Porto de Lisboa vai ter OPS – Onshore Power Supply

O financiamento para a primeira fase do projecto Onshore
Power Supply, OPS, no Porto de Lisboa, que vai permitir o abastacimento
energético de navios atracados, foi aprovado.

A entidade gestora do Sustentável 2030/Programa de Acção
Climática e Sustentabilidade (PACS) aprovou a candidatura e o financiamento
para a criação de um sistema de abastecimento de energia a partir de terra,
indica o Porto de Lisboa em nota à imprensa.

Será criada uma infraestrutura energética que permite
abastecer os navios atracados no cais, até 2029, permitindo a redução das
emissões dos navios atracados que tenham esse tipo de tecnologia.

O investimento é de cerca de 18,3 milhões de euros, com
apoio máximo de 14,5 milhões, para o projecto que inclui a ligação em alta
tensão à Rede Eléctrica de Serviço Público (RESP), a construção de uma
subestação principal e de uma rede em média tensão com dois postos de
seccionamento para uma futura ligação às subestações shore-side de baixa tensão
nos terminais da zona oriental.

A segunda fase do projecto diz respeito à “execução das
subestações shore-side em cada um dos terminais” e à instalação de um “cable
management system nos terminais”, abrangendo também a implementação deste
sistema em seis terminais, no terminal de cruzeiros e em cinco terminais de
mercadorias na zona oriental de Lisboa.

O objectivo desta iniciativa é capacitar o Porto de Lisboa
com um sistema que consiga abastecer três navios de cruzeiro em média tensão em
simultâneo e implementar uma infraestrutura que permita a expansão no futuro,
tendo em vista a possibilidade de abastecer em simultâneo navios com diferentes
requisitos de valores e frequência.

Carlos Correia, presidente da administração do Porto de
Lisboa, citado em comunicado, indica que ” a instalação total do sistema OPS
irá permitir uma redução de cerca de 77% das emissões” de gases de efeito
estufa dos navios atracados, quando comparando com as emissões em 2019. A implementação deste sistema é uma obrigação legal imposta
pela União Europeia.

Marinha Portuguesa acompanhou navios da Federação Russa

A Marinha Portuguesa, recentemente, acompanhou dois navios
russos, o “General Skobelev” e o “Akademik Ioffe” na ZEE – Zona Económica Exclusiva
do continente, acompanhados pelo NRP Figueira da Foz, e o rebocador Nikolay
Chiker, acompanhado pelo NRP Sines na Zona Económica Exclusiva dos Açores,
totalizando mais de 90 horas em missão.

O Centro de Operações Marítimas (COMAR) monitorizou e
coordenou as missões referidas, mantendo permanente conhecimento situacional
sobre os navios russos que efectuavam os seus trânsitos pelas áreas de
jurisdição e responsabilidade nacional. 

A Marinha, através destas acções de monitorização e
vigilância, garante a defesa e segurança dos espaços marítimos sob soberania ou
jurisdição nacional, na protecção dos interesses de Portugal e, simultaneamente,
contribui para assegurar o cumprimento dos compromissos internacionais
assumidos no quadro da Aliança.

Corredores digitais e verdes e a revolução no shipping.

Muito se tem falado sobre os  corredores digitais e verdes, como o próximo passo na evolução da indústria do shipping. O conceito orientador destes corredores são principalmente acordos entre dois (ou até mais portos, sendo o recente acordo entre o Porto de Sines e o Complexo Portuário Brasileiro de Pecém), um exemplo básico desse mesmo conceito.

São os portos que definem objectivos, compromissos e expectativas partilhadas para o percurso entre todos. Desde que o conceito foi apresentado pela primeira vez em 2021, na conferência COP26, mais de 60 parcerias foram concretizadas.

