Cláudia Monteiro de Aguiar é a nova Secretária de Estado das Pescas

A Madeirense Cláudia Monteiro de Aguiar, passou do Parlamento Europeu ( Onde era Eurodeputada, que terminava o mandato em Junho), para ser Secretária de Estado das Pescas.

Cláudia Monteiro de Aguiar é licenciada em Sociologia pela
Universidade do Minho, pós-graduada em Marketing e Comunicação e tem um
Executive Master Management in Digital Transformation da Católica Lisbon
Business & Economics.

Esteve como Eurodeputada no Parlamento Europeu (2014 a 2019
e 2019 a 2024). Foi eleita como a Melhor Eurodeputada do Ano 2016, na área do
Turismo, num universo de 751 parlamentares.

Liderou a Tourism Task Force, o grupo de trabalho de Turismo
do Parlamento Europeu. É vice-presidente da SME Europe, organização de defesa
das pequena e médias empresas europeias e também é vice-presidente do grupo de
trabalho das Regiões Ultraperiféricas no Comité das Pescas do SEArica, que é um
grupo de trabalho dedicado aos Mares, Rios, Ilhas e Zonas Costeiras.

Foi ainda Deputada à Assembleia da República, entre
2011-2014, fazendo parte das Comissões de Economia e Obras Públicas e Comissão
de Assuntos Europeus.

O seu percurso profissional passa pela IPSS – Crescer sem
Risco, como Socióloga, entre 2006 a 2008 e como Consultora de Comunicação e
Marketing no Grupo PortoBay Hotels & Resorts entre 2008 a 2011.

Lídia Bulcão é a nova Secretária de Estado do Mar

A Açoreana Lídia Bulcão, 49 anos, natural da ilha do Faial, assumiu
a secretaria de Estado do Mar, ficando sob a dependência do Ministério da
Economia, liderado por Pedro Reis.

Licenciada em Ciências da Comunicação, Jornalista de
profissão, tendo sido Editora do jornal Meia-Hora, Editora e Grande Repórter do
jornal A Capital e Directora-Adjunta do jornal Tribuna das Ilhas.

Lídia Bulcão foi deputada do PSD, eleita pelo círculo dos
Açores à Assembleia da República, entre 2011 e 2015, durante o governo liderado
por Pedro Passos Coelho.

De novembro de 2020 até fevereiro deste ano foi adjunta do
presidente da Assembleia Regional dos Açores.

Porto de Lisboa marca presença na Maior Feira Internacional de Cruzeiros.

 

O Porto de Lisboa marca presença na Seatrade Cruise Global,
o maior evento mundial da indústria de cruzeiros, que decorre de 8 a 11 de
abril no Miami Beach Convention Center, nos EUA, sob o tema “A Evolução do
Cruzeiro”.

“Esta é a 25ª vez que o Porto de Lisboa está presente neste
evento e a 18ª vez consecutiva que participa integrado num espaço nacional sob
a marca Cruise Portugal, onde estão também representados os portos de Leixões,
Setúbal, Portimão, Açores e Madeira, bem como diversos agentes económicos”,
indica o Porto de Lisboa, num comunicado enviado à imprensa, referindo que o
administrador António Caracol e a responsável pela área dos cruzeiros, Ana
Lourenço, são os representantes do Porto de Lisboa que vão estar presentes no
evento.

De acordo com o Porto de Lisboa, a participação nesta feira
vai permitir explorar “diferentes áreas de negócios, como os desenvolvimentos
portuários e de destinos, as estratégias de controlo de custos e os avanços de
sustentabilidade, numa fase de recuperação e retoma do rápido crescimento da
indústria”.

“Marcar presença no principal evento do setor é de extrema
importância numa fase em que a indústria de cruzeiros está a demonstrar a sua
resiliência, vitalidade e capacidade de inovação, apesar de grandes desafios. A
visão da indústria, centrada na sustentabilidade ambiental, posiciona o
segmento dos cruzeiros para um futuro promissor, e é esse o futuro que se
pretende para Lisboa”, afirma Carlos Correia, presidente do Conselho de
Administração do Porto de Lisboa (APL).

Segundo o responsável, o Porto de Lisboa tem vindo a
“desenvolver uma série de ações com vista à descarbonização da atividade de
cruzeiros rumo à sustentabilidade”, com destaque para o projeto de
abastecimento de Energia Elétrica Shore-to-Ship nos Terminais da Zona Oriental
e no Terminal de Cruzeiros de Lisboa, “cujo ponto de situação de
desenvolvimento será apresentado nesta feira”.

