Depois de nove meses de ausência, os pinguins-de-magalhães regressaram a um dos espaços mais emblemáticos do Oceanário de Lisboa, agora profundamente transformado.
A reabertura do habitat, no final do Verão, marca a primeira grande remodelação de um espaço original desde a inauguração da instituição, em 1998, e devolve ao público uma nova leitura de um dos ambientes mais icónicos do Oceanário, agora designado como Oceano do Sul.
O espaço foi redesenhado para recriar com maior autenticidade e diversidade as zonas costeiras subantárcticas. Rochas, cascatas, gelo, estalactites e um espaço para nadar com simulação de ondas de maré compõem um ambiente mais dinâmico, onde os pinguins alternam entre terra e água de forma contínua e visível para quem visita.
O gigante dinamarquês do shipping, a Maersk, deu um passo significativo na normalização das suas rotas comerciais com a passagem bem-sucedida do navio Maersk Denver pelo Canal de Suez.
Esta operação, concluída entre os passados dias 11 e 12 de Janeiro, marca o segundo teste bem-sucedido de trânsito entre o Oriente e o Ocidente em menos de dois meses, sinalizando uma tentativa de retoma gradual daquela que é uma das artérias vitais do comércio mundial.
O navio, que navega sob bandeira norte-americana e operava o serviço MECL (viagem 552W), atravessou o estreito de Bab el-Mandeb em direcção ao Mar Vermelho sem registo de incidentes. Segundo fontes da companhia, a operação foi rodeada de rigorosas medidas de protecção, tendo a segurança da tripulação, da embarcação e da carga sido colocada como prioridade absoluta perante o contexto de instabilidade que se tem vivido na região. Este movimento surge na sequência da passagem do Maersk Sebarok, ocorrida em Dezembro de 2025, e reforça a estratégia da armadora em testar a viabilidade do regresso permanente a esta rota. Em comunicado, a Maersk informou que os seus clientes foram notificados directamente sobre o percurso e reiterou que o regresso integral à navegação trans-Suez será feito de forma faseada e cautelosa.
Apesar do sucesso desta missão, a empresa mantém-se prudente, sublinhando que as decisões futuras dependerão estritamente da manutenção de condições de segurança estáveis. Por agora, não foram anunciadas novas travessias, mantendo-se a monitorização constante da situação geopolítica no Mar Vermelho para determinar os próximos passos desta reabertura comercial.
Numa decisão que promete abalar os alicerces do comércio global, o Presidente Donald Trump anunciou esta a imposição imediata de uma tarifa alfandegária de 25% sobre todos os bens provenientes de países que mantenham relações comerciais com o regime de Teerão.
A medida, descrita pelo ocupante da Casa Branca como “final e conclusiva”, surge num contexto de extrema volatilidade no Médio Oriente e de uma repressão sangrenta contra manifestantes em solo iraniano. Através de uma publicação na sua plataforma Truth Social, Trump foi categórico: “Qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irão pagará uma tarifa de 25% sobre todo e qualquer negócio realizado com os Estados Unidos da América”.
O anúncio, que apanhou de surpresa diversas capitais mundiais, não detalha ainda os mecanismos técnicos de aplicação, mas deixa claro que Washington pretende isolar economicamente o regime ayatollah, asfixiando as suas fontes de receita externas. Esta nova directiva coloca parceiros comerciais vitais sob fogo cruzado. Gigantes como a China, a Índia e a Turquia, que mantêm trocas comerciais significativas com Teerão, enfrentam agora um dilema diplomático e económico. Para Pequim, esta sobretaxa de 25% poderá elevar a tarifa efectiva sobre os seus produtos para níveis superiores a 45%, ameaçando a frágil trégua comercial negociada no final do ano passado. No caso da Índia, a tensão é já palpável, uma vez que o país já fora alvo de taxas de 50% devido à aquisição de petróleo russo.Contexto de Crise e Repressão. A decisão de Washington não é puramente económica.
