Marinha celebra Dia da Criança

A Marinha celebra hoje, 1 de Junho, o Dia Mundial da Criança, com actividades e entradas gratuitas para crianças até aos 12 anos, nos diversos órgãos de natureza cultural.

A Associação dos Portos de Portugal associa-se à efeméride, difundindo newsletter com artigos relacionados com as crianças e o mar, nos últimos anos.

Madeira quer criar mais dois recifes artificiais com embarcações

Segundo avança o Público, o Governo da Madeira pretende criar mais dois recifes artificiais, um processo que depende da disponibilidade financeira e dos apoios comunitários, anunciou o secretário regional 
do Mar e das Pescas, Teófilo Cunha.
“Havendo disponibilidade, temos duas embarcações que podem ser transformadas em recifes artificiais”, disse Teófilo Cunha aos jornalistas à margem da abertura do primeiro Encontro Regional Escola Azul. Esta iniciativa, com o lema “A Minha Escola é Azul” e dedicada à limpeza e preservação do oceano, resulta de uma parceria entre a Secretaria Regional da Educação, Ciência e Tecnologia e cerca de 30 estabelecimentos escolares da região.
O governante adiantou que o processo de transformação de uma embarcação representa um investimento que “pode rondar os 500 a 600 mil euros”. “É um valor avultado, mas, assim que haja possibilidade, será um dos nossos objectivos”, afirmou, referindo que o quadro comunitário de apoios que permite este tipo de investimentos “ainda não está aberto”.
Na Madeira existem vários recifes artificiais criados com embarcações, como os casos das corvetas da Marinha Portuguesa Afonso Cerqueira (submersa na zona do Cabo Girão, no concelho de Câmara de Lobos) e General Pereira d’Eça e do navio Madeirense (na ilha do Porto Santo).

Sindicato XXI elege nova Direcção.

O Sindicato XXI, Associação Sindical dos Trabalhadores Administrativos, Técnicos e Operadores dos Terminais de Carga Contentorizada do Porto de Sines elegeu na passada sexta-feira a sua nova Direcção. Paulo Freitas, que foi nos últimos 8 anos, Vice-Presidente da Instituição, sucede na liderança do Sindicato XXI, ao histórico dirigente sindical Joaquim Palheiro, tendo Dino Fernandes ocupado o lugar de Vice-Presidente, sendo os restantes membros da Direcção, a Ana Sobral, Rafael Pereira, João Cruz, Pedro Rosado e Armando Vilhena. O núcleo duro do Sindicato mantém-se, havendo uma ligeira renovação com a entrada de 4 novos elementos. Paulo Freitas já tinha sido eleito em passado Abril para a Direcção da FNSTP – Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários. O mandato é considerado de continuidade, tendo a actual Direcção assinado praticamente 90% dos acordos em vigor na empresa, mas com o mesmo intuito da defesa dos trabalhadores do Terminal XXI, na dignificação da profissão de estivador a nível nacional e continuar a pugnar pela estabilidade laboral e de paz social. 

Sines subiu a 19° maior porto da UE

Segundo avança o Transportes & Negócios, o Porto de Sines fechou 2021 no 19.º lugar no ranking dos maiores portos da União Europeia, em tonelagem total movimentada. Sines, que registou em 2021 o sétimo maior crescimento anual entre os portos da UE, de acordo com a “Transportes XXI”, subiu uma posição no ranking global, ultrapassando o porto de Klaipeda.

Em 2021, Sines movimentou 46,6 milhões de toneladas, o que representou um avanço de 10% face aos 42,2 milhões de toneladas de 2020. Na verdade, em tempo de pandemia, entre 2019 e 2021, o porto português cresceu 11% na movimentação de cargas, o terceiro melhor registo entre os portos comunitários. Na movimentação de contentores, Sines surge no 16.º lugar no ranking da “Transportes XXI”. Uma posição abaixo da verificada por Theo Notteboom, que se explica pelo facto de a publicação espanhola incluir nas contas o porto de Duisburgo.

Porto de Sines é o 3.º mais eficiente da Europa

O relatório ‘The Container Port Performance Index 2021’ (‘Índice de Desempenho de Portos de Contentores em 2021’) coloca ainda o Porto de Leixões no 205.º lugar e o de Lisboa no 215.º, numa lista de 370 portos, a nível mundial.

O porto espanhol de Algeciras (Cádis) continua a ser o mais eficiente na Europa.

Enquanto em 2020 o “top 10” era liderado pelos portos asiáticos, em 2021 os portos do Médio Oriente monopolizavam as primeiras posições, com o Porto Rei Abdullah da Arábia Saudita na liderança.

O relatório do Banco Mundial e da consultora S&P Global procura servir de ponto de referência para os diferentes agentes económicos globais.

Em comparação com a primeira publicação, que utilizou dados do primeiro semestre de 2020, este segundo documento baseia-se na atividade das docas no final de 2021.

De acordo com a Autoridade Portuária da Baía de Algeciras (APBA), citada em comunicado, o estudo inclui uma abordagem dupla, estatística e administrativa, metodologias consideradas pelos seus autores como complementares para melhor se ajustarem ao desempenho real de cada porto.

Teresa Bonvalot fez história para o surf nacional

A surfista portuguesa apurou-se esta segunda-feira para as meias-finais do Sydney Surf Pro, a segunda etapa do circuito Challenger Series 2022.

Este é o melhor resultado obtido por um surfista português na história desta competição que arrancou no ano passado e que serve de apuramento para o circuito mundial de surf.

Teresa Bonvalot já garantiu, pelo menos, o 3.º lugar, superando o 5.º posto alcançado por Frederico Morais em França, no ano passado.

