Eleição de Trump pode "reacender" interesse no Porto de Sines.

Donald Trump foi eleito o 47° Presidente dos EUA, após já ter sido o 45° Presidente entre 2016 e 2020.

O que se pode esperar de uma segunda administração Trump a nível económico? Para além do proteccionismo e na aposta do relançamento e afirmação da economia norte-americana, poderá estar à vista uma nova guerra das tarifas com a outra potência económica, a China, sendo que dinâmica do mercado e a situação geopolítica é muito mais complexa do que na altura da primeira administração Trump.

A eleição do empresário e ex-Presidente para um novo mandato, poderá sem dúvida reacender o interesse norte-americano no Porto de Sines, que foi alvo de muitas sondagens, discussões e manifestações de interesse durante o seu primeiro mandato.

O então Secretário de Estado da primeira administração Trump, Dan Brouillette, (Que não deverá fazer parte da nova administração), via os projectos apontados a Sines, nomeadamente o Terminal GNL e o novo projecto de Terminal de Contentores Vasco da Gama ( Que entretanto foi metido na gaveta ), como possíveis apostas de empresas norte-americanas, de um ponto de vista estratégico no que concerne às mercadorias, mas também do ponto de vista energético.

A entrada em funcionamento do novo Data Center, já ligado ao cabo submarino Ellalink, poderá ser mais um ponto a favor, para as grandes tecnológicas norte-americanas.

A entrada dos EUA em jogo, irá fazer com a China entre na jogada novamente, pois o interesse e visitas regulares ao Porto de Sines por parte de comitivas chinesas não são novidade, e perante este interesse, novas movimentações diplomáticas irão surgir novamente, pese a resolução do inicio deste ano no Parlamento Europeu, sobre o desenvolvimento de uma nova estratégia marítima, que apela à restrição do investimento estrangeiro em infraestruturas da União Europeia, restrição que inclui portos e que visava a influência crescente da China.

Tendo em conta a falta de players nacionais com capacidade de investir como estas duas super potências, o futuro poderá continuar a tendência de aposta dos investidores privados em Sines, como é o panorama actual do sistema portuário nacional.

Porto da Figueira da Foz investiu 5,5M€ em dragagens.

A APFF – Administração do Porto da Figueira da Foz anunciou que investiu, nos últimos dois anos, cerca de 5,5 milhões de euros em seis dragagens para mantar a barra do rio Mondego navegável

Numa nota enviada, intitulada “Condições de navegabilidade da barra da Figueira da Foz”, a APFF indicou que as seis dragagens visaram manter as condições da infraestrutura portuária “navegável para calados máximos de 6,5 metros”, tendo sido retirados mais de 1,7 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

“Estas intervenções implicaram a estadia de, pelo menos uma draga de sucção, 410 dias em porto, tendo operado apenas 259 dias, devido à agitação marítima adversa” indicou a administração portuária.

Por outro lado, a APFF frisou que a garantia das normais condições de segurança na barra “passa por uma monitorização constante da morfodinâmica do porto, com periodicidade ajustada com base no conhecimento do histórico do comportamento dos fundos em cada uma das zonas” daquela infraestrutura, que engloba o porto comercial, de pesca e de recreio.

“Relativamente à zona da barra foi efectuado um levantamento a 03 de junho do corrente ano, onde se constatou que as cotas de serviço necessárias à garantia das condições de segurança estavam asseguradas”, garantiu a APFF.

Porto de Sines recebeu a 4.ª Edição do Curso de Segurança, Protecção e Resiliência.

A GNR – Guarda Nacional Republicana (GNR) visitou, através da Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE), o Porto de Sines, no âmbito da 4.ª edição do Curso de Segurança, Protecção e Resiliência de Infraestruturas (CPSRI) – Nível Gestor, reforçando uma vez mais a parceria entre as instituições estratégicas na gestão da segurança de infraestruturas críticas.

O Porto de Sines é uma das infraestruturas estratégicas nacionais responsável por mais de 50% do total de mercadorias movimentadas por via marítima em Portugal, além de ser uma fonte de abastecimento vital para as necessidades do nosso país.

