Cooperação, foi a palavra de ordem das segundas Jornadas de Inovação que decorreram em Viana do Castelo, no âmbito do projecto INOVSEA para as regiões costeiras do Alto Minho e do Baixo Mondego, com foco na Economia do Mar.
Empresas e entidades representativas de projectos e potencialidades do sector nos municípios parceiros promotores do projeto, Viana do Castelo e Figueira da Foz, foram convidadas a partilhar experiência e conhecimento naquele evento. O objectivo foi o intercâmbio de ideias de negócio para, em contexto de recuperação da economia, gerar novas oportunidades de investimento nas duas regiões que, no seu conjunto, atualmente, empregam “cerca de 3100 pessoas” em actividades económicas ligadas ao mar. No Alto Minho, a economia do mar representa “um volume de negócios de 204 milhões de euros, exportações de 91 milhões de euros e um VAB de 62 milhões de euros”.
Pesca, aquicultura, transformação e comercialização de produtos alimentares, construção e reparação naval, portos, transporte marítimo e logística. E ainda recreio, desporto e turismo, e novos usos e recursos do mar foram áreas de actividade e negócio da também designada “economia azul” abordadas durante as jornadas.
“Foi um dia bastante rico e inovador”, considerou o presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), Manuel Cunha Júnior, afirmando-se convicto que o projecto INOVSEA, promovido por aquela colectividade e pela Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIF), “será um game changer” (terá um efeito importante de inovação) no setor.
O presidente da AEVC afirmou que “são muito mais os pontos que unem, do que os que separam, Viana do Castelo e a Figueira”, já que “são dois municípios que têm uma economia muito voltada para o mar”. E que ambos estão apostados na “troca de conhecimento e informações, e em colocar as empresas e entidades dos dois concelhos em networking para se criarem novas dinâmicas e até novas empresas”. “Queremos que venham novas empresas para cá e levar novas para lá. A economia do mar vai ser, nos próximos dez anos, muito importante para a retoma da economia portuguesa”, disse.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIF), Nuno Lopes, o trabalho desenvolvido no âmbito do projecto INOVSEA, terá “resultados sólidos de acréscimo de valor para ambos os concelhos”. Adiantou que um dos sinais é que uma das empresas da Figueira da Foz (a Lusalgae) presentes nas jornadas de Viana pensa estender a sua actividade ao Alto Minho. E acrescentou que espera que da cooperação entre a AEVC e a ACIF resulte “o engrandecimento” de projectos já existentes nos dois territórios costeiros. “Queremos perceber os fatores onde a Figueira da Foz e Viana do Castelo têm mais sucesso, de forma a que possamos agrupar mais valor a esses projetos, para que, se já são dinâmicos, passem a ser uma referência a nível nacional”, defendeu.
