
A interceção do petroleiro DF Peak pela Marinha francesa, no oceano Índico, provocou críticas da Rússia, que classificou a operação como um ato de pirataria.
O navio, suspeito de integrar a chamada frota fantasma associada ao transporte de petróleo russo, foi abordado a 12 de outubro, a cerca de 833 quilómetros a sul da ilha da Reunião, território francês. Segundo o Presidente de França, Emmanuel Macron, a embarcação está a ser investigada por suspeitas de utilização de uma bandeira falsa e de transporte irregular de combustível. O chefe de Estado enquadrou a intervenção na intenção francesa de combater as atividades daquela frota à escala internacional.
Moscovo contesta a atuação das autoridades francesas. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Grushko, afirmou que a operação ultrapassa os limites do direito internacional e constitui uma violação grave, apesar de não haver registo de vítimas civis.
As acusações russas e as suspeitas francesas traduzem posições distintas sobre o caso, cuja investigação decorre sob a autoridade do representante do Estado francês na ilha da Reunião.