8,5M€ para dragagens nos portos de pesca do Algarve

O Plano Plurianual de Dragagens dos Portos de Pesca do
Algarve 2024-2026 prevê um investimento global de cerca de 8,5 milhões de
euros.

O documento, elaborado pela DGRM – Direcção-Geral de Recursos
Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, apresenta planos de dragagem,
com definição de bacias e cotas, para os seguintes portos e áreas portuárias:
Baleeira, Lagos, Alvor, porto de pesca de Portimão, Albufeira, Vilamoura,
Quarteira, Faro, Olhão, Fuseta, Santa Luzia, Tavira, Cabanas e Vila Real de
Santo António.

No Algarve, em 2022, encontravam-se matriculados 2 268
pescadores e havia um total de 878 embarcações licenciadas.

Os portos de pesca de Portimão e de Olhão são os que contam
com maior número de pescadores e de embarcações, sendo igualmente aqueles que
registam maior quantidade de pescado descarregado.

Alteração no ranking dos maiores armadores globais?

A Sea-Intelligence, renomada empresa de análise de dados do sector marítimo, nas suas previsões mais recentes, indicou que num espaço de dois anos, poderá existir duas mudanças no Top 10 global dos armadores, tendo em conta dois factores, nomeadamente as taxas de crescimento e os planos de aquisição de novos navios.

Na primeira posição, não haverá mudanças, tendo em conta a superioridade em diversos campos que a MSC tem demonstrado

O 5° classificado, o armador alemão Hapag-Lloyd, está posicionado para perder essa posição para a ONE – Ocean Network Express.

Mas a maior mudança é mesmo na segunda posição, com o armador dinamarquês Maersk, em risco de perder o 2° lugar para o armador francês CMA CGM.

Isso irá acontecer por certo, caso nao haja alteração nos planos relativos às suas frotas até 2026. Assim sendo, o “fosso” da MSC deverá aumentar ainda mais entre o seu mais que consolidado primeiro lugar e o segundo nos próximos dois anos.

Segundo a Sea-Intelligence, mantendo-se os níveis de crescimentos acuais, o Top 10 de armadores mundiais para 2026 deverá ser o seguinte:

1° MSC, 2° CMA CGM, 3° Maersk, 4° COSCO, 5° ONE, 6° Hapag-Lloyd, 7° Evergreen, 8° HMM, 9° Yang Ming e em 10° a ZIM.

Escassez de tonelagem da Maersk revitaliza aliança 2M

Os dois maiores armadores globais, a Maersk e a MSC renovaram a sua cooperação 2M antes de esta terminar de vez, uma vez que os armadores começaram a operar serviços conjuntos novamente após o desmembramento inicial da aliança após o anúncio da sua dissolução em Janeiro de 2023. 

Os armadores separar-se-ão em Janeiro próximo e começaram rapidamente a operar serviços autónomos no ano passado, mas os dados da MDS Transmodal demonstram que o número de serviços Maersk e MSC Extremo Oriente para a Europa operados por apenas um dos dois parceiros começou a diminuir depois de inicialmente virtualmente erradicar serviços conjuntos serviços do comércio da Ásia para a Europa. 

Os níveis de serviço individuais flutuaram, caindo para zero no final de 2019 nos serviços que faziam escala no Extremo Oriente-Médio Oriente e no subcontinente indiano antes de fazerem escala em destinos europeus, aumentando para 41% na pandemia e 53% no quarto trimestre de 2023. Depois de anunciar que a aliança 2M iria acabar com a separação de serviços, o ritmo aumentou rapidamente para 90% e atingiu 100% de separação no segundo trimestre do ano passado. 

Separações de serviços semelhantes foram observadas nas rotas mais direta do Extremo Oriente para a Europa, com serviços de transportadoras individuais atingindo 95% no quarto trimestre de 2023. 

No entanto, com os ataques Houthi aos navios que transitavam pelo Mar Vermelho, os navios foram desviados em torno do Cabo da Boa Esperança e a analista da MDS Transmodal, Antonella Teodoro, explicou que, como resultado, houve um aumento acentuado no número de serviços conjuntos da Maersk e MSC.

Master’s in Law and Economics of the Sea – Ocean Governance é N°1 Mundial.

O Master’s in Law and Economics of the Sea – Ocean Governance, que junta, desde 2023/24, a NOVA School of Law e a Nova School of Business and Economics, correspondendo à evolução do mestrado da NOVA School of Law iniciado em 2015, manteve a primeira posição no ranking internacional da Eduniversal na área de Maritime Management, sendo o único curso português no Top50 Mundial.

