Lídia Bulcão salienta importância dos Portos e Shipping na Economia Global.

A Secretária de Estado do Mar, Lídia Bulcão, salientou a importância dos portos e do shipping na economia global e os desafios que a indústria enfrenta, destacando que “estes são tempos de mudança e desafios à escala global: na digitalização e na luta contra as alterações climáticas, entre muitas outras. 

Também nesta área, os portos e o transporte marítimo são estruturas que desempenham um importante papel na economia global”.

A governante falava na Gare Marítima de Alcântara, na abertura da Flagship, a conferência mais emblemática do Portugal Shipping Week 2024 (PSW 2024), que este ano tem como hosts os portos de Lisboa e Setúbal.

O encontro que é considerado como um dos mais representativos do sector marítimo, portuário e logístico a nível europeu, decorre até amanhã nos dois portos, tendo como mote a descarbonização do sector e dos transportes marítimos e como grande objectivo posicionar Portugal enquanto centro global dos transportes marítimos e logística.

Lídia Bulcão adiantou que “para esta transformação, o papel da inovação é fundamental, promovendo uma economia resiliente, mais competitiva, de maior valor e, acima de tudo, mais verde. A transição energética europeia e global para o transporte marítimo está na agenda e, no centro do debate desta semana, estará a descarbonização do transporte marítimo, e o caminho a seguir que este desafio enfrenta pelos seus diferentes intervenientes, sejam eles os governos nacionais, portos, terminais ou a comunidade marítima”.

Ao longo desta semana, a PSW 2024 juntou armadores, fornecedores de energia, gestores e representantes nacionais e internacionais de todas as áreas ligadas ao sector marítimo, para apresentarem projectos, estabelecerem relações comerciais e trocar sinergias.

Houthis reclamam ataque a três navios na costa do Iémen

Os rebeldes houthis do Iémen reclamaram hoje o ataque de
“pelo menos três” navios da companhia marítima ítalo-suíça MSC, dois
deles “israelitas”, ao largo da costa do Iémen e alertaram que não
hesitarão em intensificar as suas operações.

Os houthis “conduziram uma operação conjunta que
envolveu forças navais, ‘drones’ e mísseis [tendo como alvo] o MSC israelita
‘Diego’ e o MSC, também israelita, ‘Gina’ no Golfo de Aden. Os ataques foram
precisos”, disse o porta-voz militar Yahya Sarea.

O responsável houthi acrescentou que “foram realizadas
duas operações contra o navio MSC Vittoria no Oceano Índico e contra o mesmo
navio no Mar da Arábia”.

“Os impactos foram diretos, graças a Deus”,
referiu.

Segundo portais marítimos, os MSC ‘Diego’, ‘Vittoria’ e
‘Gina’, todos os três com bandeira do Panamá, já se encontram nos portos de
destino e não reportaram quaisquer danos aos seus navios.

Sarea, que não indicou quando é que estes navios foram
atacados, alertou que este grupo de aliados do Irão e que controlam grande
parte do Iémen “está a acompanhar de perto” os acontecimentos na
Faixa de Gaza.

Surf Parque Óbidos garante investimento de surfista de elite

Kanoa Igarashi, surfista que ocupa actualmente a sétima
posição da Liga Mundial de Surf, tornou-se investidor do Surf Parque Óbidos,
que arrancará em março de 2026 com um período de abertura ligeira seguido da
grande abertura ao público em julho.

O nipónico, também com nacionalidade americana e que faz de
Portugal a sua casa, na Ericeira, considera que “vai ser um espaço com muita
adesão para quem quer aprender de forma segura e treinar profissionalmente ao
mais alto nível, num excelente complemento ao mar”. “Vai ser mais um local de
convívio para todos os surfistas”, manifesta.

Neste momento o capital accionista e o financiamento bancário
da operação já se encontram assegurados, faltando só assegurar a obtenção dos
apoios públicos necessários para que a construção possa avançar.

O Surf Parque de Óbidos irá reforçar as marcas do Oeste,
Peniche e Surf definidas pelo Turismo Centro de Portugal e vai integrar as
zonas de elite de surf em Portugal, como a praia dos Supertubos, juntamente com
a Ericeira e Nazaré.

