Nova fase de ataques dos Houthis danificam navios.

Os rebeldes houthis do Iémen assumiram a autoria de vários ataques, sendo que dois navios sofreram danos relevantes durante esses ataques. 
Os houthis elevaram os ataques, na sequência da subida de escalada na região, nomeadamente o ataque israelita ao porto marítimo do Iémen no fim de semana e lançamento de ataques ao Hezbollah no sul do Líbano.

A UKMTO – Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido confirmaram ataques a dois navios, um petroleiro e um graneleiro, na mesma área geral do Mar Vermelho e ambos danificados, mas sem relatos de ferimentos na ttripulação. Segundo relatórios, o petroleiro atacado seria o “Cordelia Moon”, e o graneleiro seria o “Minioan Courage’. Outro ataque reivindicado ( e não confirmado), terá sido a um porta-contentores fretado pela Maersk no Mar da Arábia quando este se aproximava de Omã, alegadamente o porta-contentores Marathopolis, de capacidade de 4800 TEU.

O Cordelia Moon, terá relatado uma primeira onda de ataque, que os Houthis afirmaram ter sido o lançamento de oito mísseis e um drone.  A embarcação foi danificada durante um segundo ataque que envolveu uma embarcação de superfície não tripulada. O segundo ataque que mencionamos, ao Minoan Courage, foi atingido por um míssil e sofreu danos não especificados. 

Entretanto o NAVFOR Aspides da UE destacou a chegada do navio de guerra grego Spetsai (fragata comissionada em 1996) à frota especial de intervenção europeia.

Trabalhadores Portuários dos principais portos dos Estados Unidos iniciaram hoje uma greve.

Os trabalhadores portuários de 14 grandes portos dos Estados Unidos iniciaram uma greve hoje, após o fracasso das negociações de última hora entre o seu sindicato e a Aliança Marítima sobre questões salariais.

A greve no porto da Virgínia, uma das instalações portuárias afectadas, “começou às 00H01 de terça-feira”, anunciou o porto no seu site oficial.

As negociações entre a USMX – Aliança Marítima dos Estados Unidos, que representa os empregadores, e o sindicato ILA estão paralisadas.

O sindicato está “disposto a lutar pelo tempo que for necessário […] para obter os salários e as protecções contra a automação que os nossos membros da ILA merecem”, afirmou Harold Daggett, Presidente do sindicato, num comunicado.

O ainda Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um apelo aos empregadores e aos sindicatos para que “se sentem à mesa e negociem de boa fé, de forma justa e rápida”, informou a Casa Branca.

Na segunda-feira à noite, as duas partes anunciaram a retomada das negociações, que começaram em maio e estagnaram na questão dos salários e da automação do trabalho.

“Nas últimas 24 horas, a USMX e o ILA trocaram propostas sobre salários”, afirmou a Aliança Marítima num comunicado, no qual assegura que “melhorou” a sua oferta e solicita uma prorrogação do actual acordo trabalhista para seguir com as negociações.

Segundo uma fonte próxima às negociações, a proposta mencionada pela USMX foi rejeitada pelo sindicato na segunda-feira.

A ILA planeava entrar em greve ao fim do actual acordo de seis anos, às 23h59 de segunda-feira (0h59 de terça-feira, horário de Brasília) em 14 portos da costa leste e no Golfo do México.

A USMX representa os empregadores de 36 portos distribuídos entre as costas do Maine, no nordeste, e as do Texas, no sul, passando pela Flórida, no sudeste do país.

O ILA representa 85 mil trabalhadores nos Estados Unidos, incluindo funcionários de portos marítimos, rios e lagos.

Sustentabilidade Ambiental assume-se como principal preocupação do Sector dos Cruzeiros.

