CMA CGM apresenta o novo elemento da frota: "CMA CGM Paraty"


A Hudong-Zhonghua Shipbuilding, uma subsidiária da China State Shipbuilding Corporation (CSSC), e a China Shipbuilding Industry Trading entregou o porta-contentores movido a GNL –  gás natural liquefeito, denominado CMA CGM Paraty para o armador francês CMA CGM.

A embarcação, projectada pelo 708º Instituto de Pesquisa do China Shipbuilding Group, tem comprimento total de 336 metros, largura moldada de 51 metros e profundidade moldada de 26,8 metros.

O porta-contentores tem uma velocidade de serviço projectada de 21 nós e capacidade máxima de carga de 13.200 TEUs. Incorpora um sistema de energia de duplo combustível de GNL e está equipado com um tanque de carga de GNL de 14.000 metros cúbicos com sistema de contenção de carga tipo Mark III.

Segundo o construtor naval, o sistema de controlo inteligente por reciclagem de gases de escape (iCER) instalado a bordo do navio poderia reduzir o deslizamento de metano no modo gás em 50% e as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em mais de 28%. O navio está especialmente equipado com um enorme pára-brisa de proa, que pode economizar de 2% a 4% do consumo de combustível durante a operação real.

Além disso, está instalado um dispositivo de poupança de energia na popa do navio, que deverá melhorar a eficiência da propulsão da hélice e reduzir o consumo de energia em cerca de 1,5%.

O navio marca, de acordo com o armador francês, um passo significativo na jornada contínua rumo a um futuro sustentável, pronto para servir  Ásia para Rotas da América do Sul.

Nova geração de contentores apresentada pela Krone.

O fabricante alemão Krone lançará uma nova geração de contentores secos, denominada “KRONE Dry Box”, ainda durante este ano, com dez melhorias engenhosas.

Para aumentar a protecção contra danos, a parede frontal está agora ligeiramente recuada na parte superior, para que haja espaço suficiente mesmo nas curvas, afirmou a Krone, acrescentando que a protecção contra colisão foi estendida para 1.300 mm na parte inferior.

O novo relevo nas grades frontais e laterais proporciona ainda mais estabilidade na carroceria, o que também oferece melhor protecção para adesivos e marcações de contorno. Os pilares traseiros e dianteiros também se tornaram ainda mais estáveis ​​e agora estendem-se até ao chão.

Além disso, os acessórios de canto também foram modificados e agora oferecem um apoio para as pernas integrado. Os condutores, em particular, irão apreciar a libertação da perna de apoio mais facilmente acessível, que pode ser operada a partir do exterior e está equipada com um revestimento de borracha fácil de manusear. A trava de segurança da escada equipada com uma placa de mola também é mais fácil de operar.

Também houve alterações na subestrutura: o túnel foi aumentado de 90 para 100 mm.

A Krone também actualizou o interior da caixa móvel de parede lisa em aço: Tem novo relevo em ambos os lados, nos quais uma opção de amarração opcional pode ser soldada.

Embaixador do Irão em Portugal garante que Tripulação do MSC Aries está em liberdade

O embaixador do Irão em Portugal, Seyed Majid Tafreshi, afirmou à RTP que a tripulação do porta-contentores MSC Aries, com bandeira portuguesa, que, segundo ele, foi “apreendido”, está em liberdade. “Perguntei [a Teerão] e disseram que eles não estão a ser controlados, nem interrogados”, garantiu Tafreshi.

“O Sistema de Identificação Automático, creio que se chama assim, estava desligado. Houve uma queixa”, disse o embaixador, confirmando que o porta-contentores está em “águas territoriais do Irão”.

Relativamente ao ataque de sábado à noite, o embaixador classificou-o como “legítima defesa”, porque, segundo ele, quem ataca o Irão “vai para o topo da lista” e pode esperar uma resposta. 

O embaixador acrescentou ainda que irá pedir ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, para que “ponha em cima da mesa toda a sua experiência” e ajude a “minimizar o risco de mais tensão”.

Entrada do Irão no conflito pode prolongar Crise do Mar Vermelho.

A crise no Mar Vermelho iniciou o ano passado (19 outubro
2023), prolongando para 2024, e até agora sem fim a curto prazo, e
transformando a habitual dinâmica do comércio marítimo, numa adaptação abrupta
de modo a manter as cadeias de abastecimento em funcionamento, na semelhança
que aconteceu durante a pandemia do Covid-19, mas obviamente com um impacto
muito menor em relação a esse período mencionado.

