SeaCube diz que mercado dos reefers irá crescer e a tecnologia pode ajudar gerir isso.

As cadeias de abastecimento relacionadas com contentores reefer (frigoríficos), precisam de desenvolver uma melhor tomada de decisão por meio de comunicações e dados aprimorados.

Num artigo recente, a empresa de reefers SeaCube disse que entre 7% e 15% dos alimentos transportados em contentores refrigerados não eram comestíveis no momento em que chegavam ao seu destino. Greg Tuthill, director comercial da SeaCube, argumentou que numa cadeia de abastecimento desta natureza é fundamental para alimentar o mundo. Além disso, com o crescimento do mercado de 5% ao ano até 2025, uma cadeia de fornecimento de frio mais eficiente reduziria os custos e ajudaria a compensar as deficiências causadas por choques económicos como a actual guerra na Ucrânia.

A Ucrânia produz uma quantidade significativa de grãos e óleos do mundo e, após a invasão da Rússia, outro grande produtor de grãos, houve um aumento da escassez de alimentos em partes do mundo, principalmente em partes do Oriente Médio e da África. No entanto, uma fonte especialista em negócios de reefers afirmou que as perdas poderiam ser mitigadas pela introdução de novas tecnologias e melhores comunicações entre as partes interessadas na cadeia de frio. A fonte apontou para a proliferação de navios de última geração que incluem até 2.000 plugs frigoríficos. Esses contentores podem ser desligados para descarga e permanecer desligados até que o contentor atinja a sua posição na área de armazenamento do terminal. 

“O tamanho desses navios e o número limitado de tripulantes significa que as caixas refrigeradas têm tempos de plug-in, plug-out mais longos”, disse a fonte, o que pode afectar o produto dentro do contentor. Melhores comunicações poderiam ajudar onde um contentor cheio de frutas, como bananas, sofreu um tempo de inactividade que afectou a fruta; munido desse conhecimento, um cliente pode decidir enviar esse contentor para processamento para fazer smoothies, por exemplo, enquanto outro contentor de bananas mais frescas pode ser direccionado para venda. 

“Este tipo de dados e informações de planeamento, se devidamente comunicados, podem melhorar a situação em relação às perdas de alimentos caros”, explicou a fonte. Tuthill quer ver contentores equipados com dispositivos telemáticos que, segundo ele, “fornecem visibilidade em tempo real da sua localização e conteúdo [do contentor]”  Acrescentou: “A telemática também fornece medidas preventivas usando algoritmos que reconhecem falhas antes que elas aconteçam, notificação de comportamento errático do motorista, roubo potencial e problemas de segurança”. Além disso, com o maior foco na descarbonização, a eficiência também pode ser melhorada por meio do uso mais eficiente de energia a bordo dos navios e nos terminais. Com a terceirização das cadeias de abastecimento de alimentos, há uma necessidade crítica de reduzir o desperdício e movimentar os alimentos rapidamente através das cadeias de abastecimento para atender às necessidades de uma população global crescente, disse Tuthill.

Acrescentou que haveria uma taxa de crescimento composta de mais de 21% para a telemática na indústria naval até 2026, uma visão corroborada pelo número de grandes operadores de contentores que estão equipando as suas frotas de contentores com dispositivos conectados à Internet. 

“Esta estatística é uma forte declaração sobre o compromisso da indústria da cadeia de suprimentos em investir em tecnologia para lidar com questões críticas da cadeia de frio”, disse Tuthill.

O gelo marinho da Antártida nunca foi tão pouco

Segundo um artigo da CNN , o gelo marinho antártico atingiu níveis baixos recorde pela segunda vez em dois anos, com alguns cientistas alarmados com o facto de as quedas dramáticas serem um sinal de que a crise climática pode estar agora a influenciar mais claramente esta vasta, complexa e isolada região.

O gelo marinho que circunda a Antártida caiu para apenas 1,91 milhões de quilómetros quadrados em 13 de fevereiro, de acordo com o National Snow and Ice Data Center dos Estados Unidos (NSIDC na sigla em inglês), abaixo do recorde anterior de 1,92 milhões de km2 estabelecido em 25 de fevereiro do ano passado.

