Exportações diminuem 4,6% em Julho

Os dados do INE, divulgados esta sexta-feira, mostram que as exportações nacionais caíram 4,6% e as importações 7,2% durante o mês de Julho, quando comparadas com o mesmo mês de 2015. Os dados mostram ainda que os as exportações para países fora da UE foram as que mais contribuíram para a redução global verificada. 

Assim, as exportações diminuíram 39,9% para Angola, 22,6% para os Estados Unidos e 29,6% para a China. Já as nas importações, Espanha foi o país que mais contribuiu para a redução global, com uma variação homóloga de -5,7%, sendo de salientar ainda as quedas de Angola (-54,7%) e dos Estados Unidos (-23,4%).

No conjunto de importações e exportações, o défice da balança comercial de bens diminuiu 174 milhões de euros para os 557 milhões de euros. Excluindo os combustíveis e lubrificantes, reduziu-se em 13 milhões de euros, situando-se nos 353 milhões de euros.

Já no trimestre terminado em Julho de 2016, as exportações de bens caíram 2,3% e as importações de bens diminuíram 3,9%, em termos homólogos (respectivamente -1,5% e -3,4% no segundo trimestre de 2016).

O INE lembra que desde meados de 2015, as exportações e importações, excluindo os combustíveis e lubrificantes, “têm registado taxas de variação superiores às da totalidade das exportações e importações”, diferencial de evolução que “reflecte em larga medida o impacto da redução dos preços dos combustíveis e lubrificantes”.

O INE disponibilizou também os resultados provisórios de 2015, sendo que os definitivos serão conhecidos em maio de 2017. Os resultados provisórios do comércio internacional face aos definitivos de 2014 mostram que as exportações terão subido 3,7%, assim como as importações terão aumentado 2,2%.

Mónaco vai crescer sobre o Mar

O Mónaco, que nos últimos 150 anos conquistou 40 hectares ao mar, está agora em vias de ganhar outros seis. Em causa está o projecto de construção do bairro de Le Portier, no valor de dois mil milhões de euros, que visa acolher o cada vez maior número de residentes no principado. Por ano chegam 600 novas pessoas para viver ali.
O projecto, apoiado pelo Governo do Mónaco, será no entanto financiado totalmente por construtores privados, que esperam recuperar o investimento através da venda de 60 mil metros quadrados em imóveis de luxo. Um dos arquitectos envolvidos é Renzo Piano, sendo responsável pelo edifício à entrada da nova marina.

E como é possível construir no mar?

As obras deverão arrancar até ao final de 2016 e estar concluídas até 2020. A primeira fase, tal como conta o Euronews, consiste em deslocar as espécies marinhas protegidas para reservas naturais, sendo que a área de construção será isolada por uma barreira protectora, para minimizar o impacto da empreitada no ecossistema.
O leito rochoso, indica ainda, será limpo para acolher os taludes onde repousam blocos de betão armado que contêm a extensão. O paredão será estruturado de forma a reocupar o local com vida marinha. No interior do muro de protecção, será colocada areia para sustentar a península artificial. Concluída essa etapa, poderá começar o processo de urbanização do bairro, onde o mar vai garantir 40% das necessidades energéticas.
“Não há muitos países no mundo que possam alargar o seu território sem provocar uma guerra. O Mónaco necessita de uma nova extensão porque está limitado a uma área de dois quilómetros quadrados. As construções subterrâneas e em altura não são suficientes para dar uma resposta à necessidade de alojamento das pessoas que vêm instalar-se aqui”, declara Michel Roger, ministro de Estado do Mónaco.
Fonte: Idealista

Água do mar a 26º C aproxima tubarões das praias

Subida
da temperatura da água está a atrair mais tubarões à costa. Mas
não são um grande perigo: só procuram peixes e plâncton

