Pilotos de barra e portos regressam hoje à greve.

Os pilotos de barra e portos voltam esta segunda-feira a fazer greve, reivindicando o acesso à pré-reforma a partir dos 60 anos e à reforma a partir dos 65 anos, “com condições justas e dignas”.

A greve foi convocada pelo sindicatos dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários e Engenheiros da Marinha Mercante (Oficiaismar)/Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e Sindicato de Capitães e Oficiais da Marinha Mercante (Sincomar).

O primeiro período de greve começou às 07:00 desta segunda-feira, prolongando-se até quarta-feira.

A partir das 07:00 do dia 23 de setembro até à mesma hora de dia 25, os pilotos de barra e portos voltam a parar.

Está também agendado um terceiro período de greve, que vai decorrer entre 30 de setembro e 2 de outubro, sendo a hora de início e de fim igual à dos restantes períodos.

Estes trabalhadores reivindicam o acesso à pré-reforma a partir dos 60 anos e à reforma a partir dos 65, “com condições justas e dignas”, em função do risco e do desgaste da actividade.

“Esta é uma reivindicação dos trabalhadores, mas também do interesse das autoridades portuárias, com as quais já há um acordo de 2019 feito com o aval do governo da altura, mas depois os governos que lhe seguiram não o cumpriram”, lê-se num comunicado da Fectrans.

O pré-aviso de greve foi entregue em 29 de julho. Os sindicatos lamentam que o Governo não tenha dado qualquer sinal de querer responder aos pedidos do sector.

Relatório "Draghi": O que fala sobre o Transporte Marítimo?

O relatório “Draghi”, que apesar de baptizado desta forma se intitula “O futuro da Competitividade Europeia”, foi encomendado pela Comissão Europeia e anunciado por Ursula von der Leyen no discurso do Estado da Nação em 2023. 

O antigo presidente do Banco Central Europeu e ex-primeiro-ministro de Itália, Mario Draghi, entregou esta semana à presidente da Comissão o relatório em questão.

As propostas de Draghi para uma nova política económica e industrial focam-se em 3 eixos de ação: inovação e produtividade, descarbonização da economia, e redução da dependência externa em áreas como aquisição de matérias-primas e defesa.

O relatório enuncia também recomendações específicas para 10 sectores económicos prioritários da economia (energia, matérias-primas críticas, digital, indústrias intensivas de energia, tecnologias limpas, setor automóvel, defesa, espaço, sector farmacêutico, transportes).

O que diz sobre o Transporte Marítimo?

O relatório “O futuro da competitividade europeia” aborda o transporte marítimo no contexto da sustentabilidade e da descarbonização. Aqui estão alguns pontos-chave:

Descarbonização: É discutida a necessidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa no sector do transporte marítimo, que é um dos maiores contribuintes para as emissões globais. 

Investimentos em infraestruturas: É mencionada a importância de investir em infraestruturas portuárias e em tecnologias limpas para facilitar a transiçāo para um transporte marítimo mais sustentável.

Intermodalidade: É destacada a necessidade de integrar o transporte marítimo com outros modos de transporte para melhorar a eficiência e reduzir a pegada de carbono.

Regras e Regulamentos: São abordadas as políticas necessárias para promover o uso de combustíveis alternativos e tecnologias inovadoras no transporte marítimo.

Competitividade: Enfatiza-se que o transporte marítimo deve ser competitivo a nível global, o que implica garantir que as empresas europeias possam adaptar-se às novas regulamentações e tecnologias sem perder quota de mercado.

Estes pontos reflectem a importância de uma abordagem coordenada para modernizar o transporte marítimo na Europa, alinhando-o comos objectivos de sustentabilidade e competitividade.

Governo destaca importância do pescado português para a economia.

A secretária de Estado das Pescas, Cláudia Monteiro de Aguiar, destaca a “importância do pescado português para a economia nacional e a valorização do setor das pescas”, na apresentação de uma campanha de promoção do pescado fresco.

“O Governo quer valorizar o que é nosso, O nosso pescado, porque valorizando o nosso pescado acaba também por valorizar o sector, aqueles que trabalham na pesca, os nossos pescadores”, realçou a governante, considerando que “ao valorizar” ao valorizar os nossos pescadores, estamos a contribuir para que haja o reconhecimento do seu trabalho”.

