Com o governo a não desistir da ideia de construir um Terminal de Contentores na margem sul ( Tanto se falou na Trafaria, mas é Barreiro que está na mira tal como já admitiu o seu Presidente da Câmara ), e com o novo acordo de partilha entre a MSC e a Maersk para uma partilha conjunta de uma frota de 185 navios com uma capacidade calculada de 2 milhões de TEUS, são turvas as águas por onde se movem os contentores em Lisboa. Nos terminais concorrente, Leixões, atingiu o melhor mês de sempre em Agosto, onde concretizou a movimentação de 56.124 TEUS, num total dos primeiros 8 meses de 436.583 TEUS, numa curva ascendente imparável, tendo sido a Maersk ( outrora maioritária em Lisboa ), a principal impulsionadora deste feito. Em Sines, o Terminal XXI, que já vai no seu 3º recorde de movimentação de contentores este ano, atingiu em 2013, os 931.037 TEUS em 2013, que lhe valeu a entrada no Top 200 dos Terminais Portuários, nomeadamente num 108º Lugar, podendo aumentar os lugares este ano, visto estar previsto atingir-se 1,1 milhões de TEUS. O percurso de ascensão do porto alentejano tem sido fulgurante e outra expansão já está prevista para além de que está em curso, podendo até Fevereiro de 2014, atingir os 9 pórticos, o que irá reforçar a posição dominante do projecto da concessionária de Singapura. O aumento de Leixões, juntamente com a força de Sines, onde os níveis de produtividade e assiduidade são elevadíssimos, e onde aparentemente a paz laboral impera, irá ter sérios reflexos em Lisboa. Em Lisboa, viveu-se intensamente as greves em 2012, que se prosseguiram em 2013 e 2014, onde pelo meio, foram despedidos 47 estivadores que muito posteriormente foram readmitidos. Operadores como a Hapag Lyod e a Mac Andrews já reduziram e muito os seus serviços em Lisboa, e a Maersk, que já se encontra em Leixões, deu o passo de gigante para aproveitar a onda de Sines, onde a ligação com a MSC irá proporcionar já em Janeiro, o desvio de navios de Lisboa para Sines. O futuro é mutável, mas as linhas com que se escrevem esse mesmo futuro, parecem negras demais para os trabalhadores portuários de Lisboa, a mesma Lisboa que parece mais virada para o crescimento do fluxo dos Cruzeiros do que propriamente em rentabilizar contentores. A única coisa que pode salvar este rumo, seria uma catástrofe em Leixões, ou uma hecatombe em Sines. Mas perante a estatística de Leixões e Sines, a indefinição do novo terminal de contentores, as greves dos Sindicatos em Lisboa, e os prejuízos acumulados num total de 1 milhão de euros só faz temer o pior.
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Lucros dos portos caem devido à greve dos estivadores em Lisboa
Os sete maiores portos nacionais fecharam 2013 com um volume de negócios de cerca de 165 milhões de euros, menos 2,5%. Os lucros também caíram, para 23,2 milhões de euros.
O sector portuário é uma excepção no Sector Empresarial do Estado (SEE), apresentando há vários anos e de forma consecutiva resultados económico-financeiros positivos, sem sobrecarregar a carteira dos contribuintes, ao contrário da maioria das restantes empresas públicas dom sector dos transportes. No entanto, os números de 2013 foram afectados pelo impacto das sucessivas greves dos estivadores.
No ano passado, os indicadores económico-financeiros das sete administrações portuárias do Continente mantiveram-se positivos e equilibrados, apesar da contribuição negativa dada pelo porto de Lisboa. O volume de negócios dos portos de Lisboa, Leixões, Sines, Setúbal, Aveiro, Figueira da Foz e Viana do Castelo ascendeu, em 2013, a 164,8 milhões de euros, segundo os dados divulgados pelo relatório do GTIEVA – Grupo de Trabalho para as Infra-estruturas de Elevado Valor Acrescentado. Este valor representou uma queda de cerca de 2,5% face aos 169,1 milhões de euros de facturação agregada alcançada no ano anterior.
O principal contribuinte para esta quebra foi o porto de Lisboa, o único dos sete grandes a registar prejuízos em 2013, na casa de um milhão de euros (segundo o GTIEVA, não existem dados disponíveis sobre o porto de Viana do Castelo). Todos os outros, apresentaram resultados líquidos positivos (ver infografia).
