Somente 8% dos oceanos são considerados protegidos.

A protecção dos ecossistemas marinhos continua muito abaixo do necessário, com apenas cerca de 8% dos oceanos do planeta abrangidos por algum nível de protecção.

Os mares desempenham um papel essencial na regulação do clima, na preservação da biodiversidade, na segurança alimentar e no equilíbrio ambiental global, mas continuam expostos a fortes pressões, como a poluição, a pesca excessiva, o aquecimento das águas e a degradação dos habitats. A mensagem internacional centra-se cada vez mais na necessidade de criar Áreas Marinhas Protegidas mais robustas e eficazes, capazes de contribuir para a recuperação dos ecossistemas e para o cumprimento da meta global de proteger pelo menos 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030.

Apesar dos compromissos assumidos por vários países, os dados mostram que a protecção efectiva dos oceanos continua longe do necessário. Actualmente, menos de 17% da superfície terrestre mundial e apenas cerca de 8% das áreas marinhas beneficiam de algum nível de protecção.

Portugal pretende antecipar esse objectivo e alcançar os 30% de áreas marinhas protegidas já em 2026, através da criação da Reserva Natural Marinha D. Carlos, uma vasta área com cerca de 173 mil quilómetros quadrados, situada entre Sagres e o arquipélago da Madeira. A futura reserva deverá abranger uma cadeia de montes submarinos e planícies abissais, reforçando a conservação de habitats de elevado valor ecológico e colocando Portugal entre os países que procuram acelerar a protecção do oceano.

A nível internacional, a entrada em vigor do Tratado do Alto-Mar veio também criar novas ferramentas legais para a criação de áreas protegidas em águas internacionais, consideradas fundamentais para travar a perda de biodiversidade marinha.

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