Esta foi uma das razões pela qual a vice-presidente do
Turismo Centro de Portugal, Anabela Teles, emitiu uma declaração de interesse
“reconhecendo como inovador e valorizador da oferta turística, podendo gerar
fluxos turísticos nacionais e internacionais extremamente relevantes,
contribuindo para a consolidação do Centro de Portugal como um dos destinos de
surf mais conceituados a nível mundial”.

Planos de um "Canal da Nicarágua" feito pela China foram abaixo.

O grande plano para ter um canal que fosse concorrente directo ao Canal do Panamá, conheceu novos desenvolvimentos e não são positivos. O projecto, que está sendo oficialmente enterrado, era uma criação sonhada pela China na América Central.

A Nicarágua cancelou oficialmente uma concessão de 50 anos que concedeu ao bilionário chinês Wang Jing há mais de uma década, encerrando planos de longa data para dar ao Canal do Panamá, uma rivalidade sem paralelo.

Uma cerimónia de inauguração da proposta hidrovia de 278 quilómetros e 50 mil milhões de dólares teve lugar há 10 anos, mas o projecto nunca prosseguiu com Wang, um magnata das telecomunicações de Pequim, gravemente atingido por uma quebra do mercado de acções no ano seguinte.

Outro projecto desafiador para o Canal do Panamá ficou silencioso. A Zergratran, com sede na Flórida, estreou planos em 2022 para um túnel subterrâneo que usaria tecnologia de levitação magnética para transferir contentores em menos de 30 minutos entre portos totalmente automatizados nas costas do Atlântico e do Pacífico no norte da Colômbia. Desde então, este projeto ficou inactivo.

O projecto já tinha dado polémica o ano passado, quando o
Presidente da Nicarágua , Daniel Ortega, afirmou que os EUA tinham
tentado impedir a execução da obra do novo canal que iria ligar os dois oceanos,
projecto avaliado em 50 Biliões.

Na altura, comentou: “Quando trabalhamos para
desenvolver o canal na Nicarágua, vimos imediatamente uma campanha de forças
inimigas da revolução, o governo dos Estados Unidos, que lançou uma ofensiva
para tentar impedir o avanço do projecto.

Feira Náutica em Setúbal de 16 a 19 de Maio.

O evento decorre no cais 3 do Porto de Setúbal e destaca-se
por ser um “espaço de negócio e oferta de serviços, de empresas locais e
nacionais, nas áreas da náutica de recreio, pesca desportiva, caça submarina,
mergulho, desportos de ar livre e turismo náutico e de montanha”, explica a
autarquia, entidade organizadora do evento, com o apoio da Administração dos
Portos de Setúbal e Sesimbra e da Caetano Drive.

Ao longo dos dias, estão preparados espectáculos musicais,
com inauguração da iniciativa ao som de Sandro Saldanha, dia 16, seguindo-se
Jorge Nice e João Faustino, a 17, Bin TUNE, a 18, e 2CUTE, a encerrar o
certame, dia 19. Todos os concertos, à excepção do último, que decorre às 19,
realizam-se às 20 horas.

A Feira Náutica de Setúbal tem também uma área dedicada à
gastronomia, com vários espaços de street food e uma variedade de sabores, com
os participantes Ganso’s, Burger 567, Eddine Gelados, Ostras sobre Rodas,
SalDoce e So Good. Ao todo, vão marcar presença quase 40 expositores, entre
eles a Bicasco Setúbal, Deodeck, San Remo, Nautel, Alphayate, Orla Costeira,
Maré Alta, Marina Marbella Setúbal, Nautiser Centro Náutico, Nautiser R,
Nautifish, Prosea, Electrozimbra, Motolusa, K2 Fish, Zimbromotor, BoatCenter,
Silcar Boats, Riesnáutica e Sun Concept.

Tartaruga "Carlinhos" regressou ao mar em Gaia

Os tripulantes da Estação Salva-vidas da Foz do Douro,
Porto, colaboraram esta com a Estação Litoral da Aguda (ELA) e com a empresa
municipal Águas de Gaia na devolução de uma tartaruga ao mar.