O Porto de Lisboa lembra que, este ano, a Seatrade Cruise
Global vai ter na sustentabilidade e regulamentação, na descarbonização, na
inteligência artificial e nas inovações tecnológicas os principais temas que
compõem o programa deste evento.

A Seatrade Cruise Global conta já com mais de 10 mil
inscrições, entre companhias de cruzeiros, destinos, estaleiros, empresas e
fornecedores, num total de 600 expositores, mais de 80 linhas de cruzeiro e
milhares de visitantes de 120 países.

Vítor Caldeirinha lança livro “Portos, logística e intermodalidade”

 

Vítor Caldeirinha lança livro “Portos, logística e intermodalidade” no próximo dia 9 de abril, entre as 17h00 e as 18h30, na Sala dos Atos da Administração do Porto de Lisboa – Gare Marítima de Alcântara. 

A obra, com edição da Riscos Editora, apresenta “uma análise aprofundada sobre o mundo dinâmico e crucial dos portos marítimos e a sua relação com a logística e a intermodalidade”.

Participarão na Sessão, como oradores convidados, Carlos Correia, Presidente do CA da APL e J. Augusto Felício, Professor e consultor.

Vítor Caldeirinha, Director de Negócios e Logística da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), assumiu em julho de 2023, novas funções pro bono, de Director executivo da Intermodal Portugal, sucedendo a Eduardo Bandeira.

Vítor Calderinha tem já um longo currículo no sector, desde que iniciou funções como director comercial do porto de Lisboa, há cerca de 20 anos. Natural destaque merece a presidência do conselho de administração da APSS.

Licenciado pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, doutorado pela Universidade de Évora (em Gestão Portuária), professor universitário, consultor, autor, Vítor Caldeirinha também foi presidente da Adfersit.

A Importância dos Submarinos da Marinha Portuguesa

Envolvidos em polémica pela sua aquisição, os submarinos encomendados pelo então Governo PS do Primeiro-Ministro António Guterres e posteriormente confirmados pelo então Ministro da Defesa do Governo PSD/CDS-PP, Paulo Portas, tem sido menosprezados pelo seu custo, mas a sua importância vai muito mais além disso. Há quem fale na questão das prioridades do país, mas nem sempre o foco de uma ou duas áreas prioritárias pode tirar relevância a todas as áreas de governação adjacentes.

Os submarinos desempenham um papel crucial na defesa e segurança marítima de um país, e a Marinha Portuguesa reconhece plenamente essa importância. Com uma extensa linha costeira e vastas águas territoriais, Portugal depende fortemente de seus submarinos para vigilância, protecção e combate a diversas ameaças, incluindo tráfico de drogas, pesca ilegal e outras actividades ilícitas. Exemplificando:

Vigilância e Inteligência Marítima: Os submarinos portugueses são equipados com tecnologia de ponta para realizar operações de vigilância e recolha de inteligência em áreas marítimas estratégicas. São capazes de operar de forma discreta e eficiente, fornecendo informações vitais sobre movimentos navais, actividades suspeitas e ameaças potenciais.

Protecção das Águas Territoriais: Os submarinos desempenham um papel fundamental na protecção das águas territoriais de Portugal contra intrusões não autorizadas e potenciais ameaças externas. A Sua capacidade de detectar e monitorar navios hostis ou suspeitos ajuda a garantir a segurança das fronteiras marítimas do país. Algo que tem acontecido com alguma regularidade nos últimos tempos, em função da passagem de navios russos por águas nacionais.

Combate ao Tráfico de Drogas: As rotas marítimas são frequentemente utilizadas por organizações criminosas para o tráfico de drogas. Os submarinos portugueses desempenham um papel activo na interceptação e combate a essas actividades ilícitas, colaborando com outras agências de segurança e realizando patrulhas estratégicas para impedir o fluxo de drogas através das águas portuguesas. Há um registo de intervenções bem sucedidas neste âmbito.

Combate à Pesca Ilegal: A pesca ilegal representa uma ameaça significativa para a sustentabilidade dos recursos marinhos e para a economia pesqueira de Portugal. Os submarinos são utilizados para monitorizar e patrulhar áreas onde a pesca ilegal é prevalente, ajudando a aplicar as leis e regulamentos marítimos e a proteger os ecossistemas marinhos.