Esta visita reveste-se de especial importância por contribuir para o desenvolvimento das capacidades da GNR na segurança e protecção de infraestruturas críticas e outros pontos sensíveis, bem como para potenciar a resiliência destas tendo como um dos objectivos principais a partilha de informação e de boas práticas entre todas as entidades envolvidas nesta temática.

Trump venceu. Qual o cenário no Shipping?

 
Donald Trump conseguiu o que muitos diriam que era difícil: Tornar-se no 47º Presidente dos EUA. Já tínhamos escrito um artigo sobre os possíveis cenários de impacto no Shipping com Kamala e Trump, e agora iremos considerar somente os cenários relativos ao Presidente que irá tomar posse a 20 Janeiro de 2025.

Donald Trump, durante a campanha eleitoral, fez uma promessa de aumento de tarifas até 20% sobre todas e quaisquer importações sobre os EUA, e um “mega aumento” nas tarifas entre 60% a 100% (!!), nas mercadorias provenientes do seu maior rival a nível económico, a China. Ou seja a repetição daquela que poderá ser uma nova guerra tarifária, com a diferença de que o cenário actual no shipping global é tudo menos positivo, numa altura em que a disrupção nas cadeias de abastecimento ainda sucedem. 

Donald Trump, em declarações mais recentes, afirmou que o aumento de tarifas não iriam resultar num aumento de valores no lado dos consumidores, facto que já foi refutado por um estudo da NRF ( National Retail Federation ), que concluiu que os próprios consumidores norte-americanos irão perder no poder de compra entre 46 mil milhões e 78 mil milhões de dólares nos anos seguintes pela aplicação deste novo plano de tarifas.

A reconhecida consultora norueguesa Xeneta, indicou que a última vez que Trump aumentou as tarifas sobre as importações chinesas durante a guerra comercial em 2018, as taxas de frete marítimo de contentores aumentaram mais de 70%, sendo que o aumento de tarifas na altura, não era tão grande como o que é proposto agora.

Tendo em conta este cenário, as acções dos principais armadores caíram à medida que os mercados se preocupavam com o que a presidência de Donald Trump significaria para os volumes de comércio global. A dinamarquesa Maersk caiu até 6,9%, enquanto outros armadores também sentiram o abalo, incluindo a alemã Hapag-Lloyd AG e a sul-coreana HMM. 

No outro lado do mundo, o yuan da China enfraqueceu e os mercados de acções no continente e em Hong Kong caíram com a notícia desta eleição, provavelmente antevendo outro período de guerras comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Com a escala da vitória a parecer histórica, o Shipping terá de se preparar para algumas mudanças extraordinárias nos próximos anos, não apenas nos fluxos comerciais e na geopolítica, mas também no ritmo das regulamentações verdes globais. 

O reputado economista, especialista em assuntos maritimos, Martin Stopford, comentou: “A grande questão para o transporte marítimo é o realinhamento económico entre as economias do Pacífico e do Atlântico, que está em curso nos últimos 15 anos. O muro tarifário de Trump pode ser uma etapa nesse sentido, mas tal como os muros para impedir a entrada de migrantes, é difícil conseguir muito em quatro anos”.

Noutra opinião diferente, Khalid Hashim, Director da Precious Shipping, previu que a vitória de Trump levaria a um fim rápido da guerra na Ucrânia, ao levantamento das sanções contra a Rússia e a mais tarifas contra a China. Acrescentou: “Os preços do petróleo vão cair, podem ser quedas acentuadas, depende da rapidez com que as sanções contra a Rússia forem levantadas”, acrescentando que o transporte marítimo não deve estar muito preocupado com a retórica das tarifas. Finalizando: “Nos oito anos desde que os EUA iniciaram o jogo tarifário no início do primeiro mandato de Trump, as importações reais de tráfego de contentores para os EUA aumentaram dramaticamente. Veja os números declarados por Los Angeles e Long Beach, os dois maiores terminais de contentores dos EUA nos últimos oito anos, então não há nada a temer com as tarifas”.