Que
a costa portuguesa é abastada de tubarões já não é propriamente
novidade. Serão mais de 30 as espécies que “moram” lá
para alto-mar, a um mínimo de dez quilómetros dos areais. Mas este
verão aconteceu algo invulgar. A temperatura da água subiu para
valores recordes, a rondar os 25 a 26 graus, tendo atraído o mais
famoso dos predadores – que até Spielberg celebrizou no cinema –
para próximo das praias. Mas não há razão para medo. Os
especialistas garantem que os tubarões que por cá temos só andam
atrás de novos cardumes e não representam perigo para os humanos. É
que chegaram peixes invulgares por estas paragens, que este ano se
deixaram convencer pela água quente. Quando arrefecer voltarão ao
Mediterrâneo.
O
avistamento de um tubarão-martelo de 2,5 metros, filmado esta semana
por um grupo de pescadores na zona da Comporta, ao largo de Setúbal,
é um dos mais curiosos, enquanto dois pescadores foram mordidos. Um
ao largo de Peniche, tendo sido resgatado de urgência pela Marinha
na quarta-feira, e um outro camarada também sofreu uma dentada a 26
de 
Julho ao largo da Póvoa de Varzim. Ambos estariam a manusear o
peixe preso nas redes. Mas há mais testemunhos de quem também foi
surpreendido por tubarão-frade ou tintureira, conhecido por
tubarão-azul, o mais comum em Portugal.

Que
o diga Paulo Martins, pescador da Costa de Caparica, cujas redes de
arte xávega têm trazido tintureiras como nunca. “Têm meio
metro e é preciso ter cuidado quando as estamos a manusear, porque
podem morder para tentarem fugir”, revela, recorrendo à
experiência de anos para garantir que as águas mais quentes estão
a trazer novas espécies e a afastar outras.
“A
sardinha e o carapau quase não existiram este verão”, diz,
revelando que há dias apanhou um lírio com 24 quilos que vendeu em
lota por 180 euros, depois de estar tentado a devolver o exemplar ao
mar antes de conhecer o seu valor. Desconfia que terá sido o
primeiro pescador da zona a capturar esta espécie mais comum nos
Açores. “Mas ainda agora fiz nova captura e apanhei seis
palmetas, o que também era raro”, insiste.
É
no encalço das novas espécies que os tubarões se aproximam das
praias, como confirma o diretor do Departamento de Educação do
Zoomarine, João Neves. “É um fenómeno igual ao dos golfinhos
que também têm registado mais avistamentos nas praias, porque andam
à procura de outros peixes junto à costa”, compara,
acrescentando que o risco para os banhistas é “zero”.
Recorre
às estatísticas para assegurar que Portugal não tem registos
objetivos de ataques de tubarão, admitindo que algum animal possa
morder um pescador no momento em que está a ser “manipulado”,
considerando que isso é apenas o instinto de sobrevivência para
tentar escapar. “Nós não somos comida para eles e até fogem
quando nos veem”, insiste o especialista, admitindo que se o
aquecimento global elevar a temperatura da água do mar para valores
próximos aos deste ano é possível que os tubarões apareçam com
mais frequência. “Uns alimentam-se no fundo e outros mais à
superfície. Talvez o tubarão-frade, que não tem dentes e come
plâncton, passe a ser mais visto”, diz.
Nuno
Moreira, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA),
confirma que as temperaturas este verão andaram acima do normal e
que as várias situações de levante no Algarve aqueceram o mar como
não havia memória, elevando a temperatura da água até às zonas
da Comporta e de Troia. “Não tivemos o arrefecimento típico de
verão com a chamada nortada.”

Fonte: DN

Peixe: O ouro do nosso Mar

Há quem diga que Portugal tem o melhor peixe do mundo. Embora não científica, a tese assenta em argumentos de peso: um mar com as condições ideais, uma costa heterogénea e uma gastronomia que sabe tratar o alimento.

