Desvios da rota continuarão à medida que os ataques se intensificarem: Maersk.

 

O segundo maior armador global, a dinamarquesa Maersk, afirmou que irá continuar a evitar a rota do Mar Vermelho, até que consiga assegurar tanto a segurança dos marítimos como dos navios.

O 1° semestre de 2024 viu tendências mistas no transporte marítimo global. Apesar de um aumento de 10,4% na oferta de porta-contentores, a utilização da capacidade global aumentou 2% em comparação com o ano anterior, segundo a Maersk. Os portos de contentores foram resilientes, com os 10 principais portos reportando um crescimento combinado de 7,4%. 

A Maersk afirma que a situação actual no Mar Vermelho continua intensificar-se,  impactando significativamente o transporte marítimo. Os navios continuam a ser desviados em torno do Cabo da Boa Esperança, aumentando os tempos de trânsito e os custos operacionais. Na verdade, o número de navios que atravessam o Canal de Suez diminuiu 66% desde o início dos desvios. 

“A Maersk só voltará a navegar através do Mar Vermelho/Golfo de Aden quando a segurança dos marítimos, dos navios e da carga puder ser garantida”, afirmou Vincent Clerc, CEO da Maersk.

CSSC apresenta design de porta-contentores com 27,500 TEU

Foi no SMM em Hamburgo ( A principal feira mundial do Shipping, com mais de 2000 expositores e cerca de 40.000 visitantes de todo o mundo ), que o Instituto de Pesquisa e Design de Navios de Xangai da CSSC – China State Shipbuilding Corporation, apresentou um projecto para um navio porta-contentores que pode quebrar o recorde mundial de capacidade, ou seja com mais 3.000 TEUs a mais que o maior porta-contentores actual.

A CSSC já recebeu aprovação em princípio para este navio porta-contentores, que irá utilizar bicombustível de GNL de 27.500 teus, que ao tornar-se realidade, irá ultrapassar a MSC, que detem porta-contentores com 24.346 TEU. 

A onda de crescimento nos últimos anos do segmento contentorizado, tem tido efeito na renovação e expansão das frotas dos maiores armadores mundiais, tendo a capacidade dos navios quadriplicado desde do inicio do ano 2000. 

Actualmente, os maiores porta-contentores tem efectuado a rota Ásia-Europa, sendo que as restantes rotas tem sido ocupadas com os mais flexíveis porta-contentores de 16.000 TEU. 

A aposta deste projecto no GNL está em linha com a estratégia da maioria dos armadores, que tem transitado para um novo paradigma ecológico para cumprir as metas ambientais.

Encomendas de Porta-Contentores atingem o terceiro maior valor dos últimos 20 anos

De acordo com a BIMCO ( A maior organização mundial de armadores, correctores e agentes), na seu últim a análise, revela que a ambição pela aquisição de novos porta-contentores continua em alta.

É destacado que os pedidos, após um ligeiro abrandamento no final do ano passado, voltaram a estar mais uma vez em alta, atingindo o volume no seu terceiro nível mais alto desde 2008. 

Segundo Niels Ramussen, analista-chefe na BIMCP, as contratações acumuladas em 2024, já ultrapassam o total do ano de 2023, tem sido calculado que a capacidade contratada atinja os 10,47 milhões de TEU. 

Fazendo a comparação 2021 – 2024, a BIMCO afirma que a capacidade irá aumentar 44%. A  primeira fase começou no final de 2023 e acelerou em 2024 com a chegada dos novos navios ultragrandes (ULS).

A capacidade de 1,59 milhões de TEU contratada até agora em 2024 é a terceira maior desde 2008, superada apenas pelos primeiros sete meses de 2021 e 2022. Em combinação com os 8,86 milhões de TEU contratados entre 2021 e 2023, a BIMCO destaca que o momento actual já ultrapassou o recorde anterior de contratação de quatro anos de 8,31 milhões de TEU encomendados entre 2004 e 2007, e ainda faltam meses para 2024, sendo que não é esperado que o ritmo abrande.

Governo adequa Conta Satélite do Mar e cria Comissão de Acompanhamento.

O Conselho de Ministros decidiu adequar a conta satélite do mar às necessidades de avaliação da relevância da economia do mar para Portugal, determinando, por exemplo, a sua integração nas estatísticas portuguesas, e criou uma comissão de acompanhamento. 

A conta satélite do mar destina-se a apoiar a decisão em matéria de coordenação de políticas públicas para o mar e a monitorizar a estratégia nacional para o mar.

O Conselho de Ministros determinou assim, segundo uma resolução publicada em Diário da República, a integração permanente da conta satélite do mar nas estatísticas oficiais portuguesas, com periodicidade de três em três anos e estabelecer que, até 2026, é desenvolvida e articulada com esta conta a componente do “capital natural e dos serviços dos ecossistemas marinhos”.

Docapesca instala sistemas de pesagem electrónica.

Foi adjudicado o procedimento para contratação pública que visa o fornecimento de sistemas de pesagem eletrónica.

Serão adquiridos três tipos de balanças, distribuídos em três lotes: 

. 14 balanças com capacidade de 2000kg para várias localizações, incluindo Viana do Castelo e Portimão; 

. 3 balanças com capacidade de 5000kg para Matosinhos e Peniche; 

. 2 porta-paletes com balança de 2000kg para Cascais e Quarteira. 