De acordo com um comunicado da Autoridade Marítima Nacional,
trata-se de uma tartaruga, que pertence à espécie protegida “caretta
caretta”, com 7,4 quilos, e foi libertada a cerca de 20 milhas náuticas
(aproximadamente 14 quilómetros) de Gaia.

A tartaruga foi resgatada na praia da Aguda, em Gaia, em
abril de 2022, após ter ficado presa em redes de pesca, tendo ficado até ao dia
da libertação na ELA.

“Ao longo dos dois anos, o réptil, baptizado de com o
nome de “Carlinhos”, passou por um longo período de
recuperação”, faz saber a Autoridade Marítima Nacional, dando conta que
esta iniciativa foi liderada pelo Professor Doutor Mike Weber, fundador da ELA.

Entregas de navios porta-contentores atingem novo recorde de 1 milhão de TEUs

De acordo como Analista-Chefe da Navegação da BIMCO, Niels
Rasmussen: “Em 2023, foram entregues 2,3 milhões de TEU de capacidade de navios
porta-contentores, superando o recorde anterior em 37%. No acumulado do ano,
outro recorde foi estabelecido, já que mais de 1 milhão de TEU já foram
entregues durante os primeiros quatro meses do ano, um aumento de quase 80% em
comparação com o recorde anterior”.

Como até agora a reciclagem de navios apenas retirou 19
navios mais pequenos, a frota aumentou quase 1 milhão de TEU, um aumento de
3,5% em relação ao início do ano. Isto se soma ao crescimento da frota do ano
passado de 8,2%.

Rasmusen acrescentou que: “Devido a entregas recordes, a
carteira de pedidos diminuiu. No entanto, como foram contratados 1,8 milhões de
TEU durante 2023 e 2024, diminuiu apenas 1 milhão de TEU e situa-se agora em
6,1 milhões de TEU, 21% da dimensão actual da frota. Como resultado, a
participação da carteira de encomendas na frota é mais do dobro do tamanho que
era antes da pandemia da COVID e do início da onda de contratações dos
operadores regulares”.

A carteira de encomendas contém 2 milhões de TEU para
entrega em 2024 e os volumes de entrega para o ano deverão ultrapassar os 3
milhões de TEU, 30% acima do recorde do ano passado. Em 2025, as entregas
deverão terminar pouco abaixo dos 2 milhões de TEU, sendo as terceiras entregas
mais elevadas num ano apenas superadas em 2023 e 2024.

Apesar disso, as entregas ainda estão um pouco fora do
normal quando vistas em relação ao tamanho da frota. Em 2024, esperamos que as
entregas atinjam 11% da capacidade da frota no início do ano. Isso foi superado
recentemente em 2008, quando as entregas representaram 14% da frota.

Esperava-se que o recorde de entregas de navios criasse um
excesso de oferta significativo no mercado e, embora isto tenha impactado o
mercado em 2023, parece que as entregas este ano contribuem para manter o
comércio global de contentores em movimento.

Devido ao reencaminhamento de navios através do Cabo da Boa
Esperança, na sequência dos ataques no Mar Vermelho por parte dos Houthis, é
necessária cerca de 10% mais capacidade para gerir o comércio global de
contentores. A capacidade necessária para gerir qualquer crescimento do mercado
deve ser adicionada a esses 10%.

“Quando os navios começarem a aumentar as viagens através do
Mar Vermelho e do Canal de Suez, provavelmente veremos um excesso de oferta
significativo. Entre 2019 e 2023, a frota cresceu 21% enquanto o volume de
contentores cresceu apenas 4%. Entre 2023 e 2025, a frota deverá crescer mais
15%”, afirma Rasmussen.

Alerta para excesso de pesca de atum-patudo nos Açores

A quota do atum-patudo poderá estar prestes a ser esgotada nos Açores, devido à excessiva captura da espécie na região, alertou hoje Jorge Gonçalves, da Cooperativa de Pesca Açoriana (CPA), que comercializa pequenos pelágicos e demersais.

