O armador alemão Hapag-Lloyd respondeu a certas sugestões de que o seu papel na futura “Aliança Gemini”, não a iria favorecer.
A consultora Linerlytica no seu último relatório indicava que a Hapag-Lloyd enfrentava uma desvantagem devido ao tamanho da sua frota de 1,98 milhões de TEUs, o que representa menos de metade dos 4,16 milhões de TEUs da Maersk.
Em relação a este detalhes, o porta-voz da Hapag-Lloyd afirmou que ambas as operadoras não estão atribuindo todos os navios das suas frotas à Gemini.
Afirmou: “A nova parceria entre a Hapag-Lloyd e a Maersk compreenderá uma frota combinada de cerca de 290 navios e uma capacidade total de 3,4 milhões de TEUs. A Maersk irá implantar 60% da capacidade desta parceria, enquanto a Hapag-Lloyd irá implantar 40%.”
A Linerlytica também sugeriu que a Hapag-Lloyd terá que contar com os terminais APM de propriedade da Maersk, já que a linha alemã não tem nenhuma participação importante nos terminais ao longo das principais rotas Leste-Oeste. O terminal doméstico da Hapag-Lloyd em Hamburgo, na Alemanha, apenas estará presente em cinco dos 26 serviços principais planeados e Hamburgo foi excluído de todos os 14 serviços de transporte europeus que irão ligar-se aos principais portos europeus da rede Gemini.
Perante esta “desvantagem”, o porta-voz da Hapag-Lloyd disse que os dois armadores disponibilizarão capacidades de terminal para a parceria. Afirmou: “A nossa rede irá concentrar-se em centros onde pretendemos ter os mais altos níveis de produtividade e flexibilidade, garantindo assim tempos de trânsito competitivos e altamente confiáveis em sete rotas. Estes terminais centrais, localizados no Sudeste Asiático, Médio Oriente, Mediterrâneo Oriental, Mediterrâneo Ocidental e Norte da Europa, são, em 10 dos 12 casos, propriedade ou controlados pela Hapag-Lloyd ou pela Maersk; os outros dois são terceiros cuidadosamente seleccionados ( Singapura e Cartagena) com quem a Hapag-Lloyd estabeleceu parcerias de longa data.
“Embora a Maersk possa fornecer mais capacidade de terminal numa área, como o Sudeste Asiático, a Hapag-Lloyd irá fazê-lo noutras, como a Europa, em virtude de Damietta, Tânger e Wilhelmshaven. Estamos convencidos de que temos um parceiro com ideias semelhantes às da Maersk e que a nossa parceria baseia-se num compromisso forte e mútuo com uma rede concertada. A nossa ambição conjunta é fornecer uma rede oceânica flexível e interligada com confiança, qualidade e sustentabilidade como líderes do sector.”
Foto: Marc-Simon Vick
