Fábrica de baterias chinesa irá beneficiar exportações via Porto de Sines.

A fábrica de baterias da empresa chinesa CALB (China Aviation Lithium Battery) emergiu como o “grande investimento” em Portugal, destacando-se tanto pela sua dimensão quanto pela sua relevância estratégica no contexto da chamada “fase de transição energética” no setor automóvel. Este projecto, centrado na produção de baterias para veículos elétricos (VE), reflete a crescente aposta da China no mercado de mobilidade elétrica, que tem visto um aumento significativo da sua quota global, especialmente na Europa. 

A escolha de Sines como localização desta unidade industrial sublinha o papel crescente de Portugal como ponto de entrada no mercado europeu, combinando vantagens logísticas com um compromisso para a inovação e sustentabilidade.

A Chairwoman da CALB, Liu Jingy, destacou as razões que levaram a empresa a escolher o Porto de Sines como base para esta operação de grande escala: “O Porto de Sines oferece condições logísticas excepcionais, com o seu porto de águas profundas, operações 24/7 e a maior plataforma ferroviária de mercadorias da Europa. Isto torna-o num centro ideal para a distribuição no mercado europeu.” 

Estas características posicionam Sines como um hub logístico privilegiado, capaz de suportar a ambição da CALB de abastecer o mercado europeu de baterias para VE, um setor em rápida expansão devido às metas de descarbonização da União Europeia e ao aumento da procura por alternativas aos combustíveis fósseis.

A unidade, cuja conclusão está prevista para 2028, terá como foco principal a exportação, mais do que o mercado interno português. Quando entrar em operação, espera-se que impulsione significativamente a utilização do Porto de Sines, em particular do Terminal XXI, que já é um dos mais avançados da Península Ibérica. Este “boom” logístico reforçará a capacidade de Portugal de se afirmar como um elo essencial na cadeia de fornecimento europeia, alinhando infraestrutura portuária moderna com a produção de tecnologia de ponta.

O Ministro da Economia, Pedro Reis, sublinhou a importância deste investimento para o país e para o continente europeu: “É uma vitória. Isto atravessa o trabalho de vários governos, de várias AICEP. É tremendamente importante. Num momento em que o sector automóvel mundial e o europeu têm tantos desafios, são investimentos como estes que agarram em Portugal essa cadeia de valor e dão ao sector europeu competitividade, produtividade, tecnologia e inovação.”

Os países da UE gastaram 6,3 mil milhões de euros no GNL russo em 2024

As importações europeias de GNL caíram 19% em 2024, uma vez que o consumo de gás atingiu o nível mais baixo dos últimos 11 anos, graças, em parte, às adições
de energia renovável. Os países da UE gastaram 6,3 mil milhões de euros em GNL russo entre Janeiro e Novembro de 2024. Metade dos terminais de regaseificação de GNL da UE tiveram uma taxa
de utilização inferior a 40% no ano passado. Ao mesmo tempo, a procura de GNL deverá diminuir ainda mais até 2030, de acordo com o Instituto de Economia Energética e Análise Financeira
(IEEFA).

O rastreio europeu de GNL actualizado do IEEFA revela que a procura de GNL do continente em 2024 caiu para o seu nível mais baixo desde 2021. Os países europeus que mais reduziram as suas importações de GNL em 2024 foram o Reino Unido (em 47% em termos anuais), a Bélgica (em 29%) e a Espanha (em 28%).

“Os esforços da UE para reduzir a procura de gás têm sido cruciais para manter a segurança do abastecimento energético do continente”, disse Ana Maria Jaller-Makarewicz, analista principal no IEEFA. “No entanto, como a procura de gás na UE se manteve estável no ano passado, é necessário mais trabalho para diversificar o fornecimento de energia e reduzir a exposição da Europa à volatilidade do mercado de GNL.” 

O declínio na procura de GNL contrasta com a onda de investimento em novas infraestruturas de importação. Embora a expansão tenha abrandado no ano passado, os planos actuais prevêem que a capacidade de importação de GNL da Europa cresça 60% entre 2021 e 2030. Isto apesar de se esperar que a procura de GNL diminua ainda mais até 2030. A IEEFA prevê que isto poderá fazer com que a capacidade de regaseificação da Europa em 2030 tenha uma taxa média de utilização de 30%. 

Os países que instalaram ou expandiram terminais desde 2021 incluem Alemanha, Países Baixos, Turquia, Itália, França, Bélgica, Grécia, Finlândia, Polónia e Croácia. A menor procura significou que metade dos terminais de importação de GNL da UE tiveram uma taxa de utilização inferior a 40%, incluindo algumas das novas instalações. 

