Submarino português em missão da NATO no Mediterrâneo em Setembro

No verão do ano passado, o submarino “Arpão” participou durante três meses, e pela primeira vez, na missão da Força Naval Permanente da NATO na zona do Mediterrâneo

Portugal vai participar com um submarino da Marinha na missão naval de segurança da NATO no Mar Mediterrâneo, entre 9 e 21 de Setembro  confirmou à agência Lusa fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).
Durante o período de participação na missão “Active Endeavour”, o submarino português deverá estar sob a alçada do Comandante Supremo das Forças da Aliança Atlântica na Europa (SACEUR, em inglês).
No verão do ano passado, o submarino “Arpão” participou durante três meses, e pela primeira vez, na missão da Força Naval Permanente da NATO na zona do Mediterrâneo.


Fonte: Ionline

Divulgação: Passeio da SPEA em parceria com a Marlin Boat Tours.

Saída pelágica ao largo do Cabo Raso no passado fim de semana, com surpresas | No passado dia 30 de Junho de 2013 teve lugar mais uma saída pelágica organizada pela SPEA em parceria com a empresa Marlin Boat Tours. Às 5h da manhã o veleiro MoonFleet deixou a Marina de Oeiras. Passadas 3 horas de navegação foi largado o primeiro chum (isco para atrair aves marinhas), a cerca de 25 milhas do Cabo Raso. Apesar da fraca ocorrência de aves marinhas, a visita foi presenteada com a observação de 6 Baleias comuns.

Observaram-se as seguintes espécies de aves:
11 Cagarra (Calonectris diomedea)
15 Alcatraz (Morus bassanus)
1 Moleiro (Stercorarius skua)
3 Andorinhão preto (Apus apus)
12 Pardela-balear (Puffinus mauretanicus)

E cetáceos:
6 Baleia comum (Balaenoptera physalus)
24 Golfinho comum (Delphinus delphis)

Inscreva-se nas próximas: dia 28 de julho (censos de barco) bit.ly/1aJYDwm ou no dia 21 de setembro (viagem pelágica) bit.ly/14XYAGU

Antártida: Encontradas mais de 3500 formas de vida situada sob quase 4 km de gelo

Foram encontradas mais de 3500 formas de vida num lago localizado na Antártida sob uma camada de gelo de quase 4 km de espessura. São seres microscópicos, na sua maioria bactérias, semelhantes aos que ocorrem em lagos e oceanos.
Estes são os resultados do estudo levado a cabo por investigadores da Bowling Green State University (Ohio, EUA) no lago Vostok, que foram agora publicados na revista de acesso livrePLoS ONE.

O Lago Vostok é o sétimo maior lago do mundo e o quarto mais profundo, explicam os investigadores no artigo. Por estar debaixo de um glaciar, constitui também o maior lago subglacial conhecido.

Devido à sua localização apresenta condições ambientais extremas: não lhe chega a luz solar, existem poucos nutrientes, a pressão é elevada devido ao gelo que está por cima e é extremamente frio (foi medida na zona a temperatura mais baixa do mundo, 89,2 graus negativos).

Deste modo, a existência de tantas formas de vida num ambiente tão hostil, surpreendeu os investigadores, como revela Scott Rogers, que assina o artigo em último lugar:

“Encontrou-se uma complexidade muito maior do que alguém alguma vez pensou, demonstrado a tenacidade da vida, e como os organismos podem sobreviver em lugares onde, há duas décadas, se pensava que não poderiam sobreviver”.

Por outro lado, o facto de se encontrarem espécies comuns em ambientes aquáticos semelhantes, também foi um resultado inesperado.

Com efeito, os cientistas estavam à espera de encontrar espécies adaptadas às condições ambientais hostis e muito diferentes das que ocorrem em outros habitats aquáticos, fruto da evolução em isolamento ao longo dos últimos 15 milhões de anos.

Os autores do artigo sugerem assim que as formas de vida do lago Vostok constituem uma herança do tempo em que a Antártida apresentava um clima temperado, há 35 milhões de anos, e o lago possuía uma ligação a outras massas de água.
Fonte: Naturlink

Brasileiro ameaça recorde de Garrett McNamara



O brasileiro Carlos Burle, bicampeão do circuito mundial de ondas grandes, está confiante de que bateu o recorde da maior onda alguma vez surfada, que pertence ao havaiano Garrett McNamara.


Burle, de 45 anos, apanhou uma onda gigante no Chile e acredita que esta será ligeiramente maior do que a de McNamara em 2011 na Praia do Norte, na Nazaré.


