Raquel Gaião Silva: 23 anos e o oceano nas mãos

Mestre em Biodiversidade e Conservação Marinha, foi a primeira portuguesa a ganhar o prémio Jovens Investigadores do Global Biodiversity Information Facility. As algas foram o passaporte para o reconhecimento.


Raquel Gaião Silva foi a primeira portuguesa a vencer o prémio Jovens Investigadores atribuído pela Global Biodiversity Information Facility (GBIF). A jovem, de 23 anos, natural de Viana do Castelo, licenciou-se em Biologia na Faculdade de Ciências do Porto e acabou, recentemente, o mestrado internacional em Biodiversidade e Conservação Marinha na Universidade do Algarve e na Irlanda.
O interesse por essa área foi gradual. “Sempre foi difícil saber o que queria ser quando fosse grande”, revela Raquel, que desde pequena se interessava por diversas áreas. Da música à natureza, mas, mesmo tendo formação musical entre os seis e os 18 anos, foi para a segunda que acabou por pesar a balança.
O objetivo do projeto vencedor passava por “perceber como é que a temperatura da água alterava a distribuição das macroalgas na costa da Península Ibérica”. Para isso, recolheu diversa informação: as ocorrências ao longo do tempo (nas últimas oito décadas), a fisiologia da espécie e a temperatura. Fez diversas pesquisas, incluindo no GBIF, uma plataforma destinada a fornecer dados sobre todos os tipos de vida na Terra. Consultou e fotografou em vários herbários e consolidou tudo num mapa.
A primeira fase estava alcançada. E a verdade é que a abraçou com sucesso, pois foi escolhida como representante portuguesa no concurso mundial. Mas o melhor ainda estava para chegar, quando, no final de setembro, por e-mail, soube que havia conquistado o galardão internacional: “Li e reli o e-mail várias vezes. Fiquei mesmo muito contente”.
Antes de ter recebido o prémio, já estava a trabalhar na Bluebio Alliance. E por lá continua, onde desempenha “funções de comunicação, divulgação e gestão de eventos relacionados com a valorização sustentável dos biorrecursos marinhos”. Uma atividade que lhe permite conhecer o que Portugal está a desenvolver na área da biotecnologia e as soluções que estão a surgir e que tornam os produtos inovadores.
“Tenho participado em debates sobre, por exemplo, bioplásticos, sobre o potencial do cultivo de algas marinhas para imensos fins e de tecnologias que facilitam a transparência nos produtos que compramos”, realça.
O contacto de Raquel Gaião Silva com a sua realidade profissional é levado à letra. A bióloga tem no mergulho um dos passatempos preferidos, aproveitando esses momentos para conhecer “in loco” um mundo que a fez ser reconhecida internacionalmente.
E é na qualidade de investigadora que deixa um importante alerta. “Um mergulhador aprende a mergulhar, mas não aprende a ter cuidado com o ambiente quando o faz.” Palavra de especialista.
Foto: António Pedro Santos/Global Imagens

Navio da Marinha NRP Sines visita a cidade que lhe deu nome.

O mais recente navio-patrulha oceânico da Marinha, o NRP Sines, vai estar no porto de serviços do Porto de Sines, disponível para visitas, durante as comemorações dos 656 anos do município.
No dia 23 de novembro, sexta-feira, poderá ser visitado pelas escolas, no período 10h00-12h00.
Nos dias 24 e 25 de novembro, sábado e domingo, estará aberto à população em geral, no período 10h00-17h00.
O NRP Sines foi baptizado, no dia 20 de julho, nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo. É o terceiro navio da classe “Viana do Castelo”, todos construídos em Portugal.
Concebido como navio não combatente, o NRP Sines destina-se prioritariamente a exercer funções de autoridade do Estado. Está vocacionado para actuar na zona económica exclusiva nacional, desenvolvendo tarefas de busca e salvamento marítimo, fiscalização da pesca, controlo dos esquemas de separação de tráfego, prevenção e combate à poluição marinha, prevenção e combate a actividades ilegais como o narcotráfico, imigração ilegal, tráfico de armas e outros ilícitos.
O NRP Sines tem 83,1m de comprimento e desloca-se a uma velocidade máxima de 21 nós. A sua guarnição, de 44 elementos, é comandada pela capitão-tenente Mónica Martins.
A atribuição do nome de Sines foi um reconhecimento desta cidade como importante localidade costeira de Portugal.
A presença em Sines para visitas pelas escolas e pelo público é uma iniciativa conjunta da Marinha Portuguesa, APORVELA, Câmara Municipal de Sines e APS.
Foto (c) Marinha.pt

