Piratas da Somália de novo em acção ?

A navegação internacional foi avisada de que os piratas da Somália provavelmente estão de volta à caça de alvos no Oceano Índico.

Ao que tudo indica, 13 piratas armados partiram de Ceel Huur, perto de Hobyo, na Somália, e estão no Oceano Índico, de acordo com a força naval da União Europeia na região e também com os especialistas em segurança EOS Risk Group, marcando o primeiro barco pirata voltar ao mar desde o início de junho. 

“Todos os navios são aconselhados a proceder com cautela e reportar qualquer atividade suspeita”, alertou ontem o Centro de Segurança Marítima – Corno de África (MSCHOA). Os piratas somalis estiveram inactivos durante vários anos, até ao sequestro do navio pesqueiro Almeraj 1, de bandeira iraniana, no final do ano passado, quando a actividade começou a aumentar novamente. 

A UKMTO – Centro de operações comerciais marítimas do Reino Unido informou que o navio graneleiro de bandeira chinesa Huan Hang 99 foi abordado ao sul de Adem, no Iémen  por cinco pequenos navios e que a sua equipa de segurança a bordo disparou tiros de advertência. 

Só ainda não é claro se os navios envolvidos vieram do Iémen ou da Somália.

Empresa francesa divulga planos para navio de carga de 200 TEU

A empresa francesa de carga Grain de Sail revelou os seus planos mais ambiciosos até ao momento para um navio de carga à vela significativamente maior. 

Com o projeto que prevê capacidade de 200 TEU ou 2.800 toneladas, a empresa informa que alcançará escala significativa para suas operações como parte de um plano que prevê até quatro navios até 2027.

O plano de construção do “Grain de Sail III” prevê um porta-contentores com maior capacidade de fazer a travessia do Atlântico em cerca de 13 dias. A embarcação funcionaria inteiramente com energia eólica, excepto nas manobras portuárias e de canal, e a bordo teria uma caldeira a pellets de madeira para fornecer calor e água quente para a tripulação. “Com a Grain de Sail III, demonstramos as nossas ambições e fortalecemos a nossa liderança no segmento de transporte marítimo descarbonizado”, afirmou Oliver Barreau, cofundador e presidente da Grain de Sail. 

O projeto prevê uma embarcação com 110 metros de comprimento,  três mastros e grandes velas rígidas.  Em escala, a empresa destaca vantagens significativas para a operação de carga à vela. O projecto representa uma redução da pegada de carbono em mais de 90%, com emissões entre 1 e 2 gramas de CO2 por toneladac de carga transportada por quilómetro percorrido. Afirmam que será de 10 a 20 vezes menor que a frota actual.

A empresa quer lançar o projecto até 2027.

Brasil e Portugal negoceiam acordo para Porto de Sines ser centro logístico do Brasil na Europa.

O Ministro dos Portos e Aeroportos brasileiro, Silvio Costa Fialho, afirmou que o Brasil espera assinar no início do próximo ano um Acordo de Cooperação com Portugal, de modo a que Portugal, mas sobretudo Sines, seja o Porto que sirva de plataforma logística das cargas brasileiras para o espaço europeu.

[ assunto foi debatido em reunião entre o Ministro do Governo Brasileiro, e o Ministro das Infraestruturas Miguel Pinto de Luz, em Lisboa.

Segundo Sílvio Costa Fialho, trata-se de um acordo comercial, e não de uma eventual participação de empresas brasileiras no porto.

“O que discutimos é que grandes operadores que já tem portos no Brasil (…), possam exportar produtos para o Porto de Sines e este servir como “hub” internacional para outros portos aqui na Europa.”, acrescentou o Ministro.

“Portugal tem o Porto de Sines, que representa mais de 40% da agenda portuária do estado”, além de outros portos, e do seu lado, o Brasil, quer dialogar com o Porto de Santos, de Paranaguá, de Pecém, Suape e Pernambuco”, finalizou o Ministro.

Sines mantém a "normalidade" dos indicadores portuários.