Se há um objectivo comum, colectivo, de se atingir emissões líquidas zero até 2050, é necessário uma parceria generalizada que significa mais partes interessadas, mais variáveis ​​e, muitas vezes, um progresso mais lento. Os corredores verdes são uma forma de eliminar a complexidade e acelerar o progresso. Permitem que os portos colaborem em iniciativas importantes e avancem mais rapidamente em direcção às metas verdes.

A digitalização é fundamental para descarbonização. A digitalização é uma base que permite uma melhor troca de dados, partilha de informações e maior eficiência, o que é necessário para o volume cada vez maior de remessas globais. Ao partilhar dados antecipadamente, os portos ficam mais bem preparados para lidar com eles. E é exactamente isso que se observa nos corredores verdes e digitais. Os corredores verdes estão permitindo a formação de caminhos digitais mais fortes.

Embora estas parcerias de corredor possam ter objectivos verdes, estão a ajudar a acelerar a adopção digital no processo. Como exemplo, o  projecto do porto de Tuas da MPA Cingapura, que, com 65 milhões de TEUs, será o maior terminal de contentores totalmente automatizado do mundo. Gruas automatizadas, AVG ( veículos guiados automaticamente), gestão de tráfego portuário conduzido por AI. 

É um exemplo impressionante do que é possível com uma base digital sólida e não deve surpreender que uma das principais parcerias de corredor da MPA Singapura seja com o Porto de Roterdão, um dos mais avançados do mundo. A parceria do Corredor Verde e Digital entre Singapura e Roterdão é um compromisso claro de dois dos principais portos do mundo em relação não apenas aos objectivos verdes, mas também à forma como o digital pode ajudar a alcançá-los. É claro que são necessários mais de dois portos para atingir as metas globais. Mas estes corredores principais tendem a expandir-se para outras regiões. Singapura já tem acordos semelhantes em vigor com portos na Austrália, Japão, China e Estados Unidos. Los Angeles tem uma parceria bem desenvolvida com Xangai, bem como com outros portos na China, Japão e Coreia. Essas parcerias mostram o que é possível. 

Corredores tornam-se rodovias, novos caminhos se formam e começamos a ver uma rede digital interconectada global emergente. Quanto mais estas parcerias se expandirem e quanto mais verdes e digitais se tornarem os principais portos, mais alavancagem haverá para outros adoptarem. As transportadoras têm metas verdes a atingir, o que pode afectar as suas escolhas de portos. 

Grupo Sousa compra um novo porta-contentores

O Grupo Sousa adquiriu recentemente um novo porta-contentores e reforçou a sua presença nesta área de negócio.

O navio tem “129,6 metros de comprimento por 20,8 de boca e calado na ordem dos 7,4 metros, com capacidade para 698 TEU”, descreve a página do Clube de Entusiastas de Navios, que está a avançar a notícia.

O Clube de Entusiastas de Navios destaca que as características do novo porta-contentores são “similares” às do navio Rebecca S, inclusive o “design geral”.

A construção desta embarcação data de abril de 2007 e ocorreu nos estaleiros Sainty Yangzhou Shipbuilding – Yangzhou, na China.

O navio entrou ao serviço em julho de 2009 com o nome Ice Moon e com bandeira na Gronelândia. “Entretanto, passou por alguns operadores estrangeiros, com nome mais recente Orion, cuja designação operou entre 2020 e 2024”, como é explicado na página.

Agora, o Jaime S pertence ao Registo Convencional Português.

Refira-se ainda que após passagem por Lisboa, o porta-contentores seguiu no dia 23 de junho rumo a San Fernando, no Arsenal de La Carraca, em Cádis, sul de Espanha, onde está a ser sujeito a trabalhos de manutenção e pintura.

Para já, é desconhecida a linha de carga que irá servir esta nova aquisição da GS Lines.

Possível conflito Israel – Hezbollah faz EUA reforçar a zona.

O receio de um conflito entre Israel e o Hezbollah, tem aumentado a tensão no Médio Oriente, havendo um risco elevado adicional.

