Noruega avança para mineração no fundo do mar

A Noruega está tomar diligências para fazer mineração no fundo do mar. Com o avanço do projecto, a Noruega será o primeiro país de todo o mundo a extrair minério do leito marinho, que levou a comunidade científica a contestar.

Vários investigadores e cientistas deram o alerta para a destruição da vida marinha com a iniciativa da extração de minerais, mas mesmo o alerta, o Parlamento norueguês deu luz verde a nível legislativo.

Quem defende a iniciativa, alega por exemplo que os minerais do fundo do mar vão permitir que haja uma transição mais célere para as energias verdes.

Os projectos para a exploração de minérios em águas profundas, onde estão os chamados nódulos polimetálicos, ricos em vários minérios que podem vir a ser úteis no futuro. 

Trata-se de produtos com alta procura, nomeadamente para tecnologias consideradas verdes, como as baterias dos carros elétricos

Desvio do Mar Vermelho aumenta preço de frete e atrasos em Portugal.

Já se sabe que o desvio de navios para evitar o Mar Vermelho e encaminhar pela rota do Cabo da Boa Esperança já começa a ter impactos sérios nas empresas nacionais, não só devido ao aumento do custo dos transportes, como também nos atrasos de entrega das mercadorias, cujo atraso pode ir até aos 15 dias, provocando instabilidade na cadeia nacional.

De acordo com várias declarações ao SC, a preocupação tem vindo a aumentar, até porque não se tem visto qualquer tipo de mudança para “desmantelar” este bloqueio:

O CEO da Portocargo, Mário de Sousa, estima que “…o preço dos contentores tenha triplicado desde o início desta crise, enquanto o desvio pelo Cabo da Boa Esperança acrescenta, em média, entre 12 a 15 dias ao tempo de trânsito.”

Miguel Ángel de la Torre, Vice-Presidente da Ocean Freight Iberia: “Há impactos relacionados com questões de serviços, como atrasos na chegada das mercadorias aos mercados finais, e também uma questão de custos, decorrente do aumento dos custos das companhias de navegação devido a vários fatores que afectam os seus custos operacionais“. Refere ainda que, “o mais relevante é mesmo a perturbação verificada nos circuitos de serviço das companhias de navegação, que têm agora de dispor de navios suplementares para compensar os tempos de trânsito mais longos, se quiserem manter a regularidade do serviço semanal”.

O presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, destaca que: “…os riscos geopolíticos no Médio Oriente têm efeitos diretos no comércio internacional, aumentando os custos de transporte e causando disrupções nas cadeias de valor globais. A diversificação de mercados é apontada como uma estratégia crucial para mitigar tais riscos.”

Malcolm McLean: O visionário que inventou os contentores para navios.

Cerca de 90% do comércio internacional é transportado por via marítima. Dentro de um contentor, podemos encontrar de tudo, como computadores da Coreia do Sul, camisas do Bangladesh, ameijoas do Vietname, minérios do Chile, laranjas da vizinha Espanha. Não há limites para a imaginação no que concerne ao conteúdo de um dos milhares de contentores que cada navio transporta.

“A globalização, como conhecemos hoje, não teria sido possível sem o contentor”, diz Marc Levinson, economista, historiador e autor de livros como “A Caixa”, em que explica como a inovação possibilitou a expansão do comércio internacional, e “Fora da Caixa”, em que reflecte sobre a história e o futuro da globalização.

O segmento contentorizado, sempre foi importante e relevante, mas passa de alguma forma despercebida. A mais recente relevância dada foi dada bem recentemente na crise da pandemia COVID-19, em que a cadeia de abastecimento andou num caos, e em que muitos dos produtos que consumimos regularmente ficaram de certa forma retidos num dos portos por onde circulam tais mercadorias. Actualmente, grande parte da actividade depende dos contentores.

A primeira viagem de contentores bem sucedida comercialmente sucedeu em Abril de 1956, a bordo de um navio militar convertido, o Ideal X, que transportou 58 contentores de Nova Jérsia ao Texas, onde 58 camiões aguardavam a sua chegada para transportar as mercadorias.

O arquitecto da travessia foi Malcom McLean, o criador visionário do moderno sistema de transporte marítimo comercial com contentores. Poderíamos ser chamado de “Senhor Contentor”, reconhecendo que foi ele que inventou o sistema de logística, além da caixa de metal propriamente dita. E devido a isso tornou-se bilionário.