“Queremos também aproveitar e alavancar esta oportunidade para promover, quer a nível nacional, quer a nível internacional, o nosso pescado, e salientar que o peixe faz parte da nossa dieta e que é, também, uma proteína animal que deve ser valorizada”, acrescentou a secretária de Estado das Pescas, lembrando que as lotas portuguesas comercializam “mais de 200 espécies de peixe”.

A segunda fase da campanha promocional do pescado português, com o mote “Peixe Fresco Português, Nada Melhor”, que terá publicidade nas televisões generalistas, nas caixas multibanco e nas redes sociais, tem um custo de 150 mil euros, a que se junta um montante igual investido na primeira fase, na produção de meios e realização dos filmes publicitários, com 70% do financiamento assegurado através do programa Mar2030.

ONE, HMM e Yang Ming revelaram acordo com a MSC.

A aliança denominada de “THE Alliance”, irá a partir de Fevereiro de 2025 denominar-se “Premier Alliance”, constituída pela ONE – Ocean Network Express , HMM e Yang Ming.

As três transportadoras confirmaram que continuariam a sua aliança depois de fevereiro sob o novo nome, depois da alemã Hapag-Lloyd ter deixado o grupo para formar a “Cooperação Gemini” com a Maersk, com rotas ao longo do comércio Leste-Oeste.

A nova alianca também revelou que concordou com um acordo de cooperação de troca de slots com a MSC, que já tinha anunciado que iria sair da Aliança 2M com a Maersk, após 10 anos de parceria, envolvendo nove serviços nas rotas Ásia-Europa, num impulso para a capacidade reduzida da Premier Alliance. 

O CEO da ONE, Jeremy Nixon, afirmou à comunicação social que “as novas colaborações permitiram que a nova aliança totalmente asiática oferecesse uma rede muito capaz e extensa aos clientes, apesar da grande mudança na indústria liderada pela decisão da Hapag-Lloyd de deixar o grupo.”

Jeremy Nixon acrescentou ainda: “A estreita colaboração em rede que existe entre as três empresas será ainda mais fortalecida e aprimorada sob esta nova colaboração a partir de fevereiro de 2025.”

Amanhã: Lançamento do Livro "Disrupção das cadeias de abastecimento – Transporte Marítimo", de Fernando Cruz Gonçalves.

Amanhã, dia 11,  pelas 17:30, na Gare Marítima de Alcântara (APL), proceder-se-á ao lançamento do livro “Disrupção das Cadeias de Abastecimento – Transporte Marítimo”.

O livro (123 páginas), da autoria do docente da ENIDH Fernando Cruz Gonçalves, especialista em Administração e Gestão – Economia Marítimo-Portuária, inclui, a abrir, homenagem póstuma a Adriano Moreira, seguindo-se testemunhos sobre o autor e a obra agora editada, num painel variegado de personalidades ligadas ao sector.

Lídia Sequeira, José Laranjeira Anselmo, Regina Salvador e José Luís Cacho integram o referido painel, que conta ainda com os contributos de Nuno Gil, Paulo Henriques e Rui Reis.

Carnival Corporatiom anuncia três novos navios.

Com a procura por férias em cruzeiros a chegar a níveis históricos, a Carnival Corporation, maior companhia de cruzeiros do mundo, anunciou um pedido de três novos navios para a sua marca homónima, Carnival Cruise Line, com quase 230.000 toneladas brutas. 

O acordo com o construtor naval italiano Fincantieri prevê o projecto, a engenharia e a construção desses navios movidos a gás natural liquefeito (GNL), que serão entregues em 2029, 2031 e 2033, respetivamente.

A Carnival Corporation é uma empresa anglo-americana que realiza cruzeiros marítimos, sendo a maior do mundo no seu ramo. A empresa é formada por 10 companhias de navegação Carnival Cruise Lines, Holland America Line, Princess Cruises e Seabourn Cruise Line nos Estados Unidos; P&O Cruises e Cunard Line no Reino Unido, AIDA Cruises na Alemanha; Costa Crociere na Itália; Ibero Cruceros na Espanha; e a P&O Cruises Australia

Mudança de serviço East-West da MSC não afecta Sines.