Devido a essa pressão adicional, os EUA enviaram o navio de assalto USS Wasp e respectivos fuzileiros navais para o Mar Mediterrâneo, dadas as hipóteses de eclodir essa possível guerra, que tem tudo para aumentar o prolongar do conflito na região e elevar para um evento de larga escala.

O USS Wasp irá juntar-se ao USS Oak Hill e o USS New York compondo assim o Amphibious Ready Group. Embora Israel-Líbano tenha estado envolvido em conflitos regularmente desde o início do conflito Israel-Hamas, a situação tem sido bastante intensa nas últimas semanas, com especialistas dizendo que uma guerra entre os dois é possível. Milhares de pessoas continuam deslocadas devido à instabilidade que estes conflitos criaram.

O Hezbollah é patrocinado pelo Irão e tem grandes partes do Líbano sob o seu controlo. É o maior grupo da região, juntamente com os Houthis, o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina. O Hezbollah opõe-se a Israel e acredita que este último não deveria existir.

Como sempre, a marinha mercante e o comércio global sofrem mais um revés, num ano complicado e com obstáculos.

Google confirma avanço do novo cabo "Nuvem" com ligação aos Açores.

 

No seu mais recente anúncio, a Google confirmou que o seu novo cabo submarino para ligar Portugal (Sines) aos Estados Unidos, designado de “Nuvem”, terá, para além da ligação às Bermudas, uma ligação aos Açores.

O cabo “Nuvem” foi anunciado em 2023 e encontra-se em fase de desenvolvimento, constituindo-se como uma nova ligação de dados transatlântica de banda ultra-larga.

Espera-se que o cabo esteja em funcionamento em 2026 e deverá, entretanto, ser alvo de atribuição de Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo (TUPEM) por parte da DGRM em articulação com os Açores.

A instalação do novo cabo da Google tira partido do posicionamento geográfico de Portugal para a amarração deste tipo de infraestrutura e o anúncio da ligação aos Açores contribuirá para a conectividade digital de baixa latência em todo o territorial nacional.

Houthis dispararam novo míssil de “longo alcance” contra navio da MSC

Os Houthis atacaram outro navio porta-contentores da MSC – Mediterranean Shipping Company. 

O porta-voz dos Houthis, Saree Yahya, afirmou no canal de televisão do grupo rebelde apoiado pelo Irão que um “novo míssil” foi disparado contra o MSC Sarah V com capacidade de 4.657 TEU, construído em 2000, com bandeira da Libéria, no Mar da Arábi. 

A UKMTO –  Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido afirmaram que o comandante do MSC Sarah V relatou uma explosão perto do navio, enquanto ele estava a 246 milhas náuticas a sudeste de Nishtun, no Iémen. A UKMTO afirmou que: “A tripulação está segura e o navio está seguindo para o próximo porto de escala. As autoridades estão investigando.” 

O Centro Conjunto de Informações Marítimas das Forças Combinadas disse que o MSC Sarah V conseguiu esquivar-se do míssil, sem danos. Dados de rastreio de navios do EconDB mostram que o MSC Sarah V, que está atribuído ao serviço INDUSA da MSC ( Subcontinente Indiano-Costa Leste dos EUA ),  partiu do porto de Colon, no Panamá, em 27 de maio e devia chegar ao porto de Khalifa, em Abu Dhabi, em 28 de junho. 

Embora Saree tenha alegado que o MSC Sarah V foi atacado por ser um navio “israelense”, os dados do EconDB mostram que o navio é mesmo propriedade da MSC. 

Princess Cruises aposta nas Auroras Boreais no Alasca.

As icónicas imagens de luzes verdes e roxas no céu, conhecidas como Auroras Boreais, são uma visão inesquecível e algo pelo qual todos os passageiros que navegam neste verão com a Princess Cruises para o Alasca têm a garantia de as poder ver.

Esta nova experiência imersiva faz parte do premiado programa “Northern Alaska with Princess”, que será lançado na temporada de cruzeiros e excursões de 2024. 

