MSC e Maersk assinam acordo para partilha de espaço nos navios (VSA)

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Em comunicado, a Maersk Line anunciou ter chegado a um acordo para partilha de espaço nos navios (Vessel Sharing Agreement – VSA), por um período de 10 anos, com a Mediterranean Shipping Company (MSC) nas rotas mais importantes: Ásia-Europa, transatlânticas e transpacíficas.

O VSA foi denominado 2M e vem substituir todos os anteriores VSA e contratos de compra de slot que a Maersk tinha nestes trades.

No acordo estarão incluídos 185 navios, com uma capacidade estimada de 2,1 milhões de TEU, para 21 rotas. As companhias querem com este acordo melhorar a eficiência das suas redes através de uma melhor utilização da capacidade dos navios e economias de escala.

A VSA 2M tem dois pontos essenciais onde diverge da proposta anterior, P3, que contava também com a CMA CGM: a quota de mercado combinada é muito menor (30% face aos mais de 40% do P3); a cooperação é um VSA puro, pois não será de propriedade de uma entidade independente.

As 21 rotas serão divididas da seguinte forma: Ásia/Norte da Europa: seis; Ásia/Mediterrâneo: quatro; Ásia/Costa Oeste dos EUA: quatro; Ásia/Costa Leste dos EUA: duas; Norte da Europa/EUA: três; Mediterrâneo/EUA: duas.

Nos navios que fazem parte deste VSA, 110 serão da Maersk, com uma capacidade de 1,200 milhão de TEU. A MSC vai contribuir com cerca de 75 navios, com uma capacidade de 0,9 milhão de TEU.

O acordo não inclui operações marítimas conjuntas. Cada uma das partes executa suas próprias operações, incluindo operações de estivagem, de planificação da viagem e portuárias. Também não inclui quaisquer tarefas ou responsabilidades comerciais, portanto será cada armador a ter as suas vendas independentes, preços, marketing e funções de atendimento ao cliente.

O acordo deve entrar em vigor no início de 2015.

Fonte: Cargo

 

 

Maersk Line “apoia” construção do canal da Nicarágua

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A Maersk Line tornou-se o primeiro operador mundial a dar o seu acordo à ideia de construir um canal entre o Pacífico e o Atlântico através da Nicarágua.

 

Citado pela “ShippingWatch”, o Head of Daily Operations da Maersk Line, Keith Svendsen, afirmou que “construir um canal da Nicarágua parece fazer sentido. O canal será projectado para servir os maiores navios, além do que permitirá poupar 800 quilómetro na viagem entre Nova Iorque e Los Angeles”.

 

“Em geral, apoiamos a melhoria das infra-estruturas”, acrescentou, lembrando que os maiores porta-contentores da actualidade não passam no canal do Panamá, nem passarão depois de concluídas as obras de alargamento.

 

Actualmente, o canal do Panamá só permite a passagem de navios de até 4 500 TEU. E depois de ampliado – as obras ficarão concluídas no início de 2016 – as eclusas apenas receberão navios de até 336 metros. Os Triple E têm 400 metros de comprimento e aguardam-se navios ainda maiores.

 

Tal como está previsto, o canal da Nicarágua terá o triplo da extensão do canal do Panamá mas poderá receber os maiores navios da actualidade. A sua construção está avaliada em 40 mil milhões de dólares a preços actuais. A iniciativa é de um homem de negócios chinês, que contará com o apoio de várias empresas estatais.

Fonte: TeN