Porto de Sines reforça certificação entre a vida pessoal e profissional

A APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, SA., acaba de obter a recertificação pelo novo referencial da Norma Portuguesa 4552:2022 e certificação pela Norma Portuguesa 4590:2023.

Depois da obtenção, em maio de 2021, da certificação do Sistema de Gestão da Conciliação entre a Vida Profissional, Familiar e Pessoal, de acordo com a Norma NP4552:2016, a APS obteve em maio de 2024, a recertificação para o novo referencial NP 4552:2022.

Para além desta certificação, na área da conciliação a Administração dos Portos de Sines e do Algarve obteve ainda em junho passado, a certificação pela Norma NP4590:2023 | Sistema de gestão do bem-estar e felicidade organizacional – Requisitos e linhas de orientação para a sua utilização.

O âmbito das normas acima referidas compreende a gestão da conciliação entre vida profissional, familiar e pessoal e a gestão do bem-estar e felicidade organizacional nas atividades de movimentação de navios, mercadorias e passageiros, na gestão de áreas dominiais, infraestruturas e sistemas de informação e no exercício das competências e prerrogativas da autoridade portuária.

A obtenção destas certificações reconhece que a APS tem em consideração a dimensão profissional, mas também as dimensões social e pessoal dos seus trabalhadores e das suas trabalhadoras, particularmente daqueles que têm responsabilidades familiares, e que aposta na melhoria contínua das práticas organizacionais e do seu impacto positivo na concretização das expectativas que as pessoas depositam no trabalho.

Refira-se que esta certificação é referente à Administração Pública e não aos concessionários doa terminais que compõem o porto.

Porto de Sines recebeu delegação do Brasil.

O Conselho de Administração dos Portos de Sines e do Algarve
(APS) recebeu hoje, a visita de uma delegação brasileira liderada pelo
Governador do Estado de Santa Catarina, Jorginho Mello, que será acompanhada
pelo Secretário de Estado dos Portos, Aeroportos e Caminhos de Ferro do Brasil,
bem como por representantes de empresas deste Estado brasileiro.

Esta visita tem por objectivo reforçar a relação
institucional entre o Estado de Santa Catarina e a comunidade portuária,
industrial e logística de Sines, e identificar novas oportunidades de negócio
entre Sines e os portos de Santa Catarina.

O Porto de Sines é ponto de passagem regular deste tipo de
visitas, que visam criar laços de proximidade, novas oportunidades e partilha
de experiências do sector.

Porta-Contentores do Maersk escapa a ataque dos Houthis

O gigante dinamarquês do Shipping, Maersk confirmou que um dos seus porta-contentores sofreu um ataque dos rebeldes houthis. O porta-contentores mencionado é o Maersk Sentosa, que navega com bandeira dos EUA, construído em 2007, com capacidade de 6.648 TEU. Foi alvo de vários misseis quando passava pelo Mar da Arábia. 

Este é o terceiro ataque Houthi conhecido a um navio Maersk. Em Abril, outro navio da Maersk com bandeira dos EUA, o Maersk Yorktown, foi alvo de mísseis Houthi em duas ocasiões distintas, nos dias 9 e 24 de Abril.

O porta-voz Houthi, Yahya Saree, disse: “O navio americano Maersk Sentosa foi alvo no Mar da Arábia por forças navais e forças de mísseis em uma operação conjunta”.

Os rebeldes houthis não tem abrandado os ataques aos navios da marinha mercante.

Secretário de Estado das Infraestruturas visita Porto de Setúbal

Investimentos previstos vāo projectar o Porto de Setúbal a nível internacional.

O Conselho de Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra recebeu o Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, numa visita ao Porto de Setúbal, que contemplou uma passagem via marítima por todos os terminais portuários.

A visita, inserida num périplo que Hugo Espirito Santo está a realizar pelos portos nacionais, começou pelo canal sul, junto a Tróia, para conhecer os projectos de investimento e expansão, seguindo depois até ao canal norte, percorrendo os restantes terminais instalados naquela Zona da baía do rio Sado, na área de jurisdição do Porto de Setúbal.

