APAT assinala 50 anos de vida em comunhão com associados

É no dia 25 de Outubro que a APAT realiza o evento ‘Dia do
Transitário’: um encontro especialmente dedicado às empresas associadas da APAT
que visa fomentar o associativismo e a união no âmago da actividade
transitária, servindo igualmente de fórum para a análise, debate e reflexão
conjunta dos grandes desafios que o setor atravessa.

O evento decorrerá em Torres Vedras, no Hotel Dolce
CampoReal, e contará, entre vários momentos de interesse, com uma mesa-redonda
que discutirá ‘O Impacto da Digitalização na Actividade Transitária’ –
precisamente o tem central do evento.

A Associação dos Transitários de Portugal, mais conhecida
por APAT, é a organização nacional que possui legitimidade para filiar e
representar as empresas que se dedicam à actividade transitária, entendida esta
como a planificação e organização das operações relativas ao transporte
internacional de mercadorias, actividades logísticas complementares e sua
distribuição.

Porto de Lisboa lança Programa "Cruzeiros pela Comunidade".

A APL – Administração do Porto de Lisboa anuncia o
lançamento do programa “Cruzeiros pela Comunidade”, uma iniciativa
pioneira para reforçar os laços entre as companhias de cruzeiro e a comunidade
local, promovendo a integração social e o desenvolvimento sustentável na cidade
de Lisboa.

Com o programa “Cruzeiros pela Comunidade”, o
Porto de Lisboa pretende promover uma relação positiva e colaborativa entre o
setor dos cruzeiros e a Cidade, criando pontes entre os navios de cruzeiro que
visitam a nossa Cidade e os lisboetas, incentivando práticas de turismo
sustentável e envolvendo diretamente a comunidade local. Além dos benefícios
económicos, espera-se que este programa inovador contribua para preservação
ambiental, desenvolvimento educacional e bem-estar social, posicionando Lisboa
como uma referência no turismo responsável e participativo.

Carlos Correia, Presidente da APL, reforça que «O programa
‘Cruzeiros pela Comunidade’ reflete o nosso compromisso em promover uma
interação sustentável entre as companhias de cruzeiro e os cidadãos de Lisboa.
Queremos que os lisboetas sintam o impacto positivo deste setor, não apenas a
nível económico, mas também em termos de envolvimento comunitário e ambiental».

Entre as principais iniciativas destacam-se:

Visitas Guiadas a Navios – Para escolas e juntas de
freguesia.

Projetos de Conservação Urbana e Ambiental – Em colaboração
com a Câmara Municipal de Lisboa e organizações ambientais, como a Quercus,
ICNF e ABAAE.

Programas de Bolsas de Estudo e Formação Profissional –Em
parceria com o IEFP e com instituições de ensino do setor da hotelaria.

Doação de Equipamentos e Materiais – Computadores e
equipamentos desportivos, serão doados a escolas, centros comunitários e
instituições de caridade.

Sessões de Sensibilização e Educação – Sessões educativas em
parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e ONG’s de educação ambiental.

No âmbito desta iniciativa “Cruzeiros pela Comunidade”
promovida pela APL, estiveram em Lisboa dois executivos da Carnival UK, para um
conjunto de reuniões com entidades, com o objetivo de conhecer os projetos e as
causas que estas acolhem – o Vice-Presidente de Assuntos Corporativos, Simon
Ashwell, e a Vice-Presidente de Sustentabilidade, Sophie Portlock, visitaram a
Dona Ajuda, Associação sem fins lucrativos que atua nas áreas Social, Cultural
e Ambiental, instalada no Mercado do Rato.

Para compreender melhor as perspetivas e prioridades das
respetivas entidades, os dois representantes da Carnival UK também receberam, a
bordo do navio de cruzeiros Ventura, atracado no Terminal de Cruzeiros de
Lisboa, o Vice-Presidente da ENIDH – Escola Superior Náutica Infante D.
Henrique e o Vice-Presidente da Associação de Alunos, bem como a Coordenadora
Nacional da ABAAE – Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação, tendo
ficado agendadas algumas ações a realizar em conjunto.

 De acordo com Simon Ashwell, «cada reunião permitiu-nos
conhecer a variedade de trabalhos realizados localmente e revelou excelentes
oportunidades para colaborarmos mais estreitamente com as organizações que
contactámos».

Atraso de 8 dias do navio de mercadorias poderá levar à rutura de produtos na Terceira

De acordo com a associação empresarial local, o caso mais recente prende-se com o navio da Transinsular, que estava previsto chegar ao porto da Praia da Vitória na terça-feira, mas que “sofreu uma avaria” e só “há poucos dias é que foi encontrado um substituto”, o NV UML Vitória, que “tem previsão de chegada apenas no dia 08 de outubro”, terça-feira da próxima semana.