Antes de McLean — um empreendedor do ramo de camiões nascido em 1914 numa família de agricultores da Carolina do Norte — usar o contentor como a peça-chave do seu império comercial, onde o transporte marítimo era um pesadelo. Na década de 1950, a logística de carga e descarga de navios era por si só um desafio gigantesco.

Os estivadores encarregados da tarefa empilhavam, por exemplo, barris de azeitonas e caixas de sabão num palete de madeira. Depois era içada com uma corda grossa e depositada no porão do navio, onde outros estivadores acomodavam cada item para optimizar o espaço ao máximo e para que a carga não se movesse em alto mar.

Costumava haver guindastes e empilhadeiras disponíveis, mas no fim das contas muitas das mercadorias acabavam sendo colocadas manualmente. Era um trabalho muito mais perigoso do que a manufactura ou construção. Nos grandes portos, a cada poucas semanas, havia uma fatalidade. A carga e descarga de um navio levava o mesmo número de dias que a viagem marítima.

Precisava haver uma maneira melhor de fazer isso. E foi essa resposta que McLean encontrou. O empresário actuava no ramo de transporte terrestre de mercadorias. Começou com um único camião durante os duros anos da Grande Depressão e terminou com uma frota de 1,7 mil veículos quando vendeu a empresa em meados da década de 1950.

McLean estava convencido de que o uso de contentores era o futuro do comércio internacional — mas, para isso, era necessário toda uma cadeia logística que viabilizasse o modelo de negócio e convencer todos que participavam do antigo sistema de que deveriam transformá-lo.

Para começar, as empresas de transporte rodoviário, as companhias de navegação e os portos não conseguiam chegar a um acordo sobre um padrão comum para a fabricação dos contentores. Havia ainda os poderosos sindicatos dos portos, que resistiam à ideia porque a maioria dos estivadores perderia o emprego.

Por outro lado, as autoridades que regulamentavam as cargas pesadas nos Estados Unidos também preferiam o status quo. Diferentes normas estabeleciam quanto as companhias de navegação e empresas de camiões deveriam cobrar. Por que não permitir que cobrem o que o mercado dita? Ou permitir que se unam e ofereçam um serviço integrado?Não, a primeira resposta foi uma oposição directa às ideias de McLean.

Apesar das dificuldades, o empresário continuou trabalhando numa maneira de fabricar contentores que pudessem ajustar-se às necessidades de um navio e de um camião que fosse capaz de transportar a mesma caixa metálica cheia de produtos. Até que chegou o dia em que ele conseguiu seu grande cliente: o Exército dos Estados Unidos.

McLean aproveitou uma brecha jurídica para obter o controlo de uma companhia de navegação e uma empresa de transporte rodoviário. Depois, quando os estivadores entraram em greve, ele aproveitou o tempo de inactividade para adequar os navios antigos às especificações dos novos contentores. E encorajou a Autoridade Portuária de Nova Iorque a criar uma espécie de hub para conentores ao lado do cais da cidade.

Mas a jogada mais importante aconteceu em 1960, quando McLean vendeu a ideia do transporte com contentores para os militares. O exército viu na proposta de McLean a solução para seus problemas de enviar equipamento militar ao Vietname. O transporte com contentores é muito mais eficiente se fizer parte de um sistema de logística abrangente, de modo que as Forças Armadas dos EUA eram o cliente ideal. Além disso, McLean deu conta de que, ao voltar do Vietname, os seus navios poderiam trazer contentores cheios de carga útil do Japão, a economia que na altura mais estava crescendo no mundo. E assim começou a relação comercial transpacífica sólida.

Uma relação precipitada por uma guerra  acabou tornando-se a base do que hoje é o sistema de comércio internacional. Actualmente, toda a gestão do transporte marítimo é feita a partir de computadores, que controlam cada um dos contentores que movimentam-se por meio de um sistema logístico global.

“É claro que nem todo mundo desfruta dos benefícios dessa revolução”, disse Tim Harford, um dos autores da série da BBC “50 Things That Made the Modern Economy”. Muitos portos em países mais pobres, como os da África Subsaariana, são parecidos aos de Nova Iorque da década de 1950.

