Maersk Hangzhou atingido por míssil Houthi

O Comando Central dos EUA confirmou que o Porta-Contentores Maersk Hangzhou foi atingido por um míssil enquanto navegava pelo Mar Vermelho, ou seja, o primeiro alvo atingido com sucesso pelos rebeldes houthi desde que existe na região a patrulha formada por uma coligação internacional de vários países para patrulhar aquela zona.

Um navio de guerra americano, o USS Gravely, abateu mais dois mísseis balísticos enquanto respondia a um pedido de socorro juntamente com o USS Labboon, afirmam fontes militares. 

Os mísseis foram disparados de uma parte do Iémen controlada pelo grupo rebelde Houthi, apoiado pelo Irão, que realizou quase duas dúzias de ataques a navios mercantes numa tentativa de sufocar o tráfego que atravessa o estreito de Bab al Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Mar da Índia, bloqueando o Canal do Suez.

De acordo com o CentCom, não houve feridos nem danos irreparáveis no navio porta-contentores da Maersk, e o navio continou em condições de navegar e capaz de continuar a sua viagem. De acordo com dados disponíveis publicamente, o navio de propriedade da Dinamarca, com bandeira de Singapura, navegava de Singapura para Port Said, no Egipto. 

O ataque ocorre um dia depois de a Dinamarca ter-se juntado à coligação internacional criada para patrulhar o Mar Vermelho e impedir tais ataques.

West Sea vai construir seis novos navios patrulha oceânicos.

Decorreu  nas instalações centrais da
Marinha, em Lisboa, a cerimónia de assinatura do contrato de construção de seis
novos Navios de Patrulha Oceânicos (NPO) para a Marinha Portuguesa.

A construção destes seis navios será realizada pela West Sea
– Viana Shipyard e reforça a confiança no trabalho de excelência que tem vindo
a ser feito nos últimos anos neste estaleiro, e que promove o desenvolvimento
da indústria naval em Portugal.

“Os seis novos NPOs, que se juntarão aos quatro já em
operação, desempenharão um papel crucial na substituição das corvetas ainda em
utilização, contribuindo assim para a modernização e reforço da capacidade de
intervenção em espaços marítimos nacionais.

Os NPOs são reconhecidos pela sua versatilidade, sendo
essenciais em missões de fiscalização da pesca, controlo de tráfego, prevenção
e combate à poluição marítima, assim como no combate a atividades ilegais como
narcotráfico e imigração ilegal. 

Além disso, desempenham um papel vital no
cumprimento de compromissos internacionais do país, particularmente nas áreas
de busca e salvamento marítimos e segurança cooperativa no âmbito da aliança
NATO.” refere o idD Portugal Defence.

Startup cria analgésico para dor crónica a partir do Mar do Algarve.

Segundo avança o Público, a Startup Sea4Us está muito próxima de alcançar o licenciamento de um novo tipo de analgésico que foi encontrado em organismos marinhos da costa do algarve, que poderá ser um enorme passo para o alívio de dores crónicas de centenas de milhões de pessoas em redor do mundo

Após mais de uma década de investigação, esta startup portuguesa do sector da biotecnologia avançada, localizada em Sagres, não esconde o plano de vender o resultado da investigação a um dos gigantes da indústria farmacêutica mundial.

Startup desenvolve analgésico para dor crónica a partir do mar algarvio

A dor crónica é uma doença que aflige uma em cinco pessoas em todo o mundo, proporção que, no entanto, é superior na população portuguesa, disse à agência Lusa Pedro Lima, investigador e director científico da Sea4Us.

A Startup está a desenvolver o primeiro analgésico marinho não opióide que, se tudo correr como está planeado, terá eficácia no tratamento da dor crónica sem provocar qualquer tipo de dependência ou de efeitos secundários, porque não afecta o cérebro de forma central.

O muito provável futuro novo medicamento é possível graças às características particulares de organismos marinhos que evoluíram e estão incrustados nas rochas de grutas e cavidades da costa algarvia, perto de Sagres, no distrito de Faro.

Foto: LUSA/Luis Forra.

Marinha vai propor ao próximo Governo a compra de mais dois submarinos

O Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), o Almirante Henrique Gouveia e Melo, vai propor ao próximo executivo a compra de mais dois submarinos, quer modernizar duas fragatas no prazo de três anos e adquirir dois navios reabastecedores.

A compra de mais dois submarinos “daqui a seis anos” está nos planos de Gouveia e Melo, que argumenta que a área geográfica portuguesa “assim o exige”.

“Os submarinos, além disso, permitem observar o ambiente sem mexer com o ambiente, porque ninguém sabe que eles estão lá, e isso é uma função muito útil para o Estado, que pretende controlar o seu mar também de forma discreta e descobrir actividades que não consegue descobrir de outra forma porque não tem uma capacidade de superfície que consiga realmente ocupar um espaço tão grande”, explicou Gouveia e Melo.