Num comunicado de imprensa, a Câmara do Comércio salienta que o atraso de uma semana suscita “graves preocupações” para as empresas, tendo em conta que o navio substituto fará uma primeira paragem na ilha de São Miguel antes de atracar e desembarcar a carga na ilha Terceira. Esta circunstância representa, de acordo com a CCAH, “um golpe profundo na atividade diária de diversas empresas, sujeitas, algumas delas, ao risco iminente de rutura de stock”.

A CCAH adianta ainda que os associados têm manifestado reiteradamente a sua preocupação perante os “constantes atrasos” dos navios na chegada à ilha Terceira, explicando que a situação motiva “constantes prejuízos” nas empresas e “prejudica a competitividade da economia e o desenvolvimento” da ilha e dos Açores.

A associação empresarial das ilhas Terceira, Graciosa e São Jorge, apela às autoridades competentes para que mitiguem os efeitos destes atrasos, por forma a “evitar, a todo o custo, falhas que comprometam o abastecimento contínuo das ilhas” e defende um sistema de transporte marítimos “mais resiliente, eficiente e capaz de enfrentar os desafios logísticos dos Açores”.

“Navio fantasma” encontrado no fundo do Oceano em estado “excepcional”

Segundo avançou a CNN, os destroços de um contratorpedeiro da Marinha dos EUA,
conhecido como o “Navio Fantasma do Pacífico”, foram encontrados ao largo da
costa da Califórnia por investigadores submarinos.

O USS Stewart foi deliberadamente afundado durante um
exercício da Marinha dos EUA em maio de 1946 e o seu local de descanso final
foi agora localizado, de acordo com uma declaração da Air Sea Heritage
Foundation e da Search Inc, ambas envolvidas na investigação, publicada na
terça-feira.

Três veículos submarinos autónomos (AUVs) da empresa de
robótica Ocean Infinity analisaram o fundo do oceano no Santuário Marinho
Nacional de Cordell Bank, ao largo do norte da Califórnia, durante 24 horas a
partir de 1 de agosto, tendo os dados do sonar e da ecossonda de feixe múltiplo
revelado que o Stewart se encontrava a 1.036 metros abaixo da superfície do
oceano.

“Os exames preliminares com sonar revelaram que o Stewart
está praticamente intacto e que o seu casco – que permanece elegante e
imponente – assenta quase na vertical no fundo do mar”, lê-se no comunicado.

“Este nível de preservação é excecional para um navio da sua
idade e torna-o potencialmente um dos exemplos mais bem preservados de um
contratorpedeiro ‘fourstacker’ da Marinha dos EUA que se conhece.”

A equipa também efectuou outro levantamento sonar e enviou
um veículo operado à distância equipado com uma câmara para efetuar uma
inspeção visual.

Colocado em serviço em 1920, o USS Stewart teve uma vida
tumultuosa. O navio foi danificado em combate contra as forças japonesas em
1942 e foi capturado pelo inimigo, tornando-se o Navio de Patrulha nº 102 da
Marinha Imperial Japonesa, de acordo com o comunicado.

“Em breve, os pilotos aliados de longo alcance começaram a
relatar a estranha visão de um velho contratorpedeiro americano a operar atrás
das linhas inimigas”, conta ainda o comunicado.

“Só quando o Stewart foi encontrado a flutuar em Kure, no
Japão, no final da guerra, é que o mistério do navio fantasma do Pacífico foi
finalmente resolvido”.

Ele foi depois rebocado para São Francisco, antes de ser
usado como navio-alvo durante um exercício naval, afundando-se depois de
absorver fogo durante mais de duas horas.

 “Nas décadas seguintes, a história do Stewart atraiu o
interesse de historiadores, arqueólogos e entusiastas navais, e a redescoberta
do seu naufrágio tornou-se uma prioridade nacional de exploração”, lê-se no
comunicado. “Mais de 78 anos se passariam até que fosse encontrado”.

O almirante reformado da Marinha dos EUA Samuel J. Cox,
diretor do Comando da História e do Património Naval e curador da Marinha dos
EUA, elogiou a equipa que encontrou o navio.

“Quer seja perdido em batalha ou afundado como alvo, um
navio de guerra permanece propriedade soberana para sempre”, afirma ele no
comunicado.

“É importante conhecer a localização e o estado desses
destroços para que possam ser protegidos contra perturbações não autorizadas ao
abrigo da Lei das Embarcações Militares Afundadas dos EUA.”