O Porto de Setúbal tem tido projecção, que tem resultado num crescimento sustentável, tendo recentemente entrado pela primeira vez, no Índice Global de Desempenho Portuário de Contentores 2023, ( CPPI – Container Port Perfomance Index), tendo entrado para o 333.º lugar desta listagem no que diz respeito ao ranking regional Europa e Norte de África. Já a nível mundial, entrou directamente para o 351.º lugar.

Sacadura Cabral promovido por distinção atítulo póstumo ao posto de Contra-Almirante

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, homologou a promoção por distinção a título póstumo ao posto de Contra-almirante do Capitão-de-fragata Artur de Sacadura Freire Cabral. 

A proposta de promoção foi efectuada por deliberação do Conselho de Chefes deEstado-Maior, sob proposta do Chefe de Estado-Maior da Armada, e aprovada por despacho do Ministro da Defesa Nacional.

Artur de Sacadura Freire Cabral nasceu em 23 de maio de 1881, em Celorico da Beira. Em 1897, com dezasseis anos, ingressa na Escola Naval, como Aspirante de Marinha, tendo sido o primeiro classificado do seu curso. Em 1900 é promovido a Guarda-Marinha. Enquanto segundo-tenente comandou as lanchas-canhoneiras” Sabre”, “Lacerda” a ainda o vapor “General Silvério”. Com 34 anos é um dos onze candidatos seleccionados para a frequência de um curso de aeronáutica militar noestrangeiro, sendo que em 9 de março de 1915 concluiu as últimas provas necessárias do brevet militar de piloto, tendo sido considerado um “très bon pilote”.

Sacadura Cabral ficou intimamente ligado à aviação naval. Oficial temerário, e um hábil piloto, dirigiu ao longo dos anos, como autoridade técnica, a aquisição de hidroaviões e material aeronáutico. Em 1922, juntamente com Gago Coutinho executa com sucesso a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, que ligou Lisboa ao Rio de Janeiro, feito épico que os catapultou para as páginas da História de Portugal e da aviação mundial.

Fruto do sucesso dessa travessia histórica, em 1924, a Aeronáutica Naval foi autorizada a proceder à aquisição de cinco aviões “Fokker” comprados com dinheiro de subscrições públicas levadas a cabo em Portugal e noBrasil. Em 15 de novembro desse ano descolaram de Amesterdão três hidroaviões – “Fokker” 4146; “Fokker”4194 e “Fokker” 4197 – comandados por Sacadura Cabral com destino a Lisboa. A seguir à descolagem, e com um imenso nevoeiro, os aparelhos perderam contacto, indo o 4194 e o 4197 amarar em Brest e Cherburgo respectivamente. 

O 4146, comandado pelo Capitão-de-Fragata Sacadura Cabral e o Cabo mecânicoPinto Corrêa, nunca mais foi visto, sendo dado o alarme a todas as bases francesas e inglesas e aos navios que navegavam na região. Quatro dias depois foram encontrados no mar,  fragmentos de um flutuador do hidroavião de Sacadura.

No ano em que se cumprem 100 anos do seudesaparecimento, no cumprimento de uma missão, esta promoção, a título póstumo, a contra-almirante é a mais singela homenagem a um militar da Marinha, que, se não tivesse desaparecido prematuramente, a sua promoção ao almirantado surgiria de forma natural, tais as qualidades por si demonstradas e desempenho até então.

Espanhóis voltam-se novamente para as Ilhas Selvagens

O título  do jornal espanhol “El Economista”, choca na sua visão: “O arquipélago português que Espanha considera seu desde o séc. XV”. Mas afinal qual o real interesse?

Com apenas 2,73 km2 em três ilhas e ilhotes, Madrid tem um grande interesse nas Selvagens, não pelo território em terra, mas pela questão em torno da Zona Económica Exclusiva (ZEE), isto é, o território de um país no mar que lhe dá direito a explorar os recursos nas suas águas, e do alargamento da plataforma continental, em análise nas Nações Unidas (ONU).

Como é sabido, Portugal tem, nos últimos anos, efectuado as mais diversas diligências para aumentar a sua ZEE,  que é actualmente a 3.ª maior da União Europeia, sendo que 11 % da ZEE da União Europeia pertence a Portugal. Com 1.727,408 km2 de área, a ZEE portuguesa é a 5.ª maior da Europa e 20.ª maior do mundo.