O Irão, indirectamente, participa neste conflito, devido ao
seu apoio aos rebeldes houthis do Iémen, que tem semeado o caos naquela região
do globo, tendo tomado iniciativas duras e mortíferas nos navios que passam
pelo estreito de Bab El Mandeb rumo ao Mar Vermelho e consequentemente ao Canal
do Suez.

A relação entre Israel e Irão foi sempre complexa e marcada
por vários tipos de tensões, por motivos religiosos, históricos e geopolíticos.
São duas potências na região do Médio Oriente, e é notório a hostilidade e rivalidade
que ambos os lados sentem.

Outro detalhe não menos importante, é o facto de ambos os
países serem potências nucleares. Essa questão tem ajudado a cimentar as
tensões já existentes em virtude desse detalhe. Ambos possuem programas nucleares
bem definidos, apesar das motivações para a existência dos mesmos sem
diferentes.

A entrada em jogo do Irão, com um ataque a Israel, derivado
de outro ataque que Israel tinha feito na Síria, e que tinha atingido o consulado
iraniano nesse mesmo país. O Irão muito provavelmente estaria à espera de um “pretexto”
para entrar no conflito, e Israel proporcionou esse motivo. Israel, que tem
levado uma atitude bélica sem precedentes, pode continuar o caminho de retaliação,
abrindo mais uma brecha, que poderia eclodir em frentes diferentes (A actual na
Palestina, uma “briga” com o Irão, e envolvendo a Síria).

Como todos sabemos, sempre que há um conflito nesta região, é
sempre imprevisível, deixando um rasto de destruição, problemas e o agravar da
hostilidade.

Esta possível entrada do Irão do conflito, irá por certo
agravar a crise do Shipping no Mar Vermelho, ( Como se já se viu na apreensão
do porta-contentores registado com bandeira portuguesa, o MSC Aries), o que
fará por certo que a alternativa da Rota do Cabo prossiga durante mais tempo do
que seria expectável ou até preferível, apesar de ter havido uma resposta
concludente na altura do inicio deste conflito.

Os custos tem aumentado exponencialmente, seja pela questão
do combustível extra que a rota impõe, seja pelo aumento da taxa europeia EU
ETS, que tem praticamente triplicado em função da rota alternativa. Isto
reflecte-se obviamente no custo do frete, que tem subido imenso nos últimos
meses. Apesar da vontade demonstrada tanto pelos EUA e Reino Unido, tanto como
pela EU ( Através da iniciativa de defesa ASPIDES), seria importante que houvesse
uma forte imposição diplomática de forma a diminuir a tensão e haver
entendimentos mínimos, não só para parar o conflito e o expandir do mesmo, bem
como devolver a normalidade ao sector do shipping, tão fustigado por vários
motivos desde da pandemia do Covid-19. Se haverá sucesso a curto/médio prazo?
Veremos o desenvolvimento nas próximas semanas.

Corredor Marítimo Coatzacoalcos – Sines em marcha.

A anunciada intenção de Portugal e México estabelecer um corredor marítimo entre o porto de Coatzacoalcos, no Golfo do México, e o porto de Sines, em Portugal, passou da intenção à formalização.

O corredor marítimo Coatzacoalcos-Sines será uma rota marítima privilegiada que fortalecerá as cadeias de produção entre ambos os países, bem como entre a América do Norte e a União Europeia. Contribuirá, de igual forma, para a exportação, o armazenamento e a distribuição de energia, com o objetivo de contribuir para a segurança energética da Europa.

O corredor marítimo Coatzacoalcos-Sines ligar-se-á ao Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec (CIIT), que liga o porto de Coatzacoalcos (Veracruz), na costa do Atlântico, ao porto de Salina Cruz (Oaxaca), na costa do Pacífico, proporcionando maior segurança e previsibilidade ao comércio internacional, num momento em que o desenvolvimento de novas cadeias de abastecimento para os mercados internacionais é indispensável.

Os dois países tinham apresentado o projecto, no Fórum Global Gateway, em Bruxelas, e tinham destacado que o corredor marítimo Coatzacoalcos-Sines está alinhado com as linhas programáticas da estratégia Global Gateway para promover rotas de transporte sustentável entre a Europa e seus parceiros globais, diversificar o abastecimento de energia à Europa e investir na mitigação e resiliência climática, bem como contribuir para o processo de transição energética.

Com este memorando, ficam reforçadas as relações entre os dois países, criando oportunidades de negócios e de cooperação, fortalecendo uma agenda económica conjunta

Portugal pede esclarecimentos a Teerão sobre navio apresado no Estreito de Ormuz

Numa nota à imprensa, o MNE – Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirma tratar-se de um navio de carga, o MSC Aries, com pavilhão português (registo na Região Autónoma da Madeira), sendo a empresa proprietária a Zodiac Maritime Limited, com sede em Londres.