Este gelo pode ainda encolher mais: o nível mais baixo do verão do sul pode ainda não ter sido atingido, uma vez que ainda estamos em fevereiro [o último mês do verão neste hemisfério].

Os últimos dois anos marcam a única vez que os níveis de gelo do mar desceram abaixo dos 2 milhões de km2 desde que os satélites começaram a monitorizá-lo em 1978.

“Não se trata apenas de um nível baixo recorde”, disse Ted Scambos, glaciólogo da universidade do Colorado Boulder, à CNN. “Está numa tendência de queda muito acentuada.”

Ao contrário do Ártico, onde a taxa de perda de gelo marinho tem seguido uma trajetória descendente bastante consistente à medida que as alterações climáticas aceleram, a extensão de gelo marinho antártico tem oscilado para cima e para baixo, tornando mais difícil perceber como o continente e o seu oceano circundante estão a responder ao aquecimento global.

As duas regiões polares são muito diferentes. Enquanto o Ártico é um oceano rodeado por continentes, a Antártida é um continente rodeado pelo oceano – isto significa que o seu gelo marinho pode crescer para fora, sem constrangimentos por terra. O gelo da Antártida tende a ser mais fino do que o gelo do Ártico, com maiores subidas no inverno e descidas mais acentuadas no verão.

Os modelos climáticos projectavam declínios no gelo marinho antártico semelhantes ao Ártico, mas até há pouco tempo a região estava a comportar-se de forma completamente diferente do que os modelos previam. Atingiu um nível recorde de extensão no inverno de 2014, quando chegou aos 2 milhões de km2, o que parecia suportar a ideia de que a Antártida poderia estar relativamente à margem do aquecimento global.

Mas, em 2016, algo mudou. Os cientistas começaram a observar uma tendência descendente acentuada. No início, alguns atribuíram-na à variabilidade habitual deste continente vastamente complexo, com os seus sistemas climáticos diversos e interligados. Mas depois de dois recordes consecutivos de gelo marinho baixo, os cientistas estão a ficar preocupados.

“A questão é: será que as alterações climáticas chegaram à Antártida? Será este o princípio do fim? Irá o gelo marinho desaparecer definitivamente nos próximos anos, no verão do sul?”, questionou Christian Haas, chefe do departamento de investigação da Física do Gelo Marinho no instituto Alfred Wegener na Alemanha, em entrevista à CNN.

Vários factores podem explicar por que o gelo marinho é tão baixo, incluindo ventos, correntes oceânicas e calor oceânico. As temperaturas do ar estão mais altas do que o normal em partes da Antártida, cerca de 1,5 graus Celsius acima da média de longo prazo Outra consideração importante é a faixa de ventos de oeste que circunda a Antártida, conhecida como o Modo Anular do Sul. Estes ventos, que podem aumentar o derretimento do gelo marinho, têm sido mais fortes do que o habitual, de acordo com o NSIDC, e juntam-se às condições meteorológicas que bombeiam ar quente para a região.

A força dos ventos tem sido associada, em parte, ao aumento da poluição que aquece o planeta, bem como ao buraco na camada de ozono acima do continente. Há também sugestões de que o gelo marinho pode estar a derreter devido ao calor retido logo abaixo da superfície do oceano, apontou Scambos.

“Basicamente, estás a receber calor na camada superior [da água] à volta da Antártida”, sublinhou. Se essa teoria se mantém, e está ligada ao aquecimento geral dos oceanos, “então isso tem grandes implicações para a estabilidade da camada de gelo da Antártida”.

O desaparecimento do gelo marinho pode ter um efeito bola de neve na Antártida e não só. Embora não afecte directamente o nível do mar, porque já flutua no oceano, a perda da franja de gelo marinho em torno da Antártida deixa as placas de gelo costeiro e os glaciares expostos às ondas e às águas quentes do oceano, tornando-os muito mais vulneráveis ao derretimento e à ruptura.

Uma paisagem antártica alterada poderá ter impactos significativos sobre a sua vida selvagem, desde os microorganismos e algas que sustentam a cadeia alimentar – alimento para o krill [pequenos crustáceos] que, por sua vez, alimenta muitas das baleias da região – até aos pinguins e focas que dependem do gelo marinho para se alimentarem e descansarem.