No campeonato gastronómico, Portugal leva a taça na categoria peixe. Esta ideia começou a ganhar forma quando o famosíssimo chefe catalão Ferran Adrià anunciou que “Portugal tinha o melhor peixe do mundo”. Depois de alguma estranheza, o conceito foi-se entranhando, apoiado em fortes argumentos oferecidos pela biologia e pela meteorologia. “O nosso mar tem uma boa oxigenação, temperatura óptima para o crescimento e reprodução e excelente disponibilidade e qualidade do alimento”, enumera a bióloga e especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) Bárbara Serra Pereira. Na confluência das águas frias do norte e das quentes das regiões tropicais apanhamos com o melhor dos dois mundos. Além disso, temos ainda a agradecer ao fenómeno do afloramento costeiro, ou upwelling, que traz água mais fria às praias, mas que faz maravilhas pela vida marinha. Este movimento das águas, que resulta de uma combinação entre o vento e o movimento de rotação da Terra, arrasta as massas de água à superfície, afastando-as da costa, e uma subida de águas mais profundas, das camadas abaixo dos 200 metros. Esta renovação, que acontece nos meses de verão, transporta nutrientes à superfície, pequenos animais e vegetais, que vão sustentar toda a cadeia alimentar. 
Uma costa muito variada permite-nos ter uma grande riqueza de animais – sardinhas a norte e linguados ao centro – exemplifica a investigadora do IPMA. Só nos Açores, haverá 600 espécies de peixes diferentes.

FILETES: UM DESPERDÍCIO

O chefe Vítor Sobral não se coíbe de traçar elogios ao ingrediente de eleição no seu restaurante Peixaria da Esquina, em Lisboa. “Em Portugal existe com certeza dos melhores peixes do mundo. Uma matéria-prima fantástica, que inclui os mais raros e os mais comuns. Além disso, temos formas muito peculiares de cozinhar”, sublinha. “Há pratos de peixe para ricos, para pobres, de interior e de litoral. Um receituário incrível. Grelhados, fervidos, arrozes”, salienta.
Na gastronomia portuguesa, o peixe ocupa grande destaque – estamos entre os maiores consumidores a nível mundial, algures entre o terceiro e o quarto lugar. Mas é preciso que não se perca todo este património, alerta a crítica gastronómica e autora do livro O Melhor Peixe do Mundo (Assírio & Alvim), Fátima Moura. “Os nossos peixes são saborosos – alimentam-se de coisas boas, como camarões e amêijoas – temos boas lotas e uma boa distribuição”, reforça. “Servimos o peixe inteiro, que é coisa que não se vê no resto da Europa, onde vem tudo em filetes”. Mesmo assim, Fátima Moura lamenta que nas cozinhas portuguesas não se arrisque muito, fugindo às douradas, robalos e bacalhau. Aliás, a contabilidade das pescas isso o demonstra: 60% do que pescamos é sardinha, cavala e carapau. “Às vezes, as pessoas têm medo do peixe. Desperdiçam as cabeças, os fígados de tamboril, que são deliciosos”, nota. É com pesar que Rosa Cunha, peixeira no Mercado da Ribeira, em Lisboa, transforma um belo linguado num par de filetes. Ou que se desperdicem as cabeças do peixe. “Fazem uns caldos deliciosos”, ensina a dona da banca Rosanamar, que serve alguns dos principais chefes em Lisboa.