EUA: Cientistas transferiram centenas de corais da Flórida para o Texas.

 

Cientistas transferiram cerca de 300 corais marinhos do sul do Estado da Florida para a costa do golfo do Texas para investigação e restauro.

Investigadores das universidades Nova Southeastern [NSU] e Texas A&M – Corpus Christi transferiram os corais para as instalações da primeira, em Dania Beach, de onde foram transportados para um aeroporto nas imediações e levados para o Estado do Texas.

Foram tomados cuidados extremos para o transporte, disse a investigadora da NSU Shane Wever.

As instalações da NSU dedicadas à investigação da vida marinha servem de berço, de infantário, para os corais, onde são guardados, tratados para recuperação e devolvidos ao oceano.

A NSU tem partilhado os corais com outras universidades, como a de Miami, a Florida Atlantic e a do Estado do Texas, bem como com a Fundação para a Restauração do Coral.

Apesar da importância dos corais, é fácil para as pessoas que vivem em terra esquecerem-se da importância das coisas que estão nos oceanos, disse a investigadora Keisha Bahr, da Universidade Texas A&M – Corpus Christi.

“Os corais servem uma quantidade elevada de diferentes propósitos”, acentuou Bahr. “Antes de mais, protegem a nossa linha costeira, em particular aqui na Florida, da energia das ondas e da erosão costeira. Também nos fornecem muita da alimentação que obtemos dos oceanos. E são berço de uma grande quantidade de organismos”, especificou.

Temperaturas oceânicas extremamente elevadas causaram um branqueamento generalizado dos corais em 2023, destruindo-os no Florida Keys, o arquipélago de ilhas tropicais no sul do Estado.

Os investigadores da Texas A&M – Corpus Christi recorreram à NSU quando os seus parceiros nas Keys deixaram de conseguir fornecer corais para as suas investigações.

O condado de Broward foi poupado à maioria do branqueamento ocorrido em 2023, pelo que o berço ‘offshore’ da NSU tem corais saudáveis para disponibilizar.

“Estamos a perder corais a um ritmo alarmante”, disse Bahr. “Perdemos cerca de metade dos nossos corais nas últimas três décadas. Precisamos de garantir que vamos continuar a ter estas ‘meninas’ no futuro”.

Açores podem liderar "Práticas marítimas sustentáveis".

 

O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, participou como orador convidado no painel de encerramento da conferência “ESG – e o trabalho Marítimo-Portuário”, que decorreu no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões.

“Considero o mar um activo de natureza, gerador de um país de oportunidades e não só. O mar é decisivo no domínio do território, na compreensão do território português e projeta-nos em um futuro auspicioso”, afirmou José Manuel Boleiro. 

E acrescentou: “o negócio portuário-marítimo é uma destas oportunidades, onde poderemos, em relação ao futuro, liderar pelo exemplo, com a capacidade de inovar, de modernizar e de garantir um desenvolvimento sustentável”.

Trabalhadores portuários dos EUA suspendem greve nos portos até janeiro

O sindicato que representa dezenas de milhares de trabalhadores portuários nos EUA concordou em suspender a sua greve enquanto as negociações continuam. 

Membros da Associação Internacional de Estivadores (ILA) saíram em 14 grandes portos ao longo das costas leste e do Golfo, interrompendo o tráfego de contentores do Maine ao Texas. O sindicato afirma ter chegado a um acordo provisório sobre salários e voltará ao trabalho até 15 de janeiro, altura em que regressará à mesa de negociações para negociar “todas as outras questões pendentes”. 

A acção marcou a primeira paralisação desse tipo em quase 50 anos e ameaçou causar o caos no meio da sempre movimentada temporada de compras já a pensar no natal e perto das próximas eleições presidenciais.

“Com efeito imediato, todas as acções de trabalho actuais cessarão e todo o trabalho coberto pelo Contrato Principal será retomado”, afirmou um comunicado conjunto da ILA e do grupo de empregadores – Aliança Marítima dos Estados Unidos (USMX). 

Segundo o acordo provisório, os salários aumentariam 62% nos próximos seis anos, apurou a BBC News. Mas as negociações continuarão sobre uma série de questões pendentes, incluindo a automação. O sindicato vinha pedindo um aumento salarial de 77%, enquanto a USMX já havia aumentado a sua oferta de aumento salarial para quase 50%. A BBC entrou em contato com a ILA e a USMX.

“A curta greve da ILA… será certamente classificada como um dos três dias mais lucrativos da história da gestão laboral”, afirmou Patrick L Anderson, CEO da consultora empresarial Anderson Economic Group. “Os trabalhadores da ILA aparentemente obtiveram aumentos salariais de 60% depois de desistirem de 3 dias de trabalho numa greve que não infligiu danos graves à economia dos EUA.” 

