A recomendação de inclusão das medusas na dieta alimentar surge poucos dias depois da sugestão, pela mesma entidade, da inclusão de insectos na dieta para ajudar a combater a fome no mundo.
Um «oceano de medusas» está a caminho de suplantar um «oceano de peixes», adverte o relatório da FAO analisando o impacto [negativo] das cada vez mais frequentes marés de alforrecas nos ecossistemas marinhos. É que, o aumento destes seres gelatinosos que se alimentam de larvas e ovas de peixes também constitui uma ameaça para outras espécies piscícolas que vão rareando no mar.
Ora, entre as soluções e argumentos apontados para travar o «ciclo vicioso» que ameaça diversos ecossistemas, a FAO refere a inclusão das alforrecas na dieta alimentar, lembrando ainda que, além das substâncias químicas que podem contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos e produtos tecnológicos baseados nas suas moléculas activas, as medusas estão entre os seres vivos mais antigos do planeta e contêm em si, os princípios das «inovações evolutivas».
A espécie Turritopsisi nutricula, conhecida como a “medusa imortal”, é capaz de inverter o processo de envelhecimento e pode ser objecto de estudos para a elaboração de produtos rejuvenescimento de uso humano.
Fonte: Diário Digital