“Foi talvez a maior onda que já surfei. Se colocarmos as fotos lado a lado, acredito que esta onda não fique a dever em nada à onda do Garrett McNamara, que é a atual recordista. Estava a monitorizar a previsão do mar e sabia que ia estar grande, mas não esperava tanto. Posso dizer que foram algumas das maiores ondas que já surfei na minha vida”, afirmou o surfista brasileiro nas redes sociais.


O atual recorde da maior onda surfada está nos 23,7 metros, segundo o livro do Guiness, e Burle estima que a sua onda tenha mais de 24 metros. Este ano McNamara terá mesmo apanhado uma onda maior, novamente na Nazaré, mas a medição nunca chegou a ser oficializada, por desistência do havaiano.


Resta agora esperar pela confirmação do tamanho desta nova onda para perceber se Burle vai conseguir tirar a Nazaré e Garrett McNamara do livro dos recordes.

Fonte: Record

Surfista perde consciência depois de choque com baleia

Um surfista australiano ficou inconsciente ao embater na cauda de uma baleia, na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, informaram hoje os serviços de emergência locais.

De acordo com estas fontes, citadas pela agência AFP, várias baleias estavam ao largo da praia quando uma atingiu um surfista com a sua cauda. «Ele ficou inconsciente durante alguns instantes», disse um porta-voz dos serviços de socorro, acrescentando que a vítima foi acudida imediatamente por outros surfistas.

Apesar de se queixar de dores no lado direito do seu corpo, o surfista foi transportado para um hospital e está estável. Uma testemunha disse à estação televisiva «ABC» que a baleia era «do tamanho de um autocarro», calculando que a que atingiu o surfista, fazendo a sua prancha saltar da água, tivesse «cerca de 40 pés [aproximadamente 12 metros]».

Fonte: IOL

Recifes artificiais na Nazaré já servem de casa aos peixes



Colocado em Setembro de 2009, os recifes artificiais ao largo da Nazaré abrigam já várias comunidades de diferentes espécies de peixes. De acordo com a autarquia nazarena, “a mais recente monitorização efectuada revelou uma rápida colonização deste sistema colocado no fundo do mar, totalmente submerso”, entre a foz do Rio Alcoa e a Praia do Salgado, a uma profundidade que pode chegar aos 23 metros.
Esta é uma iniciativa pioneira na costa ocidental portuguesa, promovida pela Câmara da Nazaré, Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR) e Instituto Politécnico de Leiria, no âmbito do projecto Viver o Mar, com vista a aumentar a produção biológica e a diversificação das espécies piscícolas. Dizem os estudos científicos que a maturação do sistema ocorrerá em cerca de oito anos.
O sistema de recifes artificiais, que imita algumas das características dos recifes artificiais, foi a solução encontrada para contornar a diminuição dos recursos pesqueiros provocava pela sobre-exploração e dar resposta à diversidade de artes de pesca e à “baixa selectividade muitas vezes associada a esta actividade”, refere a Câmara da Nazaré em comunicado.


Fonte: Gazeta das Caldas

Nigel investe 3 milhões em Peniche para responder às exportações

A fábrica de congelação e transformação de pescado Nigel, de Peniche, anunciou hoje um investimento de três milhões de euros na remodelação total da unidade industrial para melhor responder às exigências do mercado externo.

“Foi uma recuperação total da fábrica para criarmos mais condições para responder às exigências do mercado externo”, afirmou o administrador José Augusto Nicolau à Lusa.  

As obras permitiram remodelar as áreas de transformação e de congelação do pescado, aumentando a capacidade de produção, embalamento e congelação, além de melhorarem as condições ambientais.  

A ampliação da zona de produção levou a empresa a contratar mais dez trabalhadores, elevando para 110 os postos de trabalho existentes.  

O investimento englobou também a construção de uma estação de tratamento de águas residuais.

O administrador adiantou que este ano a empresa regista um aumento de 22% nas vendas, devendo aumentar o volume de exportações e chegar a Dezembro com 13 milhões de euros facturados.  

Em 2012, a Nigel facturou 10,7 milhões de euros e exportou metade da sua produção sobretudo para França, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, Chipre, África do Sul, China e Austrália.

A indústria transforma diversas espécies de peixe e marisco e também legumes, criando novos produtos congelados não só pré-cozinhados como também refeições prontas ultracongeladas.  

A empresa, que detém 25% do capital e a presidência da administração da fábrica de gelo de Peniche, Digelo, revelou ainda um investimento de 800 mil euros nessas instalações, com vista ao aumento da capacidade de armazenamento de gelo de 20 para 53 toneladas diárias.