Fontes diplomáticas apontam para o agravamento da situação interna no Irão, onde os protestos contra o regime já terão causado a morte de mais de 600 pessoas e levado a milhares de detenções. O bloqueio total da internet imposto por Teerão tem sido interpretado pela administração Trump como uma tentativa de “mascarar um massacre”, levando a Casa Branca a considerar, inclusive, opções militares para “resgatar” os opositores do regime. A Secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou em entrevista à Fox News que, embora a diplomacia continue a ser a via preferencial, o Presidente “não teme utilizar a força letal e o poderio militar dos Estados Unidos se e quando o considerar necessário”.
As águas do Médio Oriente voltaram a entrar em ebulição com o regime de Teerão a colocar o shipping no epicentro de uma confrontação directa com os Estados Unidos da América.
Numa escalada retórica sem precedentes, as autoridades iranianas advertiram que as frotas mercantes e as infraestruturas logísticas aliadas de Washington passarão a ser consideradas “alvos legítimos” no caso de uma ofensiva militar norte-americana. O aviso partiu de Mohammad Bagher Ghalibaf, o influente presidente do parlamento iraniano, que endereçou uma mensagem inequívoca ao presidente Donald Trump. Segundo o alto responsável, qualquer acção bélica por parte de Washington será encarada como um acto de guerra, não restando ao Irão outra alternativa senão a “defesa legítima”. Nesta estratégia de dissuasão, o regime não se limitará a visar activos militares: os centros de transporte marítimo e os interesses de Israel foram explicitamente listados como potenciais teatros de represália.
Esta postura de desafio surge num momento de extrema fragilidade interna para a República Islâmica. O país tem sido fustigado por protestos populares de larga escala, que eclodiram no Grande Bazar de Teerão em dezembro passado, impulsionados pelo colapso dramático do rial e pela inflação galopante. Enquanto Donald Trump utiliza as redes sociais para declarar o seu apoio aos manifestantes, afirmando que o povo iraniano “clama por liberdade”, o regime endurece a narrativa externa para tentar consolidar o controlo doméstico.
A comunidade internacional observa com apreensão este novo braço-de-ferro, que ocorre num ano de profundas alterações na ordem mundial. Depois da recente intervenção que levou à destituição de Nicolás Maduro na Venezuela, o foco da administração Trump parece agora inteiramente voltado para o Golfo Pérsico. Para o sector marítimo, a instabilidade é uma faca de dois gumes: se, por um lado, o risco de ataques imediatos faz disparar os prémios de seguro e a insegurança das tripulações, por outro, analistas sugerem que uma eventual mudança de regime em Teerão poderia significar o fim do apoio aos rebeldes Houthi no Iémen, permitindo a tão desejada normalização do tráfego no Canal de Suez. Por agora, o cenário é de incerteza absoluta.
Tomou posse, a 2 de janeiro de 2026, o novo Conselho de Administração do Porto de Aveiro e do Porto da Figueira da Foz, para o mandato 2026–2028. Teresa Cardoso assume funções como presidente, acompanhada pelos administradores Rogério Carlos e Valter Rainho.
No âmbito da atribuição de competências, Teresa Cardoso fica responsável pela Direção Financeira e Desenvolvimento Organizacional, Gabinete Jurídico, Gabinete de Auditoria, Área de Desenvolvimento de Negócio, Gabinete de Comunicação e Gabinete de Estratégia. Valter Rainho assume a responsabilidade pela Direção de Gestão de Espaços e Ambiente, nas áreas do ambiente e das dragagens, bem como pela Direcção de Infraestruturas. Por sua vez, Rogério Carlos fica responsável pela Direcção de Coordenação Portuária e pela Direcção de Gestão de Espaços e Ambiente, no que respeita à gestão dominial.
A Mesa da Assembleia Geral e o Fiscal Único mantêm-se. Já o Conselho Fiscal passa a ter a seguinte composição:
Presidente – Maria Teresa Vasconcelos Abreu Flor de Morais, Vogal Efectivo – Teresa Luísa Teixeira Magalhães, Vogal Efectivo – Juan Carlos Ferreira Martins e Vogal Suplente – Jorge Filipe Carvalho Bernardino.
