
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz caiu mais de 80% nas últimas horas, num sinal claro de paragem operacional numa das rotas mais críticas do planeta.
Com a escalada militar no Médio Oriente, dezenas de navios ficaram fundeados nas imediações, à espera de condições de segurança para avançar. A quebra é particularmente relevante por afectar o corredor por onde passam volumes gigantescos de petróleo e gás natural liquefeito. Apesar de não existir um anúncio formal de encerramento, o aumento do risco, os avisos militares e a incerteza no mercado de seguros estão a levar armadores e operadores a suspender travessias ou a adiar decisões.
O efeito é imediato: Tensão nos mercados de energia, pressão sobre a disponibilidade de navios e probabilidade crescente de subida de fretes, sobretudo nos segmentos ligados ao transporte energético.