A partir de Fevereiro de 2025, com o fim da aliança 2M ( MSC e Maersk ), o gigante ítalo-suiço MSC irá fornecer uma rede independente, competitiva e completa para o comércio Leste/Oeste. 

A futura rede autónoma da MSC substituirá o acual acordo 2M VSA que a MSC tem com a Maersk. À medida que a MSC assumir o controlo operacional total da sua rede, o maior armador global irá proporcionar opções de rota através de Suez e do Cabo da Boa Esperança, apresentando um total de 34 loops em 5 rotas principais.

Ao contrário do gigante dinamarquês Maersk, que constituiu uma nova aliança com a alemã Hapag-Lloyd, denominada “Gemini Cooperation”, a MSC decidiu continuar o seu caminho por si mesma, evitando uma possível aliança com a THE Alliance ( Agora denominada Premier Alliance ), do qual a partir de Fevereiro será composta pela HMM, Yang Ming e a ONE – Ocean Network Express.

Sines irá continuar a ser a opção válida e de referência em Portugal, sendo o porto de escala de sete serviços da MSC.

Portos da Madeira crescem na carga geral e contentorizada.

Os movimentos de carga contentorizada e carga geral, nos Portos da Madeira, cresceram no primeiro semestre deste ano, 5% e 10%, respectivamente.

A carga contentorizada ascendeu às 370 962 toneladas, mais 18 509 toneladas que no período homologo anterior.

O número de contentores movimentados foi de 39 598 unidades, mais 3 305 contentores que no primeiro semestre do ano passado, o que equivale a um crescimento superior a 9%.

Também a carga geral teve um melhor desempenho neste semestre, totalizando 26 450 toneladas, mais 2 307 toneladas que nos primeiros seis meses do ano passado.

No entanto, registaram-se descidas nos segmentos dos granéis sólidos e granéis líquidos, com quebras de 22% (-27 160 toneladas) e 13% (-23 961 toneladas), respectivamente.

Houthis querem causar desastre ambiental no Mar Vermelho?

Os rebeldes houthis estão preparados para causar uma catástrofe ambiental depois de terem intensificado os seus ataques à navegação comercial. 

Estes insurgentes atingiram dois petroleiros enquanto transitavam pelo Mar Vermelho, utilizando mísseis balísticos e um drone, confirma o CENTCOM –  Comando Central dos EUA na região.

Estas novas ofensivas de apoio ao Hamas sucederam apenas 10 dias após o ataque ao petroleiro “Sounion” , propriedade do armador grego Delta Tanker. O navio tem um milhão de barris a bordo e ameaça tornar-se um desastre ambiental. O navio de bandeira grega foi atacado por duas pequenas embarcações tripuladas e três projécteis de origem desconhecida enquanto navegava no sul do Mar Vermelho. 

Depois que a tripulação foi evacuada por um contratorpedeiro francês da Operação ASPIDES, os Houthis publicaram imagens mostrando que tinham sido colocado explosivos a bordo do navio-tanque e a posterior detonação.

Os petroleiros tornaram-se agora, no seu alvo militar prioritário, o que poderá causar um desastre ambiental sem precedentes na região.

Acidente grave em Espanha: Dois mortos e quatro feridos.

Dois trabalhadores morreram , outras dois ficaram gravemente feridos e outros dois com feridas leves, num acidente de trabalho ocorrido na doca de Moliner, no porto de El Musel (Gijón), em Espanha conforme confirmou a Guarda Civil à imprensa.

Um dos dois feridos graves foi transferido para o Hospital Universitário Central das Astúrias  enquanto o outro, para o Hospital Jove. Os dois feridos leves foram atendidos no local do acidente pelos serviços médicos destacados para a região.

Os dois falecidos trabalhavam para Montajes Astur Manzana (MAN), empresa contratada pelo Ership Grupo para desmontar duas gruas fora de uso. Ambos procederam ao desmantelamento de uma dos duas gruas localizadas no terminal público. 

Por motivos ainda desconhecidos e ainda objecto de investigação da Guarda Civil, as gruas cederam e caíram em direcção ao mar , provocando a morte dos dois trabalhadores e ferindo gravemente mais dois, enquanto outros dois trabalhadores tiveram de ser atendidos. de ferimentos leves no local.