Relativamente ao Porto da Figueira da Foz, a Mesa da Assembleia Geral e o Fiscal Único também se mantêm. Desde o início de funções, a nova administração tem vindo a realizar visitas às instalações portuárias, promovendo um contacto directo com os diferentes agentes que integram o ecossistema do Porto de Aveiro e do Porto da Figueira da Foz.
A família Lufinha regressou este domingo a Lisboa depois de ter concluído uma histórica viagem de circum navegação.
Francisco e Margarida juntamente com os seus filhos Vera e Francisco completaram uma jornada de mais de dois anos a bordo do veleiro Zinga onde demonstraram uma extraordinária capacidade de superação e espírito de descoberta.
A chegada à capital foi assinalada com solenidade através do acompanhamento do navio NRP Tejo e de embarcações da Estação Salva vidas de Cascais e da Polícia Marítima de Lisboa. Ao longo desta extensa expedição a família atravessou três oceanos e visitou três continentes efectuando escala em vinte e um países diferentes.
As autoridades marítimas sublinharam o exemplo de resiliência e a coragem demonstrada por estes navegadores que levaram a bandeira nacional através de rotas desafiantes numa aventura que termina agora com o reencontro em solo português.
Saudamos esta aventura marítima desta família ( que iria ser sempre um sucesso ). Um especial cumprimento ao Francisco, cujas palestras que já acompanhamos pelos anos, onde sempre revelou a paixão, respeito e dedicação pelo mar.
Uma descoberta científica proveniente do Japão promete alterar radicalmente o futuro da preservação dos oceanos. Investigadores nipónicos desenvolveram um novo tipo de plástico que, ao contrário dos polímeros tradicionais que demoram séculos a decompor-se, desaparece por completo em apenas duas horas após o contacto com a água salgada.
Esta inovação tecnológica surge como uma resposta directa à crise global dos resíduos marítimos, oferecendo uma alternativa viável para materiais que, até agora, eram sinónimo de poluição persistente. O segredo desta eficácia reside na estrutura molecular do composto, concebida para reagir especificamente aos componentes químicos e à salinidade do meio marinho. Assim que o material é submerso, inicia-se um processo de desintegração acelerada que não deixa quaisquer vestígios de microplásticos ou substâncias tóxicas para a fauna e flora. Trata-se de um avanço sem precedentes, especialmente para sectores como a pesca e o transporte marítimo, onde a perda acidental de redes, cabos ou embalagens constitui uma ameaça constante à biodiversidade e à segurança da navegação.
A implementação desta tecnologia à escala industrial poderá representar o princípio do fim das grandes manchas de lixo que flutuam nos giros oceânicos. Se os objectos de uso quotidiano e os apetrechos navais passarem a ter esta natureza autodestrutiva, o impacto ambiental de um descarte indevido seria reduzido a quase zero num curto espaço de tempo.
Este “plástico de duas horas” é um passo decisivo para garantir que a economia azul possa prosperar sem comprometer a integridade biológica dos mares.
O A23a, o maior iceberg do planeta, atingiu o seu ponto de ruptura final. Após ter permanecido quase quarenta anos à deriva nas águas do Sul, o gigante de gelo está prestes a fragmentar-se por completo, segundo revelam os mais recentes dados da NASA.
Este colosso antárctico, que se desprendeu da plataforma continental em 1986, prepara-se agora para desaparecer definitivamente no Atlântico Sul.Durante mais de três décadas, o A23a esteve “encalhado” no fundo do Mar de Weddell, mas em 2023 foi libertado pelas correntes em direcção a águas mais quentes.