O armador alemão Hapag-Lloyd afirmou à Reuters que pode levar de três a quatro semanas para compensar o atraso de navios relacionado à greve nos portos dos EUA. A greve começou na terça-feira depois que as negociações não conseguiram produzir um novo contrato de seis anos. A paralisação foi a primeira grande paralisação da ILA desde 1977. 

Os portos afectados incluem alguns dos mais movimentados do país, incluindo Nova Iorque, Geórgia e Texas. Segundo estimativas de especialistas, eles lidam com mais de um terço das importações e exportações dos EUA. O presidente dos EUA, Joe Biden, aplaudiu o acordo provisório mum comunicado, dizendo que “representa um progresso crítico em direcção a um contrato forte”.

"D. João II": A revolução naval da Marinha que vai custar 132M€ ao Estado

Segundo avança a SIC, a nova “joia da coroa” da Armada Portuguesa foi apresentada na Roménia. 

Por enquanto não passa de um projecto baseado em fotografias, mas que será bem real. Vai ser baptizado com o nome do Rei D. João II, o príncipe perfeito. Com tecnologia revolucionária, multifunções robóticas, Aéreas e submarinas, pista de voo e muito mais.

“Consegue operar debaixo de água, à superfície, no ar e consegue também levar operações para terra” referiu Gouveia e Melo, que também viajou até à Roménia.

Pode ser, por exemplo, utilizado em cenários de guerra e catástrofe, como um possível terramoto. Para dar sorte e garantir um regresso seguro dos marinheiros, o navio já tem soldada a tradição naval – uma moeda de prata.

O projecto financiado pela União Europeia (UE) será executado na Roménia por uma empresa holandesa nos próximos dois anos.

A construção do navio pioneiro, diz o Governo, é um dia histórico para Portugal. Vai custar mais de 130 milhões aos cofres do Estado e estará pronto no segundo semestre de 2026.

Porto de Setúbal prepara investimento em Energia Eólica Offshore flutuante.

O Porto de Setúbal e a empresa RWE Offshore Wind assinaram uma carta de apoio que marca o primeiro passo para que a infra-estrutura portuária setubalense possa tornar-se um centro logístico para a energia eólica offshore flutuante.

As duas entidades vão agora trabalhar em conjunto para explorar o potencial do porto para este se tornar “num importante centro industrial para a triagem, montagem e instalação de componentes-chave para projectos de energia eólica offshore flutuante de grande envergadura”, como explica uma nota de imprensa.

A cooperação, que vai também “tirar partido dos conhecimentos e experiência partilhados”, espera fazer com que Portugal fique bem posicionado a nível mundial por ter a oportunidade de tirar partido de todo o potencial do sector eólico offshore flutuante e até expandir-se além-fronteiras para explorar “oportunidades de sinergias”. O presidente da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) explica que o posicionamento da infra-estrutura de Setúbal dá vantagem para a exploração deste tipo de energia.

“Estamos orgulhosos de que a RWE, uma das principais empresas mundiais em energia eólica offshore, nos apoie no nosso desenvolvimento para nos tornarmos um centro logístico para a energia eólica offshore flutuante. O nosso porto é adequado para a triagem, montagem e instalação dos principais componentes, como subestruturas flutuantes e sistemas de amarração. Estamos bem posicionados para atender às futuras necessidades da crescente indústria de energia eólica flutuante”.

DGRM apresentou na IMO estudos iniciais para a implementação de uma ECA.

Decorreu esta semana a apresentação dos estudos iniciais para a implementação de uma Área de Emissões Controladas (ECA – Emissions Control Area), na costa continental portuguesa e ao longo da Zona Económica  Exclusiva dos países aderentes a esta iniciativa.

Os estudos incidem sobre a área geográfica que liga a ECA do Báltico já implementada e a ECA do Mediterrâneo que entrará em força em 2025, de forma a harmonizar o mesmo nível de protecção ambiental e das populações costeiras.

A apresentação teve lugar no plenário do Comité da International Maritime Organization para a Protecção do Ambiente Marinho (MEPC), em Londres.

Os estudos respondem aos requisitos e parâmetros previstos no Apêndice III do Anexo VI, da convenção MARPOL, para a implementação de Áreas de Emissões Reduzidas, e foram desenvolvidos pelo The International Council on Clean Transportation (ICCT). Toda a componente Socioeconómica foi desenvolvida pelaFaculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

De referir que esta iniciativa conta com a colaboração activa da ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável.