Piratas somalis exigem resgate milionário por petroleiro sequestrado.

A pirataria somali volta a preocupar o transporte marítimo no Índico, com dois pequenos petroleiros de produtos refinados actualmente retidos ao largo da costa da Somália e relatos de exigências milionárias para a libertação dos navios e das respectivas tripulações.

Um dos casos envolve o Eureka, petroleiro de 3.353 toneladas de porte bruto, registado no Togo e gerido a partir dos Emirados Árabes Unidos. O navio foi abordado por piratas a 2 de Maio, quando transportava cerca de 2.800 toneladas de gasóleo dos Emirados Árabes Unidos, tendo depois sido levado para a costa somali. Familiares dos tripulantes afirmam que os piratas terão aumentado a exigência inicial de 3,5 milhões de dólares para 10 milhões de dólares. A bordo seguem oito cidadãos egípcios e quatro paquistaneses. As famílias dizem ter conseguido contactos limitados com os marinheiros, que terão relatado escassez de comida e água e vigilância permanente por homens armados.

Em paralelo, o Honour 25, outro petroleiro de produtos, de 3.089 toneladas de porte bruto, permanece também sob controlo de piratas. O navio foi sequestrado a 21 de Abril, a cerca de 30 milhas náuticas da região de Puntland, com 17 tripulantes a bordo.As autoridades marítimas europeias já alertaram para o recente sequestro de navios mercantes e dhows na região, recomendando que os navios mantenham uma distância mínima de 150 milhas náuticas da costa somali e reforcem as medidas de protecção. Os casos confirmam o regresso de uma ameaça que parecia controlada, mas que volta a ganhar espaço numa região crítica para o comércio marítimo.

Para armadores, seguradoras e tripulações, a costa somali regressa ao mapa dos riscos operacionais, num contexto em que o transporte marítimo já enfrenta instabilidade acrescida no Mar Vermelho e no Golfo de Aden.

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