Fonte: Dinheiro Digital com Lusa

Porto de Lisboa cresceu 3,2% no mês de junho



O porto de Lisboa registou um crescimento de 3,2 por cento na carga movimentada no mês de Junho  relativamente ao período homólogo de 2012.

Este aumento deveu-se ao “forte contributo dos granéis sólidos”, que tiveram uma subida mensal de 16,4 por cento face ao mesmo período do ano anterior. O porto de Lisboa refere ainda que este segmento de mercado, à excepção dos últimos dois meses, tem registado aumentos significativos, nomeadamente no mês de Fevereiro, quando se movimentaram mais 32 por cento deste tipo de mercadorias. “Esta evolução positiva faz perspectivar um bom ano de 2013 neste tipo de tráfego, estratégico no porto de Lisboa”, adianta a Administração do Porto de Lisboa. No total deste semestre, já foram movimentados, no porto, mais de seis milhões de toneladas de mercadorias, o que corresponde a um volume de 40 por cento de embarques/exportações.


Fonte: Laura Melgão. / Transportes em Revista.

Um elogio à fataça, à sardinha e a outros peixes portugueses

O valor económico da pesca e as tradições culinárias tendo por base os produtos do mar nacional, que ainda resistem, foram algumas das abordagens a 28 de Junho na tertúlia «A Gastronomia e a Pesca». O encontro, no Centro das Artes Culinárias (Mercado de Santa Clara), recordou a importância da fataça e da sardinha nos comeres portugueses.

