Oceanos com recorde de temperatura pelo 5.º ano consecutivo

Pelo 5º ano consecutivo, os oceanos registaram a temperatura mais alta da história, pelo quinto ano consecutivo, e esta tendência de aquecimento vai continuar mesmo se pararem as emissões de gases com efeito de estufa, indica um estudo.

Foi na revista científica Advances in Atmospheric Sciences, que foi divulgado o estudo, que demonstra que os 2.000 metros mais superficiais do oceano absorveram uma maior quantidade de calor no ano passado do que em 2022, que já tinha registado um recorde, segundo a agência noticiosa espanhola EFE que citou a congénere chinesa Xinhua.

Uma equipa de cientistas, oriundos de 17 institutos de investigação na China, Estados Unidos, Nova Zelândia, Itália e França, concluíram que o calor acumulado no oceano em no ano passado equivale a “ferver (a água de) 2,3 mil milhões de piscinas olímpicas”.

Os investigadores também calcularam a salinidade da água, constatando que áreas de alta salinidade registaram um aumento na quantidade proporcional de sais, enquanto o contrário aconteceu em áreas de baixa salinidade, ou seja, que “o salgado fica mais salgado e o doce mais doce “.

De acordo com Cheng Ljing, o autor principal do estudo e investigador do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, o aquecimento do oceano é um “indicador fundamental” para os impactos das alterações climáticas, já que cerca de “mais de 90% do calor global acaba nos oceanos”.

O cientista afirmou ainda: “Os oceanos também controlam a rapidez com que o clima da Terra muda. Para saber o que aconteceu ou o que vai acontecer ao planeta, as respostas podem ser encontradas nos oceanos”, citado pela Xinhua.

De acordo com o estudo, as altas temperaturas dos oceanos “reduzirão o oxigénio na água do mar e a sua capacidade de absorver dióxido de carbono”, o que terá “graves consequências” para a vida marinha, vegetal e animal.

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