Política tarifária dos EUA não trava domínio da China no tráfego portuário mundial.

O peso da China na indústria portuária global continua a crescer, apesar da política tarifária aplicada pelos Estados Unidos, que impôs taxas que chegaram a 145% nos primeiros meses do ano. Os dez maiores portos chineses foram responsáveis por 54% do movimento de contentores nos 30 maiores portos do mundo até Junho, com um total de 128,6 milhões de TEUs, reforçando a sua posição em mais dois décimos de ponto percentual.

No conjunto, as instalações portuárias chinesas movimentaram 170 milhões de TEUs no primeiro semestre, um aumento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior — o maior volume já registado entre Janeiro e Junho. Mesmo com a quebra das exportações para os Estados Unidos, a China conseguiu compensar com maiores fluxos comerciais para a União Europeia, o Sudeste Asiático, a África e a América Latina. Shenzhen, o quarto maior porto do mundo, foi um dos destaques, crescendo 10,8% para 17,2 milhões de TEUs. Xangai manteve o ritmo de crescimento estável, enquanto Qingdao e Guangzhou apresentaram acelerações no segundo trimestre.

Apesar das tensões comerciais, o movimento global também registou evolução positiva. Entre os 30 maiores portos do mundo, o tráfego aumentou 4,6% até Junho. Hamburgo, terceiro maior porto europeu, foi um dos que mais beneficiaram, com uma subida de 9,3% após anos de declínio. Os portos da Índia também se destacaram, apoiados por novas alianças operacionais, nomeadamente Nhava Sheva, que cresceu 15,2% após a expansão do seu terminal de contentores, e Mundra, que ultrapassou os 45% do tráfego nacional de caixas.

Na Ásia, o porto malaio de Tanjung Pelepas foi o que mais cresceu percentualmente no primeiro semestre (+15,4%), tornando-se um hub estratégico nas rotas entre o Extremo Oriente e a Europa. Em contraste, o Porto Kelang, também na Malásia, registou apenas 2,9% de crescimento.

Nos Estados Unidos, a costa Oeste recuperou protagonismo. O complexo portuário de Los Angeles/Long Beach movimentou 9,7 milhões de TEUs até Junho, uma subida de 7,5% e o melhor desempenho desde 2022. Já a aliança Nova Iorque/Nova Jérsia registou um crescimento mais moderado, de 5%, para 4,4 milhões de TEUs. A pressão sobre a costa Leste deveu-se, em parte, à instabilidade no Mar Vermelho, que levou armadores a reorientar fluxos para rotas alternativas.

Entre os 30 maiores portos, apenas dois registaram quedas de tráfego: Hong Kong, que continua em declínio e perdeu quatro posições no ranking, e outra instalação com recuo residual. A descida de Hong Kong permitiu que o complexo belga Antuérpia-Bruges subisse pela primeira vez acima do antigo entreposto asiático.

De forma geral, o transporte marítimo de contentores mostra sinais de resiliência, com destaque para a crescente centralidade da China, que mantém o seu domínio global mesmo em cenário de guerra tarifária.

MSC consolida liderança no mercado transatlântico após reestruturação das alianças.

A Mediterranean Shipping Company (MSC) mantém a liderança no comércio transatlântico após a reconfiguração das alianças marítimas, consolidando uma quota de mercado de 42% e uma capacidade de frota superior a 500 mil TEUs. Este segmento, que conecta a Europa e o Mediterrâneo ao Canadá, Estados Unidos e México, voltou a crescer, registando um aumento de 8,3% até Julho em comparação com o ano anterior, alcançando cerca de 1,2 milhão de TEUs disponíveis.