Ainda de acordo com a consultora Xeneta: “2024 foi um ano brutal para os transportadores dos EUA, que já sofreram enormes perturbações devido à crise do Mar Vermelho e ao aumento vertiginoso das taxas de frete, há também, a ameaça iminente de novas acções de greve nos portos da Costa Leste dos EUA e da Costa do Golfo em janeiro do próximo ano”.

O que se pode ler entre declarações e análises, é que toda a indústria do Shipping já anda a definir cenários e opções para não só lidar com as circunstâncias e dificuldades actuais, bem como os eventuais obstáculos que poderão vir das decisões tomadas pela segunda administração Trump, que irá seguir o mesmo rumo de protecionismo económico do seu primeiro mandato, com as consequências que poderemos imaginar mas não definir com toda a previsibilidade.

Camilo Abdula na final do Mundial de Para Surfing.

O atleta Camilo Abdula atingiu a final do Mundial de Para Surfing, que decorre até dia 9 nos EUA, nomeadamente em Huntington Beach, no estado da Califórnia.

Entrando na competição hoje na primeira ronda da divisão Men-Stand 1, onde ficou em 4° lugar, atrás do francês Maxime Clarkin, e dos japoneses Shigo Kato e Suguru Nara ( por esta ordem).

Camilo Abdula obteve pontuação final de 6.46 depois de ter obtido 4.13 e 2.33.

“Um dia marcante para nós, com o Camilo [Abdula] a juntar-se à Marta [Paço] nas finais, mas com o sabor agridoce da eliminação do Afonso Faria. No entanto, tenho de elogiar este jovem pelo seu espírito e alegria que traz à equipa e assinalar a evolução que teve desde o ano passado. Seguramente veremos muito mais do Afonso nestes palcos”, realçou João Aranha, presidente da Federação Portuguesa de Surf.

Marta Paço vence primeiro “heat” no Mundial de Parasurf.

A tricampeã do mundo Marta Paço estreou-se na nona edição do Mundial ISA de Para Surfing, que decorre até sábado em Huntington Beach, na Califórnia.

Na icónica praia californiana, a atleta vianense liderou o primeiro “heat”, com 10,5 pontos, com mais 5,07 pontos que a segunda classificada, a espanhola Carmen Lopez.

A jovem atleta de Outeiro, que integra a comitiva lusa com Camilo Abdula e Afonso Faria, espera alcançar mais uma medalha no ISA World Para Surfing Championship.

“Marta Paço e Afonso Faria em grande plano no ISA World Para Surfing Championship ontem, com Afonso a passar à ronda 3 e Marta a liderar a sua bateria rumo à final das medalhas”, congratula-se a Federação Portuguesa de Surf.

Memorando de entendimento entre os Portos de Sines, Roterdão e Duisport.

Hoje será a assinatura de Memorando de Entendimento entre os
Portos de Sines, Roterdão e Duisport e a empresa Madoqua.

O Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto
Luz, preside à cerimónia de assinatura do Memorando de Entendimento entre os
portos de Sines, Roterdão, Duisport e a empresa Madoqua, documento que prevê o
desenvolvimento de um Corredor Verde para o transporte de combustíveis limpos,
que ligará, por via marítima, os portos de Sines, Roterdão e Duisport.

A assinatura do Memorando realiza-se hoje, às 12H00, no
Centro de Negócios da ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines, da AICEP
Global Parques.

Maersk não espera voltar ao Canal do Suez em 2025.

O 2° maior armador do mundo, a dinamarquesa Maersk espera que a forte procura no transporte marítimo em todo o mundo continue nos próximos meses, embora não espera retomar a navegação pelo Canal de Suez até “em 2025”. 

Os ataques a navios no Mar Vermelho por militantes Houthi alinhados com o Irão perturbaram uma rota marítima vital para o comércio leste-oeste, com o reencaminhamento prolongado de carregamentos a aumentar as taxas de frete e a causar congestionamento nos portos asiáticos e europeus. 