O panorama portuário nacional anda interligado a Sines. O Porto de Sines tem sido o “garante” de crescimento da movimentação de carga, em detrimento dos restantes.

Os indicadores recentemente lançados pela AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes ( lançados no início desta semana ), e relativos a Julho, confirmam esse cenário. 

Os indicadores afirmam o forte crescimento de Sines (12,8%), com cerca de 3,3 milhões de toneladas. Figueira da Foz também tem crescido, embora em menor número (3,1%), com cerca de 39 mil toneladas.

Este crescimento serve para atenuar as perdas generalizadas dos restantes portos do continente, com Lisboa a descrescer (-6,1%), Leixões  (-3,9%), Aveiro(-2,6%), Setúbal  (-1,5%) e Viana do Castelo (-9,9%).

PSA inaugura novo Hub em Singapura

A PSA Singapura revelou o PSA Supply Chain Hub @ Tuas, que é um pilar central da sua expansão estratégica.

Esta infraestrutura de  última geração, planeada para estar pronta em 2027, está preparada para transformar o cenário da logística e da cadeia de abastecimento em Singapura.

Estrategicamente dentro da Zona Franca, o PSCH será integrado ao extenso ecossistema da cadeia de abastecimento de Singapura, oferecendo conectividade e escala como um Centro de Distribuição Regional e uma Estação de Carga de Contentores. Abrangendo mais de dois milhões de pés quadrados, o PSCH será equipado com tecnologias de ponta, como robótica avançada e sistemas de automação, incluindo os Sistemas Automatizados de Armazenamento e Recuperação (ASRS) e o Intelligent Warehouse eXchange (iWX). O Porto de Tuas será o maior porto totalmente automatizado do mundo quando estiver totalmente concluído. 

A PSA está representada em Sines, através da concessão do Terminal XXI, que quando eventualmente concluir a expansão da fase III ( a data indicada é 2030), poderá duplicar a sua capacidade de movimentação anual de 2,1 milhões de TEU para 4,2 milhões de TEU, sendo que para 2024 tinha o objectivo ambicioso de atingir os 2 milhões de TEU.

Começam as obras do terminal norte do Porto de Valência.

O consórcio constituído pela Acciona, Jan de Nul e Grupo Bertolín iniciará na próxima semana a construção do novo terminal de contentores no Porto de Valência, após a assinatura do acordo.

Este projecto, com um investimento público-privado de até 1.700 milhões de euros, irá proporcionar uma capacidade adicional de  cinco milhões de TEU e permitirá a operação de navios Megamax.

A Autoridade Portuária de Valência (APV) chegou a acordo com TIL (Terminal Investment Limited), intrinsecamente ligada à MSC – Mediterranean Shipping Company,  pela concessão administrativa para a construção e exploração por um período de 50 anos.

O terminal será autossuficiente em energia, apoiando a meta do porto em obter zero emissões até 2030, com tecnologia de ponta e uma ligação ferroviária avançada.

O investimento privado previsto ronda os 1.098 milhões de euros, sendo que a Autoridade Portuária, fica responsável pela construção da molho, com uma investimento de até 656 milhões de euros.

Portugal esgota quota da Raia-Curva e pesca fica proibida.

A pesca da raia-curva está proibida, após Portugal ter esgotado a sua quota de captura, anunciou a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

“[…] Está interdita a pesca, manutenção a bordo, transbordo e descarga de capturas da espécie […], a partir das 00h00 do dia 11 de outubro de 2024”, lê-se numa nota da DGRM. .

A decisão teve por base o nível de descargas efectuadas pela frota portuguesa de raia-curva nas águas da união da subzona nove (águas Portuguesas).

A quota de pesca atribuída a Portugal já se encontra esgotada.

A DGRM é um serviço central da administração directa do Estado, com autonomia administrativa, que tem por objectivo o desenvolvimento da segurança e serviços marítimos, a execução das políticas de pesca e a preservação dos recursos.

Maersk encomenda 12 navios bicombustíveis de GNL

O armador dinamarquês Maersk efectuou a encomendou de 12 navios porta-contentores de GNL de 16.000 TEU com duplo combustível a um estaleiro chinês. 