Partes da Antárctida têm vindo a assistir a mudanças alarmantes desde há algum tempo. A Península Antártica, uma cadeia de montanhas geladas que se ergue do lado ocidental do continente como um polegar apontando para a América do Sul, é um dos lugares de aquecimento mais rápido do Hemisfério Sul.

Carlos Moffat, oceanógrafo da Universidade de Delaware, que acaba de regressar de uma viagem à Península Antártica, disse à CNN que o gelo marinho baixo e as temperaturas muito quentes do oceano que encontrou “são dramaticamente diferentes do que observámos nas últimas décadas”.Para Moffat, que visita a região todos os verões como parte da investigação Palmer Long-Term Ecological Research, “as condições deste ano estão num cenário de mudanças de longo prazo nesta região da Antártida”.

 No ano passado, cientistas disseram que o vasto Glaciar Thwaites da Antártida Ocidental – também conhecido como o “Glaciar do Juízo Final” – estava “preso por um fio” à medida que o planeta aquece, sendo possível um rápido recuo nos próximos anos. Os cientistas estimaram que a subida global do nível do mar poderia aumentar cerca de 3 metros se o Glaciar Thwaites colapsasse totalmente, devastando as comunidades costeiras em todo o mundo.

É muito cedo para dizer se a diminuição recorde do gelo marinho é o novo normal ou se ele irá recuperar, e a Antártida é conhecida pelas suas oscilações significativas. “Embora 2022 e 2023 tenham tido uma extensão mínima recorde, quatro dos cinco mínimos mais altos ocorreram desde 2008”, salientou o próprio NSIDC.

“Vai demorar algum tempo a assimilar isto tudo”, observou Scambos. “Ainda estamos a reagir a uma mudança relativamente súbita. Os últimos anos têm sido um ponto de exclamação dramático sobre uma tendência que estava a desenvolver-se desde 2016.” Os cientistas precisarão de pelo menos mais cinco anos de dados e observações, estimou, mas não tem dúvidas: “Parece mesmo que algo mudou na Antártida e que as coisas estão muito mais sérias.”

Setúbal: Semana dos Bivalves começa em Março

São mais de 30 os restaurantes de Setúbal que participam, entre 3 e 12 de março, na Semana dos Bivalves. Trata-se de um novo evento gastronómico que inclui degustações, workshops, oficinas pedagógicas, uma exposição sobre pesca e um encontro de pescadores.

A primeira edição da Semana dos Bivalves, promovida pela Câmara Municipal de Setúbal, decorre em 32 restaurantes do concelho, que acrescentam à ementa diária receitas tradicionais ou pratos inovadores confecionados com diversas espécies de bivalves. A iniciativa integra o calendário de eventos gastronómicos da autarquia, que, no âmbito da marca Setúbal Terra de Peixe, leva à mesa o choco, a sardinha, o carapau, o salmonete, a cavala e a ostra. O objetivo é promover os sabores da região e dinamizar a economia e a restauração locais.

Massinha de lingueirão, arroz de navalhas, ceviche de ostras, linguini de amêijoas, arroz de berbigão e mexilhão à bulhão pato são algumas das iguarias presentes nas ementas dos restaurantes. A Semana dos Bivalves passa pelos estabelecimentos 490 Taberna STB, A Casa do Peixe, Adega do Zé, Adega dos Garrafões, Antóniu’s, Cais 56, Calhabem, Casa Japonesa, Copa D’Ouro, Decor & Salteado, Flórida, Marisqueira Sab’Amar, O Batareo, O Bote e o Convés.

Os restantes aderentes são O Jacques, Pescador II, O Ramila, Oficina do Peixe, Peixe no Largo, Petisqueira do Manel, Pinga Amor Marisqueira, Rebarca, Restaurante O Migas, Restaurante Rio Azul, Restaurante Xtoria, Restinguinha, Sem Horas, Solar do Marquês, Tasca da Avenida, Tasca do Duca e Tasca Kefish.

