
Nos EUA, mais concretamente no porto de Los Angeles, na Califórnia, o barulho constante dos pórticos a efectuar carga e descarga dos contentores, entrou num decréscimo forte, trazendo mais silêncio aquela que era um dos cais mais movimentos dos EUA. O anúncio dos números do PIB reflecte também esse silêncio, com as incertezas causadas pelo Administração Trump com o recuo de 0,3% da economia norte-americana.
A área portuária de Los Angeles é a maior porta de entrada para os EUA de mercadoria proveniente da China e de outra partes da Ásia, e começa a ser os primeiros sinais de uma eventual crise que depende de eventuais consensos políticos que possam existir.
As tarifas impostas pela Administração Trump, como as respectivas taxas de retaliação lançadas por outros países, condicionaram as empresas, cujos pedidos regulares começaram a diminuír. Nesta semana, o porto de Los Angeles receberá até 35% menos carga em comparação com o mesmo período do ano passado Já o porto de Long Beach diz que uma queda de 30% nas importações é expectável para todo o mês de maio. Dezenas de navios cancelaram as suas viagens para esses portos.
O Director Executivo do Porto de Los Angeles, Gene Seroka, afirmou recentemente que: “É possível ouvir um alfinete cair, o que é muito incomum”. Em relação às Tarifas, indicou que “Muitos retalhistas e fabricantes carregaram no botão de pausa, interrompendo todas as remessas da China”, significando que “De facto, o custo de um produto fabricado na China está agora duas vezes e meia mais caro do que no mês passado”, acrescentando que o panorama global “não se trata apenas de um problema da Costa Oeste. Ele afecta todos os portos, estejam eles no leste ou no Golfo do México — que Trump decretou que deveria ser conhecido como Golfo da América”.