Foi reportado que cada navio terá o valor aproximado de quase 185 milhões de euros, com entrega prevista para 2028. 

Se as opções forem exercidas, o valor total do contrato será de 2,2 bilhões de euros. A ordem levanta especulações sobre se o armador dinamarquês está a repensar a sua aposta no metanol verde como futuro combustível marítimo. 

A Maersk Line já tinha apostado no metanol verde para alcançar a descarbonização, as preocupações sobre um fornecimento adequado do combustível podem ter levado a linha dinamarquesa a recorrer ao GNL, de acordo com alguns analistas do sector.

Maersk baptiza o seu novo navio porta-contentores de metanol.

Ontem, a  Maersk nomeou o seu mais recente navio porta-contentores de metanol bicombustível, o “Alexandra Maersk”. O Ministro Marítimo do Reino Unido, Mike Kane, representantes da Organização Marítima Internacional (IMO), clientes e funcionários da Maersk participaram do evento festivo no Porto de Felixstowe, no Reino Unido. Elaine Condon, Directora de Pessoas e Cultura da Primark, é a madrinha do navio, representando a estreita parceria logística e de sustentabilidade entre a Maersk e o seu cliente Primark.

“Alexandra Maersk” é o sexto navio da frota da empresa dinamarquesa capaz de navegar com metanol nos seus motores principais e auxiliares. É o quinto navio de uma série de 18 grandes navios de metanol bicombustível com entrega prevista para 2024 e 2025. Cada um pode transportar mais de 16.000 TEUs.

Mike Kane, Ministro Marítimo do Reino Unido, afirmou: “Este é exactamente o tipo de inovação que precisamos para criar um sector marítimo mais verde e limpo, que seja melhor para as pessoas e para o nosso planeta. Fornecer transportes mais ecológicos é uma das nossas principais prioridades e faremos isso reduzindo as emissões prejudiciais de gases com efeito de estufa e investindo em combustíveis e tecnologias alternativas.”

Vincent Clerc, CEO da Maersk, comentou: “É óptimo ver clientes como a Primark a tomar medidas e a fazer parceria connosco para descarbonizar o transporte marítimo. O verdadeiro progresso na transformação verde exige um esforço colectivo. Para acelerar a transformação, precisamos da ajuda da Organização Marítima Internacional para colmatar a disparidade de preços entre os combustíveis verdes e os combustíveis fósseis, para tornar a escolha verde a melhor escolha para todos. Na semana passada, a reunião da IMO sobre esse assunto foi um passo na direção certa, mas ainda há muito trabalho a fazer nos próximos meses.”

IMO avança negociações sobre novos regulamentos para reduzir as emissões dos navios

A IMO – Organização Marítima Internacional  realizou progressos significativos nas negociações sobre regulamentações globais vinculativas para o quadro de emissões líquidas zero da IMO, com o objectivo de cumprir as metas de redução de gases com efeito de estufa (GEE) estabelecidas na Estratégia 2023 da IMO.

Na 82.ª sessão do Comité para a Protecção do Meio Marinho (MEPC), realizada de 30 de Setembro a 4 de Outubro de 2024, os Estados-Membros encontraram mais pontos em comum e produziram um projecto de texto jurídico para futuras conversações sobre medidas de redução de GEE, que deverão ser adoptadas em 2025.

As “medidas de médio prazo” propostas incluem um padrão de combustível marítimo para a introdução gradual de combustíveis com menor intensidade de GEE e um sistema global de preços de emissões de GEE, empurrando a indústria naval para emissões líquidas zero até 2050.

O projecto de texto integra contributos dos Estados-Membros sobre alterações à Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios (MARPOL, Anexo VI), o que tornaria estas novas medidas parte do direito internacional, se adoptadas. As discussões também cobriram a potencial criação de um Registro de Intensidade de GEE e um fundo para apoiar a implementação.

O Secretário-Geral da IMO, Arsenio Dominguez, elogiou o diálogo construtivo e expressou confiança de que um acordo será alcançado na próxima sessão, em abril de 2025.