Este investimento permitirá modernizar e optimizar a pesagem em diversos pontos estratégicos do país

Vessev lança navio de passageiros totalmente eléctrico.

A Vessev, líder global em tecnologia marítima sustentável, revelou o VS-9, que irá desbloquear oportunidades inteiramente novas para o transporte premium de passageiros na água.

Em parceria com a Fullers360, a maior operadora de ferry da Nova Zelândia, o VS-9 será o primeiro navio de passageiros totalmente eléctrico a operar em Auckland e o primeiro navio de turismo hidrofólio a operar no mundo.

A NetZero Maritime, equipe especializada em tecnologia e inovação marítima verde da Fullers360, desempenhou um papel fundamental na adopção deste novo tipo de embarcação.

Lançamento do Livro "Disrupção das cadeias de abastecimento – Transporte Marítimo", de Fernando Cruz Gonçalves.

A 11 de Setembro (17:30), na Gare Marítima de Alcântara (APL), proceder-se-á ao lançamento do livro “Disrupção das Cadeias de Abastecimento – Transporte Marítimo”.

O livro (123 páginas), da autoria do docente da ENIDH Fernando Cruz Gonçalves, especialista em Administração e Gestão – Economia Marítimo-Portuária, inclu, a abrir, homenagem póstuma a Adriano Moreira, seguindo-se testemunhos sobre o autor e a obra agora editada, num painel variegado de personalidades ligadas ao sector.
Lídia Sequeira, José Laranjeira Anselmo, Regina Salvador e José Luís Cacho integram o referido painel, que conta ainda com os contributos de Nuno Gil, Paulo Henriques e Rui Reis.

Agendada para 25 de Setembro a apresentação do livro no Auditório da APDL (Porto de Leixões).

Cargueiro francês à vela realiza a sua primeira travessia transatlântica

O transporte marítimo movido a vento, uma prática comum nos oceanos em tempos passados, pode estar prestes a ressurgir como uma solução moderna na luta contra as mudanças climáticas.

Essa é a aposta de uma empresa francesa, proprietária do “Anemos”, o maior cargueiro à vela do mundo, que concluiu sua travessia transatlântica inaugural nesta terça-feira. O navio completou o percurso de 18 dias entre o porto francês de Le Havre e Newark, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, transportando mil toneladas de carga, principalmente cognac e espumantes.

Guillaume Le Grand, director executivo da operadora TOWT, empresa dona do veleiro mercante de 81 metros de comprimento e 68 de altura, espera que esta seja apenas a primeira de muitas travessias. “São os maiores veleiros que existem, e estamos a começar a deixar a nossa marca”, disse Le Grand sobre o “Anemos” e seu navio gêmeo, o “Artemis”, cuja cerimónia de lançamento está programada para quarta-feira no Vietname.

“Neste viagem estávamos cheios, e há uma forte procura. Já encomendamos mais seis” navios, acrescentou Le Grand.

Com o aumento dos custos dos combustíveis e das preocupações ambientais, o interesse pela navegação à vela para o transporte de mercadorias tem crescido nos últimos anos, tanto entre as companhias marítimas quanto entre os clientes.

A travessia inaugural do “Anemos” não foi isenta de desafios. Um motor de reserva foi utilizado e ajustes precisaram ser feitos na configuração da embarcação e nas suas gigantescas velas duplas, que são controladas por um sistema de aparelhamento robotizado e informatizado.

De acordo com a Organização Marítima Internacional (OMI), o transporte marítimo é responsável pela emissão de cerca de mil milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, o que corresponde a quase 3% das emissões globais de gases de efeito estufa. A OMI estabeleceu a meta de eliminar o carbono no sector até 2050.

Blue Economy Compass: Segunda Edição

A 2.º edição do Blue Economy Compass* destaca a evolução do número de empregados nas empresas que receberam investimentos no 1.º trimestre de 2024, 

Essa evolução foi vista especialmente nos sectores de captura de carbono oceânico, monitorização hidrológica, transporte marítimo sustentável, digitalização logística e biotecnologia azul.

As maiores rondas de investimento focaram-se em soluções digitais para a gestão ambiental, preservação de ecossistemas, sistemas de água, design de navios elétricos e bioplásticos, com as startups mais valorizadas a reflectirem um forte compromisso com a inovação e sustentabilidade.

Apreendidos 240 quilos de cocaína no Porto de Sines

A AT – Autoridade Tributária e Aduaneira apreendeu um total de 240 quilos de cocaína no Porto de Sines, dissimulados num contentor oriundo do continente americano e com destino a outro país europeu.

Em comunicado, a AT informa que a apreensão foi feita pela Delegação Aduaneira de Sines.

 A droga, refere a nota, encontrava-se dissimulada “numa carga convencional de óleos lubrificantes” e encontrava-se “acondicionada num contentor de 20 pés, que foi descarregado em Sines, com vista ao seu transbordo para outro navio e transporte até ao seu destino final”.

A apreensão teve por base a monitorização que as equipas aduaneiras da AT “efectuam sistematicamente às mercadorias que ‘tocam’ o solo nacional, seja para ficarem em território da União Europeia, seja para prosseguirem para outro destino”.