Movimento de contentores nos portos cresce mais de 19%

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O movimento de contentores nos principais portos do continente atingiu os 774.168 TEU no primeiro quadrimestre, valor que representa um crescimento homólogo de 19,6% e que já é o melhor de sempre no período. 

Foram vários os portos que neste período bateram os seus recordes de movimentação de contentores: porto de Setúbal (+81,8% do que em 2013), porto de Sines (+45,4%), porto de Leixões (+11,1%) e até o porto da Figueira da Foz (+41,8%). 

Já o porto de Lisboa teve uma redução de 17,8% comparativamente a 2013, registando o pior resultado dos últimos 13 anos. O IMT refere que “o porto de Setúbal continua a reflectir o efeito das duas linhas de serviço regular de contentores que iniciaram actividade em Dezembro de 2013, que tendem a consolidar-se neste porto”. 

Fonte: Cargo

Porto de Setúbal continua a crescer nos contentores

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Nos primeiros quatro meses do ano, o porto de Setúbal cresceu nos contentores, para 34 mil TEU, face aos 18,7 mil TEU no mesmo período, em 2013. Se este nivel de crescimento continuar no que resta do ano, Setúbal pode chegar aos 90 mil TEU no final de 2014.

Tem sido uma consolidação sustentada pelas actuais sete Linhas de Serviços Regulares: três quinzenais, que escalam portos da Europa, Mediterrâneo, África Ocidental e Angola; uma quinzenal, que escala portos do Norte da Europa, Le Havre, Antuérpia e Roterdão; uma a cada 10 dias, que liga Setúbal a todos os portos do Mediterrâneo, Norte de África e Médio Oriente; uma Con Ro, que serve o Mediterrâneo e África, incluindo Moçambique; e uma bissemanal, com ligações ao Norte da Europa, Dublin, Liverpool, Londres, Dunkirk e Roterdão.

O feedback à aposta do porto de Setúbal em melhorar e potenciar a oferta no segmento é encorajante, como demonstram as declarações de Fernando Delgado, Director Regional da MacAndrews, à revista Cargo, em que afirma estar “extraordinariamente satisfeito com o serviço no Porto de Setúbal”, destacando as boas relações com o operador, com os trabalhadores portuários, com os fornecedores de transportes e com a ferrovia.

Fonte: Cargo

Porto de Aveiro quer novos operadores na movimentação de contentores

ImagemJosé Luís Cacho, presidente da Administração do Porto de Aveiro, manifestou o desejo de contar com novos operadores portuários a movimentar contentores no porto de Aveiro dentro de um ano.

À Lusa, José Luís Cacho referiu que a situação de “quase monopólio” no negócio da movimentação de cargas contentorizadas tem prejudicado a execução do Plano Estratégico do Porto de Aveiro, cujas infraestruturas foram concebidas tendo em conta esse objetivo.
Com as obras realizadas na última década, o Porto de Aveiro passou a dispor de um cais de 450 metros, com 13 hectares de terraplenos, com um potencial de expansão em 500 metros e 38 hectares, mas “não tem havido interesse” dos operadores portuários instalados em operar contentores.

Enquanto isso, pequenas empresas exportadoras da região queixam-se dos elevados custos de terem de exportar através de Leixões, com um porto “ao pé da porta”.
José Luís Cacho reconhece o problema, mas sublinha que apenas é da responsabilidade da administração portuária construir e gerir as infraestruturas, cabendo a operação aos privados.

“A movimentação de contentores está incluída no Plano Estratégico do Porto de Aveiro e é um objetivo importante para o Porto, que vai de encontro às expectativas das empresas exportadoras da região. Para exportar mais e melhor precisam de baixar os custos logísticos, e compreende-se que a proximidade de uma infraestrutura destas, pelo efeito de proximidade que tem, permitirá às empresas terem custos mais baixos, por estar perto das unidades de produção”, diz.