Durante a semana gastronómica, a autarquia dinamiza várias atividades que pretendem alargar o envolvimento da comunidade piscatória e da população em geral. A partir de 28 de fevereiro, terça-feira, a “Mostra de Objetos e Artefactos de Pesca” está aberta ao público na Casa da Baía e pode ser visitada até 12 de março, domingo, todos os dias entre as 9 e as 19 horas.

Já a 4 e 5 de março, sábado e domingo, entre as 12h30 e as 17h30, acontece “A vida por cima d’água – Encontro de Pescadores e Mostra de Artes e Ofícios da Pesca em Setúbal”, com o envolvimento da Associação de Pesca Artesanal de Setúbal. O evento conta com a visualização do documentário “Fragmentos de uma vida por cima d’água”, desenvolvido pelo Centro de Memórias do Museu do Trabalho Michel Giacometti. Às 13 horas, há um almoço de pescadores.

Um workshop de aguardentes e de amêijoas e lingueirão, uma tertúlia sobre mar, uma oficina de profissões e o lançamento do livro “Na língua da maré”, de Abel Coentrão e Hélder Luís, com a participação do Coro Grupo Mútua dos Pescadores, são outras das atividades a realizar na Casa da Baía.

Os mais novos também fazem parte do evento. No dia 11 de março, sábado, às 15h30, na Biblioteca Pública Municipal, podem descobrir mais sobre ostras e mexilhões numa oficina pedagógica baseada no livro “A Ostra Sostra e o Mexilhão Molengão”, de Conceição Oliveira. A sessão, de participação gratuita e lotação limitada, destina-se a miúdos com mais de cinco anos e tem inscrições a decorrer online até 8 de março, quarta-feira.

Há também uma oficina sobre “As Conchas do Sado”, que vai despertar a criatividade dos mais novos com a criação de adornos a partir de conchas, além de promover valores relacionados com ecologia e proteção da natureza. Esta atividade, igualmente para miúdos com mais de cinco anos e com inscrições online na página, realiza-se a 4 de março, sábado, às 14h30, no Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado, instalado na Casa da Baía.

Arte Xávega com candidatura ao programa “MAR 2030”

 

O património imaterial da Arte Xávega de Espinho vai ser objecto de mais uma candidatura a fundos europeus, em concreto ao programa “MAR 2030” do quadro comunitário de a­poio “Portugal 2030”, no âmbito do Grupo de Acção Local (GAL) Douro Atlântico, que também integra Gaia e a União de Freguesias portuense de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde e que tem a ADRITEM – Associação de Desenvolvimento Regional Integrado das Terras de Santa Maria como entidade ges­tora.

«É algo que é nosso», sublinhou Maria Manuel Cruz, presidente da Câmara de Espinho, com nota de que está em causa a obtenção de fundos para a preservação desse património ligado ao território piscatório do concelho, assim como a agregação de parceiros comunitários para a criação e desenvolvimento de projetos e iniciativas ligados ao lazer e ao turismo.

No acto de assinatura do contrato de parceria, que ligará 32 entidades na implementação da Estratégia de Desenvolvimento Local (EDL) do GAL Dou­ro A­tlântico, a autarca fez notar a sin­tonia da Câmara de Espinho com «o enorme desafio» de construir uma economia do mar em que as comunidades piscatórias sejam «prioridade de investimen­to».

O outro projecto âncora que envolve Espinho é o “Walk in Atlantic”, a desenvolver com o município de Gaia. Maria Manuel Cruz assinalou a intenção de «melhorar os percursos» que ligam os dois concelhos – que estão «degradados na parte espinhense – e de «talvez construir outros».

Porto de Sines na 27.ª Edição da da Intermodal South America

A aicep Global Parques, a APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve e a ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo viajam até São Paulo, Brasil, para promoção do Complexo Industrial e Portuário de Sines na 27.ª edição da Intermodal South America, um dos mais importantes eventos da América Latina no âmbito do sector da logística, comércio exterior e transporte mundial, a realizar-se entre os próximos dias 28 de fevereiro a 2 de março.

Promovida pela ADRAL e realizada no âmbito da iniciativa Invest in Alentejo, esta participação é uma oportunidade única para promover a região do Alentejo e a ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines, com enfoque nas mais-valias da ZALSines – Zona de Atividades Logísticas para acolher o agronegócio dos produtos vindos da América Latina, através do Porto de Sines, aproveitando as valências deste ser o principal porto na fachada ibero-atlântica.