PEIXE DA ÉPOCA

Além de diversificar nas espécies, seria importante respeitar a sazonalidade. “A salema fora de época sabe a palha, no tempo próprio é deliciosa”, refere Fátima Moura. Para fomentar este consumo mais sustentado, que favorece a reposição dos stocks, a autora está a pensar num projecto de divulgação das épocas próprias de consumo de cada espécie.
E se não vai a bem, vai a mal. É muito provável que sejamos todos obrigados a diversificar, com a entrada em vigor de legislação europeia que proíbe atirar peixe fora. Em algumas pescarias, só 10% do que vem à rede é aproveitado. A partir de 2019, os pescadores serão obrigados a trazer tudo para terra, num esforço de poupança dos stocks.
Mesmo assim, a nossa pesca até é bastante sustentável, sobretudo se compararmos com a que se pratica na Ásia, ou até em Espanha e Marrocos aqui mais perto. “As nossas técnicas são relativamente artesanais. Respeitamos os habitats e as cotas estabelecidas”, defende a especialista do IPMA, organismo que tem a responsabilidade de inspeccionar os mares, monitorizando a pesca e avaliando a evolução das espécies. São os dados recolhidos por estes especialistas, em cruzeiros científicos e no acompanhamento do peixe desembarcado, que servem de base às, por vezes duras, negociações das cotas na Comissão Europeia.
E até na aquacultura, que é vista como obrigatória num mundo onde o apetite por peixe cresce de ano para ano, Portugal é um bom exemplo. Ao contrário do que acontece na Grécia, Turquia ou Ásia, grandes produtores, em que o regime adoptado é sobretudo o intensivo, em tanques com grande concentração de animais, no nosso país pratica-se sobretudo a aquacultura semi-intensiva, com aproveitamento de salinas abandonadas. Neste sistema, há mais espaço para os peixes nadarem, o que dá origem a animais mais musculados e saborosos. Num sinal claro de que esta é uma aposta do Governo, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, anunciou esta semana um novo pacote de medidas para o sector, com financiamento público de 80 milhões de euros. Objectivo: duplicar a produção nacional até 2020 e reduzir as importações. Foi ainda apresentado um novo regime de licenciamento das explorações, reduzindo de nove para apenas uma entidade – um pedido antigo da Associação Portuguesa de Aquacultura. Para que não nos falte à mesa o melhor do mundo.

Como saber se o peixe é bom

Olhos – Devem ser brilhantes e salientes 

Pele – Firme e húmida. Quando comprimida, deve regressar à posição inicial. Se a marca do dedo permanecer é porque já não está fresco 

Guelras – Brilhantes, de cor rosa ou vermelho intenso 

Escamas – Brilhantes, unidas entre si, bem agarradas à pele

Rota gastronómica

Se há quem viaje só para beber um bom vinho, porque não há de haver quem faça quilómetros, por terra ou por ar para se deliciar com um peixe bem cozinhado. Portugal figura de proa é um projecto da Associação Portuguesa de Turismo de Culinária e Economia (Aptece) que quer tornar o peixe, de mar e de rio, num pretexto para portugueses e estrangeiros conhecerem o País. Para isso, será feito um guia em papel e numa aplicação, que funcionará como um roteiro gastronómico, com itinerários onde se indica o que comer, em que altura, e o que fazer na região. Eventos como os festivais da lampreia ou do achigã ou a sugestão de uma visita ao museu do bacalhau, em Ílhavo, são um exemplo do género de informação também disponível. A apresentação do guia, dedicado ao Norte, Centro e Alentejo, vai decorrer, em Londres, no restaurante Taberna do Mercado, do chefe português Nuno Mendes.
Fonte: Visão 

Baleia chega a Lisboa arrastada por navio de carga

O barco, que vinha de Marrocos para Lisboa, trazia uma baleia morta presa na proa. O animal só será retirado de dentro de água amanhã.

Um cargueiro que atracou no passado domingo de manhã em Lisboa trazia, preso na proa, uma baleia morta, noticiou a SIC Notícias. O corpo da baleia será retirado da água e incinerado.
O animal, que terá entre 12 e 15 metros, foi entretanto rebocado desde a Doca de Alcântara, onde atracou o navio de carga, até junto do Centro de Coordenação e Controlo de Tráfego Marítimo do Porto de Lisboa, em Algés.
O barco era proveniente de Marrocos e tinha como destino Lisboa. No caminho percorrido passou por uma zona que é normalmente usada pelas baleias que procuram alimento.
Marina Sequeira, técnica do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, disse à SIC Notícias que se pode tratar de uma baleia-comum – uma espécie ameaçada, que foi alvo de caça intensiva durante muitos anos e que ainda não conseguiu recuperar o número de indivíduos.
Mas só será possível confirmar a que espécie pertence na segunda-feira, depois de o animal ser retirado da água. Nessa altura serão também recolhidas algumas amostras para análise e de seguida a baleia será encaminhada para incineração.
Fonte: Observador