Em 2012, o porto da capital tinha lucrado cerca de 3,5 milhões de euros. A inversão total da situação no porto de Lisboa é explicada como impacto negativo da prolongada greve de estivadores ao longo do ano passado, que afectou de forma quase exclusiva o porto da capital e afastou vários armadores mundiais e linhas de tráfego marítimo do estuário do Tejo. Uma situação que deverá ser ultrapassada no sentido positivo durante o ano em curso, em que não se têm registado tantos conflitos laborais.
Administrações portuárias “saudáveis”
A Administração do Porto de Lisboa (APL), liderada por Marina Ferreira, registou também quebras ao nível da facturação, de 50,4 milhões de euros para cerca de 47 milhões de euros. Isto quer dizer que dos cerca de quatro milhões de redução da facturação agregada dos portos nacionais no ano passado, cerca de três milhões tiveram origem no porto de Lisboa.
Mesmo com esta quebra, o porto de Lisboa foi o que teve o maior volume de facturação no ano passado, mas já seguido de muito perto pelo porto de Leixões, com um volume de negócios de 46,963 milhões de euros.
No ano passado, os portos de Leixões e de Sines mantiveram uma renhida disputa quanto a lucros. O porto nortenho registou 9,6 milhões de resultados líquidos, a pouca distância do porto alentejano, com 9,7 milhões de lucros. No capítulo do EBITDA, o grande vencedor foi o porto de Leixões, com um total superior a 32 milhões de euros.
Também o EBITDA do porto de Lisboa registou um decréscimo no ano passado, tendo caído de 26,4 para 21,5 milhões de euros. Neste indicador, o porto da capital foi acompanhado na descida em 2013 pelos portos de Leixões, Figueira da Foz e Setúbal.
De qualquer forma, as administrações portuárias demonstram uma saúde financeira quase única no SEE. O rácio médio de autonomia financeira foi de 74% em 2012, tendo baixado para 72,9% no ano passado. Em termos médios de solvabilidade, verificou-se que o rácio médio ascende a 4,3 x.
No que respeita ao desempenho económico e operacional, os indicadores são igualmente positivos. Em 2012, a margem média EBITDA dos sete maiores portos nacionais fixou-se em 51%, baixando para 49% no ano transacto (excluindo o porto de Viana do Castelo, de que não havia dados disponíveis relativamente a 2013, segundo o GTIEVA).
Fonte: Diário Económico.
Movimento de contentores nos portos cresce mais de 19%
O movimento de contentores nos principais portos do continente atingiu os 774.168 TEU no primeiro quadrimestre, valor que representa um crescimento homólogo de 19,6% e que já é o melhor de sempre no período.
Foram vários os portos que neste período bateram os seus recordes de movimentação de contentores: porto de Setúbal (+81,8% do que em 2013), porto de Sines (+45,4%), porto de Leixões (+11,1%) e até o porto da Figueira da Foz (+41,8%).
Já o porto de Lisboa teve uma redução de 17,8% comparativamente a 2013, registando o pior resultado dos últimos 13 anos. O IMT refere que “o porto de Setúbal continua a reflectir o efeito das duas linhas de serviço regular de contentores que iniciaram actividade em Dezembro de 2013, que tendem a consolidar-se neste porto”.
Fonte: Cargo
Porto de Aveiro quer novos operadores na movimentação de contentores
José Luís Cacho, presidente da Administração do Porto de Aveiro, manifestou o desejo de contar com novos operadores portuários a movimentar contentores no porto de Aveiro dentro de um ano.
À Lusa, José Luís Cacho referiu que a situação de “quase monopólio” no negócio da movimentação de cargas contentorizadas tem prejudicado a execução do Plano Estratégico do Porto de Aveiro, cujas infraestruturas foram concebidas tendo em conta esse objetivo.
Com as obras realizadas na última década, o Porto de Aveiro passou a dispor de um cais de 450 metros, com 13 hectares de terraplenos, com um potencial de expansão em 500 metros e 38 hectares, mas “não tem havido interesse” dos operadores portuários instalados em operar contentores.
Enquanto isso, pequenas empresas exportadoras da região queixam-se dos elevados custos de terem de exportar através de Leixões, com um porto “ao pé da porta”.
José Luís Cacho reconhece o problema, mas sublinha que apenas é da responsabilidade da administração portuária construir e gerir as infraestruturas, cabendo a operação aos privados.