Crianças do Caniçal fazem Declaração de Amor ao Mar

Alunos, professores e funcionários da escola do 1.º ciclo com pré-escolar e creche do Caniçal assinalaram o Dia Nacional do Mar com o lançamento de um livro, um momento que contou com a presença de dois secretários regionais.

Susana Prada, responsável pela tutela do Ambiente do Governo Regional da Madeira, enalteceu a forma carinhosa como o mar é tratado no livro intitulado ‘Amar o Mar’.
A governante lamentou que nem toda a gente tenha a mesma sensibilidade dos jovens do Caniçal razão pela qual todos os anos chegam ao mar “8 milhões de toneladas de plástico”.
Segundo lhes disse a governante, a poluição dos oceanos é um problema grave e levou o Governo Regional a implementar a Estratégia MARAM que muito tem contribuído para a adopção de boas práticas no sentido de evitar a poluição das zonas costeiras.
O secretário regional da Educação, também presente, disse que cabe à actual geração alertar para a necessidade de preservar e caberá às novas gerações a responsabilidade de efectivarem essa preservação. À escola, cabe, disse Jorge Carvalho, criar um ambiente propício à mudança de atitudes.

Fonte: JM

Na crista da onda: surf levou milhares à Nazaré

O Nazare Challenge 2018/2019 atraiu ontem, milhares de pessoas à Praia do Norte, na Nazaré, onde assistiram à prova de ondas gigantes do circuito mundial de surf.
“Devem ter passado por aqui, à vontade, 15 mil ou 20 mil pessoas, ainda não temos os números oficiais, mas dá para ter uma ideia”, adiantou à agência Lusa Francisco Spínola, diretor geral da World Surf League (WSL) Portugal, a organizadora do campeonato.
Ainda o sol não tinha nascido e já se sentia o corrupio de gente, mais novos ou mais velhos, famílias inteiras, e muitos até acompanhados pelos seus cães, todos seguiam na direcção para os penhascos que rodeiam a Praia do Norte, que ficou conhecida mundialmente por ter as maiores ondas de todo o planeta.
“É uma sensação muito boa estar na Nazaré. Está um dia tão bonito, que tenho até vontade me jogar na água”, disse à Lusa a ‘carioca’ Luciana, que estava acompanhada por uma amiga, também brasileira. “Nasci no Rio de Janeiro, mas moro na Póvoa de Varzim, e estou a adorar. A praia é muito bonita e almoçámos um arroz de marisco excelente”, revelou, entre sorrisos.
Já Artur e Anastasia, casal da Rússia com cerca de 30 anos, admitiram que não sabiam que era hoje que se realizava na Nazaré a etapa do circuito de ondas gigantes da World Surf League, mas aproveitaram o passeio e não quiseram perder pitada.
“Viemos conhecer a Nazaré, mas não viemos de propósito para a prova. Foi uma coincidência muito fixe e estamos a adorar o ambiente”, realçou Artur. Já Anastasia apontou para a “beleza” da vila piscatória da Nazaré, revelando que já estiveram em Lisboa e que também se renderam aos encantos da capital portuguesa.
Por seu turno, Patrick Shaughnisse, surfista californiano que se atira a ondas grandes, admitiu à Lusa que passou todo o dia a acompanhar o campeonato, mas que estava desejoso que terminasse para que ele próprio pudesse experimentar as ‘bombas’ da Nazaré.
E foi apanhado precisamente quando saiu da água, com a prancha debaixo do braço. “Vivo em Santa Cruz [Califórnia, Estados Unidos] e vim passar uma semana de férias à Nazaré para surfar ondas grandes. Estão altos tubos e está a valer a pena”, afirmou, deixando elogios ao desempenho dos ‘big riders’ (surfistas de ondas gigantes) que estiveram em competição.
“Foi muito louco. Aproveitei para aprender com eles”, rematou.
Claro que no meio desta autêntica multidão que se deslocou à Nazaré havia também muitos portugueses. Um deles, José Dias, 76 anos, contou à Lusa a sua experiência nesse dia que vai ficar na memória de todos os que estiveram na Praia do Norte.
“Sou um curioso. Moro em Alcobaça e, como sabia que ia haver campeonato na Nazaré, quis ver espreitar. Está um dia bom e digo-lhe, nunca vi isto assim, com tanta gente e tantos turistas como agora”, lançou.
E acrescentou: “O americano [Garrett McNamara] que deu alma a isto merecia uma estátua em ouro no meio da vila. Antes, ninguém vinha para cá e agora a Nazaré é conhecida no mundo inteiro. Isto é excelente.”
De resto, segundo Francisco Spínola, as ondas do canhão da Nazaré, “algumas com mais de 15 metros”, não atraíram apenas os visitantes que se conseguiram deslocar a um dia de semana para assistir ao vivo ao campeonato na Praia do Norte.
“Tenho indicação da WSL que hoje o fluxo de tráfico no nosso ‘site’ foi um dos maiores do ano. Em termos de comparação, posso dizer que o campeonato de Peniche [do ‘Championship Tour’ (CT)] contou com 65 milhões de ‘pageviews'”, indicou o responsável, destacando que o evento de hoje foi um dos “mais desafiantes para organização”, mas que pode ser considerado como um “verdadeiro sucesso”.
E para o ano há mais.
Fonte: JN