No comunicado é indicado que o acompanhamento da situação está a ser feito sob coordenação direta do gabinete do primeiro-ministro, envolvendo os ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Presidência, da Defesa Nacional e da Economia. “Não há registo de cidadãos portugueses a bordo, seja tripulação ou comando. O Governo português está em contacto com as autoridades iranianas, tendo pedido esclarecimentos e solicitado informações adicionais”, refere o Executivo.

Ao contrário de Portugal, o Exército israelita escusou-se hoje a comentar a abordagem por um helicóptero da Guarda Revolucionária Iraniana ao navio de pavilhão português alegadamente associado a Israel no Golfo Pérsico. “Sem comentários”, disse um porta-voz militar israelita questionado pela EFE, depois de a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, ter anunciado que “um navio cargueiro associado ao regime sionista [Israel]” fora apresado.

O incidente ocorre no meio da tensão criada pelo ataque israelita ao consulado do Irão em Damasco, a 01 deste mês, que deixou sete membros da Guarda Revolucionária mortos. O Irão prometeu entretanto retaliar, tendo os Estados Unidos alertado para a possibilidade de Teerão responder durante o fim de semana.

O navio porta-contentores capturado está ligado à empresa ‘Zodiac Maritime’, parte do ‘Grupo Zodiac’, com uma frota de mais de 180 navios e sede no Mónaco e pertencente ao bilionário israelita Eyal Ofer.

Porta-Contentores MSC Aries atacado e apreendido pelo Irão

Segundo a AP – Associated Press, o porta-contentores apreendido e atacado fazia a ligação entre os Emirados Árabes Unidos e a Índia quando foi interceptado. 

O MSC Aries, com bandeira portuguesa, é um porta-contentores associado à Zodiac Maritime, que tem sede em Londres, no Reino Unido. 

A IRNA – Agência de notícias estatal iraniana confirmou que a Guarda Revolucionária apreendeu o navio MSC Aries, alegando que a embarcação está “associada ao regime sionista” e que estava a ser transferida para as águas territoriais iranianas. Segundo o jornal “El Mundo”, o cargueiro tem ligações a um empresário israelita.

Desde 2019, o país tem-se envolvido numa série de apreensões de navios e registou ataques a embarcações na sequência das tensões crescentes com o Ocidente. 

O Golfo de Omã fica perto do Estreito de Ormuz, a apertada foz do Golfo Pérsico por onde passa um quinto de todo o petróleo comercializado globalmente. Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, é um dos principais portos da região e é onde os navios recebem as novas cargas de petróleo, recolhem suprimentos e fazem a troca da tripulação.

Líderes internacionais pedem ajuda da ciência para uma pesca mais sustentável

Ministros e representantes do setor das pescas em
organizações internacionais pediram esta quarta-feira um maior apoio da ciência
para desenvolver as atividades da economia azul da forma mas sustentável
possível.

O pedido foi feito na Conferência da Década do Oceano, que
começou esta quarta-feira em Barcelona, Espanha, organizada pela UNESCO e que
reúne cerca de 15.000 pessoas, para traçar as linhas de ação que a ciência pode
oferecer na salvaguarda dos oceanos.

A ministra norueguesa das Pescas, Cecilie Myrseth, pediu à
comunidade científica “o máximo de aconselhamento” para que a atividade
pesqueira e outras atividades da chamada “economia azul” possam ser
desenvolvidas da forma “mais justa e sustentável”.

Cecilie Myrseth sublinhou o “empenho” do seu país na
proteção dos oceanos, mas chamou a atenção para o facto de mais de 70% do setor
não tomar as medidas mais adequadas para proteger da melhor forma os oceanos
dos efeitos da sua atividade.

“Temos de tomar medidas com base na ciência para continuar a
ter o oceano como uma fonte de alimento para o futuro da humanidade, mas
compreendendo e respeitando o oceano como um ecossistema vulnerável”, afirmou.

A ministra norueguesa “ofereceu” o “conhecimento
independente do Atlântico Norte” ao resto do mundo, embora tenha salientado que
essa ciência “deve ser alargada e reforçada através da cooperação
internacional”.

Outra das intervenções no mesmo sentido foi a do
diretor-geral adjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a
Agricultura (FAO), Manuel Barange, que também apelou aos cientistas para que
atuem como “intermediários honestos” e deem indicações aos líderes para
encontrarem uma forma de desenvolvimento sustentável.

“Vivemos numa altura de tensão política e de desafios
ambientais”, reconheceu Manuel Barange. Defendeu que, face ao crescimento
demográfico, é necessário “quebrar a ligação histórica entre degradação social
e desenvolvimento económico”. Apelou a que se “aproveite o poder da ciência e
da colaboração para fazer do oceano um motor de desenvolvimento equitativo”. “A
ciência pode e deve ser uma ferramenta unificadora”, afirmou.