A separação entre a MSC e a Maersk no consórcio 2M e a formação da Cooperação Gemini pela transportadora dinamarquesa em parceria com a Hapag-Lloyd alteraram significativamente a dinâmica competitiva. Com a decisão de actuar de forma independente, a MSC conseguiu expandir ligeiramente a sua participação, ao mesmo tempo que reforçou a capacidade com navios de maior porte. A estratégia passa pelo envio de unidades neo-Panamax de até 15 mil TEUs para rotas do Atlântico, substituindo serviços anteriormente operados por embarcações menores.

Esta mudança não só aumentou a presença da empresa ítalo-suíça no Atlântico, como também reforçou o seu posicionamento como operadora com controlo total da sua rede de serviços. A nova configuração inclui rotas de volta ao mundo (RTW), permitindo flexibilidade para redistribuir capacidade entre diferentes mercados, do Atlântico ao Pacífico. Parte desse reforço é visível no serviço “California Express”, que liga o Mediterrâneo e o Panamá à Costa Oeste da América do Norte, com escala em Los Angeles, Oakland, Seattle e Vancouver, representando quase um terço da capacidade transatlântica da empresa.

A Maersk também ampliou a sua frota na região, atingindo mais de 170 mil TEUs, aproximando-se dos níveis da Hapag-Lloyd, que detém cerca de 178 mil TEUs. No entanto, a aplicação do princípio de operador único na Cooperação Gemini reduziu a presença da transportadora alemã, agora limitada a poucos navios próprios em rotas-chave, deixando a maior parte da operação a cargo da parceira dinamarquesa.

Outros grandes armadores, como a CMA CGM, a Cosco, a Evergreen e a ONE, operam através de acordos de partilha de navios, redesenhando as suas estratégias após o realinhamento global das alianças. A ONE, por exemplo, viu a sua participação cair ligeiramente devido a uma maior dependência de acordos com parceiros, enquanto a francesa CMA CGM se consolidou como quarto operador no mercado transatlântico, à frente da Cosco e da ONE.

De forma geral, o mercado atravessa um momento de reorganização estrutural, em que o crescimento da capacidade não está apenas relacionado com o número de navios ou de espaços oferecidos, mas também com a integração de serviços globais que utilizam o Atlântico como corredor estratégico. Para a MSC, esta abordagem tem-se revelado vantajosa, permitindo-lhe manter a liderança absoluta e projectar uma expansão contínua da sua rede de serviços internacionais.

Estaleiros da Mitrena na mira de grupos turcos e chineses

O Governo prepara o lançamento de um concurso público internacional para a nova concessão dos estaleiros navais da Mitrena, em Setúbal, um dos mais relevantes ativos industriais da região. O processo está a despertar interesse não só de empresas portuguesas, mas também de grupos estrangeiros, designadamente da Turquia e da China, que veem na infraestrutura uma oportunidade estratégica de expansão.

Empresas turcas com experiência na construção naval, metalomecânica pesada e indústria de defesa já visitaram as instalações, demonstrando vontade em conhecer em detalhe o modelo de concessão que será promovido pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra. A exploração está prevista para ter início a partir de 31 de julho de 2027, altura em que termina a actual fase de gestão.

Do lado asiático, também um grupo chinês ligado ao setor da energia eólica está a posicionar-se para participar, revelando o potencial dos estaleiros para acolher projectos que vão além da construção naval tradicional, podendo abranger igualmente a produção e manutenção de equipamentos para energias renováveis.

A concessão da Mitrena insere-se no plano estratégico para os portos comerciais do continente 2025-2035, que prevê um total de 15 novas concessões em várias infraestruturas portuárias nacionais, com o objetivo de modernizar a indústria marítima, reforçar a competitividade internacional e atrair investimento estrangeiro.

Em paralelo com o interesse de investidores internacionais, também a Martifer, grupo português com forte presença nos estaleiros de Viana do Castelo, manifestou oficialmente a intenção de avaliar a oportunidade. A empresa sublinha que o crescimento da procura por serviços de reparação e construção naval em Portugal torna a Mitrena uma peça-chave no reforço da capacidade industrial do sector.