No entanto, dadas estas excepções, as mercadorias agora podem ser transportadas de forma mais rápida e barata para um número cada vez maior de destinos.

“E isso acontece, em grande parte, graças ao contentor”, finaliza Harford.

COSCO Shipping interrompe serviços para Israel

A gigante chinesa COSCO decidiu suspender os seus serviços de transporte marítimo para Israel. A empresa operava um serviço semanal de transporte de contentores até o porto de Haifa. Actualmente é considerada a quarta maior empresa de navegação do mundo. 

As razões da decisão ainda são desconhecidas, o que tem gerado especulações no sector marítimo. A acção da COSCO coincide com perturbações nas rotas marítimas do Mar Vermelho provocadas pelos ataques Houthi no Iémen, que o Irão apoia. Significativamente, os Houthis ainda não atacaram os navios chineses. A indústria não tem a certeza se os laços cordiais da China com o Irão tiveram algum impacto na decisão ou se tiveram algo a ver com a ameaça que os Houthis representam.

A Carmel Shipping Services, representante em Israel da COSCO, ainda não informou formalmente as fontes da indústria sobre a decisão. Elementos informados do negócio de transporte marítimo prevêem que a Zim, uma empresa de transporte marítimo israelense que administra uma linha conjunta com a COSCO, e o Haifa Bayport serão os primeiros a sofrer as consequências. Há suposições de que a COSCO poderá redireccionar os seus navios por um caminho que evite a África e consiga entrar no Mar Mediterrâneo através do Estreito de Gibraltar. Outras empresas transportariam mercadorias para Israel assim que a viagem terminasse no porto de Pireu da COSCO, na Grécia. 

Os operadores de navios que optam por fornecer a Israel um “serviço inferior”, descarregando carga em portos marítimos europeus para escapar às ameaças Houthi, são motivo de preocupação. Isto poderá levar a preços mais elevados e a tempos de navegação mais longos, afectando o comércio e a capacidade dos exportadores israelitas de competirem internacionalmente. A decisão da COSCO está em linha com outras grandes empresas de transporte marítimo, como a dinamarquesa Maersk, que anunciaram que deixarão de navegar no Mar Vermelho e, em vez disso, seguirão uma rota alternativa que passa pelo Cabo da Boa Esperança. Notavelmente, a China ficou do lado dos palestinianos durante a crise de Gaza, há três meses, recusando-se a condenar o Hamas nas discussões do Conselho de Segurança da ONU.

ZIM com dispositivos de rastreio nos seus contentores.

A ZIM Integrated Shipping Services assinou um acordo com a Hoopo Systems para a implantação extensiva de dispositivos avançados de rastreio nos seus contentores.

De acordo com o comunicado da empresa, esta medida posiciona a transportadora marítima oriunda de Israel na vanguarda da inovação tecnológica. “Estamos muito satisfeitos em testemunhar a concretização do nosso investimento na solução tecnológica exclusiva da Hoopo. Agora estamos prontos para implantar em larga escala dos seus dispositivos de rastreio de última geração, duráveis ​​e económicos.

“Essa implantação elevará significativamente os nossos níveis de serviço, fornecendo informações valiosas aos nossos clientes e ao mesmo tempo garantindo transparência e confiabilidade”, afirmou Eli Glickman, presidente e CEO da ZIM. Além disso, os dispositivos de rastreio de última geração da Hoopo oferecem recursos abrangentes, como alertas de cerca geográfica, notificações de abertura/fecho de portas, entre outros. 

Com base no seu investimento na Hoopo Systems desde 2022, a ZIM está preparada para integrar o produto mais recente, hoopoSense Solar, na sua frota de contentores.  Além disso, a decisão de adoptar a solução da Hoopo seguiu um rigoroso processo de avaliação, incluindo extensos testes piloto, onde o hoopoSense Solar superou outras soluções de rastreamento no mercado, de acordo com a ZIM. 

“Na Hoopo, entendemos que a visibilidade de contentores não é apenas uma necessidade operacional e logística fundamental, mas também um requisito crítico do mercado. A nossa missão inabalável tem sido projectar uma solução de rastreio para a indústria marítima que forneça os dados mais confiáveis ​​e possua um alcance estendido vida útil igual à vida útil do contentor”, explicou Ittay Hayut, CEO e cofundador da Hoopo.