“Acho que não faz sentido nós estarmos a apanhar quantidades de peixe como estamos a apanhar, que vamos deixar de poder pescar dentro de uma semana, duas semanas no máximo, […] estando o peixe em grandes abundâncias no mar dos Açores, para o ter vendido a um euro e tal [o quilo]”, lamentou o armador, em declarações aos jornalistas, na Horta, na ilha do Faial.

Jorge Gonçalves, que é também presidente da Federação de Pescas dos Açores, salientou ainda que, a este ritmo de capturas e de descargas em lota, os pescadores e armadores da pesca do atum poderão acabar por colocar em causa a sustentabilidade e a rentabilidade do setor.

“Eu não digo desbaratar, mas está-se a ter trabalho, está-se a retirar um recurso e não se está a tirar o dividendo que se pode tirar desse recurso, e isso é que nos deve fazer pensar muito, sobre o que é que estamos a fazer e o que é que pretendemos fazer no futuro”, advertiu o representante da CPA.

Na semana passada, o Governo Regional dos Açores, através da Secretaria do Mar e das Pescas, publicou uma portaria a restringir, de novo, a quantidade de atum-patudo que cada embarcação pode capturar em águas açorianas, alegando que a quota já estará prestes a ser esgotada.

Contudo, Jorge Gonçalves alertou que os limites máximos de captura agora impostos pela região podem não estar a ser respeitados por alguns armadores e mestres de embarcações, deixando um apelo às autoridades regionais.

“Apelamos aqui à Lotaçor e à Inspeção Regional [das Pescas], para que verifiquem, de facto, esses dados, através dos diários de pesca eletrónicos, e que se houver necessidade de atuar, que atuem, para fazer cumprir a lei, para benefício de toda a gente e não só de alguns”, insistiu o armador.

Segundo explicou, neste momento os barcos de pesca que se dedicam à captura de atum-patudo nos mares dos Açores estão a “inundar” o mercado com uma espécie que está a ser pouco valorizada e vendida a baixo preço, devido à sua abundância nos mares da região.

Mais dois porta-contentores atingidos pelos Houthis.

Mais dois navios porta-contentores pertencentes à MSC –  Mediterranean Shipping Company foram atacados
pelos rebeldes Houthis do Iémen ontem, com as estimativas recentes a sugerirem no
momento que o número de navios mercantes visados ​​na
região desde novembro do ano passado está a chegar perto dos 100 navios.

O MSC Gina e o MSC Diego – ambos porta-contentores com
capacidade de 4.000 TEU – foram alvejados, embora não tenha havido quaisquer
relatos de danos. O MSC Gina foi submetido a um ataque semelhante pelos Houthis
em 7 de abril.

Entretanto, os proprietários do Galaxy Leader, um
transportador de automóveis capturado com a sua tripulação há mais de 160 dias,
instaram os Houthis a libertar a tripulação.

 “Infelizmente, a
tripulação parece agora esquecida pelo mundo exterior e não está servindo a
nenhum propósito na promoção da causa dos rebeldes Houthis, então mais uma vez
o apelo está sendo feito, pedindo à liderança Houthi que seja humana e liberte
os 25 membros da tripulação detidos. sem uma boa causa, para que possam voltar
para junto dos seus entes queridos”, afirmava um comunicado do proprietário do
navio.

Os Houthis não tem dado descanso nos ataques, tendo
recentemente, Abdul Malik Al-Houthi, o líder da milícia Houthi, prometido
intensificar os ataques a navios no Mar Vermelho até que Israel faça a paz com
Gaza e os EUA se retirem do Iémen.

Antes das eleições europeias, os portos revelam as nove principais prioridades.

Tendo em vista as próximas eleições na UE, em junho, a ESPO – Organização Europeia dos Portos Marítimos, que representa mais de 98%
dos portos marítimos da União Europeia, definiu as suas prioridades para os
próximos cinco anos, com um forte enfoque na transição energética.

O mundo está em transição, os portos estão em transição.
Mais do que nunca, os portos são entidades estratégicas e facilitadores das
ambições da Europa e do seu futuro sustentável, digital, competitivo, forte e
social. Os portos querem fazer parte da solução e estão a assumir novas
responsabilidades, além do seu papel tradicional como plataforma multimodal na
cadeia de abastecimento.