Com este concurso, o Governo pretende dinamizar o polo industrial de Setúbal, criar emprego qualificado e consolidar o posicionamento de Portugal como referência no sector naval e de energias renováveis no Atlântico.

Braço de ferro continua no Terminal XXI

Do lado sindical ( SIEAP ), cumpriu-se dois períodos de greve parcial, entre 11 e 17 de agosto e entre 24 e 29 de agosto, com elevada adesão, sendo que setembro poderá ser o período em que a greve passa para uma fase mais intensa e forte. No centro da reinvindicação, está um horário de trabalho que foi unilateralmente alterado, que tem prejudicado a vida dos trabalhadores, com uma carga tremenda durante o verão.

Do lado da empresa, a diretora-geral da PSA Sines, Nichola Silveira destacou que, em janeiro deste ano, aplicou a todos os colaboradores, o reajuste total do IPC [Índice de Preços no Consumidor] de 2,4% e que, em abril, foram efetuadas actualizações de progressão automática a todo os colaboradores elegíveis. A directora-geral afirmou ainda que “os colaboradores da PSA Sines são os mais bem pagos na indústria de terminais de contentores em Portugal, o que reflecte o nosso compromisso com uma remuneração justa e competitiva”.

O Tribunal de Évora deu razão à PSA Sines no que concerne ao horário de trabalho, que está em conformidade com as leis laborais do nosso país, após ter havido uma acção em tribunal a rebater o horário imposto.

Concurso público de 1,4 milhões para instalação de sistema de alimentação eléctrica de navios.

O Porto de Aveiro lançou novo concurso público, com o valor base de 1,4 milhões de euros, para o fornecimento e colocação em serviço de um sistema OnShore Power Supply (OPS), que permitirá a alimentação elétrica de navios atracados. O anúncio foi já publicado em Diário da República.

Com este sistema, os navios vão poder consumir energia elétrica da rede terrestre enquanto permanecem em cais. Este investimento insere-se na estratégia de transição energética do setor portuário, em linha com os objetivos climáticos da União Europeia e com o pacote Fit for 55, que visa reduzir em 55% as emissões até 2030, e responde às obrigações legais impostas pelo Regulamento das Infraestruturas para Combustíveis Alternativos (AFIR), contribuindo para a redução das emissões de gases poluentes e ruído nas áreas portuárias.

O contrato tem um prazo de execução de 300 dias e o critério de adjudicação definido é o preço mais baixo.

As propostas devem ser apresentadas até às 19h00 do dia 22 de setembro de 2025, através da plataforma eletrónica ANOGOV. Os concorrentes ficam obrigados a manter as propostas por um período de 90 dias.

NRP Sines em Cabo Verde para apoiar após cheias.

O navio patrulha oceânico da Marinha Portuguesa, NRP Sines, está atracado no porto do Mindelo, ilha de São Vicente, trazendo a bordo 56 militares.

A missão tem como prioridade apoiar a população afectada pelas recentes cheias que provocaram nove mortos, bem como fornecer água potável ao hospital local através de uma dessalinizadora instalada a bordo. De acordo com o ministro da Administração Interna de Cabo Verde, Paulo Rocha, o navio vai contribuir com operações de pesquisa hidrográfica, reforço de mergulhadores e capacidade de bombagem de água, em articulação com a Proteção Civil:

O NRP Sines dispõe ainda de drones para recolha de imagens aéreas, mergulhadores especializados e equipas de apoio técnico. A capacidade hidrográfica poderá também ser utilizada, caso seja solicitada pelas autoridades cabo-verdianas.

Entre as primeiras acções, o navio já forneceu 10 toneladas de água destinadas ao centro de hemodiálise do Hospital Baptista de Sousa. A medida garante o funcionamento enquanto a empresa Electra continua a reparar os estragos na estação de captação em alto mar, danificada por deslizamentos de terra.