Estes dois novos submarinos, que o CEMA pretende de menor dimensão, juntar-se-iam ao Tridente e ao Arpão, os dois únicos submarinos de que a Marinha dispõe actualmente, o que coloca dificuldades quando um deles necessita de reparações.

Quanto às fragatas, Gouveia e Melo assinalou que a actual Lei de Programação Militar já prevê verbas para a sua renovação e disse que pretende modernizar “mais duas no prazo de três anos”.

Em breve será assinado o contrato para a aquisição de dois navios reabastecedores, que serão simultaneamente “navios logísticos de transporte”, o que “poupa investimento mas dá mais capacidade” ao ramo, acrescentou.

Emendas à Convenção SOLAS entram em vigor em 2024

Estas alterações, que estão programadas para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2024, deverão ter um efeito substancial no sector.

Algumas das melhorias significativas que entrarão em vigor em breve são as seguintes:

Operações de amarração seguras.

Os últimos regulamentos SOLAS visam aumentar a segurança da amarração, introduzindo critérios extras para a escolha, configuração, inspecção, manutenção e substituição de equipamentos de amarração, o que inclui cabos. Será obrigatório fornecer e manter a documentação relativa ao projecto do arranjo de amarração e à selecção dos equipamentos de amarração a bordo.

Emendas aos aparelhos salva-vidas.

O Capítulo III da SOLAS introduzirá novos requisitos para equipamentos salva-vidas, incluindo padrões aprimorados de projecto e teste para botes salva-vidas, barcos de resgate e equipamentos de lançamento e embarque.

Navios que utilizam GNL como combustível.

O Código Internacional de Segurança para Navios que Utilizam Gases ou outros Combustíveis de Baixo Ponto de Inflamação (Código IGF) passou por revisões para incorporar as lições aprendidas desde a sua adopção em 2017. 

Modernização do Sistema Global de Socorro e Segurança Marítima (GMDSS).

Os requisitos do GMDSS foram actualizados para incorporar critérios mais amplos e não específicos, independentes dos prestadores de serviços. Além disso, os requisitos obsoletos de transporte do sistema foram eliminados. 

Portas estanques em navios de carga.

Os requisitos para portas estanques no Anexo I da MARPOL, na Convenção de Linhas de Carga, no Código IBC e no Código IGC foram alterados para harmonizar a consideração de portas estanques nos cálculos de estabilidade a danos com os mesmos no SOLAS.

ONE reivindica novo recorde mundial de carga.

A ONE – Ocean Network Express está reivindicando um novo recorde mundial com o número de 22.000 contentores de vinte pés carregados a bordo de um único navio. 

O recorde foi estabelecido pelo porta-contentores ONE Innovation durante uma escala no porto de Singapura, no dia 14 de dezembro.

O recorde supera o anterior recorde estabelecido por outro navio da ONE no Porto de Singapura no anterior mês. Nessa operação, um total de 21.954 TEUS foram carregados no ONE Integrity, conforme relatado pelo armador. 

ONE Innovation e ONE Integrity estão entre os seis navios da classe “megamax” com capacidade de 24.000 TEUs. 

A ONE – Ocean Network Express foi formada em 2017 através da integração dos negócios regulares da Kawasaki Kisen Kaisha (“K” LINE), Mitsui O.S.K. Lines (MOL) e Nippon Yusen Kaisha (NYK). 

A empresa é actualmente o sexto maior transportador de contentores do mundo, com uma frota de mais de 225 navios que representam aproximadamente 1,69 milhões de TEU. ONE é membro da THE Alliance (THEA), um consórcio global de transportadoras marítimas.

Outro ataque a Porta-Contentores no Mar Vermelho.

A MSC Mediterranean Shipping Company confirmou que um dos seus navios porta-contentores foi atacado ontem enquanto transitava pelo sul do Mar Vermelho. 

Uma declaração do grupo confirmou alegações anteriores feitas pelos rebeldes Houthi do Iémen de que eles haviam atacado o MSC United VIII de 8.204 teus (construído em 2006) aproximadamente às 12h25h.

A MSC disse que o navio notificou um navio de guerra da força de coligação sobre o ataque e que se envolveu em “manobras evasivas”. 

O navio com bandeira da Libéria estava a caminho do porto King Abdullah, na Arábia Saudita, para Karachi, no Paquistão. 

“Actualmente, toda a tripulação está segura, sem ferimentos reportados e uma avaliação minuciosa da embarcação está sendo efectuada”, diz o comunicado, acrescentando que a prioridade da empresa “continua a proteger a vida e a segurança dos nossos marítimos, e até que a sua segurança possa ser garantida , a MSC continuará a redirecionar os navios reservados para o trânsito de Suez através do Cabo da Boa Esperança”. 