DGRM tranquiliza sobre dragagens no Porto da Nazaré

Após o presidente da Câmara da Nazaré ter mostrado preocupação com as dragagens no porto, a DGRM – Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos esclarece que “procedeu à operação de dragagem de manutenção no porto de pesca da Nazaré no âmbito da execução do Plano Plurianual de Dragagens dos Portos de Pesca do Centro para o triénio 2022-24 com uma dotação de quatro milhões de euros”.

Operação que “assegura as dragagens de manutenção nos portos da Nazaré, São Martinho do Porto, Peniche e Ericeira, tendo dragado 70 mil metros cúbicos de sedimentos limpos, não contaminados, que foram imersos no local previsto no plano de ordenamento do espaço marítimo nacional”.

Na Nazaré, os detritos recolhidos “foram depositados no local do porto, indicado pela Docapesca, a fim de serem conduzidos por esta entidade para local apropriado”.

Frisa que os detritos recolhidos “não foram e nunca serão reemersos em zonas marinhas, mas conduzidos aos apropriados locais de recepção, conforme a sua natureza”.

Seguros para navios de carga no Mar Vermelho sobem 10 vezes

Com a escalada dos conflitos regionais, tornou-se mais perigoso atravessar o Mar Vermelho pois, principalmente com devido em particular conflito israelo-palestiniano, os navios de carga têm sofrido ataques de houthis, avançou o jornal espanhol elEconomista.

Para além de aumentar o panorama geral, também constitui dificuldades das empresas de transporte marítimo para contratar seguros que tenham em conta o risco de guerra, insurgências, lutas civis e de greves, devido aos perigos inerentes a navios que circulem no Mar Vermelho. 

“O que aumentou muito foram os preços dos seguros, que se multiplicaram por 10. Há muitas seguradoras que, dada a situação, ou decidem não segurar ou multiplicam os seus prémios por 10″, explicou o coordenador do grupo de trabalho Ásia-Pacífico do Clube de Exportadores e Investidores ao jornal elEconomista.

O seguro de guerra e de greve são oferecidos num mercado muito especializado, especialmente no mercado britânico. A Lloyd’s of London, histórica seguradora com origem no século 17 e uma das actuais maiores companhias do mundo, é uma das seguradoras que tem garantido cobertura de guerra e greve no Mar Vermelho, chegando até a expandir a sua área de risco, o que se traduz num aumento do prémio visto cobrir um território maior, explicou o jornal espanhol.

De acordo com Director Marítimo da Howden Iberia, Tomás Barano: “Ir para lá significa assumir um risco muito elevado, por isso vale a pena assumir o pagamento desses prémios mais elevados, porque significa ter um seguro que aceita o risco da guerra e da greve”. 

“A actual crise do Mar Vermelho é um risco impossível, para o qual os seguros fornecem uma solução para a qual, logicamente, deve ser pago um preço especial”, afirmou. 

Huthis pedem a navios que revelem destino para não serem atacados

Os rebeldes houthis anunciaram que todos os navios mercantes que passem ao largo da costa do Iémen para declararem que não têm qualquer relação com Israel ou que não se dirigem a portos israelitas, para não serem um alvo.

Na Rede Social X (Antigo Twitter), Mohamed Ali al Huti, membro do Conselho Político Supremo Huthi, organização rebelde que é apoiada pelo Irão afirmou: “Qualquer navio que atravesse o mar Vermelho, o estreito de Bab al Mandeb ou o mar Arábico, deve declarar o seguinte: “Não estamos relacionados com Israel”.

Os rebeldes, que dominam uma parte maioritária do noroeste do Iémen, lançaram dezenas de ataques com ‘drones’ [aparelhos aéreos não tripulados] e mísseis contra navios comerciais desde 19 de novembro, em apoio ao grupo islâmico palestiniano Hamas na guerra na Faixa de Gaza.

Os ataques perpetrados, que estão a afectando a navegação nesta importante via maritima para o comércio mundial, levaram ao envio de navios de guerra de vários países e à criação de uma coligação naval liderada pelos EUA no mar Vermelho para combater as acções dos houthis.