A indústria de cruzeiros na Europa, representada pela CLIA Cruise Lines International Association, tem mostrado grande preocupação com a sustentabilidade ambiental, adotando diversas medidas para reduzir seu impacto, nomeadamente ao nível da redução de emissões que são libertadas pelos navios, não só em mar como também em terra. Durante a Porto Maritime Week, no painel dedicado ao tema “A indústria de cruzeiros e o desenvolvimento sustentável”, Jose Alberto Celis, da CLIA Europe, referiu que «o foco principal da indústria de cruzeiros é a sustentabilidade e a eficiência energética. Este é um sector cujos navios representam menos de 1% do total da indústria do shipping, mas tem um impacto massivo na Economia europeia e um grande impacto ao nível das emissões».

Actualmente, 98% dos navios de cruzeiros de todo o Mundo são construídos na Europa, numa indústria que representa mais de 50 mil milhões de euros e 400 mil empregos. Os armadores têm feito um trabalho relevante nesta área, principalmente no que concerne ao investimento em novas tecnologias de propulsão dos navios, optimização de motores, sistemas de limpeza de gases de escape, sistemas de eficiência de combustível e tecnologias de OPS – Onshore Power Supply. Esta tecnologia, que permite que os motores sejam desligados quando o navio está atracado, conectando-se à rede eléctrica do porto, minimizando o consumo de combustível e emissões, já está disponível em cerca de 60% da frota de cruzeiros a nível mundial.

No entanto, conforme referiu José Alberto Celis, menos de 10% dos portos europeus têm sistemas de OPS instalados. “Até 2030 a UE requer que todos os portos tenham de ter estas ligações”, salientou o responsável da CLIA Europe, adiantando que 21 portos europeus já possuem financiamento aprovado para avançar com a instalação de sistemas OPS, incluindo os principais portos portugueses de cruzeiros, nomeadamente Lisboa, Leixões e Funchal.

No entanto, e apesar de estes projectos já estarem em curso, os stakeholders do sector já se questionam sobre quais serão os custos associados à instalação destes sistemas. Hugo Basto, da Mystic Cruises adiantou, durante o mesmo painel, que os armadores já estão “preocupados com os valores que as administrações portuárias irão cobrar em termos de kW/hora, quando tivermos os nossos navios ligados a terra. E também há dúvidas sobre qual o tipo de tensão que os portos vão implementar”.

Uma grande greve nos portos está próxima de acontecer nos EUA

Mais de 30 portos — incluindo 5 dos 10 mais movimentados da América do Norte — podem ficar sem nenhum tipo de  operação portuária nos próximos dias.

Isso porque os principais sindicatos de estivadores e trabalhadores portuários dos EUA estão ameaçando entrar em greve, caso um novo contrato com as empresas de transporte não seja assinado.

O acordo termina na semana que vem e, para a renovação, os pontos de discórdia são um aumento no pagamento dos trabalhadores e o cancelamento de planos para automatizar as operações com contentores.

Se as partes não chegarem a um entendimento, 45 mil estivadores garantiram que vão parar de trabalhar — o que, basicamente, afectaria toda a cadeia de transporte marítimo da Costa Leste dos EUA.

A paralisação pode causar 5 bilhões de dólares em prejuízos todos os dias ao fazer com que produtos que têm como destino os mais diferentes cantos do mundo fiquem parados.

O atraso nas docas pode chegar a impactar 60% de todos os embarques dos EUA, podendo impactar na inflação do país.

O Governo Biden pensa em desviar as cargas para o Canadá ou fazer o transporte pela ferrovia. No entanto, nenhuma das duas ideias devem ajudar o suficiente, e a Casa Branca não descarta intervir nas negociações.

Quase 69% de todos os produtos comercializados pelos EUA são transportados via marítima . Por lá, os portos empregam mais de 31 milhões de americanos e movimentam mais de 5 trilhões de dólares por ano.

EUA: Novo submarino nuclear da China afundou-se esta Primavera,.

Na primavera passada, um dos mais avançados submarinos nucleares da China afundou nos estaleiros navais de Wuchang, representando um golpe significativo para um dos principais programas de armamento do país, segundo fontes do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. 

O incidente, que foi revelado pelo jornal The Wall Street Journal, teria sido identificado por meio de imagens de satélite e envolveu o primeiro submarino da classe Zhou, a mais recente geração de navios de guerra chineses.