Num comunicado, o porta-voz Houthi, Yahya Saree, disse: “As forças navais das Forças Armadas do Iémen realizaram uma operação de direccionamento contra um navio comercial, ‘MSC United’, com mísseis navais apropriados”. “A operação de selecção do navio ocorreu depois que a tripulação recusou, pela terceira vez, chamadas das forças navais, bem como repetidas mensagens de alerta de fogo”, acrescentou o comunicado Houthi. 

Num ataque anterior, a 80 milhas náuticas de Hodeidah, no Iémen, um veículo aéreo não tripulado aproximou-se de um navio comercial e de um navio de guerra nas proximidades, afirmou a Ambrey Analytics. 

O navio de guerra disparou dois mísseis em resposta. O primeiro errou, mas o segundo atingiu com sucesso o UAV, disse Ambrey. O MSC é um dos vários grandes armadores que afirmaram no início deste mês que suspenderiam o trânsito na região.

Foto: Vessel Finder.

Relação entre clima dos oceanos e do planeta é descoberta por cientistas

 

Com cerca de 70% do planeta Terra sendo ocupado por mares e
oceanos, não é de se estranhar que esses locais apresentem condições climáticas
bem, peculiares. Agora, entretanto, cientistas conseguiram relacionar esses
fenómenos aparentemente isolados com o restante do clima global.

Os padrões climáticos em terra ou na água são bem
semelhantes, mas com diferentes escalas. Enquanto um padrão em terra pode
chegar a 500 km de largura e durar até 5 dias, nos oceanos eles podem ter até
1/5 do tamanho e demorar mais de quatro semanas para se dispersar.

“Os cientistas especulam há muito tempo que estes movimentos
omnipresentes e aparentemente aleatórios no oceano comunicam com as escalas
climáticas”, explica o Hussein Aluie, investigador e professor da Universidade
de Rochester, nos EUA. “Isso sempre foi vago porque não estava claro como
desemaranhar este sistema complexo para medir as suas interações”, complementa.

Em 2019, Aluie desenvolveu um código matemático para estudar
a troca de energia entre eventos climáticos. Mais recentemente, ele juntou-se ao investigador Benjamin Storer para aprimorar esse código, agora capaz de
analisar a transferência de energia tanto em eventos climáticos de escala
global quanto em pequenas áreas de até 10 quilômetros.

Assim, eles notaram que os sistemas climáticos oceânicos são
energizados e enfraquecidos quando interagem com as escalas climáticas maiores.
Além disso, a faixa próxima ao equador, chamada de zona de convergência
intertropical, é a origem de 30% de todas as precipitações do planeta, com
intensa transferência energética.

“Há muito interesse em saber como o aquecimento global e as
alterações climáticas estão influenciando os fenómenos meteorológicos
extremos”, comenta Aluie. “Normalmente, esses esforços de pesquisa baseiam-se
em análises estatísticas que requerem dados abrangentes para ter confiança nas
incertezas. Estamos adoptando uma abordagem diferente baseada na análise
mecanicista, que alivia alguns desses requisitos e nos permite compreender
causa e efeito com mais facilidade”, finaliza.

Irão rejeita envolvimento nos ataques houthis no Mar Vermelho

 

O Irão rejeitou as acusações dos Estados Unidos de
envolvimento nos recentes ataques dos rebeldes houthis do Iémen contra navios
comerciais no Mar Vermelho.

“A resistência [serão os grupos armados que lutam contra
Israel] tem as suas próprias forças e age de acordo com as suas próprias
decisões e capacidades”, disse o vice-ministro iraniano dos Negócios
Estrangeiros, Ali Bagheri, à agência noticiosa local Mehr.

A agência de notícias escreveu que o responsável reagia às
“alegações ocidentais” de que Teerão estaria a “informar”
os houthis iemenitas sobre “a localização de navios americanos”.

Alegando estar a apoiar os palestinianos do Hamas na sua
guerra contra Israel, os rebeldes iemenitas, apoiados por Teerão, reivindicaram
nas últimas semanas a responsabilidade por vários ataques a navios comerciais
ligados, disseram, a Israel.

Na passada sexta-feira, a Casa Branca acusou o Irão de estar
“fortemente envolvido no planeamento” dos recentes ataques dos
rebeldes houthis, fornecendo-lhes “equipamento militar sofisticado” e
“assistência dos serviços secretos”.

Segundo as autoridades norte-americanas os houthis, que
controlam uma grande parte do território iemenita, incluindo a capital Sanaa,
lançaram mais de 100 ataques com drones e mísseis, visando 10 navios mercantes,
implicando mais de 35 países.