“Duplicar a aposta em novos terminais de GNL sem ter em conta as tendências da procura aumenta o risco de sobreinvestimento e de subutilização da infraestrutura à medida que a transição energética se acelera”, disse Jaller-Makarewicz.

MSC encomenda oito porta-contentores "megamax" na China.

A MSC – Mediterranean Shipping Company, liderada por Gianluigi Aponte decidiu apostar na China, nomeadamente no Estaleiro Internacional Zhoushan Changhong, para uma nova encomenda de porta-contentores de classe megamax, com propulsão GNL com duplo combustível.

O contrato assinado pelo armador ítalo-suiço, armador nº1 a nível global, prevê a entrega de porta-contentores com capacidade de 21.700 TEU com opção de encomenda para mais quatro porta-contentores adicionais, sendo que as entregas estão previstas para 2027 e 2028.

O estaleiro confirmou o pedido, dizendo que era o seu maior projecto de construção até ao momento. A MSC tinha encomendado anteriormente uma série de dez porta-contentores de 11.500 e 10.300 TEUs no estaleiro Changhong International em 2023, que foi seguida por doze porta-contentores de classe megamax de duplo combustível
GNL de 19.000 teus em agosto passado.

O maior armador do mundo possui uma frota de cerca de 6,4 milhões de TEU, comandando cerca de 20% da frota operada globalmente. A enorme carteira de encomendas da empresa ascende agora
a mais de 130 navios, o que, após o último acordo, se prevê que aumente a frota em mais 2,15 milhões de slots nos próximos anos.

Estes navios ultra grandes, capazes de transportar mais de 24.000 TEUs (unidades equivalentes a vinte pés), estão a redefinir as operações portuárias, a logística da
cadeia de abastecimento e a eficiência marítima. 

À medida que as companhias marítimas investem em navios maiores e mais eficientes em termos de combustível, os navios megamax estão
a tornar-se um activo crucial na manutenção de rotas comerciais competitivas e económicas.

Viana do Castelo acolhe Dia da Marinha 2025

Os principais eventos realizam-se de 14 a 20 de maio de 2025, com um programa repleto de actividades diversificadas que visam promover a proximidade da Marinha com a população,
reforçando, igualmente, a ligação a todos aqueles que desenvolvem as suas actividades económicas e lúdicas no mar.

Dia 18 de maio será o dia da cerimónia principal, que todos os anos é assistida por milhares de visitantes.

O Dia da Marinha assinala-se a 20 de maio em homenagem ao feito de Vasco da Gama que naquele dia, em 1498, pela primeira vez na história, ligou, por via marítima a Europa ao Oriente,
com a chegada a Calecute, na Índia.

Armador francês CMA CGM aplica PSS a Portugal.

Ao que tudo indica, o armador francês CMA CGM irá aplicar a PSS ( Peak Season Surchage ) à carga que saia de Portugal que tenha como destinos, Norte da Europa. Escandinávia e Báltico. 

A sobretaxa irá ser aplicada a partir de 3 de Março até nova indicação por parte do armador, e será tanto para contentor normal como para os reefers. 

O valor da sobretaxa será de 100,34 euros para contentores de 20 pés e de 199,72 euros para contentores de 40 pés. 

O 3º maior armador do mundo utiliza o Porto de Lisboa para os seus porta-contentores. 

 

Nova rota marítima China-Portugal ( via Sines )foi inaugurada.

Uma nova rota de exportação de contentores entre China e Portugal foi inaugurada ontem.

Sob a orientação dos pilotos, o navio cargueiro Dingwei, carregado com 1.300 contentores deixou lentamente o Terminal de Contentores de Jiangyin, na Província de Jiangsu, e seguirá em direcção ao Porto de Sines, em Portugal.

Com 225 metros de comprimento, 32,26 metros de largura e calado de 21 metros, o Dingwei é o navio de carga com o maior número de contentores operados numa única viagem na rota de comércio exterior de longo curso desde a inauguração do Terminal de Contentores de Jiangyin.

De acordo com o Departamento de Transporte de Jiangsu, o volume de carga por via fluvial e ferroviária na província atingiu cerca de 1,3 bilhão de toneladas em 2024, com um crescimento de aproximadamente 4% em relação ao ano anterior.

Exportações dos EUA para processamento em Portugal disparam 1.600% com Trump

A política protecionista de Donald Trump impulsionou um aumento massivo das exportações norte-americanas para Portugal no final de 2024. 