Teresa vai tentar ir mais longe nesta prova. Na próxima bateria vai discutir um lugar na final frente à surfista havaiana, Keala Tomoda-Bannert.

A acção no mar em Sydney regressa já esta segunda-feira à noite, às 21h45 – horário Portugal Continental -, já manhã de terça-feira na Austrália.

As primeiras ondas vão servir para retomar os quartos-de-final masculinos, enquanto Teresa Bonvalot só deve entrar em acção a meio da madrugada portuguesa, por volta das 02:00 horas.

Foto: © Jack Guez/AFP

Relatório sobre a economia azul da UE 2022

O relatório anual sobre a economia azul da UE, recentemente publicado pela Comissão Europeia, faz o balanço e revela as tendências e desenvolvimentos mais recentes em todos os setores económicos relacionados com os oceanos e as zonas costeiras.

O sector das energias marítimas renováveis, que contribui decisivamente para a consecução dos objectivos do Pacto Ecológico Europeu e das estratégias energéticas da UE, como o REPowerEU e o Objectivo 55, está a registar um crescimento exponencial e um aumento de 17 % do emprego em comparação com 2018.

Transporte marítimo aguarda “onda de choque” do lockdown chinês

Xangai está fechada, em confinamento, desde 27 de Março e só deverá reabrir, de forma gradual, a partir de 1 de Junho. Fábricas, comércio e serviços estão condicionados há mais de 50 dias, numa cidade de 25 milhões de habitantes, que é estratégica: vale 10% das exportações do país que se tornou a fábrica do mundo, tendo o maior porto de contentores do mundo. Em Abril, a capital financeira e industrial da China, sede de uma vastidão de multinacionais, tinha o porto a funcionar a 50%. Ao largo, acumularam-se mais de meio milhar de navios de todos os tamanhos, numa espera que podia durar vários dias. Como a viagem dali para a Europa demora entre 30 e 40 dias, aqueles atrasos começam agora a fazer-se notar no resto do mundo.

CPC e AGEPOR pedem apoio do Governo ao Sector Marítimo.

O CPC e a AGEPOR pedem ao governo para que tome medidas efectivas e rápidas para impulsionar o sector exportador marítimo, de forma a combater as dificuldades por que têm passado com os custos da descarbonização e energia acentuados pela guerra vivida na Ucrânia.

Ambas as organizações consideram que o ambiente que se vive entre empresas não é um ambiente propício para que haja, no futuro, um reforço da sua competitividade, já que cada vez mais existem aumentos no que diz respeito às operações e contextos, especificamente em relação à descarbonização, inflação, guerra na Ucrânia e custos de energia.

Por isso, estas duas entidades, que representam muitas outras, tencionam que o PRR seja aplicado de forma significativa nas infraestruturas e acessibilidades portuárias e que as taxas e resultados do exercício do sector portuário público sejam aplicáveis apenas na sua modernização.

Pretendem, ainda, que o governo incite a navegação de cabotagem e a atracção de novas linhas para dinamizar o sector, e que concretize os investimentos previstos nos portos e no sistema portuário português ao nível das acessibilidades marítimas, dos terminais portuários e das interconexões, sobretudo ferroviárias.

Segundo o comunicado conjunto que emitiram, tanto o CPC como a AGEPOR almejam o desenvolvimento da economia e, consequentemente, uma maior riqueza no país que só poderá ser alcançada com ajudas por parte do Estado para fomentar a competitividade ao longo da cadeia e sistema logístico.

UAlg e Oceano Azul avaliam as Áreas Marinhas Protegidas

Investigadores da Universidade do Algarve e da Fundação Oceano Azul estão a avaliar a situação real das Áreas Marinhas Protegidas portuguesas, avaliação que será entregue ao Governo depois da realização em Lisboa da Conferência dos Oceanos da ONU.

“As Áreas Marinhas Protegidas (AMP) são uma ferramenta decisiva para a protecção e recuperação das espécies e habitats marinhos, para garantir um oceano saudável e produtivo no futuro, mas têm de funcionar. Em Portugal, existem diferentes tipos de Áreas Marinhas Protegidas e é necessário saber o que protegem e como, se cumprem os seus objectivos e se protegem de facto a natureza”, disse à Lusa Bárbara Horta e Costa, investigadora do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve envolvida no projecto.

De acordo com Bárbara Hora e Costa, o documento de avaliação que será entregue ao governo está a ser elaborado a partir dos critérios estabelecidos por um estudo global que produziu o ‘Guia das Áreas Marinhas Protegidas’, uma ferramenta considerada fundamental na caracterização das AMP e que permite aferir “o tipo de protecção existente e a sua potencial eficácia”.

Estas áreas, frisou a investigadora, não são todas iguais, nem têm o mesmo nível de protecção: “O Guia das AMP baseia-se nos níveis de protecção (por exemplo, se se pode pescar ou não) e no estádio de implementação [se a AMP existe ainda só no papel ou se está implementada ‘na água’] e identifica os resultados esperados e as condições de base para que possam funcionar”, indicou.

“A nossa gestão [das AMP] está muito debilitada, porque não temos meios”, alertou Bárbara Horta e Costa, especialista em biologia marinha, em declarações à Lusa. O CCMAR e a Fundação Oceano Azul estão a colaborar para produzir a avaliação das AMP portuguesas, prometendo, segundo Bárbara Horta e Costa, apresentar os resultados em breve, “logo depois da conferência dos oceanos”. A equipa que está a produzir o documento integra também os investigadores Jorge Gonçalves (CCMAR) e Emanuel Gonçalves (Fundação Oceano Azul).

A Conferência dos Oceanos das Nações Unidas vai realizar- se em Lisboa entre 27 de junho e 1 de julho e pretende contribuir para o avanço de acções concretas de protecção dos ecossistemas marinhos.

Foto: D.R