Master’s in Law and Financial Markets subiu para a 15.ª posição na Europa Ocidental

O Master’s in Law and Financial Markets, resultado de uma parceria inovadora que une a NOVA Information Management School (NOVA IMS) e a NOVA School of Law, alcançou a 15.ª posição na região da Europa Ocidental, na categoria de International Business Law, subindo um lugar face a 2023. Esta distinção aproximou-nos ainda mais de aclamadas instituições como a Universidade de Oxford, a Universidade de Cambridge e o Trinity College de Dublin.

“Esta distinção é mais um reconhecimento da excelência do nosso ensino, em Portugal e no estrangeiro. A procura cada vez maior que temos vindo a sentir ao longo dos últimos anos é sinal de que estamos no caminho certo, a formar mais e melhores juristas e é, para nós, uma enorme satisfação vermos que as apostas que tomamos são reconhecidas a nível internacional pela sua excelência”, afirma Margarida Lima Rego, directora da NOVA School of Law.

 

Uma centena de velejadores participaram na "Regata Cidade de Aveiro".

Cerca de uma centena de velejadores participaram na “Regata Cidade de Aveiro”. A Academia de Vela do Sporting Clube de Aveiro realizou a prova integrada na “Taça Regional Norte”, a primeira de três provas do calendário regional.

Aderiram clubes das zonas norte e centro do país, com a presença do Clube Naval Povoense, Clube Náutico da Figueira da Foz, Clube de Vela Atlântico, Clube de Vela da Costa Nova, Clube de Vela de Viana do Castelo, Náutica Desportiva Ovarense, Sport Club do Porto e o Sporting Clube de Aveiro.

Indústria dos cruzeiros vai investir mais de 400M€ em Portugal em 5 anos.

A indústria relacionada com os cruzeiros tem a perspectiva de 400 milhões de euros para investir nos próximos cinco anos na modernização e construção de novos navios. Revelação essa feita durante o evento “Portugal Shipping Week”, que decorreu nos passados dias 6 e 9 de maio, pela CLIA – Associação Internacional de Cruzeiros.

De acordo com Marie-Caroline Laurent, Directora-geral da CLIA para a Europa, para o JE:  “Nos próximos cinco anos, 98% dos navios das empresas associadas da CLIA serão construídos em estaleiros europeus, o que representa mais de 40 mil milhões de euros de investimento direto na Europa. Em Portugal, este investimento é particularmente significativo, pois já temos uma carteira de encomendas neste país de mais de 400 milhões de euros de investimento para os próximos cinco anos para modernização e construção de novos navios de cruzeiro”.

Afirmou ainda que: “a indústria dos cruzeiros está a liderar uma mudança de paradigma nas tecnologias e combustíveis utilizados no transporte marítimo para enfrentar o desafio climático e tem um papel específico a desempenhar na Europa, já que é um dos últimos sectores marítimos a construir as suas embarcações na região”.

Produção de novos contentores atinge um pico no pós-Covid

A produção de contentores atingiu 521.000 TEU no mês passado – um pico pós-Covid, de acordo com a Linerlytica.

O seu relatório acrescenta que todas as vagas de produção nas fábricas de contentores estão reservadas até ao final de julho, prevendo-se que mais de 4 milhões de TEU de novos contentore sejam entregues este ano – mais do dobro dos 1,97 milhões de TEU produzidos em 2023.

A produção de contentores atingiu um máximo histórico em 2021, com mais de 6 milhões de TEU construídos para satisfazer a procura causada pelo lento retorno de contentores vazios durante a pandemia.

A Linerlytica afirmou: “As transportadoras estão alimentando o pânico, com a Maersk alegando que a perda de capacidade nas rotas Ásia-Europa e Mediterrâneo atingiu 15-20%. Embora a situação de capacidade efectiva não seja tão terrível como a transportadora sugere, a forte procura apanhou o mercado de surpresa, com equipamentos e navios também em falta.”

O relatório mostra que até agora este ano, dos armadores principais, a MSC encomendou o maior número de contentores, pouco menos de 400.000 Teus, seguida pela ONE e pela Evergreen.

Na semana passada, a Cosco Shipping Development (CSD), holding da Dong Fang Container, o segundo maior fabricante de contentores do mundo, sugeriu num briefing pós-resultados que a procura por contentores deveria estabilizar-se este ano.