É também o reforço de um trabalho já iniciado no sentido de atrair as exportações de produtos agroalimentares do Brasil para entrarem, tanto em Portugal como na Península Ibérica e na Europa, pelo Porto de Sines com a possibilidade de se adicionar valor a esses mesmos produtos através da transformação, embalamento e etiquetagem na ZALSines. O Porto de Sines é também dotado de terminais especializados para movimentar diferentes tipos de mercadorias e, além da preponderância no abastecimento energético do país (petróleo, seus derivados e gás natural), posiciona-se, igualmente, como um relevante porto de carga contentorizada e a granel.

A presença no certame será integrada no stand dos Portos de Portugal com a realização de diferentes apresentações centradas nas valências da região do Alentejo nos sectores da logística, energia e digital, bem como, a execução de ações de divulgação e reuniões B2B com clientes alvo, assim como a apresentação do novo filme do Invest in Alentejo sobre o potencial de Sines para o sector da logística. A Intermodal South America reúne, anualmente, mais de 48 mil visitantes e 600 expositores brasileiros e internacionais, oriundos da América do Norte, Europa e Ásia.

“Esta constitui uma oportunidade de excelência para promover Sines enquanto localização privilegiada para a criação de um hub logístico para o agronegócio, posicionando-se como a porta de entrada aos produtos brasileiros e da restante América Latina no mercado europeu,” refere Isabel Caldeira Cardoso, Vice-Presidente da aicep Global Parques, que integrará a comitiva da missão. “A Iniciativa Invest In Alentejo participa, pela segunda vez, na Intermodal de São Paulo, conjuntamente com a aicep Global Parques. Esta participação representa mais uma excelente oportunidade para promoção da Região Alentejo, mais especificamente da ZILS, com enfoque nas mais valias da ZALSines – Zona de Atividades Logísticas, tendo em vista demonstrar a vocação destas infraestruturas para acolher o Agronegócio dos produtos provenientes da América Latina, através do Porto de Sines. Reforçar-se-á, portanto, um trabalho já anteriormente iniciado para que as exportações de produtos agroalimentares provenientes do Brasil e América Latina entrem em Portugal, na Península Ibérica e na Europa via Porto de Sines e que, na ZALSines, se adicione valor com a transformação, embalamento e etiquetagem destes produtos,” destaca João Maria Grilo, Presidente da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo.

MSC Cruzeiros inaugura novo MSC Euríbia na Dinamarca a 8 de junho

A MSC Cruzeiros vai inaugurar o seu mais recente navio, o MSC Euríbia, o segundo da frota da companhia de cruzeiros movido a GNL – Gás Natural Liquefeito, na Dinamarca, numa cerimónia que vai decorrer em Copenhaga, capital dinamarquesa, a 8 de junho.

“O MSC Euríbia simboliza o compromisso da Companhia com a protecção dos oceanos e é por isso que o porto de Copenhaga foi escolhido como o local para a inauguração, uma vez que não só o porto tem um rico património marítimo, como a Dinamarca é um país com um profundo respeito pelo mar e compromisso com a sustentabilidade”, indica a companhia de cruzeiros, num comunicado.

Prova do compromisso da MSC Cruzeiros com a protecção e preservação do ambiente marinho, o MSC Euríbia vai contar com um fresco no exterior, que foi concebido pelo artista gráfico alemão Alex Flaeming e que afirma “a importância de proteger esse delicado e complexo ecossistema”.

A MSC Cruzeiros indica que o nome do mais recente navio é uma homenagem à antiga deusa Eurybia, que, de acordo com a companhia de cruzeiros, “aproveitou os ventos, o clima e as constelações para dominar os mares, promovendo a visão do navio para dominar a implementação de tecnologias sustentáveis de última geração para proteger e preservar o precioso ecossistema marinho”.

O MSC Euríbia vai dar inicio à sua temporada inaugural no Norte da Europa, com viagens de sete noites com início a 10 de junho e à partida de Copenhaga para visitar os Fiordes da Noruega, incluindo Geiranger, Alesund e Flaam.