“Turismo náutico tem um enorme potencial e está a crescer”

O Turismo Centro de Portugal (TCP) destacou a importância para a região da certificação entregue a seis estações náuticas localizadas no seu território.
As candidaturas vencedoras foram divulgadas no Porto, durante as comemorações do Dia Nacional do Mar.
Aveiro, Castelo de Bode – Médio Tejo, Ílhavo, Murtosa, Oeste (vários núcleos) e Vagos integram a rede nacional e internacional de oferta turística náutica de qualidade.
O mercado do turismo náutico tem “um enorme potencial e está a crescer na Europa na ordem dos 10 por cento ao ano”, sublinha, em nota de imprensa, Pedro Machado, presidente do TCP.
É também visto como “um produto particularmente interessante” porque despesa diária deste segmento de turistas “é elevado, mas também “permite combater a sazonalidade e está associado a uma imagem de referência e qualidade.”
“Não surpreende que em toda a Europa seja tão evidente a aposta em estruturas ligadas ao turismo náutico. Esta rede nacional de Estações Náuticas, das quais quase metade são no Centro de Portugal, é um investimento ganho à partida”, acrescenta”, referiu Pedro Machado.
A certificação Estação Náutica de Portugal foi entregue durante o Business2Sea/Fórum do Mar, a fechar o encontro de três dias que decorreu no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.
As estações náuticas são organizadas com base na valorização dos recursos náuticos presentes em cada território, que incluem a oferta de alojamento, restauração, actividades náuticas e outras actividades e serviços relevantes para a atracção de visitantes. Ao estarem certificadas pela Federação Europeia, asseguram aos visitantes a qualidade do produto turístico e dos serviços prestados, bem como apoio informativo e a reserva de alojamento e serviços.

Titanic II chega aos mares em 2022. E vai fazer viagem original

Viagem inaugural da réplica do HMS Titanic está planeada para 2022. Barco irá fazer a mesma rota, 110 anos depois da tragédia que resultou em 1.500 mortes.

Já passaram mais de 100 anos mas a memória do RMS Titanic nunca se desvaneceu. A viagem trágica foi transformada em filme, um dos mais rentáveis de sempre, e agora vai ser replicada ao detalhe. Sim, leu bem. Vai dar-se início à construção do Titanic II, cuja viagem inaugural está marcada para 2022.

A empresa a cargo da construção, a australiana Blue Star Line, conseguiu finalmente autorização para continuar um projecto que queria iniciar já em 2012, mas que foi interrompido por causa de problemas financeiros.
O navio terá os mesmo detalhes de luxo do original, desde as salas de jantar de primeira classe até à famosa escadaria central, mas serão incluídas comodidades mais modernas. Está a ser construído na China e terá um custo total de 500 milhões de dólares.
A viagem inaugural irá fazer-se de Southhampton, em Inglaterra, com destino a Nova Iorque, a mesma rota que o navio original ia fazer, em 1912, antes de ter batido contra um icebergue e se ter afundado no Atlântico, causando a morte a 1.500 pessoas. A viagem terá a duração de duas semanas, planeando levar 2.400 passageiros e 900 tripulantes a bordo, conforme indica o MSN.