O episódio representa um obstáculo considerável para os esforços militares da China, que o Pentágono considera o “principal desafio estratégico” a longo prazo. 

“Não é surpreendente que a Marinha do Exército de Libertação Popular esteja a tentar ocultar o afundamento do seu novo submarino nuclear de ataque, o primeiro deste tipo”, afirmou um alto responsável da Defesa dos EUA, citado pelo jornal.

Lisnave manifesta interesse na renovação da concessão junto do Estado

A Lisnave já manifestou junto do Governo o interesse na renovação do actual contrato de concessã e prevê um plano de investimentos de 400 milhões de euros na próxima década para expandir estalareiros navais da Mitrena em Setúbal

Nuno Santos, CEO da Lisnave, revelou durante a sessão “Indústrias navais desafios da descarbonização”, que teve lugar na Porto Maritime Week, ( evento que é uma iniciativa da Transporte & Negócios ), que “de acordo com o contrato de concessão em vigor temos três anos, antes do termo do contrato, para fazer uma manifestação de interesse e assim o fizemos formalmente junto do Governo”, adiantando que “agora temos um período de um ano e meio de negociações entre o estaleiro e o concedente para definir as condições dessa prorrogação. Actualmente estamos nessa fase”.

Relativamente ao prazo da prorrogação do contrato, o CEO da Lisnave disse que essa componente não está definida e faz parte do processo negocial, mas assumiu que “ficaria muito surpreendido se essa prorrogação não fosse aprovada ou não fosse dada a continuidade do contrato de uma outra forma”.

“Temos um histórico de recuperação de uma empresa que estava tecnicamente falida, que custava muito dinheiro aos contribuintes portugueses, com um passivo financeiro e social enorme. O passivo financeiro foi todo liquidado sem custos para os contribuintes e o passivo social também foi resolvido. A empresa tem tido um desempenho exemplar, trabalhamos em concorrência no mercado internacional e sem qualquer apoio do Estado. Os contribuintes portugueses não desembolsam um cêntimo para a Lisnave, aliás o Estado como pequeno accionista da empresa ainda recolhe dividendos dos resultados positivos obtidos”, frisa o responsável.

Durante a sua intervenção, Nuno Santos realçou o facto da empresa ter tido no ano passado o seu melhor ano de sempre e ter distribuído pelos trabalhadores uma verba na ordem dos três milhões de euros.

O responsável lamenta que a Lisnave tenha um problema de imagem porque “somos vistos como uma indústria muito ‘suja’, devido às características da própria indústria naval e temos de trabalhar melhor a nossa comunicação. Na verdade, somos umas das indústrias mais “verdes” que existem, porque contribuímos para a recuperação e reutilização dos navios, sem a necessidade de gastarmos matéria prima”.

Quanto ao futuro, garantiu que a Lisnave tem um forte plano de investimentos para reforçar a sua presença no mercado da reparação naval a nível internacional planos de investimentos para atuar na construção de equipamentos para as energias renováveis offshore e reciclagem naval, entre outros.

Navio com gás russo controlado por empresa dos Estados Unidos passou em Sines.

Segundo avançou o Expresso, ( edição paga), o terminal de Sines recebeu o Seapeak Yamal, um navio de gás natural liquefeito oriundo da Península de Yamal. Transportou gás russo, navega sob a bandeira das Bahamas, mas pertence a uma empresa detida por uma gestora de activos norte-americana.

No ano passado, 8% do gás natural consumido em Portugal veio da Rússia. Os dados indicam que no corrente ano o nosso país está a importar menos gás russo.

Contudo, desde que iniciou a invasão da Ucrânia por parte da Federação Russa, tem havido navios a passarem por Sines, transportando gás oriundo desse país.

Apesar das mais diversas sanções que a União Europeia tem imposto à Federação Russa, a verdade é que as mesmas não impediram a passagem de gás da Federação Russa pelo nosso país.