Viagem histórica. O primeiro grande navio a cruzar o Ártico

As
alterações climáticas abriram a Passagem do Noroeste e um grande
cruzeiro com cerca de 1700 pessoas a bordo já se fez ao mar… e aos
gelos. Há muitos críticos deste novo luxo 
Já
atravessaram o estreito de Bering, e no último fim de semana
acostaram a Ulukhaktok. Esta pequena aldeia de Nunavut de 400
habitantes, no Alasca canadiano, marca, justamente, o início da
etapa mais ansiada – e também mais perigosa – da viagem do Crystal
Serenity, o primeiro grande navio de cruzeiros, com 13 andares e
capacidade para 1700 pessoas (incluindo mais de 650 tripulantes), que
se aventura no oceano Ártico através da rota Northwest Passage (a
Passagem do Noroeste), antes só acessível a quebra-gelos e navios
mais pequenos. 
A
nova rota é uma consequência do degelo oceânico naquela região
polar, causado pelas alterações climáticas. Mas esta viagem de
estreia do Crystal Serenity é tudo menos pacífica. 
Meticulosamente
preparado ao longo de três anos, o cruzeiro largou de Anchorage, no
Alasca, no dia 17 de agosto e tem chegada prevista a Nova Iorque, do
lado oposto da América do Norte, a 17 de setembro, depois de
atravessar todo o Ártico, tocar a Gronelândia, Boston e Newport, em
Rhode Island. Mas a etapa crucial, afinal o principal destino
deste cruzeiro que prometeu aos seus quase mil passageiros
avistamentos de ursos-polares, de morsas e de baleias, é a da
travessia da Passagem do Noroeste, que está agora a iniciar-se e
onde os perigos, sob a forma de gelos submersos ou eventuais
tempestades, são uma possibilidade muito real. Por mais seguro que o
Crystal Serenity seja, não é um navio construído com o objetivo de
fazer face aos gelos do Ártico. 
Por
isso, a preparação da viagem levou cerca de três anos e a empresa
proprietária do navio apostou tudo na segurança, incluindo no
aluguer de um pequeno quebra-gelos equipado com dois helicópteros,
que acompanha a navegação do princípio ao fim, para o que der e
vier. 
Há,
no entanto, quem critique a decisão de fazer este cruzeiro por
motivos de segurança, como o antigo comandante da marinha de costa
Robert Papp, 
actual representante especial dos Estados Unidos para o
Ártico, que à Radio Canada International (RCI) se mostrou
preocupado em relação à capacidade real de 
reacção a um acidente
com um navio que transporta 1500 passageiros, numa zona onde o
socorro é dificultado pelas suas condições extremas. 
E,
se a segurança é uma questão, não é a única. Na outra face da
moeda estão os problemas ambientais e o impacto que uma travessia
deste género pode causar numa região do planeta que até agora tem
estado salvaguardada das intromissões humanas pelas duras condições
que a caracterizam. Que impacto terá na vida selvagem local,
perguntam-se ambientalistas e cientistas, preocupados não apenas com
esta viagem em concreto, mas com as portas que ela pode abrir a
cruzeiros regulares na região. Está previsto, aliás, que o Crystal
Serenity repita o cruzeiro no verão de 2017. 
Um
dos cientistas que colocam a questão é Michael Byers, investigador
no Ártico e professor na Universidade de British Columbia. “Quando
penso na possibilidade de dezenas de grandes navios de cruzeiro virem
a atravessar o Ártico canadiano todos os verões, fico preocupado”,
afirmou à RCI. “Preocupo-me, por exemplo, com o impacto de um
eventual derramamento de combustível, ou com os efeitos do ruído do
navio nos mamíferos marinhos, como as morsas ou as baleias”,
sublinha, notando que os benefícios económicos deste tipo de
cruzeiros para pequenas comunidades humanas locais não são
relevantes. 
Outra
voz que se fez ouvir foi a da WWF, através de Elena Agarkova. Aquela
dirigente ambientalista analisou os possíveis impactos da viagem e
explica que o navio está obrigado, por exemplo, a fazer os seus
despejos de águas residuais a pelo menos 12 milhas náuticas ao
largo da costa, para evitar a poluição nas comunidades costeiras.
No entanto, afirma Agarkova, citada no jornal online irlandês The
Journal, “esta viagem é simbólica das mudanças rápidas no
Ártico, e não dispomos hoje dos regulamentos necessários para
reduzir os riscos [deste tipo de atividade] para a vida selvagem e as
comunidades humanas na região, nem a capacidade necessária para
responder a um eventual acidente”. 
Menos
preocupados estarão os cerca de mil passageiros a bordo, que pagaram
entre 18 mil euros e 153 mil euros por cabeça, mais um seguro
obrigatório de 45 mil euros para poderem participar nesta viagem
inaugural. “Os bilhetes esgotaram em 48 horas”, assegurou o
comandante do navio, o norueguês Birger Vorland, ao canal local KTVA
Alaska. Também para este homem do mar, que há três décadas
comanda navios de cruzeiro, esta é uma viagem muito especial, um
pouco como um tributo ao seu pioneiro compatriota, Roald Amundsen, o
primeiro que fez esta travessia, entre 1903 e 1906. Mas, nota, “nós
vamos fazê-la em 32 dias e com muito mais conforto”. 
Fonte: DN