Peixe parecido com as piranhas ameaçou os mares do Jurássico


Uma nova espécie de peixe, semelhante a uma piranha, e que viveu há 150 milhões, no período Jurássico, é descrita na última edição da revista científica Current Biology. O peixe ósseo – portanto, que não é cartilaginoso – chamado Piranhamesodon pinnatomus tinha dentes como uma piranha, pelo que os cientistas referem que a espécie os utilizava como hoje fazem as piranhas: para arrancar pedaços de carne de outros peixes. É quase como se estivéssemos a assistir a um filme de terror nos mares do Jurássico.

O Piranhamesodon pinnatomus tinha cerca de nove centímetros
de comprimento e vivia em recifes de coral em águas superficiais e tropicais na
actual Baviera, na Alemanha. Alimentavam-se de pedaços de outros peixes.
Essa ideia surgiu, refere o artigo científico, porque os
investigadores encontraram as vítimas dessas “piranhas”: peixes que terão sido
mordidos. Estas vítimas foram encontradas nos mesmos depósitos de calcário do
Sul da Alemanha, na pedreira de Etting, na região de Solnhofen (Baviera) do que
o Piranhamesodon pinnatomus. Esta é a mesma pedreira onde já foi encontrado o
Archaeopteryx. 

  “Temos outros peixes
do mesmo local com pedaços de barbatana em falta”, disse David Bellwood, da
Universidade James Cook (Austrália) e um dos autores do artigo, num comunicado
do grupo Cell Press, que edita a Current Biology.
O investigador considerou que há um “paralelismo incrível”
entre esse peixe e as actuais piranhas, que se alimentam predominantemente de
barbatanas de outros peixes e não de carne. “É uma decisão extremamente
inteligente, pois as barbatanas voltam a crescer, são um recurso renovável. Alimente-se
de um peixe e ele está morto, morda-lhe as barbatanas e tem comida para o
futuro”, referiu ainda David Bellwood.
Ao estudarem cuidadosamente as mandíbulas bem preservadas da
espécie fossilizada, esta revelou ter dentes longos e pontiagudos na zona da
frente do maxilar superior e inferior. Além disso, no maxilar inferior tinha
dentes triangulares em forma de serrilha nas extremidades. O padrão e a forma
dos dentes, a morfologia dos maxilares e a sua mecânica sugerem assim que o
Piranhamesodon pinnatomus tinha uma boca equipada para cortar carne ou
barbatanas, segundo a equipa de cientistas.  

“Ficámos impressionados que estes peixes tivessem dentes semelhantes a piranhas”, disse Martina Kolbl-Ebert, também autora do trabalho e do Museu do Jura (na cidade de Eichstatt, na Baviera), onde estão expostos os fósseis da pedreira de Etting. A responsável acrescentou que o peixe em questão provém de um grupo de peixes, os picnodontídeos, conhecidos por terem dentes fortes.

 “É como encontrar uma
ovelha que rosna como um lobo. Mas o que é mais impressionante é que era do
período Jurássico. Peixes como nós os conhecemos, peixes ósseos, simplesmente
não mordiam a carne de outros peixes nessa altura”, assinalou Martina
Kolbl-Ebert, explicando que ao longo do tempo houve peixes que se alimentaram
de outros peixes, que os engoliam inteiros, mas que morder as barbatanas só
aconteceu muito mais recentemente.
Os cientistas destacam ainda que este é o peixe ósseo mais
antigo encontrado até agora. “A nova descoberta representa o registo mais
antigo de um peixe ósseo que mordia os outros peixes, e mais do que isso
fazia-o no mar”, considerou por sua vez David Bellwood, lembrando que as
piranhas de hoje vivem apenas em água doce. Embora tenha parecenças com as
piranhas, não conhecemos antepassados do Piranhamesodon pinnatomus. Afinal, a
piranha (a autêntica) mais antiga que conhecemos viveu há cerca de 15 milhões
de anos.

