
O tripulante que permanecia desaparecido após o ataque ao porta-contentores GFS Galaxy, no Estreito de Ormuz, foi encontrado sem vida, confirmando a consequência mais grave de um incidente que voltou a expor os riscos enfrentados pelas tripulações que operam em zonas de conflito. O navio, de bandeira cipriota, foi atingido por um projéctil enquanto navegava nas proximidades do estreito.
O impacto provocou um incêndio na casa das máquinas e obrigou a tripulação a abandonar a embarcação. Os restantes tripulantes foram retirados do mar durante uma operação de busca e salvamento coordenada pelas autoridades de Omã. Um dos trabalhadores não foi inicialmente localizado, levando à realização de buscas que se prolongaram durante cerca de dois dias. O corpo acabaria por ser recuperado nas águas próximas do local do ataque.
O incidente com o GFS Galaxy insere-se numa sucessão de ataques contra navios comerciais na região, que tem provocado vítimas, danos materiais e um agravamento dos riscos operacionais. Para os armadores, esta realidade traduz-se em seguros mais elevados, alterações de rotas, reforço das medidas de segurança e maiores dificuldades na gestão das tripulações.