Intitulado “uma Europa com zero emissões líquidas,
inteligente, resiliente e competitiva: os portos da Europa são parte da
solução”, o memorando da ESPO descreve nove prioridades:

 – Foco na implementação: Os portos da Europa pedem aos
decisores políticos que forneçam clareza e apoio aos portos para garantir a
implementação eficaz dos regulamentos existentes. Neste contexto, devem ser
abordadas incoerências ou políticas contraditórias.

– Dar aos portos espaço para assumirem o seu papel de
facilitadores de energias renováveis:
A transição energética exigirá espaço nos
portos; As barreiras de permissão devem ser removidas; Os portos devem ser
activamente considerados quando estão a ser desenvolvidas políticas energéticas
relevantes, economia circular e estratégias de carbono; Os investimentos
energéticos pioneiros mais arriscados devem ser apoiados financeiramente.

– A redução das emissões e da poluição é um KPI importante
para os portos:
Os portos da Europa pretendem um acordo sobre um mecanismo
global bem definido de precificação das emissões de GEE marítimas; os portos
devem ser autorizados a dar prioridade aos investimentos verdes onde isso fizer
mais sentido em termos de redução de emissões; é necessário um diálogo contínuo
com as partes interessadas para evitar ativos irrecuperáveis; a nova meta de
redução de 90% das emissões de GEE deve ser vista como um trampolim para 2050.

– As condições de concorrência equitativas, tanto no mercado
interno como em relação aos vizinhos da Europa, devem ser salvaguardadas:
os
portos defendem uma verificação de “não prejudicar a competitividade” na
elaboração de políticas da UE; a igualdade de acesso e de condições ao
financiamento é fundamental, devendo ser evitadas abordagens nacionais
divergentes; impulsionar as indústrias com emissões líquidas zero implica
reforçar as cadeias de abastecimento relevantes; o jogo justo de poder e as
condições de concorrência equitativas no setor marítimo devem ser monitorizados
de perto.

– Os portos são fundamentais para reforçar a resiliência da
Europa:
Os portos são um pilar importante da soberania da cadeia de
abastecimento da Europa; os portos são a favor de uma abordagem mais
harmonizada para lidar com a influência estrangeira nos portos; A Europa deve,
no entanto, continuar a ser um local atraente para investir; As medidas de
segurança da UE não devem impedir o comércio, mas sim torná-lo mais seguro.

– Os portos são parceiros na luta por um ambiente cibernético
inteligente, mas seguro:
a digitalização e as tecnologias inteligentes são
ferramentas cruciais para tornar os portos da Europa mais eficientes, seguros e
sustentáveis; poderão ser necessárias medidas adicionais para reforçar a
cibersegurança e uma maior digitalização; aumentar a sensibilização para
possíveis riscos cibernéticos é uma responsabilidade partilhada entre todas as
partes interessadas portuárias.

– Os portos da Europa necessitam de 80 mil milhões de
necessidades de investimento para os próximos 10 anos:
Os portos precisam mais
do que nunca de ter acesso a um instrumento robusto de apoio financeiro, com
envelopes portuários específicos, para investir em projetos com elevado valor
social, mas com um retorno do investimento muitas vezes lento, baixo e
arriscado ; O financiamento europeu deveria ser simples;

– A estrutura institucional da UE deve ser adaptada à nova
realidade:
é necessária uma abordagem mais integrada no desenvolvimento de
novas políticas: os transportes, e em particular os portos, não podem ser
discutidos isoladamente; é necessária uma cooperação mais estreita entre as DG
da Comissão; é necessário um diálogo contínuo, transparente e aberto entre as
partes interessadas e os decisores políticos da UE para enfrentar a
complexidade dos desafios atuais.

– Os portos são um recurso para a cidade: as suas novas
funções podem abrir portas para atrair novos negócios e talentos para o porto e
as cidades portuárias; é necessária uma cooperação eficaz entre todas as partes
interessadas para atrair pessoas para o porto, uma vez que os portos não podem
realizar o trabalho sem as pessoas certas.