No mês em que a sardinha é rainha de Norte a Sul do país, esta tertúlia juntou no Mercado de Santa Clara vários intervenientes do sector da pesca, que reflectiram sobre a importância da gastronomia associada àquele peixe.
Sasha Lima, do Centro das Artes Culinárias, foi a primeira convidada oradora a falar sobre o tema, tendo aproveitado a exposição patente actualmente naquele espaço – «Comeres Nómadas – Práticas e Objectos», para se referir à forma como no século XX a fataça (ou tainha, como é também designada) «era muito utilizada na cozinha e economia avieiras. Estes nómadas do rio, que partiram da Praia da Vieira para as margens do Tejo tinham uma gastronomia muito particular, e no caso da fataça, cozinhavam-na na telha, sendo preparada segundo os usos dos pescadores locais. Colocavam a tainha envolta em massa de pão para não deixar escorrer a gordura do peixe», pormenoriza a responsável.
Sasha Lima recordou esta receita avieira para salientar a importância do peixe do rio na gastronomia tradicional portuguesa, algo, sustentou, «que se foi abandonando e quase se perdeu». «Estamos num território de rios e temos uma relação com eles histórica, relação esta que tem morrido aos poucos. No fundo é a mesma coisa que dizer que temos rios mudos», critica, acrescentando que «não damos valor a estas riquezas gastronómicas ribeirinha».
A par da fataça, a responsável do Centro das Artes Culinárias, lembrou ainda outra tradição como a sardinha assada no enguiço (muito típica no norte do país, sobretudo da Póvoa de Varzim), e que «basicamente era confeccionada num enguiço (ou pedra). Uma receita em que se dispunham as sardinhas sobre o enguiço e acendia-se a pedra nos seus quatro lados. E é impressionante em como as sardinhas assam enquanto a caruma queima, deixando-as pretas mas não queimadas. O sabor é único».
Por tudo isto Sasha Lima apelou ao público presente no evento que «olhe cada vez mais para a importância do consumo de peixe e da riqueza que este traz à gastronomia tradicional».
«Mais-valia do pescado para a economia»:
Já Maria Leonor Nunes, da Divisão de Aquacultura e Valorização/Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), realçou «a importância da pesca na nossa alimentação» mas também a tradição do consumo de peixe em Portugal e «a mais-valia que o pescado acrescenta à economia. Sinal disso é o facto, por exemplo, de o atum ter sido determinante no Algarve, a sardinha no Norte, tendo isso levado, no século passado e anteriores, ao desenvolvimento económico destas zonas do país», sublinhou.
A responsável lembrou igualmente a importância da indústria conserveira no país. «Chegámos a ter, em Portugal, 350 fábricas de conservas de peixe, e recordo que, por exemplo, fomos fornecedores de conservas de sardinha na I e II guerras mundiais». Por tudo isto, Maria Leonor Nunes vincou a ideia «da diversidade de pescado que temos» e a «capacidade única de ter uma gastronomia rica».
«Nem sempre nos lembramos mas a verdade é que o peixe é o único produto a conter Ómega 3 no seu estado natural, além de conter minerais como o iodo e proteínas facilmente digeridas. O peixe é também um excelente produto na prevenção de doenças cardiovasculares, por isso, pelo menos duas vezes por semana devíamos ter pescado à mesa», afirma.
Seguiu-se Ana Paula Queiroga, da Fileira do Pescado, que, referiu, por seu turno, que, nestes tempos de crise económica, e ao contrário do que se possa pensar, é possível fazer refeições de peixe extremamente ricas, e a baratas».
E deu o exemplo da cavala, «uma espécie de valor comercial baixo, pouco consumida, tida como pobre, mas que tem um valor nutricional elevadíssimo». «A Fileira do Pescado tem tentado potenciar não só o seu valor económico mas divulga-lo pelas excelentes propriedades que possui».
«Benefícios para a saúde»:
Ana Paula Queiroga disse ainda que é «fundamental perceber outro lado da questão que associa a pesca à gastronomia» e que tem que ver com a componente da sustentabilidade. «Consumir peixe tem, obviamente, efeitos benéficos para a saúde, mas é preciso não esquecer que os recursos não são ilimitados. Por isso, é importante que o consumidor final saiba que as artes da pesca não têm todas o mesmo impacto ambiental. Pescar através da pesca do arrasto, anzol ou cerco é falar de coisas completamente diferentes do ponto de vista dos recursos», acrescentou, lembrando que é «muito importante que o consumidor final tenha acesso a este tipo de informação no acto da compra».
O último orador desta tertúlia foi Henrique Vaz Pato, gerente de um espaço comercial – Sol e Pesca – que funciona como bar/loja de conservas, na zona do Cais do Sodré, e que falou da sua experiência de três anos nesta área. Para Henrique, «não há muitos produtos como as conservas portuguesas» e através da sardinha, do atum, da cavala, do polvo, da enguia e outros produtos do mar, tenta «ressuscita» no Sol e Pesca «uma tradição gastronómica nacional antiga» ao mesmo tempo que «valorizamos os produtos da forma mais simples possível».
O responsável, que lançou também um livro de receitas tradicionais, salientou que para que a pesca possa «dar as mãos com sucesso à gastronomia é fundamental dois objectivos: contribuir no consumo e na produção para a diversidade».
Depois da tertúlia, que decorreu ao final do dia, realizou-se uma degustação de pratos confeccionados à base de pescado, como cavala, lapas e peixe-pica (ou peixe-agulha).
Recorde-se que o encontro «A Gastronomia e a Pesca» decorreu no âmbito do ciclo de tertúlias sobre a Pesca que resultam de uma parceria entre a Sciaena – Associação Ciências Marinhas e Cooperação (Sciaena) e a Liga para a Para a Protecção da Natureza (LPN).
Os debates, de entrada gratuita, realizam-se no final de cada mês (excepto em Julho e Agosto), estando subordinados a diferentes temáticas.
A primeira conversa realizou-se a 31 de Janeiro e debateu a «Fiscalização, controlo e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada», sendo que a 28 de Fevereiro o debate centrou-se nas «Dimensões socioculturais da pesca».
«O emprego e a pesca» (30 de Maio), «A gastronomia e a pesca» (27 de Junho), «A pesca lúdica» (26 de Setembro), «Modelos de comercialização dos produtos da pesca e aquacultura» (31 de Outubro), «O papel da ciência nas pescas» (28 de Novembro), «Uma visão estratégica para as pescas nacionais» (19 de Dezembro) completam este ciclo de tertúlias.
Fonte: Café Portugal.

ONG gera renda e retira chinelos abandonados do oceano.


Para quem não sabe, os chinelos são um dos maiores poluidores dos oceanos. Muitas pessoas vão as praias, por exemplo e esquece os calçados, que geralmente têm como matéria-prima o plástico – o qual demora aproximadamente 100 anos para se decompor na atmosfera. 
Contudo, uma Organização não Governamental do Quénia, está procurando minimizar o efeito degradante deste material. Eles retiram os chinelos (matéria-prima) do Oceano Pacífico – no qual existe uma gigante ilha flutuante, feita de chinelos, que são esquecidos por frequentadores.
Essa organização queniana tem aproximadamente 100 funcionários e já retirou cerca de 400 toneladas de lixo desta ilha, transformando-a em brinquedos, peças decorativas entre outros produtos – gerando renda e emprego.
Fonte: DM