Por isso, a FAO está a desenvolver um roteiro com o objetivo
de acabar com a fome sem ultrapassar os limites de emissões de gases com efeito
de estufa estabelecidos pelo Acordo de Paris.

Unesco pede mais investimento na ciência para combater a deterioração dos oceanos.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, pediu o reforço no investimento na ciência e na cooperação internacional
para lutar contra as ameaças que os oceanos enfrentam. As afirmações dela ocorreram
no início de uma conferência, realizada em Barcelona, dedicada à reflexão sobre
a protecção aos oceanos.

“Enfrentamos objectivos cruciais. Muito foi conseguido para os
oceanos, mas ainda há muito por fazer e que pode ser feito e, por isso, temos
de continuar a investir na ciência” — afirmou Azoulay na sessão de abertura da
Conferência da Década dos Oceanos, que acontece em Barcelona. —
Sabemos que é muito difícil em tempos de crise, de guerras e de fragmentação da
comunidade internacional, mas se há algo que nos pode unir são os oceanos.

Azoulay foi um dos responsáveis ​​pela abertura da conferência, que
reunirá em Barcelona cerca de 1.500 actores da
comunidade oceânica global, incluindo representantes
governamentais, cientistas e membros de organizações, para
avaliar a primeira secção da Década dos
Oceanos (2021-2030).

— O oceano está sufocante, e todos os dias temos números de
temperatura que mostram que estão sendo ultrapassados ​​registros muito negativos — afirmou,
citando uma das maiores ameaças.

 A iniciativa da ONU procura, entre outras coisas, estimular
a ciência como instrumento de combate à preocupante deterioração dos oceanos,
rodeados de múltiplas ameaças como o aumento da temperatura das águas ou a
poluição causada pelos plásticos.

— Sei que alguns podem pensar que o nosso século atravessa
crises mais graves, mais urgentes e mais profundas do que aquelas que afetam o
ecossistema dos oceanos — indicou o príncipe Alberto II do Mônaco, por sua vez,
durante o seu discurso. — No entanto, o que nos traz aqui hoje é fundamental
para o futuro de todos.

Os participantes esperam que as reflexões feitas durante a
conferência sirvam para melhorar as ferramentas de combate à emergência
climática e se traduzam em efeitos concretos.

— É urgente que esta conferência seja um catalisador de
compromissos com ações coordenadas a nível local, nacional e internacional e
com medidas tangíveis que promovam a conservação e o desenvolvimento
sustentável dos oceanos — afirmou o presidente de Cabo Verde, José María Neves.

Porto de Sines manteve o 14° Lugar no Top 15 Europeu.

Sines, o maior porto nacional, manteve o 14° lugar no Top 15
Europeu, de acordo com os dados providenciados pelo Prof. Theo Noteboom.

Neste Top 15, Sines foi um dos três portos que movimentaram
mais contentores que em 2023, sendo os outros dois, Gioia Tauro (Itália) e
Pireu (Grécia). O 13º e 15º da tabela inverteram de posição, sem que afectasse
Sines, tendo o Porto de Gdansk ( Polónia ) subido duas posições, tendo o Porto
de Marselha (França) passado para último do Top 15. 

Sines, tendo em conta que é
um porto recente em comparação com os restantes mais antigos, estão naqueles que registaram
os maiores ganhos de tráfego dentro do período 2007-2023.

Em relação a este ranking do Top 15 da  UE movimentaram juntos 72,3 milhões de TEU em
2023 o que representa uma descida de 5,6% menos que em 2022. Em
comparação:  -4,2% em 2022 e +5% em 2021.
Todas estas alterações são derivadas tanto da situação económica actual, como
da situação geopolítica ( Guerra na Ucrânia e conflito Israel – Hamas), e até
climático ( Seca no Canal do Panamá)  nos
volumes de contentores movimentados.

O “mal” generalizado atingiu os três principais
portos da UE, ( Roterdão, Antuérpia-Bruges e Hamburgo), que registaram um
tráfego declínio de cerca de 7% em 2023, somando-se a uma queda de TEU de mais
de 5% em 2022. Outros portos como Algeciras, Gdansk e Genova registaram uma
pequena queda na movimentação de contentores.

Os portos de Roterdão e Antuérpia-Bruges permanecem de
longe, os maiores portos de contentores da UE. Pireu tornou-se o quarto maior
porto da UE em 2023, mas mantém uma distância respeitável de Hamburgo. Os
portos de Genova foram da 12ª para a 10ª posição no ranking.