
Mais de 20 mil marinheiros estarão retidos a bordo de cerca de 1.600 navios nas proximidades do Estreito de Ormuz, numa altura em que a tensão no Médio Oriente continua a afectar uma das zonas marítimas mais sensíveis do mundo.
A informação foi avançada pela CNN Portugal, que apontou para uma forte concentração de embarcações junto à passagem estratégica que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. A situação envolve navios mercantes, incluindo petroleiros e porta-contentores, que aguardam condições de segurança para prosseguir viagem.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio internacional, sobretudo para o transporte de petróleo e gás natural. Qualquer perturbação nesta zona pode ter impacto directo nas cadeias logísticas, nos custos do transporte marítimo e nos preços da energia.
A concentração de navios junto à região reflecte o aumento da prudência das companhias de navegação perante o agravamento do risco geopolítico. Em cenários de instabilidade, os armadores tendem a atrasar entradas ou passagens em zonas consideradas críticas, para proteger tripulações, carga e embarcações.
Para os marinheiros retidos, a situação representa também um problema humano. Longos períodos de espera ao largo, sem previsão clara de retoma da viagem, aumentam a pressão sobre as tripulações e complicam a gestão operacional dos navios.
O sector marítimo internacional acompanha a evolução da situação com preocupação, dado o peso do Estreito de Ormuz no abastecimento energético global e na circulação de mercadorias entre o Médio Oriente, a Ásia e a Europa.
Foto: Reuters