Suporte em Missões de Resgate e Salvamento: Além de suas funções de vigilância e combate, os submarinos também podem desempenhar um papel crucial em missões de resgate e salvamento marítimo. A capacidade de operar em profundidades submarinas permite uma resposta rápida e eficaz a situações de emergência, como naufrágios ou desastres naturais.

Defesa da ZEE – Zona Económica Exclusiva: A presença de submarinos na ZEE portuguesa dissuade potenciais ameaças externas e ajuda a proteger os interesses nacionais, incluindo a segurança energética, a exploração sustentável dos recursos marinhos e a preservação do ambiente marinho. Podem rapidamente responder a qualquer actividade hostil ou tentativa de violação da soberania portuguesa na ZEE. Tendo em conta o objectivo de aumentar a nossa ZEE, é imperativo que tenhamos controlo e poder de vigilância sobre a mesma.

Resumindo, os submarinos da Marinha Portuguesa desempenham múltiplos papéis essenciais na vigilância, protecção e segurança das águas territoriais do país. A presença e operações contribuem significativamente para a defesa da soberania nacional, a promoção da segurança marítima e a preservação dos recursos marinhos de Portugal.

CMA CGM irá modernizar 100 navios.

O armador francês CMA CGM enviará cerca de 100 doa seus navios para as instalações europeias dos estaleiros Damen para modificações significativas, que deverão proporcionar eficiências de combustível superiores a 10%. 

As actualizações ocorrerão na Damen Shiprepair Dunkerque (DSDu) na França e na Damen Shiprepair Amsterdam (DSAm) na Holanda, que possuem algumas das maiores docas secas da Europa e experiência significativa em reformas e modernizações complexas. A instalação de lâmpadas na proa das embarcações CMA CGM estará entre as modificações mais importantes. 

O acordo marca a primeira vez que a CMA CGM escolhe estaleiros europeus para modificações complexas. Este ano estão programadas nove paragens de navios da CMA CGM, sendo cinco na DSDu e quatro na DSAm. Três deles serão para a instalação de lâmpadas de proa, sendo o primeiro no navio alimentador de contêineres movido a GNL Polar. A lâmpada de 120 toneladas foi fabricada na DSAm e será instalada em breve. Os dois navios restantes serão o Arctic, de 366 metros, e o Aurora, de 170 metros. De acordo com o comunicado, os retrofits das lâmpadas proporcionarão economias no consumo de combustível entre 5 a 10%, mas a CMA CGM está procurando actualizações adicionais que possam contribuir ainda mais para a eficiência de suas embarcações. 

A Damen irá actualizar, entre outros detalhes, o bulbo da proa, mas também uma actualização da hélice, modificações no bico da hélice e tinta de silicone. Cada uma destas actualizações proporcionará economias adicionais de combustível entre 2 e 5%, de acordo com o comunicado, gerando um retorno do investimento em menos de três anos, bem como reduções significativas de carbono e outros poluentes. 

 “Esperamos uma parceria de longo prazo entre a CMA CGM e a Damen”, afirmou Freek van den Eijkel, Gerente Comercial da DSAm, acrescentando: “A DSDu já tem um relacionamento com a CMA CGM, mas juntas a DSAm e a DSDu podem fornecer os serviços que A CMA CGM exige com suas excelentes instalações e fácil acesso de e para as principais rotas marítimas.”

Marinha detecta embarcação espanhola em actividade de pesca ilegal.

O NRP Cassiopeia, durante uma acção de patrulha e vigilância marítima a sul de Tavira, detectou na madrugada de quarta-feira uma embarcação de pesca espanhola em actividade de pesca ilegal com arte do cerco, tendo a bordo mais de três toneladas de sardinha, cuja captura se encontra interdita até 1 de Maio de 2024, por defeso da espécie. 

Sob coordenação do Capitão do Porto de Tavira, a embarcação em infracção foi acompanhada até ao porto de Olhão, tendo o pescado sido apreendido pela Polícia Marítima de Tavira, que tomou conta da ocorrência.

A Marinha Portuguesa e a Autoridade Marítima Nacional continuam a conjugar esforços para garantir o cumprimento da Lei e da autoridade do Estado no mar nos espaços sob soberania e jurisdição nacional, em benefício da economia azul e da preservação do meio marinho, bem como para a defesa dos interesses nacionais.