Dados do INE –  Instituto Nacional de Estatística, mostram que as remessas de produtos dos EUA para processamento ou transformação em território português cresceram 1.600% no último trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2023.

Entre os produtos mais relevantes estão veículos e maquinaria, setores estratégicos para a economia norte-americana. 

A escalada destas trocas comerciais coincidiu com a reeleição de Trump, cujo discurso proteccionista e medidas tarifárias incentivaram empresas a procurar alternativas de processamento fora dos EUA.

Este aumento reflecte uma alteração significativa nos fluxos comerciais entre os dois países e poderá ter impactos na balança comercial portuguesa e nas cadeias de produção globais.

A antecipação à tomada de posse de Trump, devido à uma possível guerra de tarifas, representou uma oportunidade, porque a imposição de tarifas veio mesmo a acontecer logo nos primeiros dias de actividade desta Administração.

Greenpeace em Portugal com o Arctic Sunrise

A Greenpeace ( A organização não governamental ambiental fundada em 1971 ), tem finalmente uma presença física no nosso país e com uma equipa permanente.

A organização tem sido presença assídua em Portugal em acções e eventos há já vários anos, mas perante uma necessidade global climática,  a Greenpeace decidiu integrar Portugal na sua rede global de mais de 55 países.

Seja pelo agravamento de conflitos geopolíticos, a restrição do espaço democrático, o retrocesso dos direitos humanos e dos compromissos ambientais, bem como a emergência climática e a perda de biodiversidade sem precedentes.

O lançamento da Greenpeace Portugal aconteceu bordo do icónico quebra-gelo da organização, o Arctic Sunrise, e contou com a participação do director da Greenpeace Portugal, Toni Melajoki Roseiro, e da presidente do Conselho da Greenpeace Internacional, Jo Dufay. 

O navio encontra-se em Lisboa para celebrar a criação da nova equipa, realizar reuniões políticas e reforçar alianças estratégicas.

T-ROC: Transporte para Austrália através de porto espanhol.

Segundo avança o Negócios, o T-ROC, modelo da Volkswagen, produzido em Palmela, na Autoeuropa, está a ser exportado para a Austrália.

A operação logística iniciou-se no princípio do ano, e a viagem de transporte é entre a fábrica em Palmela, até Santander, em Espanha, nomeadamente o seu Porto, que fica no norte de Espanha.

Tendo em conta a curta distância entre Palmela e o Porto de Setúbal ( 9,7 km ), ou até mesmo ao Porto de Sines ( 125,3 km ), a viagem efectuada resulta numa deslocação de 864,5 km.

A maior fábrica de automóveis do país está a enviar 160 unidades por semana através de um comboio operado pela Medway até ao porto espanhol de Santander, ignorando por completo os portos nacionais.

Este percurso, já tinha sido “testado” em 2019, quando a fábrica da Autoeuropa testou alternativas ao Porto de Setúbal, na sequência das tensões laborais entre estivadores e a administração portuária que existiam na altura.

Na altura, o objectivo era partir de Palmela par Santander e posteriormente para a Alemanha. Tendo em conta que o percurso que se iniciou é para a Austrália, fará sentido este percurso?

Em 2019, a comunicado social afirmava que não se sabia se o primeiro teste é o único, ou se a empresa de Palmela pretende levar a cabo outros testes do mesmo tipo. Ao que tudo indica, veio para ficar.

Hapag-Lloyd encomenda novos porta-contentores

O armador alemão sediado em Hamburgo concluiu um pedido de seis navios porta-contentores de 16.800 TEU no estaleiro Hanwa Ocean (anteriormente Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering) na Coreia do Sul, de acordo com o corrector naval grego Intermodal.

As embarcações, que terão propulsão dupla de gás natural liquefeito (GNL), estão previstas para entrega a partir de 2027. A Hapag-Lloyd pagará 200 milhões de dólares por unidade, elevando o valor total do contrato para 1,2 bilhão de dólares.

Com o pedido recente, o quinto maior armador do mundo fez aproximação do estaleiro sul-coreano, desta vez distanciando-se dos construtores navais chineses. Para lembrar, no final de 2020 e meados de 2021, o armador marítima europeia recomendou uma dúzia de novos navios porta-conntentores com mais de 23.500 TEU no antigo estaleiro DSME. 

Os navios porta-contentores contarão com motores duplos de gás liquefeito de alta pressão e baixa emissão que são “extremamente eficientes em termos de combustível”. Além disso, as novas construções poderão utilizar biometano e estarão preparadas para amônia.