1° Porta-Contentores automatizado saiu da Coreia do Sul

Aquele que é o mais ambicioso projecto no que concerne aos porta-contentores, o “POS Singapore” inicia o serviço intermacional. A Coreia do Sul, grande impulsionadora do projecto,  destacou que foi equipado com um sistema de automação integrado e que já concluiu a sua instalação e testes.

O projecto, apoiado pelo Ministério do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul e pelo Ministério dos Oceanos e Pescas, foi concebido para promover e comercializar a navegação autónoma. Os sistemas de automação do navio POS Singapore foram projectados na Coreia do Sul como parte de um programa patrocinado pelo governo para desenvolver novas tecnologias. A PAN Ocean, empresa de transporte marítimo a granel da Coreia do Sul, está participando do programa e trabalhou para integrar os sistemas ao navio de 1.800 TEU. 

O POS Singapore foi encomendado em 2022 e construído pela Hyundai Mipo Dockyard em Ulsan. Mede 172 metros de comprimento e está registrado na Libéria. O navio foi lançado em março e entregue em abril. Desde então, vem sendo submetido a equipamentos e testes do sistema de automação. Irá operar durante 2025 nas rotas entre a Coreia e o Sudeste Asiático.

O navio integra tecnologias básicas, incluindo navegação inteligente, que monitoriza e interpreta as condições meteorológicas para consciência da situação e navegação. Outros sistemas fornecem automação de motores e mantêm a segurança cibernética.

Prazo de concessões portuárias aumenta de 30 para 75 anos

O prazo máximo das concessões portuárias vai aumentar de 30 para 75 anos, anunciou ontem, o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo.

“Queremos garantir um maior crescimento sector e, para isso, precisamos de maior investimento público e privado”, disse o secretário de Estado, na abertura da Porto Maritime Week, iniciativa da Transportes & Negócios, citado em comunicado, salientando que aumentar o prazo máximo das concessões para 75 anos irá “permitir que os privados possam recuperar o investimento realizado nos terminais”.

Segundo Hugo Espírito Santo, todas as administrações portuárias vão apresentar à tutela um plano de investimentos sustentado na nova estratégia para os portos nacionais, cujo decreto-lei será publicado em breve.

Cada local terá um foco, adiantou, sendo que em Leixões será o “aumento da capacidade da carga contentorizada, em Aveiro será ao nível da expansão geográfica, na Figueira da Foz a procura de novas oportunidades de negócio, em Lisboa a expansão da simbiose entre porto e cidade, em Setúbal o aumento do potencial do porto através de um plano de investimentos mais agressivo e, finalmente, em Sines, a expansão do terminal de contentores”, de acordo com um comunicado enviado pela Porto Maritime Week.

SE das Infraestruturas marca presença na Porto Maritime Week

O Secretário de Estado das Infraestruturas, Nuno Espírito Santo, vai presidir à sessão de abertura da Porto Maritime Week, no próximo dia 23 de setembro.

A 5.ª edição da Porto Maritime Week, o encontro mais prestigiado do setor marítimo-portuário promovido em Portugal, terá lugar de 23 a 27 de setembro de 2024 no Porto de Leixões, no Auditório Infante D. Henrique. 

A edição deste ano será novamente realizada num formato híbrido, com sessões presenciais no Auditório Infante D. Henrique e transmissão online, permitindo uma maior participação dos profissionais do setor, tanto nacional como internacionalmente.

Entre os temas em análise ao longo da semana, destacam-se:

. Estratégias para os portos nacionais

. O futuro do Porto de LeixõesDesafios no contexto europeu

. A indústria de cruzeiros e o desenvolvimento sustentável

. Descarbonização do shipping

. Formação e retenção de profissionais para um novo paradigma

. A European Maritime Single Window e a NIS 

No último dia, 27 de setembro, realiza-se a Conferência Intermodal Portugal, onde serão discutidos temas como a “A Ferrovia nas cadeias logísticas” e “Portos, Shortsea e “Intermodalidade”.

Porto Maritime Week, nesta sua 5ª Edição é promovida pela Transportes & Negócios.