Este ano, os convidados da Princess entrarão no planetário do Princess Theatre para testemunhar uma apresentação em primeira mão da “Aurora Boreal”, mostrando a beleza e a maravilha do fenómeno com imagens ao vivo projetadas para atrair adultos e crianças.

Governo quer apostar no crescimento e na transição energética dos portos do continente

O secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, afirmou ontem que o Governo definiu cinco prioridades para o sector marítimo-portuário, com o foco no crescimento da carga movimentada nos portos do continente e na transição energética.

“É absolutamente fundamental contrariar a tendência de redução dos volumes de carga nos portos do continente”, defendeu o governante, apontando para os 96 milhões de toneladas movimentadas, em 2017, e os 83 milhões, em 2023.

No entender do governante, que falava em Sines, durante a cerimónia de assinatura do Memorando de Entendimento entre o Porto de Sines e o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Brasil, a tendência de queda na movimentação dos portos tem de ser invertida.

“Temos de inverter esta tendência [porque] a vocação marítima portuguesa passa também por sermos capazes de ter mais volumes”, sublinhou.

Para ter mais crescimento, indicou, é necessário “investir”, em conjunto “com o [sector] privado” para garantir “melhores portos, melhores ligações marítimas, melhores ligações terrestres aos portos”.

“Queremos trabalhar com os privados para ter mais crescimento e, obviamente, estamos neste preciso momento em curso de mandatar os vários portos nacionais para desenvolverem planos de expansão e sermos relativamente concretos e específicos com aquilo que queremos fazer”, acrescentou.

Na área da transição energética, Hugo Espírito Santo defendeu “uma estratégia clara e nacional para a descarbonização do transporte marítimo”, com implicações “nos investimentos que os próprios portos vão ter de fazer” de forma coordenada.

A aposta na intermodalidade, “com uma visão logística integrada”, é outra das áreas prioritárias, acrescentou.

“Queremos os portos a complementarem-se, queremos os portos e a ferrovia a complementarem-se, queremos os portos e a rodovia a complementarem-se. Esta visão integrada, harmoniosa é fundamental e queremos fazer isso mantendo a independência da infra-estrutura e a lógica concorrencial dos operadores”, frisou.

Ao nível da transição digital, o governante saudou o trabalho desenvolvido pela administração portuária de Sines com a Janela Única Logística (JUL), mas considerou que é necessário “ir mais a fundo neste tema” apostando na “coordenação e integração entre sistemas” com “os operadores, rodovia e ferrovia”.

Na cerimónia, o secretário de Estado das Infraestruturas defendeu ainda “um novo enquadramento institucional do sector” com “maiores instrumentos para o ordenamento do território”.

E anunciou que o Governo vai “incumbir as várias administrações portuárias de desenvolverem planos concretos para a sua expansão, articular a visão nacional que seja necessário para a digitalização, sustentabilidade e intermodalidade”.

“Vamos ter no 4.º trimestre acções concretas para lançar e portanto, a partir daqui, entra-se no modo execução, execução, execução”, vincou.

For-Mar presente na Feira de Emprego e Carreiras Azuis.

O For-Mar vai estar presente como expositor na Feira de Emprego e Carreiras Azuis, que se realiza a 17 de outubro de 2024, em Lisboa.

O For-Mar realiza formação e consultoria nos vários sectores de atividade da economia azul. As suas competências abrangem as áreas do transporte marítimo, atividades portuárias, pesca e aquicultura, construção naval, marítimo-turística, náutica de recreio, energias renováveis oceânicas, certificação STCW, sustentabilidade, entre outras.

Os seus 12 pólos servem comunidades de Norte a Sul de Portugal; as suas equipas apoiam acções nas ilhas e também além fronteiras, aproximando pessoas e oceano.

O For-Mar desempenha um papel estratégico para o desenvolvimento da economia azul – garantindo um serviço de proximidade e de capacitação – para as pessoas que procuram orientação e soluções.