Porto de Setúbal disponibiliza áreas para aquicultura no Estuário do Sado

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O Porto de Setúbal passou a disponibilizar cerca de duas dezenas de parcelas para o desenvolvimento da atividade da aquicultura no Estuário do Sado. Paralelamente, a APSS terá ao dispor dos interessados, no seu Centro de Formação, e em parceira com o FOR-MAR, cursos certificados relacionados com a exploração da atividade da aquicultura.

Investir em aquicultura, constitui uma oportunidade de desenvolver um negócio ambientalmente sustentável e com grande potencial de crescimento, tirando benefício de um mercado cada vez mais favorável e concorrencial, face aos constrangimentos atuais e futuros das capturas de bivalves e pescado em habitats naturais. Pode ser consultada mais informação no site da APSS.

Parcelas para aquicultura no Estuário do Sado:
http://www.portodesetubal.com/pesca_setubal.htm

Centro de Formação Portuária:
http://www.portodesetubal.pt/centro_de_formacao.htm
 

Fonte: PDP

Setúbal mais que duplica movimento de contentores

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Nos dois primeiros meses do ano, o porto de Setúbal movimentou 15,8 mil TEU. Será pouco à escala nacional, mas é mais do dobro do conseguido no período homólogo do ano passado. Em 2013, em Janeiro e Fevereiro o porto sadino processou 7,2 mil TEU. De então para cá, o número de linhas regulares de contentores aumentou para sete, com destaque para os serviços da MacAndrews, que se mudou de Lisboa, e da Messina Lines, que concentra em Setúbal os movimentos nacionais e alargou a cobertura geográfica da oferta até à costa oriental de África (com natural destaque para Moçambique). Nos últimos tempos, Setúbal tem sido cada vez mais apontado como uma reserva de capacidade de expansão do porto de Lisboa. E no comunicado emitido a propósito dos resultados dos contentores em Fevereiro, de novo a APSS sublinhou a capacidade instalada e disponível, em particular no Terminal Multiusos 2, concessionado à Sadoport. “O terminal possui uma capacidade instalada de 250 mil TEU/ano, valor que pode subir para 600 mil TEU/ano com a aquisição de mais equipamento de cais, sem necessidade de obras”, é dito.

Fonte: Transportes e Negócios.

As ostras do Sado: um património a preservar

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As ostras constituem um património natural no estuário do Sado desde há vários anos e que deve ser preservado dada a ligação entre a população de Setúbal e as ostras do Sado. As ostras de Setúbal sempre tiveram grande prestígio quer a nível nacional quer a nível internacional sendo a atividade de exportação de ostras, uma das atividades mais importantes até aos anos 70 em que cerca de 2000 pessoas se dedicavam a esta atividade.

 

 

Foi em finais do século XIX que se deu início à aquacultura de ostras em Portugal, tendo mais incidência no estuário do Tejo e Sado, com maior produção da conhecida ostra portuguesa, a Crassostrea angulata. A forte pressão industrial na zona do estuário do Sado assim como algumas atividades humanas da região levaram ao declínio das populações de ostras. A melhoria recente da qualidade da água causada pelas medidas impostas pela legislação ambiental está novamente a levar ao incremento das populações de ostras no habitat natural e a fomentar o interesse por parte de produtores de ostra em aquacultura.

 

Os estuários portugueses são o melhor exemplo desse potencial, devido às suas características ambientais e condições climáticas favoráveis, sendo habitados por uma grande diversidade de espécies, das quais o homem pode tirar proveito para seu próprio consumo. Devido à sobre-exploração das espécies e aumento da concorrência houve necessidade de encontrar novas formas de explorar este negócio sem prejudicar o equilíbrio natural do meio e provocar a escassez de recursos naturais, surgindo assim o cultivo das ostras em aquacultura.