Mike Stewart disputa campeonato do mundo de bodyboard em Viana

Mike Stewart, um dos criadores do bodyboard está entre os cerca de 80 atletas que vão disputar, de 21 a 25 deste mês, em Viana do Castelo a sexta etapa do campeonato mundial da modalidade, revelou a organização.
“É uma referência, uma figura lendária da modalidade que nos orgulha muito ter em Viana do Castelo”, afirmou esta quinta-feira o presidente do Surf Clube de Viana do Castelo (SCV), João Zamith.
O responsável, que falava em conferência de imprensa no Centro de Alto Rendimento durante a apresentação da prova, sublinhou que Viana do Castelo tem “responsabilidades históricas” no desenvolvimento do bodyboard uma vez que, “em 1994, o SCV conseguiu trazer a prova para a cidade realizando-se, pela primeira vez, fora do Havai, e levando à criação do World Tour”.
A prova de Viana do Castelo que conta com o apoio da Câmara local e da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal (ERTPNP), vai decorrer na praia da Arda, em Afife, e contará ainda com a participação do sul-africano Jared Houston, campeão mundial em título.
Zamith adiantou que o clube “tem provas dadas e grande capacidade organizativa”, sendo este o quarto mundial de bodyboard que realiza.
O currículo do clube conta ainda com a organização de “três europeus de bodyboard, três mundiais e europeus de surf e largas dezenas de campeonatos nacionais e regionais”.
O presidente do SCV referiu que este tipo de evento desportivo “tem um impacto muito grande”, estimando “em cerca de 1 milhão o número de pessoas que vão acompanhar, através das transmissões em direto, a etapa do tour mundial”.
João Zamith revelou também que a prova de Viana do Castelo “vai integrar um jogo mundial de bodyboard praticado por milhões de pessoas e que levará bem longe o nome da cidade”.
Na sexta etapa, onde estão em causa quatro mil pontos no ?ranking’ e 25 mil dólares em prémios, vão marcar presença 80 atletas de Portugal, França, Espanha, Brasil, Austrália, África do Sul, Chile, Argentina, Peru, EUA – Hawai, Marrocos e Inglaterra.
Paralelamente, também na mesma data e na mesma praia vai decorrer o mundial de bodyboard de juniores, para atletas sub-18 e com um prémio de dois mil dólares.
Presente no encontro com os jornalistas, o presidente ERTPNP, Melchior Moreira frisou que os eventos desportivos “são um produto estratégico” para a região por “representarem um retorno financeiro fantástico no turismo”.
No entanto, o responsável reclamou a atribuição de “mais apoios para a promoção turística” da região.
“É preciso olhar para o turismo com outros olhos. É preciso mais apoio para a promoção turística. Nós temos capacidade de fazer mais mas precisamos de mais apoios, ou seja, de descentralização do poder central para as áreas regionais” disse.