Situadas a 165 km a norte das Canárias e a 250 km a sul do Funchal na Madeira, dista 250 km a oeste da costa africana e a mil km da Europa. É aqui, no ponto mais a sul de Portugal, que vive a maior colónia de cagarras do mundo.

A questão atual é se as Selvagens têm direito ou não a uma ZEE em redor das ilhas. Portugal considera-as ilhas, logo têm direito a ZEE; Espanha considera-as rochedos, logo não teriam direito.

Se tiver direito, segundo a avaliação a ser feita pela ONU, a fronteira marítima entre Portugal e Espanha seria traçada a meio das 82 milhas entre as Selvagens e as Canárias. Se for considerada um rochedo, tem direito apenas a um mar territorial de 12 milhas e uma zona contígua até às 24 milhas. E a ZEE espanhola a partir das Canárias ficaria a norte das Selvagens (respeitando o mar territorial). A decisão está nas mãos da Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da ONU e pode acabar no Tribunal Internacional do Direito do Mar. No caso do alargamento da plataforma continental, a sobreposição entre as propostas dos dois países acontece a oeste da Madeira, não envolvendo as Selvagens.

Apesar do interesse em Espanha nesta questão, já tinha reconhecido formalmente em 2013,  a soberania portuguesa sobre as Selvagens.

Shipping: Problemas do comércio global aumentam à medida que os custos aumentam.

Os efeitos das restrições ao shipping no Mar Vermelho e no Canal do Panamá estão a ser sentidos em todo o mundo. 

O comércio global está sob imensa pressão, os custos do frete estão a aumentar e a poluição ambiental está a aumentar. A importância da rota marítima do Mar Vermelho para o comércio global é enorme. Mas há mais de seis meses que oa rebeldes Houthis do Iémen têm atacado navios na região devido às ligações dos seus proprietários ou operadores com Israel. 

Os ataques ocorrem no momento em que Israel executa a sua guerra contra o grupo militante Hamas em Gaza, após o massacre de cidadãos israelitas em 7 de Outubro do ano passado. Em 20 de Junho, por exemplo, os Houthis, que dizem estar a lutar pela causa palestiniana, afundaram um navio de carvão com um ataque de drone. Em resposta aos ataques Houthi, navios militares dos EUA e do Reino Unido têm repetidamente visado posições de milícias no Iémen nos últimos meses. Além disso, navios de guerra de duas coligações internacionais operam na região para garantir o tráfego marítimo ao longo da costa do Iémen. A Marinha Alemã, por exemplo, faz parte da missão naval ASPIDES da UE.

O comércio global tem estado sob imensa pressão desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em Outubro. O conflito derivado no Mar Vermelho significou custos de frete mais elevados e maiores despesas com seguros de mercadorias comerciais. Os armadores são confrontados com prémios de seguro mais elevados, uma vez que o risco de perda de um navio aumentou dramaticamente, sobretudo no Mar Vermelho. Além disso, as medidas para evitar o Canal de Suez por razões de segurança e, em vez disso, navegar ao redor do Cabo da Boa Esperança aumentaram muito os tempos de viagem e levaram a um consumo de combustível significativamente maior. 

O Drewry World Container Index, que monitoriza o mercado de transporte de mercadorias, informou que, só na terceira semana de Junho, os preços de transporte de um contentor padrão de 40 pés aumentaram 7% – um aumento surpreendente de 233% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

BIMCO: Último relatório indica previsão de crescimento até 6%

De acordo com a última visão geral da indústria da BIMCO, os desvios prolongados dos porta-contentores através do Cabo da Boa Esperança causaram um aumento notável na procura global de transporte marítimo. 

A BIMCO indica que, como resultado da crise do Mar Vermelho, as taxas aumentaram 113%, enquanto o CCFI –  Índice Chinês de Frete Contentorizado aumentou 90% no 1° semestre do ano.

Este ajuste, inicialmente previsto para afectar somente o 1° semestre de 2024, e que agora tem a previsão de afectar o ano completo, de acordo com a  BIMCO, que está segura de que as rotas normais só serão normalizadas em 2025, o que vai causar um impacto significativo na dinâmica da oferta e da procura no mercado.

A previsão global da BIMCO para este ano aponta para crescimento do volume global a rondar entre os 5 e 6%, com o head-haul ( uma carga que se dirige ao seu destino, do ponto A ao ponto B ), e o comércio regional com possibilidade de expansão entre os 5,5 e os 6,5%.