“Não há sinais de abrandamento e não é seguro para os nossos navios ou pessoal irem para lá… A nossa expectativa neste momento é que isso dure até 2025”, disse o presidente-executivo, Vincent Clerc, aos jornalistas. 

A Maersk, considerada um barómetro do comércio mundial, tinha afirmado em meados de Janeiro que estava a desviar todos os navios porta-contentores das rotas do Mar Vermelho em torno do Cabo da Boa Esperança, em África, num futuro próximo. A empresa afirmou na passada quinta-feira que viu uma forte procura no 3° trimestre, especialmente impulsionada pelas exportações da China e do Sudeste Asiático. Clerc disse não ver sinais de desaceleração nos volumes provenientes da Europa ou da América do Norte nos próximos meses. 

A Maersk também confirmou lucros preliminares robustos do 3° trimestre, impulsionados pelas altas taxas de frete, e também elevou as suas previsões para o ano inteiro, citando a procura sólida e a interrupção contínua do transporte marítimo no Mar Vermelho.

EUA: O que pode suceder com a eleição de Trump ou Kamala ?

No momento em que publicamos este artigo, milhões de eleitores norte-americanos já começaram a fazer a sua escolha democrática através do seu voto, para escolher aquele que irá ser o próximo(a) Presidente dos Estados Unidos da América, uma das maiores economias globais.

Qual irá ser o impacto da escolha feita na indústria do Shipping? Recentemente os EUA saíram braço de ferro com os estivadores, que durou três dias, mas que ainda pode causar dores de cabeça no próximo ano, tendo existido devido a esta disputa, umadisrupção nas cadeias de abastecimento. 

Analisando os candidatos:

Donald Trump. 

Já foi Presidente entre 2016 – 2020, e durante esse período, existiu turbulência, principalmente devido à questão das tarifas e a disputa económica com a China. Relembremos que em 2018, os EUA impuseram tarifas nas mercadorias oriundas da China, tendo causado alterações na indústria do shipping. Que Trump é um proteccionista de primeira linha, não deve ser surpresa para ninguém, pois a sua visão é a de uma indústria americana forte, não dependente do exterior, e que deverá ser a economia americana a dar cartas no mundo global. Trump, numa antevisão de um possível segundo mandato, já afirmou que irá ter uma tarifa universal de 20%, sendo a tarifa para a China de 60%. Vietname e até a Índia irão provavelmente ser os players regionais asiáticos a ter em conta para tentar contornar a força chinesa.

Kamala Harris.

A ainda Vice-Presidente, que fez parte da Administração Biden, superou recentemente o conflito dos estivadores ( sem garantias de que o problema tenha passado de vez ). A Administração Biden preferiu sempre ter um posicionamento mais cauteloso e diplomático, ao invés de disputas económicas. O caminho Democrata muito provavelmente será o de subsidiar certos sectores da economia, para estimular a produção nacional, sem entrar em alterações radicais das tarifas. Esta visão poderá ser vista por outros países como “distorção do mercado”. Em relação a China, pese a falta de vontade de haver um conflito, significa que uma Administração Harris iria ter um  distanciamento em relação a Xangai. 

Visões diferentes sobre a mesma indústria. Seja qual for o impacto, o shipping tem tido as suas dificuldades não só devido às guerras na Ucrânia e Médio Oriente, também ao recuperar do passo após uma pandemia e taxas de inflação altas, o que irá obrigar o mercado a ter novamente de se adaptar a novas circunstâncias, venham elas de que lado forem.

Arqueologia Subaquática no Arade vai avançar antes das obras no Porto de Portimão.

As Câmaras de Portimão e Lagoa, em conjunto com o Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS), estão a preparar a candidatura “Musealização dos achados arqueológicos do fundo do Arade (arqueologia subaquática)” no âmbito do Programa Regional do Algarve 2030.

O aviso para a apresentação da candidatura, que foi publicado a 30 de Setembro, tem uma dotação disponível de 2 milhões de euros, financiada a 60% pelo FEDER, correspondendo a um total de 3,3 milhões de euros de investimento.