Astrid Maersk: Lançado o 2° grande porta-contentores movido a metanol do mundo.

O porta-contentores foi nomeado Astrid Maersk. Liza Uchida, esposa de Makoto Uchida, CEO da Nissan Motor Corporation, serviu como madrinha e baptizou a embarcação. 

“Estamos realmente entusiasmados em receber o Astrid Mærsk na nossa nova frota capaz de navegar com metanol verde. Com este navio e os seus navios irmãos, a Maersk está a dar passos importantes na jornada rumo à transição energética do transporte marítimo. Ninguém pode fazer isso sozinho. Para permitir cadeias de abastecimento verdes e acelerar o movimento do transporte marítimo em direção a emissões líquidas zero, é essencial uma acção corajosa e contínua por parte de clientes dedicados como a Nissan, pares da indústria e fornecedores”, afirmou o CEO da Maersk, Vincent Clerc.

O Astrid Maersk é o 2° de 18 grandes navios movidos a metanol a serem entregues em 2024 e 2025. O navio porta-contentores foi construído pela Hyundai Heavy Industries (HHI) na Coreia do Sul e tem capacidade nominal de 16.000 contêineres (TEU). É equipado com um motor bicombustível desenvolvido pelo fabricante alemão de motores MAN Energy Solutions (MAN ES) para permitir operações com metanol. 

O navio entrará em serviço na cadeia AE12 que liga a Ásia e a Europa durante o mês de abril, indicou o armador. 

Submarino Português larga para missão histórica no Atlântico Norte

O NRP Arpão largou hoje para uma missão histórica no Atlântico Norte no âmbito da participação na Operação Brilliant Shield da NATO, com regresso previsto a 19 de Junho, após mais de 70 dias de missão.

Esta missão será um marco importante na história dos submarinos portugueses, como referiu o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Henrique Gouveia e Melo, uma vez que o NRP Arpão será o primeiro submarino a navegar por baixo do gelo Ártico, demonstrando a capacidade de actuação da Marinha Portuguesa, com o apoio das Marinhas congéneres do Canadá, Dinamarca e Estados Unidos.

O NRP Arpão tem 36 militares e é comandado pelo Capitão-de-fragata Taveira Pinto.

Poderão existir duas novas espécies de orcas?

As orcas (Orcinus orca) são hoje reconhecidas como uma espécie ecológica diversificada e distribuída globalmente. Várias descrições foram descritas e alguns cientistas sugeriram que mais subespécies ou espécies deveriam ser incluídas no género (actualmente foram nomeadas até 23 espécies e quatro subespécies de orcas). Uma nova pesquisa publicada na revista Royal Society Open Science sugere que duas populações de orcas, a orca residente e a orca de Bigg, devem ser reconhecidas como espécies separadas, distintas uma da outra e de outras orcas.

As orcas apresentam diferenças significativas numa série de características dependendo da região em que são encontradas. Estas diferenças levaram ao reconhecimento de vários “ecótipos” de orcas, que são grupos com características distintas específicas do seu habitat e comportamento. No Pacífico Norte, por exemplo, foram descritos três ecótipos de orcas. As orcas Bigg (também conhecidas como “transitórias”) são observadas principalmente na plataforma continental em águas temperadas a árticas, embora a sua distribuição além da plataforma não esteja bem documentada e elas sejam focadas em digerir mamíferos marinhos.

Por outro lado, as chamadas baleias assassinas residentes, principalmente costeiras e localizadas em águas ao norte do centro da Califórnia, no Pacífico oriental. Eles são conhecidos por se especializarem em comer peixe, especialmente salmão. Existem linhas de evidência que apoiam a ideia de que os ecótipos Resident e Bigg das orcas são geneticamente distintos e seguiram trajectórias evolutivas divergentes, semelhantes às espécies separadas. Por exemplo, foram observadas diferenças de comportamento, como organização social, dispersão, dieta, acústica e outros aspectos relacionados, além da interacção com o meio ambiente.

A análise genética sugere que os dois grupos são distintos e que os transientes se separaram dos seus antepassados ​​entre 200.000 e 300.000 anos atrás, enquanto os residentes começaram a divergir há cerca de 100.000 anos. Os cientistas propõem então que ambas as orcas sejam reconhecidas como espécies diferentes. O que se segue é que a Sociedade dedicada a esta matéria se  reúna para avaliar se deve ou não reconhecer as evidências.