Fonte: Público


O rectângulo de gelo perfeito apanhado pela NASA a flutuar no oceano

Uma placa de gelo, que mais parece ter sido esculpida pelo Homem, foi fotografada pela NASA e rapidamente conquistou as redes sociais. Apesar do perfil pouco comum, há uma explicação científica.
A imagem foi captada durante a Operação IceBridge, junto da Gronelândia, e publicada nas contas das redes sociais da NASA.
Apesar de a imagem ser pouco comum, Kelly Brunt, um cientista da NASA e da Universidade de Maryland, nos EUA, explicou, à revista “Live Science”, que o pedaço de gelo se formou por um processo que é bastante comum junto dos icebergues.
“Temos dois tipos de icebergues. Aqueles que imaginamos na nossa cabeça e que afundaram o Titanic e que parecem triângulos à superfície. Depois há aqueles conhecidos como icebergues tabulares”, explicou o especialista.
São icebergues largos, planos e compridos. Separam-se das bordas das plataformas de gelo maiores e começam a flutuar sobre a água como se fossem plataformas independentes. Acredita-se que o icebergue capturado pela NASA tenha vindo da plataforma de gelo Larsen C.
A plataforma Larsen C é uma extensão flutuante de glaciares localizada ao largo da costa oriental da Península Antártica. Em julho de 2017, o icebergue A68, que é o maior registado até hoje, desprendeu-se desse bloco de gelo. Com cerca de mil milhões de toneladas tem mais de 5,5 quilómetros quadrados.
“Os icebergues tabulares formam-se devido a uma processo de crescimento semelhante ao que acontece com as unhas. Quando uma unha cresce demais, vai acabar por partir. Estes icebergues crescem muito e, no final, partem-se. Normalmente ficam com uma forma geométrica”, disse o investigador, que não escondeu a surpresa pela forma deste icebergue: “Este é incrivelmente perfeito. Quase que parece um quadrado”.
Fonte: JN

A Terra está a comer os seus próprios oceanos

À medida que as placas tectónicas da Terra mergulham umas nas outras, arrastam 3 vezes mais água para o interior do planeta do que se pensava.
Estes são os resultados de um novo artigo publicado a 14 de novembro na revista Nature. Usando os sismos naturais da zona de subducção propensa a terremotos na fossa das Marianas, onde a placa do Pacífico está a deslizar sob a placa das Filipinas, os investigadores da Universidade de Washington estimaram a quantidade de água que é incorporada nas rochas que mergulham profundamente por baixo da superfície.
A descoberta tem grandes ramificações para o entendimento do ciclo das águas profundas da Terra, segundo explica a especialista em geologia marinha e geofísica norte-americana Donna Shillington.
A água por baixo da superfície da Terra pode contribuir para o desenvolvimento do magma e pode lubrificar as falhas, tornando os terremotos mais prováveis, disse Shillington, que não esteve envolvida no estudo.
A água é armazenada na estrutura cristalina dos minerais. O líquido é incorporado na crosta terrestre tanto quando as placas oceânicas se formam como quando as mesmas partem. O processo de subducção é a única forma pela qual a água penetra profundamente na crosta e no manto, mas pouco se sabe sobre a quantidade de água que se move durante o processo, de acordo com Chen Cai, líder do estudo.
Os investigadores usaram dados recolhidos por uma rede de sensores sísmicos posicionados em redor da fossa central das Marianas no oeste do Oceano Pacífico. A parte mais profunda da vala fica a quase 11 quilómetros abaixo do nível do mar. Os sensores detectam terremotos e réplicas que soam na crosta terrestre.
Cai e sua equipa analisaram a rapidez com que esses tremores viajavam: uma desaceleração na velocidade indicaria fracturas cheias de água em rochas e minerais “hidratados” que prendem a água dentro dos seus cristais.