O apoio português poderá ainda incluir o transporte de água a partir da ilha de Santo Antão, que dispõe de reservas diárias de cerca de 200 toneladas, seja através de autotanques ou diretamente por via marítima. O navio tem capacidade para captar água do mar, dessalinizá-la e distribuí-la, inclusive durante deslocações entre ilhas.

Segundo o conselheiro da Embaixada de Portugal em Cabo Verde, Nuno Félix, a missão visa “trabalhar lado a lado com as autoridades cabo-verdianas, a proteção civil, os militares e a sociedade civil, que tem feito um enorme esforço na reconstrução da cidade do Mindelo”. O navio, comandado pelo capitão-tenente Vítor Manuel Silva Santos, conta ainda com 12 elementos especializados em mecânica e eletricidade, reforçando a capacidade de resposta técnica durante a operação.

Portos: Sines e Lobito reforçam laços estratégicos.

Na passada terça-feira, o Porto de Sines foi palco de uma visita oficial da Empresa Portuária do Lobito, de Angola, com o propósito de aprofundar a cooperação já existente entre as duas entidades.

A dirigente angolana responsável pelos sectores comercial, de marketing, concessões e sustentabilidade reuniu-se com o Conselho de Administração da APS, num encontro que permitiu identificar novas vias de colaboração, nomeadamente nos domínios da sustentabilidade, da gestão de concessões e da cibersegurança.

Esta deslocação insere-se na continuidade do protocolo de cooperação celebrado em 2024, reforçando o empenho conjunto em potenciar a ligação logística, promover a competitividade e intensificar a partilha de saber técnico, apostando simultaneamente na qualificação das equipas e na criação de soluções inovadoras para o panorama portuário e marítimo.

Porto de Sines e Instituto Marítimo Portuário da Guiné-Bissau reforçam cooperação.

O Porto de Sines recebeu, no passado dia 11, a visita de uma delegação do Instituto Marítimo Portuário da Guiné-Bissau para a assinatura de um Memorando de Entendimento que visa desenvolver uma cooperação estratégica e técnica entre as duas entidades, com vista ao progresso do sector marítimo e portuário.

No âmbito desta parceria, prevê-se a troca de boas práticas nas áreas prioritárias da segurança marítima e portuária, a melhoria dos procedimentos de pilotagem e gestão do tráfego marítimo, bem como a introdução do sistema de Janela Única e a modernização digital do IMP da Guiné-Bissau.

A introdução deste sistema naquele país constitui um passo fundamental no cumprimento da Convenção sobre Facilitação do Tráfego Marítimo Internacional da Organização Marítima Internacional, permitindo reduzir significativamente custos e tempos de escala, aumentar a competitividade dos portos guineenses e atrair tráfego internacional. O memorando contempla ainda a implementação de sistemas de vigilância marítima, a formação de equipas especializadas, a modernização da regulamentação e a protecção ambiental, bem como a promoção de projectos de reabilitação e modernização de cais, terminais e equipamentos.

Para o Presidente da APS, Pedro do Ó Ramos, este acordo traduz-se num compromisso concreto de cooperação e partilha de conhecimento, contribuindo para o reforço da segurança, eficiência e competitividade de ambos os portos.

A colaboração agora estabelecida vem reforçar o papel do Porto de Sines enquanto referência internacional na partilha de conhecimento e inovação no sector marítimo-portuário, estreitando laços com países de língua portuguesa e promovendo uma rede de portos mais segura, eficiente e competitiva, fortalecendo a ligação entre a Europa e a África Ocidental.

China impulsiona o mercado global de contentores apesar das tarifas dos EUA.

Quando em Abril deste ano, os Estados Unidos impuseram tarifas elevadíssimas de até 145 % sobre as importações provenientes da China esperava-se uma contracção abrupta no comércio global de contentores. Contudo quatro meses depois o cenário revelou-se bem diferente: em vez de uma queda drástica o sector demonstrou uma resiliência notável impulsionada sobretudo pela China. O país utilizou o seu excedente industrial para redireccionar exportações não apenas para os Estados Unidos mas também para a Europa a América Latina a Ásia e África ao mesmo tempo que a procura por contentores globalmente continuou a aumentar.