Imagens de satélite mostram agora profundas lagoas de água azul-turquesa na sua superfície, fruto de um degelo acelerado que fragiliza a sua estrutura. Este fenómeno, conhecido como hidro-fracturação, actua como uma cunha que separa as massas de gelo, acelerando o colapso iminente da estrutura original. Apesar da destruição, o desaparecimento do iceberg traz benefícios ao ecossistema marinho. Ao derreter, o gelo liberta nutrientes acumulados durante milénios, fertilizando o oceano e atraindo uma vasta biodiversidade, de fitoplâncton a grandes baleias.
O A23a deixará de ser uma unidade geográfica em breves semanas, regressando ao oceano sob a forma de pequenos fragmentos e água doce, encerrando um dos ciclos mais vigiados da história da oceanografia.
Numa demonstração sem precedentes de engenho humano e compromisso ambiental, a organização internacional The Ocean Cleanup anunciou a conquista de um marco que muitos julgavam impossível.
Até ao final de 2025, a iniciativa liderada pelo jovem inventor holandês Boyan Slat conseguiu extrair das águas do planeta um total acumulado de 45 milhões de quilogramas de detritos plásticos, devolvendo a pureza a ecossistemas fustigados por décadas de negligência.
Este sucesso não é fruto do acaso, mas sim de uma estratégia de pinça que ataca o problema em duas frentes vitais. Por um lado, as equipas operam na famigerada Grande Mancha de Lixo do Pacífico, onde sistemas de retenção flutuantes varrem a superfície oceânica. Por outro, o foco incide na raiz do mal: os rios. Através da implementação de “Interceptores” em cursos de água estratégicos, a organização consegue bloquear a passagem do lixo antes mesmo de este atingir o mar, uma medida crucial dado que uma minoria de rios é responsável pela esmagadora maioria da poluição marinha global. O balanço do último ano foi particularmente animador, com a recolha de 25 milhões de quilogramas apenas em 2025, o que demonstra uma aceleração notável na capacidade de limpeza da frota. Para além da remoção física, o projecto fecha o ciclo do desperdício ao transformar o plástico recuperado em novos produtos, como é o caso de óculos de sol, cujas receitas revertem directamente para a continuidade das operações.
Fundada em 2013, quando Slat tinha apenas 18 anos, a fundação conta hoje com uma equipa técnica de elite que mantém o olhar fixo no horizonte de 2040, ano em que pretendem ter erradicado 90% do plástico flutuante nos oceanos.
Num novo e dramático agravamento das hostilidades no corredor do Mar Negro, as forças russas atingiram duas embarcações civis que operavam junto à costa ucraniana, resultando na morte de um tripulante de nacionalidade síria e em ferimentos graves num oficial.
O ataque, executado através de uma combinação de engenhos não tripulados e mísseis, visou especificamente navios que se preparavam para escoar produtos agrícolas, num episódio que Kiev já classificou como um atentado deliberado contra a segurança alimentar global. A primeira embarcação visada, o navio de carga geral Wael K, que ostenta bandeira de São Cristóvão e Névis, foi interceptada por um engenho explosivo enquanto navegava em direcção ao porto de Chornomorsk para carregar cereais, sofrendo danos consideráveis na superestrutura que feriram um oficial.
Simultaneamente, num dos terminais do complexo portuário da Grande Odessa, um segundo cargueiro, com bandeira das Comores e carregado com soja, sofreu um impacto directo enquanto estava atracado, causando a morte imediata do marinheiro. Estes incidentes ocorrem num momento de particular vulnerabilidade, coincidindo com uma ofensiva russa mais vasta que tem recorrido a novas tecnologias balísticas para fustigar infra-estruturas críticas. O Vice-Primeiro-Ministro ucraniano, Oleksiy Kuleba, reagiu duramente aos acontecimentos, sublinhando que os alvos eram estritamente civis e que o ataque constitui um crime de guerra contra a marinha mercante mundial, destinado a dissuadir os armadores de utilizarem a rota marítima alternativa.
Até ao momento, e apesar dos apelos da Organização Marítima Internacional para a protecção dos trabalhadores do mar, Moscovo mantém a retórica de que os seus ataques visam apenas objectivos logísticos, ignorando o impacto humano e material sobre o comércio internacional.