Falta de água

Os investigadores observaram essa desaceleração profunda na crosta, a cerca de 30 quilómetros abaixo da superfície. Usando as velocidades medidas, a equipa calculou que as zonas de subducção puxam 3 mil milhões de teragramas de água para a crosta a cada milhão de anos.
“A quantidade puxada por zonas de subducção é incompreensível“, disse Cai. “É três vezes mais água do que se estimava que as zonas de subducção recebessem”.
Isto levanta algumas questões: a água que desce surge, geralmente, no conteúdo de erupções vulcânicas. A nova estimativa sobre a quantidade de água está a ir para baixo é maior do que as estimativas do quanto está a ser emitido por vulcões, o que significa que falta algo nas estimativas dos cientistas.
“Não há falta de água nos oceanos”, segundo o investigador. “Isso significa que a quantidade de água arrastada para dentro da crosta e a quantidade de água expelida deveriam ser aproximadamente iguais. O facto de não serem sugere que há algo sobre a forma como a água se move através do interior da Terra que os cientistas ainda não entendem.
Fonte: ZAP

5 coisas que a água do Mar faz (Muito) bem.

Muitos especialistas usam-na para regenerar o organismo e até para prevenir, tratar ou combater problemas de saúde crónicos. Rica em minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais, aproxima-se do plasma sanguíneo em termos de composição.

As investigações científicas levadas a cabo pelo biólogo francês no final do século XIX vieram confirmar aquilo que, até então, já se suspeitava. A água do mar tem propriedades benéficas para a saúde. Rica em minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais, aproxima-se do plasma sanguíneo em termos de composição. Além de potássio, magnésio, iodo e cálcio, fornece ainda cloreto de sódio, popularmente conhecido como sal.
Um litro desta água fornece cerca de 27 gramas desta substância. No último século, o seu uso tem sido crescente. Também fonte de ferro, zinco e cobre, é aconselhada por muitos especialistas para regenerar o organismo e até para prevenir, tratar ou combater problemas de saúde crónicos. Além de ser revitalizante e anti-infecciosa, também tem um poder analgésico. Anti-stresse, combate ainda os estados depressivos.

1. REGULA O METABOLISMO

Devido à forte presença de iodo, um dos minerais, oligoelementos e vitaminas essenciais que integra na sua composição, estimula a tiroide, uma glândula que regula o metabolismo. Depois de fervida, pode ser bebida, em pequenas quantidades, para garantir o bom funcionamento desse órgão, prevenindo o aparecimento das chamadas doenças da tiroide, como é o caso da doença nodular da tiroide e do cancro da tiroide.

2. COMBATE AS DORES MUSCULARES

Nas alturas em que as condições climatéricas o permitem, uma caminhada com a água ao nível da cintura é um bom exercício para combater dores musculares, articulares, vertebrais, reumáticas, circulatórias, pós-traumáticas e até pós-cirúrgicas, numa fase em que já são aconselhadas.
Mover-se dentro de água exige mais esforço, ainda assim com um impacto mais baixo.
O esforço necessário para manter o equilíbrio que o vai e vem das ondas exige habitualmente também tonifica os músculos. Estudos internacionais confirmaram, nos últimos anos, que a água do mar pode abrandar o avanço do reumatismo a longo prazo.

3. MELHORA A CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA

Um mergulho no mar contribui para um melhor funcionamento do sistema circulatório do organismo, sendo por isso recomendado para quem sofre de problemas de circulação. Não é, assim, de admirar que muitos especialistas os aconselhem. As pessoas que sofrem de varizes, de hipertensão arterial, de aterosclerose, de miocardite e de doença arterial coronária também acabam por ser beneficiadas.

4. ESTIMULA A PRODUÇÃO DE GLÓBULOS VERMELHOS

Depois de um banho no mar, o número de glóbulos vermelhos, que contêm hemoglobina, uma proteína que assegura o transporte do oxigénio dos pulmões para as restantes células, aumenta, em média, entre 5% a 20% . Os glóbulos brancos, as células defensivas que combatem os agentes infecciosos, também aumentam. As pessoas com o sistema imunológico debilitado e/ou com anemia devem fazê-los com regularidade.

5. LIMPA E PURIFICA A PELE

São indiscutíveis os benefícios da água do mar para a epiderme. Além de ser drenante e purificadora, também tem um poder esfoliante, ajudando a remover as células mortas e a limpar as impurezas da pele. As úlceras cutâneas, o lúpus, a acne e a psoríase são algumas das doenças que melhoram substancialmente após o contacto com os minerais, os oligoelementos e as vitaminas essenciais que a integram.
Fonte: Sapo