Elogiou a aposta da Câmara local nos desportos náuticos quer através da construção de equipamentos desportivos quer do programa “Náutica nas Escolas” implementado há três anos.
Já o presidente da Câmara, José Maria Costa referiu que a escolha de Viana do Castelo para o evento mundial “resulta do um trabalho sério, construtivo e de responsabilidade dos dirigentes desportivos que tem sido apoiado pelas entidades públicas”.
“A construção de um conjunto de equipamentos desportivos permitem agora potenciar o território, dando projecção internacional à cidade e ao país”, referiu.
Na véspera do arranque da competição vai decorrer a primeira conferência mundial com o tema “Passado, Presente e Futuro do Bodyboard”.
Além do campeonato do mundo, já nos dias 17 e 18 o SCV vai organizar o campeonato Luso Galaico, entre surfistas galegos e portugueses e vai acolher a Semana Europeia do Desporto.
“Viana é a única cidade em território nacional a acolher um evento oficial da Comissão Europeia, no dia 12 de Setembro, com a presença de 12 associações sociais e cerca de 200 praticantes”, explicou João Zamith.
Fonte: O Jogo

Estaleiros Navais de Peniche: Revitalização aprovada

Os Credores dos Estaleiros Navais de Peniche aprovaram a proposta de recuperação da empresa apresentada pelo administrador judicial no âmbito do Plano Especial de Revitalização (PER).

O Plano de Revitalização, a que a agência Lusa teve acesso, deu entrada este mês no Tribunal de Alcobaça e propõe medidas de reestruturação financeira que assegurem o pagamento das dívidas aos credores, que permitam manter a actividade dos estaleiros e que reduzam a estrutura de custos.

O administrador judicial Jorge Calvete propôs um “programa de continuidade da empresa”, já que o passivo (cerca de 14 milhões de euros) é superior ao activo da empresa (6,1 milhões) e no cenário alternativo de liquidação não haveria recuperação total de créditos.

Por outro lado, justificou, a empresa tem vindo a reconstituir a sua carteira de clientes, tendo contratos fechados até Junho no valor de 3,2 milhões de euros.

Não só com a construção e reparação naval, mas também com o segmento de produção modular para a indústria de gás e petróleo e para o sector das energias renováveis, prevê facturar 6,2 milhões de euros em 2017 e 9,9 milhões de euros em 2020.

Depois de ter reduzido custos, sobretudo com pessoal, de 56 para 28 trabalhadores através de rescisões por mútuo acordo, o plano aponta também para a transformação da dívida de curto prazo em dívida de médio e longo prazo, para aumentar a liquidez da empresa.

“Com a manutenção da actividade e os lucros daí advindos, conseguirá pagar as dívidas aos credores”, conclui o administrador judicial.

O plano estabelece ainda o pagamento integral das dívidas ao Estado, aos trabalhadores, aos fornecedores e à banca.