“A movimentação de contentores está incluída no Plano Estratégico do Porto de Aveiro e é um objetivo importante para o Porto, que vai de encontro às expectativas das empresas exportadoras da região. Para exportar mais e melhor precisam de baixar os custos logísticos, e compreende-se que a proximidade de uma infraestrutura destas, pelo efeito de proximidade que tem, permitirá às empresas terem custos mais baixos, por estar perto das unidades de produção”, diz.
O presidente do conselho de administração da APA atribui o facto de Aveiro ainda não estar a movimentar contentores a vários fatores, entre os quais o negócio dos contentores ser “um pouco fechado e ter uma cadeia de intervenientes em que não é fácil mudar os hábitos” porque os operadores portuários que estão em Aveiro operam as mesmas cargas em Leixões e Lisboa.
As imposições da troika obrigaram o governo a rever as concessões portuárias e anuncia-se a entrada de novos operadores no mercado, com o que o Porto de Aveiro pode beneficiar.
“Há aqui um problema de quase monopólio na movimentação dos contentores desde Leixões a Setúbal e isso tem prejudicado um pouco essa nossa estratégia, mas vão entrar novos operadores na movimentação de carga no Porto de Aveiro que têm manifestado esse interesse”, adianta José Luís Cacho.
Aveiro dispõe de “uma infraestrutura nova, com qualidade, que reúne todas as condições” e na perspetiva do presidente da APA não invalida as apostas feitas por Leixões: “começando Aveiro a fazer contentores não quer dizer que se deixem de fazer em Leixões e noutros portos. O que é importante é haver mais alternativas, o que cria concorrência no mercado dos contentores, permitindo baixar os custos da operação portuária, com ganhos para todos”.
Fonte: Cargo
João Soares: “Privado investiria mais depressa na Trafaria”
As declarações de Pires de Lima, ministro da Economia, onde adiantou que o futuro terminal de contentores de Lisboa terá como missão servir o hinterland e não funcionar como terminal de transhipment foram recebidas com alguma desconfiança pelo setor. O Comandante João Soares falou à CARGO sobre o assunto.
“Passar o movimento de carga de short-sea para a margem sul tem depois um acréscimo de custo” referiu ainda, numa referência à necessária deslocação da carga para margem norte onde está o grande consumo.
Sobre o interesse de privados num terminal com estas características, João Soares mostrou-se cauteloso: “Um privado investiria mais depressa num terminal na Trafaria com grandes fundos para transhipment do que investirá num terminal desta natureza (…) principalmente se continuarem terminais na margem norte activos”.
Governo quer que novo terminal de contentores de Lisboa sirva o hinterland
Pires de Lima, ministro da Economia, adiantou que o futuro terminal de contentores de Lisboa, a construir na margem sul do Tejo (em local ainda a designar) terá como missão servir o hinterland e não funcionar como terminal de transhipment.
Numa audição na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas, Pires de Lima referiu que para receber os grandes navios de transhipment já existe o porto de Sines. Ainda assim, revelou que a construção do novo terminal de contentores em Lisboa revelará ambição de fazer do porto da capital um porto de referência a nível europeu, até porque hoje tem apenas 1/5 da dimensão de Valência ou 1/3 da de Barcelona.
Fonte: PDP
Portos movimentam mais 20% em Janeiro
No mês de Janeiro, os sete principais portos nacionais movimentaram cerca de 6,9 milhões de toneladas, valor que corresponde a um aumento de 20,3% face ao mesmo mês de 2013.
Os dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) mostram que apenas os portos da Figueira da Foz e de Viana do Castelo tiveram uma evolução negativa, com recuos de 21,3% e 0,9% respectivamente.
O porto de Sines foi o que mais cresceu, com uma subida de 27,5%. O porto de Setúbal subiu 26%, Aveiro 22,2%, Lisboa 14,4% e Leixões 14%. No período em questão, Sines representava 49,3% do total movimentado nos portos, a percentagem mais elevada desde sempre.
Mais 17,8% na movimentação de TEU’s
A movimentação de contentores nos portos nacionais registou também um crescimento, por sua vez de 17,8%. O porto de Setúbal teve uma subida vertiginosa de 288,2%, Sines cresceu 39,5% e Leixões 5,8%. Em Lisboa registou-se uma quebra de 14,2% e na Figueira da Foz de 18,3%.
Já o número de navios que escalaram os portos nacionais em Janeiro cresceu 3,3% face ao mesmo mês de 2013.
Por cargas, os granéis líquidos cresceram 28,4%, os granéis sólidos aumentaram 23,5% e a carga geral 11,3%.
