pode exercer ainda mais pressão sobre as cadeias globais que já estão sofrendo com a invasão da Ucrânia pela Rússia e manter a inflacção aquecida.

Dados do Project44, que rastreia as cadeias globais, mostraram que os atrasos nas remessas entre a China e os principais portos dos EUA e da Europa quadruplicaram desde o final de março, quando a China fechou a cidade de Xangai.

No final de abril, os navios da China rumo a Seattle estavam demorando quatro dias a mais do que o esperado para chegar, acima de um dia no mês anterior.

O tempo que os navios levam para deixar a China e chegar aos principais portos do mundo aumentou constantemente no ano passado, mas houve alguns sinais de alívio desde dezembro, com os tempos de trânsito entre Xangai e Long Beach, por exemplo, caindo em janeiro e fevereiro.

Desde março, no entanto, houve um aumento acentuado novamente nos tempos de trânsito nessa rota.

A gigante de transporte marítimo Maersk alertou num comunicado no mês passado que os serviços de transporte rodoviário em Xangai seriam “severamente” afectados por essas restrições.

Os atrasos “continuarão nos meses de verão”, enquanto as fábricas lutam para retornar às operações normais em Xangai, acrescentou.

Foto: Reuters

É oficial: a área protegida das ilhas Selvagens cresceu 27 vezes

Duas expedições às ilhas Selvagens estão a ser preparadas para o próximo Verão, o primeiro que se cumpre neste aquário gigante no meio do oceano depois de ter sido promulgado o diploma que amplia a área de reserva 27 vezes. A primeira, de carácter mais político, vai levar a bordo Peter Thomson, o enviado especial do secretário-geral da ONU para os oceanos. A segunda, essencialmente científica, pretende fazer um levantamento exaustivo dos ecossistemas das ilhas, para confrontar os resultados com trabalhos anteriores.

As duas viagens àquela reserva natural, adiantou o gabinete da secretária regional de Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas, Susana Prada, estão previstas para o mês de Setembro. O objectivo da expedição que irá levar os responsáveis políticos ao subarquipélago das Selvagens, situado a 163 milhas náuticas a sul da ilha da Madeira, é apresentar o que está a ser feito na reserva, que no final de Abril viu promulgado o novo regime jurídico. Além de Thomson, viajam elementos da Comissão Europeia, ligados às políticas dos oceanos.

O novo estatuto da Reserva Natural das Ilhas Selvagens, aprovado em Fevereiro deste ano na Assembleia Legislativa da Madeira, com os votos da maioria PSD/CDS que suporta o executivo madeirense, dos deputados do JPP e PCP, e a abstenção do PS, ampliou 27 vezes a área marinha da reserva. O diploma foi promulgado a 29 de Abril pelo representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, depois de auscultar o Ministério do Ambiente.

Foto: ANDY MANN/NATIONAL GEOGRAPHIC