 

Com a evolução industrial e aumento dos núcleos urbanos deu-se uma diminuição da qualidade nos estuários que outrora eram os de maior produção, o que acabou por levar à disseminação de doenças que quase extinguiram a espécie e ditando o fim deste tipo de aquacultura em Portugal, excetuando pequenos núcleos no estuário do rio Mira (Alentejo), e na ria Formosa (Algarve). A partir dos anos 90 o ecossistema no estuário do Sado foi-se regenerando e as ostras voltaram a ser produzidas em regime de aquacultura e começou a assistir-se à regeneração e recuperação dos ecossistemas e nomeadamente dos bancos de ostras. No entanto, a falta de controlo por parte das autoridades competentes e da implementação de medidas de proteção dos habitats dos bancos de ostras leva a que estas zonas estejam vulneráveis a vandalismos e à exploração não controlada. Neste sentido é urgente tomar medidas de controlo e de preservação do património natural das ostras existentes no estuário do Sado e incentivar a sua produção em aquacultura.

 

Atualmente as espécies mais produzidas em aquacultura são a C. angulata e a C.gigas, através da importação de sementes provenientes de França e Espanha. Em 2011, foram produzidos cerca de 846 toneladas de ostra (angulata e gigas), sendo expectável que a produção venha a aumentar com o desenvolvimento da produção Offshore apesar de ainda não existir qualquer maternidade em Portugal.

 

Sendo as ostras consideradas ótimas biofiltradoras, estas acabam por estar sujeitas à ingestão de microrganismos, metais pesados, entre outros produtos químicos que podem ser agentes de contaminação para elas e para o ambiente que as rodeia. Estas podem, assim, ser denominadas de bioindicadoras ambientais, fornecendo-nos informações sobre a qualidade do meio e avisando-nos das possíveis fontes poluidoras. Torna-se então indispensável que seja realizado uma monitorização do ecossistema e um controlo analítico da qualidade das ostras, fundamental para o desenvolvimento de ostras saudáveis. Dos resultados das análises efetuadas a ostras produzidas em aquacultura e provenientes do meio natural demonstram que as ostras apresentam elevados índices de qualidade, comprovando as excelentes condições ambientais do estuário do Sado para a sua produção. È importante criar medidas que regulem e protejam estes ecossistemas por forma a assegurar a continuidade desta atividade económica importante para a população local. Para além disso, trata-se de um produto com elevada procura internacional e que terá fortes possibilidades de internacionalização de muitas empresas que vivem desta atividade. Será importante começar por medidas simples como a sensibilização das pessoas para a importância da preservação dos ecossistemas estuarinos e ajudar a preservar este património natural existente no estuário do Sado e garantir a sustentabilidade deste recurso para as gerações futuras.

Fonte: Setúbal na Rede com Ricardo Salgado

Setúbal “dispara” 26% e supera o meio milhão de toneladas

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Depois do recorde de 2013, o porto de Setúbal iniciou 2014 com um resultado histórico de 564 mil toneladas movimentadas, um crescimento homólogo de 26%.

 

Para o salto de mais de 100 mil toneladas contribuíram, quase em partes iguais, a carga geral, que avançou 24% para lá das 272 mil toneladas, e os granéis sólidos, que avançaram 34% para cima das 247 mil toneladas.

 

Em ambos os casos, as cargas superaram largamente as descargas, sendo que nos granéis sólidos se verificou um aumento de 99% (de 92 mil para 184 mil toneladas expedidas).

 

A carga geral foi puxada pelos contentores, que cresceram 368% em tonelagem para as 71,5 mil toneladas. Em TEU, o movimento passou de 1 909 para 7 411. A carga fraccionada recuou 0,2% para as 193 mil toneladas. A carga ro-ro perdeu 21% para cerca das 18 mil toneladas (o número de veículos embarcados/desembarcados recuou 18%)

 

O movimento de granéis líquidos atingiu as 44 mil toneladas, um ganho homólogo de 2%, sendo que neste caso apenas houve descargas.

 Em Janeiro, o porto do Sado foi escalado por 118 navios (mais 33% em termos homólogos).

Fonte: Transportes e Negócios