Em 2014, os Estaleiros Navais de Peniche tinham uma dívida que ascendia a cerca de 14 milhões de euros, distribuídos pelo Estado (1,7 milhões), trabalhadores (800 mil euros), fornecedores (2,3 milhões) e banca (9 milhões), motivo pelo qual houve nesse ano a entrada de novos accionistas, a AMAL – Construções Metálicas, S.A. e a Ultra Ratio, S.A..

Apesar dos esforços de saneamento financeiro, de reinício de actividade e de procura de novas oportunidades de negócio, a empresa continuou a atravessar dificuldades, por não conseguir pagar aos fornecedores e por falta de investimento para executar encomendas, e em Março deste ano recorreu a tribunal a solicitar o PER, qualificando de “muito difícil” a sua situação económica.

As dificuldades da economia angolana “levaram à impossibilidade de abertura de cartas de crédito, o que inviabilizou o arranque das novas construções contratadas” por aquele país.

Sendo Angola o seu principal mercado, a empresa veio a deparar-se com “dificuldades na obtenção de negócio”, que agravaram os problemas que vinha a sentir desde 2014 devido à crise económica e financeira em Portugal.

A empresa possui mais de centena e meia de credores e dívidas de 20,6 milhões de euros, dos quais 674 mil euros aos trabalhadores, de acordo com a lista de credores que consta do PER.

No final de 2014, a empresa atingiu um volume de negócios de 2,8 milhões de euros, registando uma quebra significativa face aos últimos anos (4,8 milhões em 2013 e 11,4 milhões em 2012) e fechou o ano com um prejuízo de 3,3 milhões de euros, superiores aos 1,5 milhões de euros negativos de 2013.


Fonte: Cargo

Ilhas Galápagos: Um paraíso escondido debaixo de água.

O que se esconde nas profundezas das ilhas Galápagos? Foi com esta pergunta em mente que o fotógrafo Octavio Aburto rumou a esta ilha em pleno Oceano Pacífico. Numa expedição organizada pela Fundação Charles Darwin e equipado com a sua máquina, Octavio mergulhou nas profundezas da ilha idílica e por lá encontrou uma imensidão de vida marinha muito além das expectativas.
E se muitos dos locais com maior diversidade de corais e peixes estão a ser invadidos por turistas, as ilhas Galápagos estão a conseguir preservar a natureza do espaço quase intocável. “Os manguezais de Galápagos são um claro exemplo de como eram estas florestas, antes da intervenção humana. As pessoas que lá vivem devem orgulhar-se da condição primitiva que o local mantém”, conta o fotógrafo ao Daily Mail. “Espero que o Parque Nacional dos Galápagos consiga proteger todas estas lagoas costeiras para manter estes habitats e as espécies que lá vivem, para a alegria das gerações futuras”, acrescenta maravilhado com o espaço.
Uma fotogaleria a não perder.
Fotos: Octavio Aburto


Salvador Couto integra a Selecção para o Mundial de Surf Júnior nos Açores

Salvador Couto é o único atleta do norte do país que integra a Selecção de Surf no VISSLA ISA World Junior Surfing Championship, em Setembro, nos Açores.

Salvador Couto, actual campeão nacional Surf Esperanças, vai competir, pela segunda vez, no VISSLA ISA World Junior Surfing Championship.
O evento, que reúne as maiores promessas do surf nacional e internacional, terá lugar, este ano, na Praia do Monte Verde, Ribeira Grande, em São Miguel, entre 16 e 25 de Setembro.
Já no ano passado, em Outubro, o atleta de 16 anos foi um dos convocados do seleccionador David Raimundo para disputar a taça de selecção vencedora e medalha de ouro individual em Oceanside, Califórnia.
“Este ano tenho objectivos ainda mais definidos. Estão a ser meses de muito treino e trabalho, pelo que espero que a Selecção tenha ainda melhores scores do que o ano passado”, afirma Salvador Couto.
Salvador Couto, o único atleta a representar o norte do país, quer levar a equipa das quinas à vitória do Mundial de Surf Júnior.