Considerado um dos principais destinos do litoral de Alagoas devido aos cenários exuberantes formados pelas praias de areias brancas e mar com tonalidades em azul e verde, Maragogi também é um lugar para ser explorado a fundo. A opção para os mais corajosos são os mergulhos que podem ser realizados em aquários naturais, com ‘florestas’ de corais e embarcações naufragadas, abrigos para cardumes e diversas outras espécies marinhas que vivem na Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais.
Foi em um destes pontos de mergulho, situados na região que abriga a maior barreira de corais da América Latina, que esta reportagem atracou, com o auxílio de uma equipa de mergulhadores profissionais da Maragogi Dives Sub, para realizar o baptismo no mergulho autónomo, modalidade que é praticada com o uso de cilindros de oxigénio para respiração debaixo de água.
O ponto de partida para a aventura acontece em solo firme, ainda na praia, com a instrução de mergulhadores credenciados. Na ocasião, eles passam para os iniciantes informações sobre a respiração no fundo do mar, o trajecto a ser percorrido, a profundidade a ser atingida, os sinais utilizados e o funcionamento dos equipamentos.
“O mergulho é um desporto que pode ser praticado com segurança por pessoas de 4 a 86 anos. No entanto, é recomendável que a actividade seja feita com o auxílio de profissionais e equipamentos credenciados” relata o instrutor Sales Manoel ao explicar que, em Maragogi, há 20 pontos referenciados para a prática de mergulho entre aquários, barreiras de corais e naufrágios.
Esta reportagem foi conferir as belezas submersas do Litoral Norte alagoano num aquário natural a aproximadamente 6 km da costa, com 9 metros de profundidade e alta visibilidade devido à transparência da água. Local que conta com uma floresta formada pelos diversos tipos de corais que se aglomeram atraindo outras espécies de vida marinha.
O trajecto da praia até o ponto de mergulho é feito em uma embarcação adaptada para conduzir mergulhadores e turistas com conforto até alto mar. A cor da água varia a medida que o barco se afasta da costa. O cenário formado pelo distanciamento da praia e pela aproximação da barreira de corais é um atractivo à parte.
Ao chegar no aquário, do alto da embarcação já é possível antecipar o que está por vir. Com a água transparente, é possível visualizar o aglomerado de corais, tipo de fauna subaquática que forma uma espécie de continente habitado por cardumes de peixes diversos, crustáceos e outros tipos de animais da vida marinha. A embarcação é atracada em um banco de areia, local de descida dos mergulhadores, que recebem mais instrução antes de se aproximar da ilha de corais.
Exploração submersa
Quando o mergulho começa, toda a ansiedade desaparece num instante. Uma sensação de tranquilidade e silêncio toma conta do mergulhador aumentando a percepção visual. É neste momento que a natureza subaquática se revela com formas e cores singulares a cada parte do trajecto, que segue por uma espécie de corredor pré-determinado pelo mergulhador guia, que acompanha o iniciante durante todo o percurso.
Debaixo de água, o contacto com a vida aquática encanta a todo momento. Tímidas e ao mesmo tempo curiosas, algumas espécies marinhas começam a aparecer. A exemplo de pequenos peixes que, ao perceberem que não há ameaça, passam a acompanhar os mergulhadores pelo trajecto no fundo do mar.
A medida que o mergulho prossegue, a percepção aumenta, revelando detalhes da diversidade da vida marinha.
Os instrutores esclarecem que, do aquário, só pode ser levada a experiência de explorar Maragogi por dentro do mar. Ao fim do mergulho, as lembranças são materializadas em fotos e filmagens produzidas debaixo de água, além da sensação de tranquilidade e o respeito ao meio ambiente. Desta forma, tudo que é encontrado durante o mergulho é deixado no local para a apreciação de outros visitantes e preservação da vida marinha.
Fonte: R7