Ambientalistas pedem ao Governo para travar mineração em mar profundo

Apesar de Portugal já ter defendido uma pausa precaucionaria
à mineração em mar profundo, no ano passado, a associação ambientalista Sciaena
pede firmeza nesta posição ao novo Executivo e que passe “das palavras aos
actos” antes da assembleia geral da Autoridade Internacional dos Fundos
Marinhos (ISA, na sigla em inglês), que se realizará este verão na Jamaica e
onde será discutida a política geral para a protecção do mar profundo.

“Sabemos que há Estados que vão pressionar para que
esta general policy não seja discutida durante esta reunião. Então, o que temos
que pedir a Portugal e aos estados-membros que se têm manifestado a favor da
moratória, da pausa precaucionaria, é que sejam firmes e que garantam que isto
é discutido formalmente durante a assembleia, porque tem havido a tentativa de
não colocar isto na agenda”, explica Ana Matias, coordenadora de Clima e
Poluição da Sciaena, ao Negócios. E acrescenta: “Parece apenas uma formalidade,
mas não é. Se isto não estiver na agenda não pode ser discutido formalmente. No
ano passado, a inclusão deste item na agenda foi bloqueada, portanto, pedimos
que Portugal continue do lado certo, mas que seja vocal em relação a
isso”.

Entre o final de julho e início de agosto, a ISA discutirá
pela primeira vez uma política geral para estabelecer uma moratória sobre a
mineração em mar profundo. Já são 11 os países europeus, entre os quais
Portugal, que se pronunciaram a favor de uma moratória, pausa precaucionaria ou
proibição à mineração em mar profundo em águas internacionais.

Austrália proibirá exportações marítimas de gado em 2028

A Austrália proibirá a exportação viva de ovelhas por mar a
partir de maio de 2028, após uma série de manchetes desastrosas envolvendo
transportadores de gado.

O número de animais transportados por via marítima da
Austrália tem diminuído constantemente há muitos anos. Dados de Canberra
mostram que a Austrália exportou aproximadamente 652.000 ovelhas por via
marítima em 2022-23, em comparação com 5,92 milhões de ovelhas há 20 anos.

A decisão do governo de cessar todos os embarques de gado
por via marítima deverá enfrentar oposição considerável.

“Não descansaremos até que esta política equivocada seja
derrubada”, disse Tony Mahar, CEO da Federação Nacional de Agricultores. “O
anúncio de hoje apenas condena as ovelhas estrangeiras às práticas que
proibimos há uma década.”

O transportador de gado Bahijah ganhou muitas manchetes no
início deste ano devido à decisão de trazê-lo – e aos 16.000 animais a bordo –
de volta para a Austrália e depois redirecioná-lo através do Cabo da Boa
Esperança.

Assinado acordo para o "primeiro navio do mundo" movido a biomassa.

As empresas japonesas NYK Line, NYK Bulk & Projects Carriers (NBP), Tsuneishi Shipbuilding e a empresa britânica de energia renovável Drax Group assinaram um memorando de entendimento para desenvolver o “primeiro” navio movido a biomassa do mundo e a tecnologia que poderia alimentá-lo.

Através do memorando de entendimento, que foi assinado na Embaixada Britânica em Tóquio, os parceiros irão inicialmente realizar pesquisas para desenvolver a nova tecnologia de transporte marítimo, uma central de combustível de biomassa a bordo, que seria necessária para alimentar um bionavio.

Especificamente, a central de combustível de biomassa utilizaria um gaseificador para queimar biomassa a altas temperaturas e criar e conter gases, incluindo monóxido de carbono, hidrogénio e metano. Esses gases seriam então usados ​​para alimentar um gerador que poderia impulsionar a bionave e também fornecer uma proporção de sua energia interna.

Além disso, as quatro empresas estão a explorar como outras tecnologias renováveis ​​poderiam ser utilizadas para reduzir as emissões e os custos de combustível do transporte de biomassa.

Nos termos do acordo, a NYK Line fornecerá o seu conhecimento sobre a descarbonização do transporte marítimo, enquanto a NYK Bulk & Projects Carriers dará a sua visão sobre o transporte marítimo de pellets de biomassa. Enquanto isso, a Tsuneishi Shipbuilding trabalhará no projeto e construção de navios e em sistemas de combustível de biomassa.