Para os passageiros que viajam a partir de Lisboa, a MSC Cruzeiros possui pacotes que incluem, além do cruzeiro, os voos entre Lisboa e Copenhaga.

O MSC Euríbia é um navio tecnologicamente avançado, que conta com várias inovações que visam a redução do seu impacto ambiental, nomeadamente de um sistema avançado de tratamento de águas residuais, bem como um sistema de gestão de resíduo subaquático irradiado para minimizar os efeitos das vibrações na vida marinha, entre vários outros meios de eficiência energética que ajudam a reduzir e otimizar a utilização do motor.

Para além do compromisso com a componente ambiental, o navio destaca-se também pelas suas características a bordo, que incluem a icónica Promenade ao estilo mediterrâneo com cúpula LED, além de 10 restaurantes e 21 bares e lounges, lojas e diversas opções de entretenimento.

Um dos locais de entretenimento com glamour é o teatro do navio, que conta com capacidade para 954 espectadores e vai disponibilizar espectáculos todas as noites, sendo também de destacar as cinco piscinas do MSC Euríbia, que inclui igualmente um parque aquático temático.

O MSC Euríbia conta ainda com um MSC Foundation Center a bordo, um espaço onde as crianças vão poder participar em jogos educativos para aprender mais sobre a importância do meio ambiente, enquanto os adultos podem mais sobre os programas e causas da MSC Foundation.

Porto de Sines recebe comitiva do Porto de Luanda

Uma comitiva do Porto de Luanda visitou o Porto de Sines com o objectivo de conhecer alguns procedimentos desta administração portuária, nomeadamente as operações marítimas.

A comitiva, composta por Miguel Pipa, Massoxi Bernardo e Joaquim Junqueira, e acompanhada por elementos da AES (Associação Empresarial de Sines) e do CEO da SecretScreen, foi recebida pelo Conselho de Administração, que sublinhou a disponibilidade da autoridade portuária em reforçar a cooperação entre as duas entidades. A delegação teve ainda a oportunidade de visitar o Centro de Controlo de Tráfego do Porto de Sines e atestar, in loco, o funcionamento e os procedimentos do dia-a-dia deste departamento, bem como a adopção de práticas éticas e sustentáveis.

O intercâmbio de conhecimentos e experiências, uma constante no trabalho da APS, contribui para o estabelecer de relações e laços mais fortes, particularmente com portos lusófonos.

3,5 Milhões€ para monitorizar os movimentos da vida marinha na Europa

O novo projecto financiado pela União Europeia, STRAITS, irá equipar os quatro cantos da Europa com receptores acústicos que permitem monitorizar os movimentos dos peixes e outros animais marinhos, compreender a sua biologia e ecologia e ajudar na conservação e gestão dos oceanos.

O Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR-Algarve) é um dos parceiros deste projecto que pretende unir esforços entre as várias instituições e trabalhar de forma colaborativa no estudo do movimento dos animais marinhos através de telemetria acústica.
No âmbito da European Tracking Network, o projecto irá instalar receptores de telemetria acústica em quatro zonas chave na Europa: o Estreito da Dinamarca no Mar Báltico, o Canal Norte no Mar Céltico, o Estreito de Gibraltar no Mar Mediterrâneo e os Estreito do Bósforo e de Dardanelos no Mar Negro. Para além disso, irá impulsionar projectos de telemetria acústica que estejam em curso, expandir esforços para interligar as iniciativas de monitorização por toda a Europa, desenvolver planos de gestão de dados e redes para promover o trabalho colaborativo e fornecer dados a Organizações Governamentais nacionais e internacionais.
O investigador do CCMAR-Algarve, David Abecasis afirma que “dada a nossa localização, entre o Oceano Atlântico e o Mediterrâneo, a rede de telemetria acústica do CCMAR assume um papel fulcral, juntamente com os receptores a instalar no Estreito de Gibraltar, na compreensão dos movimentos de grandes migradores como por exemplo o atum rabilho. Para além disso, este projecto vai permitir expandir a rede de receptores acústicos existente no Algarve criando sinergias com outros projectos em curso.”
A telemetria acústica é uma das melhores formas de monitorizar o movimento dos peixes e outros animais marinhos, desde uma escala mais pequena (nível regional) até uma escala global. O avanço da tecnologia permite que esta monitorização seja realizada em áreas maiores e por períodos mais longos, contribuindo com informação chave sobre a biologia e ecologia destes animais. 
O projecto STRAITS é financiado pelo Horizon Europe Framework Program e conta com uma equipa de 10 organizações líderes a nível mundial em telemetria acústica. Em conjunto, os parceiros irão contribuir para o avanço da compreensão dos movimentos dos animais marinhos na Europa, mas não só, e mudarão a forma como a biodiversidade é monitorizada nas águas europeias, contribuindo assim para a conservação dos oceanos e iniciativas de políticas de gestão.