No segundo trimestre de 2025 o crescimento da procura global de contentores se situou entre os 3 % e os 5 % face ao período homólogo do ano anterior. A contracção nas importações norte-americanas foi largamente compensada pelo forte aumento de importações em regiões como a Europa a América Latina a Ásia Central Ocidental e África. Com isto as previsões de crescimento para 2025 foram revistas para cima situando-se agora entre os 2 % e os 4 % sendo o motor dessa expansão o robusto desempenho da produção industrial chinesa.

Assistimos a uma verdadeira aceleração da globalização: a China não cresce agora ao serviço de empresas ocidentais mas através das suas próprias empresas a operar globalmente numa vasta gama de sectores desde veículos eléctricos painéis solares turbinas eólicas até tecnologia móvel. Este fenómeno reflecte uma profunda transformação na estrutura do comércio mundial: apesar de se falar de desglobalização os números indicam precisamente o contrário uma intensificação global impulsionada por um sucesso comercial chinês cada vez mais autónomo.

O desafio agora concentra-se no quarto trimestre de 2025. O desfecho entre um crescimento global entre 2 % ou 4 % dependerá sobretudo de se a China mantiver o ritmo elevado da sua produção industrial ou se esta vier a arrefecer nos próximos meses. Se o ritmo se mantiver o papel da China como motor do transporte marítimo de contentores poderá consolidar-se ainda mais demonstrando até que ponto os efeitos das tarifas norte-americanas na competitividade chinesa foram afinal limitados.

No curto e médio prazo o comércio global está a ser redireccionado não reduzido e as companhias de navegação como por exemplo, a Maersk, adaptam-se rapidamente a este novo padrão. Contudo a longo prazo esta mudança significativa na geografia dos fluxos comerciais poderá levar alguns países a implementar medidas proteccionistas em resposta ao avanço chinês.

Drewry: “World container index” baixa 3%

O índice mundial de transporte de contentores registou, na última semana, uma queda de 3 %, fixando-se nos 2 206 € por contentor de quarenta pés. Este recuo reflecte uma desaceleração nas tarifas de várias rotas principais, sinalizando uma tendência de abrandamento no mercado global, após um período de relativa estabilidade e de forte volatilidade nos meses anteriores.

No comércio transpacífico, as tarifas da rota Xangai–Los Angeles diminuíram 4 % (–90 €), situando-se agora nos 2 306 € por contentor. A ligação Xangai–Nova Iorque sofreu um recuo mais acentuado, de 7 % (–282 €), atingindo 3 482 €. Também a rota Xangai–Génova registou uma descida de 4 % (–118 €), para 2 937 €. Já a ligação Xangai–Roterdão manteve-se estável, fixada nos 2 981 €.

No tráfego transatlântico, as tarifas de Nova Iorque para Roterdão recuaram 3 % (–23 €), para 776 €. Em sentido inverso, de Roterdão para Nova Iorque, os preços mantiveram-se inalterados, em 1 816 €.

Esta descida generalizada surge depois de um período de forte subida no início do verão, motivado por alterações nas políticas tarifárias internacionais e por factores de procura pontuais. Apesar da tendência de queda, os valores actuais continuam significativamente acima dos registados antes da pandemia, evidenciando que o mercado, embora mais equilibrado, mantém um nível de preços estruturalmente mais elevado.

A expectativa para a segunda metade de 2025 aponta para que a pressão descendente sobre as tarifas continue, impulsionada pela persistência de excesso de capacidade e por sinais de enfraquecimento da procura global. A evolução dependerá, em grande medida, da capacidade das companhias de navegação em ajustar a oferta de forma eficaz e das condições macroeconómicas que afectem o comércio internacional.