Fonte. Cargo
Governo investe nos portos para trazer dois milhões de turistas
O Governo pretende, com base nos 59 projectos que compõem o Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas, apresentado a semana passada, aumentar o tráfego nos portos nacionais (mercadorias e cruzeiros), nos aeroportos e ainda nas ferrovias.
No que diz respeito aos portos nacionais, e mais concretamente à movimentação de mercadorias, o Executivo espera duplicar o valor de bens transaccionados. Se actualmente o valor de mercadorias movimentadas nos portos é de 2,2 milhões de TEU (medida padrão equivalente a um contentor com 20 pés de comprimento), com o investimento que será feito, o Governo pretende duplicar este valor para 4,4 milhões.
Relativamente às mercadorias movimentadas na ferrovia também aqui se espera um aumento na ordem dos 40%, aumentando as toneladas de mercadoria transaccionada para os 11,7 milhões.
Sem esquecer o turismo, importante componente para a economia nacional, o Executivo de Pedro Passos Coelho acredita que até 2020 o número de turistas de cruzeiros irá aumentar em 50% para quase dois milhões de visitantes (em 2012 foram 885 mil os turistas que atracaram nos portos portugueses). E este aumento terá como base as novas gares de Lisboa e Leixões que serão construídas para o efeito.
Fonte: Noticias ao Minuto
“Adaptado”
Badajoz quer terminal de contentores articulado com os portos lusos
A Plataforma Logística do Sudoeste Europeu, em Badajoz, pretende candidatar a fundos comunitários a construção de um terminal de contentores, apostando numa articulação com os portos de Lisboa, Setúbal e Sines.
A candidatura é para ser apresentada já em Setembro próximo e, como avançou ao “Hoy” o director da plataforma de Badajoz, a ideia de uma “aliança estratégica” com os portos portugueses visa potenciar a candidatura ao co-financiamento comunitário de até 85% do valor do investimento.
O futuro terminal, que funcionaria assim também como um porto seco para os portos nacionais, em especial para Sines (que tem prevista a expansão do Terminal XXI), será construído no âmbito da primeira fase da plataforma logística, prevista para se estender por 132 hectares e seis anos.
A futura Plataforma Logística do Sudoeste Europeu deverá ficar ligada à Auto-estrada do Sudoeste, ou A5, que liga Badajoz a Madrid e Lisboa, e dispor de um ramal ferroviário que a ligue à rede ferroviárias ibérica.
O projecto da Plataforma Logística do Sudoeste aponta para a ocupação de uma área total de 510 hectares.
Fonte: Transportes e Negócios
Portos europeus perdem terreno no “top 20” mundial
Roterdão, Hamburgo e Antuérpia continuam entre os 20 maiores portos mundiais na movimentação de contentores, mas apenas o primeiro logrou segurar a posição de 2012. Na frente continua Xangai. O movimento de contentores nos 20 maiores portos do mundo aumentou 3,3%, em média, em 2013 face a 2012, de acordo com os dados coligidos pela Alphaliner. O porto de Dalian conseguiu a melhor performance relativa, com um crescimento de 22,4%, e com isso subiu dois lugares no ranking (de 15.º para 15.º). O pior resultado foi de Hong Kong, com uma perda de 3,3% que lhe custou o terceiro posto no ranking. Roterdão manteve o 12.º posto, apesar de ter perdido 2,1% para 11,62 milhões de TEU. Hamburgo caiu de 15.º para 16.º, apesar de ter crescido 4,4% para 9,28 milhões de TEU. E Antuérpia cedeu 0,7% para os 8,58 milhões de TEU, desceu de 16.º para 17.º e está sob a ameaça de Xiamen. Na frente, Xangai cresceu em linha com a média do “top 20”: 3,3%, para 33,62 milhões de TEU. E com isso distanciou-se um pouco mais de Singapura, que avançou 2,9% até aos 32,58 milhões de TEU. Shenzhen é o novo n.º 3, fruto de um crescimento de 1,5% para 23,28 milhões de TEU. Hong Kong ficou-se pelos 22,35 milhões de TEU. O porto de Los Angeles/Long Beach manteve a 10.ª posição, com 14,59 milhões de TEU movimentados (mais 3,4%). O Dubai continuou sendo o 11.º, com 13,64 milhões de TEU processados (mais 2,7%).
Fonte: Transportes e Negócios