Estudo desvenda a chave da absorção do dióxido de carbono pelos oceanos

O efeito de estufa e a alta concentração de carbono na atmosfera são problemas que assustam quem se importa com o planeta. Para essas questões, um pequeno aliado tem sido considerado indispensável. O fitoplâncton têm sido essencial para a regulação das concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Um novo estudo procura entender o papel desses agentes de captura  de carbono para o equilíbrio da vida na Terra.

O oceano removeu cerca de um terço do CO2 libertado pelos seres humanos desde a Revolução Industrial. Isso faz dele um dos maiores consumidores de dióxido de carbono existentes. Compreender o papel da água nesse processo é fundamental para criar alternativas e reduzir danos.

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Autónoma de Barcelona descobriu que a troca de carbono entre a atmosfera e o oceano é modulada quase integralmente por um único grupo de plâncton fotossintetizante, um fitoplâncton calcificante marinho chamado cocolitóforo. Esses pequenos organismos vivem nas camadas iluminadas dos oceanos e formam placas elaboradas de carbonato de cálcio (CaCO3). Essas camadas produzidas pelo fitoplâncton podem, inclusive, ser vistas em lugares como os penhascos brancos de Dover – Reino Unido.

No estudo, publicado no periódico científico Nature Communications, os investigadores descobriram que os cocolitóforos, com menos de um centésimo de milímetro de tamanho e formando a base da cadeia alimentar aquática, são responsáveis por 90% da produção de carbonato de cálcio e um dos maiores contribuintes para a regulação dos níveis atmosféricos de CO2. Eles também são fundamentais para o controlo químico dos oceanos, regulando os níveis de acidificação da água. Esta pesquisa destaca que os outros dois principais grupos planctônicos calcificadores, zooplâncton (pterópodes) e foraminíferos, desempenham um papel secundário no contexto da modulação do CO2 atmosférico.

Além disso, o estudo também revelou que, em vez de afundar, a maior parte do CO2 convertido em carbonato de cálcio dissolve-se em águas rasas, onde o carbono é mais facilmente trocado com a atmosfera e há maior incidência de luz solar. A dissolução do carbonato mais próximo da superfície mostra que o processo de troca de carbono entre oceano e a atmosfera é mais complexa do que se supunha inicialmente. 

Entender esse tipo de dissolução é fundamental para a compreensão do papel dos calcificadores planctônicos na regulação do CO2 atmosférico. Isso é importante, pois mais dissolução irá aumentará a capacidade da água de reter CO2.

Morreu Pedro Martins de Lima, o 'pai' do surf em Portugal

Pedro Martins de Lima, considerado o ‘pai’ do surf em Portugal, morreu aos 92 anos, informou a Federação Portuguesa de Surf (FPS), numa nota divulgada nas redes sociais. 

“Hoje, temos a lamentar a perda de um dos grandes. Um pioneiro de grande coragem e visão, Pedro Martins de Lima é unanimemente considerado o primeiro português a correr ondas, o nosso primeiro Surfista, com letra maiúscula. Deixou-nos aos 92 anos para surfar novas ondas”, refere a FPS no Facebook.

A Federação recorda a “personalidade encantadora” e a “generosidade” de Pedro Martins de Lima.

“Um grande aloha, Pedro. Até sempre!”, conclui a nota.

Pedro Martins de Lima começou a surfar em pé em 1959, sendo considerado o pioneiro da modalidade em Portugal.

Foto: Federação Portuguesa de Surf