Este crescimento vai coincidir com a entrega recorde antecipada dos novos porta-contentores, que deverá adicionar aproximadamente 2,8 milhões TEU ao mercado. A BIMCO indica que o aumento das distâncias de navegação devido aos desvios é um factor importante que contribui para a maior procura por capacidade de transporte. 

Esta situação também está a ser agravada pelo aumento do congestionamento em vários centros de transhipment. Um ano lucrativo, apesar de atípico, devido às inúmeras circunstâncias.

Foto: Getty

Propulsão nuclear vista como solução para navios livres de emissões e com vida extendida.

 


Numa altura em que se faz a transição do shipping para alternativas mais “verdes”, distanciando do modelo “fóssil” que foi alternativa única durante décadas, existem especialistas que olham para a energia nuclear sem dogmas e preconceitos, como uma alternativa de transformação do shipping livre de emissões, ( atingindo assim o objectivo de emissões zero mais rapidamente), enquanto simultaneamente como diminuição de custos de construção de navios, porque com esta opção, há um expectável prolongamento do ciclo de vida dos navios, pata além de não existir custos adicionais com os investimentos nas infraestruturas de reabastecimento.

Obviamente, que para além do “medo nuclear”, provocado por acidentes como o mais marcante em Chernobyl em 1986, e mais recentemente em Fukushima em 2011 ( Embora haja relatos de outros nesse período de tempo), há que se ter em conta todo o passado e presente, para além de inúmeros relatórios e estudos para se avançar para um “protótipo” para um modelo de regulamentação e igualmente de procedimentos de segurança de modo a que se pudesse eventualmente avançar para um padrão geral para o sector marítimo-portuário.

Apesar de não ser do conhecimento geral, já existe um histórico, não só a nível da Marinha, (no qual já existe a aplicação desta natureza), bem como noutros projectos e iniciativas. A mais recente tecnologia aplicada, que poderia ser aplicada, dos SMR ( Small Modular Reactor), que poderia passar pela criação de um mercado com reactores, apropriados e adequados e com baixa manutenção), para satisfazer eventuais requisitos que poderiam ser pedidos.

É afirmado por muitos especialistas de que o modelo SMR significa um passo para o futuro no que concerne ao design de reactores, com foco na segurança, a eficiência e a modularidade para uma produção simples e rápida. 

A tecnologia SMR está a evoluir exponencialmente, e por certo irão surgir projectos e iniciativas de navios com propulsão nuclear, para poder abrir um novo capítulo, obviamente se houver abertura para este novo caminho que tem cada vez mais defensores, até naqueles que defendem um caminho mais curto para se atingir as emissões zero.

4.ª Edição do Prémio Mário Ruivo – Gerações Oceânicas | Candidaturas Abertas.

A 4.ª edição do Prémio Mário Ruivo – Gerações Oceânicas, dirigida a jovens entre os 14 e os 21 anos, visa reforçar a consciencialização sobre a relação crucial entre o Oceano e o clima e continuar a homenagear o legado de Mário Ruivo, pioneiro na defesa do Oceano e no lançamento das temáticas ambientais em Portugal, figura inspiradora na protecção e conhecimento do mar português.

Os jovens ‘cineastas’ podem concorrer individualmente ou em equipa, com filmes com a duração máxima de sete minutos que foquem a temática “O Oceano e as Alterações Climáticas” e que serão avaliados em quatro categorias: Mensagem, Criatividade, Cultura Científica e Futuro.

O mote da edição deste ano do Prémio Mário Ruivo destaca o nexus Oceano-Clima: o sequestro de carbono, o aumento do nível do mar, a regulação climática, o impacto na biodiversidade, o impacto humano e eventos climáticos extremos são alguns dos factores que fazem parte desta estreita relação e interdependência entre o Oceano e o sistema climático terrestre, crucial para compreender e abordar as alterações climáticas e que poderão servir de inspiração aos jovens realizadores.

A organização desta iniciativa é da responsabilidade da Comissão Organizadora do Prémio (COP), coordenada pela Direcção-Geral de Política do Mar, que integra ainda o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, a Cinemateca Portuguesa, a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a Direção-Geral de Educação e a Agência Portuguesa do Ambiente.