“Trata-se de uma solução simples e rentável que não representa qualquer encargo financeiro para nenhuma empresa”, afirmou Al Huthi, referindo-se ao dispendioso desvio de navios através do cabo da Boa Esperança, a rota alternativa.

Nas palavras de Al Huti, os insurrectos vão acrescentar a uma “lista negra” qualquer navio que negue a sua relação com Israel e se dirija a um porto do Estado judaico, o que, segundo ele, encorajaria a navegação no mar Vermelho e eliminaria a necessidade de “militarizar” essas águas.

Forças da Coligação Internacional impedem dois novos ataques do Iémen.

Apesar dos repetidos ultimatos da comunidade internacional para que os ataques contra navios na área do Mar Vermelho parassem, houve dois novos incidentes relatados ontem. 

Os receios ainda estão a ter impacto nas operações. Os dois incidentes pareciam ser independentes um do outro, mas demonstraram os esforços contínuos vindos dos Houthis, que continuam a afirmar que apoiam o Hamas e os palestinianos. 

Na sexta-feira, um porta-voz do Hamas postou que haviam realizado uma manifestação na Praça Sabeen, na capital do Iémen, Sana’a, à qual compareceram “multidões” em apoio. Afirmaram que foi a maior participação desde o início da guerra contra o Hamas. 

Esta manhã, um veículo aéreo não tripulado lançado das áreas do Iémen controladas pelos Houthi foi identificado pelo destroyer americano USS Laboon. O CENTCOM informou que havia vários navios comerciais nas proximidades, no sul do Mar Vermelho. O USS Laboon abateu o drone no que o comando dos EUA chamou de autodefesa. Não houve vítimas ou danos relatados. 

Mais tarde, um navio mercante não identificado informou às Organizações de Comércio Marítimo do Reino Unido que estava a ser abordado por seis pequenas embarcações. O incidente ocorreu a aproximadamente 50 milhas náuticas a sudeste de Mocha, no Iémen. As pequenas embarcações chegaram a uma milha náutica do navio mercante, mas nenhuma arma foi vista. 

As forças da coaligação ajudaram e as seis pequenas embarcações limparam a área. O UKMTO informa que o navio e a tripulação estavam seguros e continuavam a viagem. Ao mesmo tempo, a Marinha Indiana informou que continua a ajudar um navio graneleiro, o Lila Norfolk, depois de o navio ter sido abordado por piratas no Mar da Arábia. A Marinha Indiana acredita agora que os piratas foram assustados com os seus avisos durante a noite de quinta para sexta-feira. Durante o dia de sexta-feira, uma equipa de elite da Marinha Indiana, a força MARCOS, embarcou num graneleiro e “realizou uma higienização completa dos conveses superiores, compartimentos de máquinas e espaços residenciais. 

A equipa não encontrou nenhum pirata a bordo.” A tripulação do Lila Norfolk está segura e a Marinha Indiana relata que a tripulação está “restaurando a propulsão, o fornecimento de energia e o leme”. A Marinha está preparada para escoltar o graneleiro para fora da área enquanto também investiga as embarcações suspeitas na área.

OOCL expande frota com introdução de meganavio de 24 mil TEU

A OOCL – Orient Overseas Container Line anunciou a aquisição de um novo mega-navio de 24.000 TEU à sua frota.

O mais novo membro da frota da OOCL foi nomeado OOCL Valencia no estaleiro Nantong COSCO KHI Ship Engineering (NACKS). Este navio é o sétimo navio amigo do ambiente de 24.188 TEU  numa série de doze encomendados pela OOCL, bem como o primeiro novo navio da OOCL em 2024 a operar o serviço LL1 Ásia-Europa da OOCL.

YING Xiuzhen, Director e Vice-Presidente do Grupo China-Base Ningbo, teve a honra de nomear o navio como OOCL Valencia.

“No ano passado, a OOCL recebeu um total de seis novos navios porta-contentores e, assim, optimizou rapidamente a estrutura da frota da OOCL e do grupo. 

Neste 2024, além do OOCL Valencia, mais navios de alta qualidade e alto desempenho navegarão a partir daqui. 

A OOCL e a NACKS continuarão a trabalhar para uma cooperação em que ambos ganham, em que crescem juntas e se esforçam para criar valor para os clientes e a sociedade”, afirmou Yu Tao, Director e membro do comitê executivo da OOCL.