O presidente do conselho de administração da APA atribui o facto de Aveiro ainda não estar a movimentar contentores a vários fatores, entre os quais o negócio dos contentores ser “um pouco fechado e ter uma cadeia de intervenientes em que não é fácil mudar os hábitos” porque os operadores portuários que estão em Aveiro operam as mesmas cargas em Leixões e Lisboa.

As imposições da troika obrigaram o governo a rever as concessões portuárias e anuncia-se a entrada de novos operadores no mercado, com o que o Porto de Aveiro pode beneficiar.

“Há aqui um problema de quase monopólio na movimentação dos contentores desde Leixões a Setúbal e isso tem prejudicado um pouco essa nossa estratégia, mas vão entrar novos operadores na movimentação de carga no Porto de Aveiro que têm manifestado esse interesse”, adianta José Luís Cacho.

Aveiro dispõe de “uma infraestrutura nova, com qualidade, que reúne todas as condições” e na perspetiva do presidente da APA não invalida as apostas feitas por Leixões: “começando Aveiro a fazer contentores não quer dizer que se deixem de fazer em Leixões e noutros portos. O que é importante é haver mais alternativas, o que cria concorrência no mercado dos contentores, permitindo baixar os custos da operação portuária, com ganhos para todos”.

Fonte: Cargo

Contentores garantem crescimento de Sines no trimestre

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O porto de Sines movimentou no primeiro trimestre 8,2 milhões de toneladas. Um crescimento homólogo de 6,5% e um recorde conseguidos exclusivamente à custa da carga contentorizada.

 

A carga geral, contentorizada, foi a única a crescer entre Janeiro e Março, tendo atingido os 3,36 milhões de toneladas. Um avanço de 36,5% que foi suficiente para compensar as quebras na movimentação de granéis.

 

Os granéis líquidos cederam 8,4% para os 3,96 milhões de toneladas, em boa parte devido à paragem programada da refiinaria de Sines. E os granéis sólidos sofreram com a redução das importações de carvão, tendo cedido 3,1% para as 895 mil toneladas.

 

Ainda no tocante à movimentação de contentores, a PSA Sines processou 271 210 TEU ao longo do trimestre, valor que representa um crescimento homólogo de 43%. E com isso o Terminal XXI continuou a ganhar quota no mercado ibérico e a aproximar-se dos terminais de Algeciras, Valência e Barcelona, que o precedem no ranking.

 

(Os dados do primeiro trimestre daqueles portos não são ainda conhecidos, mas nos dois primeiros meses a sua performance, na movimentação global de TEU, variou entre o crescimento de 18% de Algeciras e a quebra de 6% de Valência).

 

Ainda no primeiro trimestre, Sines recebeu 478 navios, o que representou um ganho homólogo de 15,7%.

Fonte: Transportes e Negócios

Setúbal mais que duplica movimento de contentores

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Nos dois primeiros meses do ano, o porto de Setúbal movimentou 15,8 mil TEU. Será pouco à escala nacional, mas é mais do dobro do conseguido no período homólogo do ano passado. Em 2013, em Janeiro e Fevereiro o porto sadino processou 7,2 mil TEU. De então para cá, o número de linhas regulares de contentores aumentou para sete, com destaque para os serviços da MacAndrews, que se mudou de Lisboa, e da Messina Lines, que concentra em Setúbal os movimentos nacionais e alargou a cobertura geográfica da oferta até à costa oriental de África (com natural destaque para Moçambique). Nos últimos tempos, Setúbal tem sido cada vez mais apontado como uma reserva de capacidade de expansão do porto de Lisboa. E no comunicado emitido a propósito dos resultados dos contentores em Fevereiro, de novo a APSS sublinhou a capacidade instalada e disponível, em particular no Terminal Multiusos 2, concessionado à Sadoport. “O terminal possui uma capacidade instalada de 250 mil TEU/ano, valor que pode subir para 600 mil TEU/ano com a aquisição de mais equipamento de cais, sem necessidade de obras”, é dito.

Fonte: Transportes e Negócios.