Capitão de cargueiro que colidiu com petroleiro no mar do Norte em prisão preventiva.

O Capitão do cargueiro Solong, identificado como sendo um cidadão russo natural da de São Petersburgo, de seu nome Vladimir Motin, de 59 anos, foi acusado de homicídio involuntário por negligência grave e foi presente ao Tribunal de Magistrados de Hull, no nordeste de Inglaterra, de acordo com noticia da agência France-Presse.

A mesma fonte refere que não foi feito qualquer pedido de libertação e que ficou agendada uma nova sessão de julgamento para 14 de abril, em Londres. O cargueiro Solong, registado em Portugal, colidiu na segunda-feira no mar do Norte, ao largo do leste de Inglaterra, com o Stena Immaculate, um petroleiro norte-americano que transportava combustível para as forças armadas norte-americanas, provocando explosões e enormes incêndios em ambos os navios.

Os 23 membros da tripulação do Stena Immaculate foram transportados para terra, assim como 13 dos 14 tripulantes do Solong. Um membro da tripulação do Solong, um filipino de 38 anos identificado como Mark Angelo Pernia, terá morrido.

As autoridades do Reino Unido disseram que não há nada até ao momento que indique que o incidente esteja relacionado com a segurança nacional.

O Departamento de Investigação de Acidentes Marítimos do Reino Unido está também envolvido na investigação sobre o que terá levado o Solong, que viajava de Grangemouth, na Escócia, para Roterdão, nos Países Baixos, a atingir o petroleiro, que estava ancorado a cerca de 16 quilómetros da costa inglesa.

Trump anuncia ataques dos EUA contra Houthis no Iémen

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou uma ação militar “decisiva” contra os rebeldes Houthi no Iémen, abrindo uma nova ofensiva contra o grupo apoiado pelo Irão que tem como alvo as rotas de navegação no Mar Vermelho, que desde do ataque de Israel à Palestina tem bloqueado a passagem de navios através de ataques cirúrgicos.

Até ao momento, pelo menos nove civis foram mortos e nove ficaram feridos nos ataques dos EUA em Sanaa, no Iémen, afirmou um porta-voz do Ministério da Saúde administrado pelos Houthis no X.

A TV Al Masirah, administrada pelos Houthis, noticiou o ataque sem fornecer mais detalhes.

Os militares dos EUA estava realizando ataques contra bases, líderes e defesas de mísseis Houthi “para proteger os activos marítimos, aéreos e navais americanos e para restaurar a Liberdade de Navegação”, disse Trump.

A ordem do republicano é que suas forças empregariam “força letal esmagadora” contra o grupo “até atingirmos nosso objectivo”, de acordo com a sua publicação na sua rede social, Truth Social.

PR promulga integração da Silopor no Porto de Lisboa.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma que permite a transmissão da actividade da Silopor, entidade portuária que é responsável por descarregar e armazenar metade dos cereais em Portugal, na APL – Administração do Porto de Lisboa.

Com a transferência da actividade da empresa pública de silos portuários no porto de Lisboa está dado um passo necessário para arrancar com o processo de privatização da concessão da Silopor, que será promovido pela Administração do Porto de Lisboa.

O diploma para a privatização tinha sido aprovado em Conselho de Ministro em 7 de março. Nesse dia, em conferência de imprensa, o ministro da Presidência lembrou que a Silopor é uma “organização importante para o abastecimento de cereais” cuja privatização da concessão estava “prometida há muito”.

A Silopor, principal entidade portuária de armazenamento de granéis sólidos alimentares, faz a gestão dos silos da Trafaria, em Almada, e do Beato, em Lisboa.

No total, tem uma capacidade global de 340 mil toneladas, o que permite o armazenamento, em média, de 3,4 milhões de toneladas de cereais e farinhas durante um ano.

Máfia brasileira aproveita fragilidade dos portos nacionais.

Ao que tudo indica, os portos nacionais tornaram-se mais “apetecíveis” que os portos vizinhos de Espanha, e tem-se tornado num ponto ( infeliz ) de entrada de droga na Europa.

A recente operação da PJ denominada “Phortos”, que actuou precisamente nos maiores portos nacionais, expôs uma vasta rede de influências que permitia a entrada de droga. Apesar do esforço das autoridades na apreensão de droga oriunda da América do Sul, trabalho esse que tem dado resultados e apreensões, a falta de meios e a sofisticação de processos faz com que ainda haja muito trabalho para expor esses esquemas.

A última detenção de um cidadão de nacionalidade brasileira, de 38 anos, indica que durante dois anos, existia uma equipa de mergulhadores especializados que retirou centenas de quilos de droga, nomeadamente cocaína, dos cascos dos navios oriundos do Brasil e com destino à Europa.

Porto de origem era o Porto brasileiro de Santos, e os meios utilizados eram por norma, pequenos contentores em forma de torpedo ou de caixa, fixos no exterior dos cascos com ímanes ou soldados, sendo a maioria com GPS para mais fácil localização, para durante o período da noite serem recolhidos e transportados para terra.

O elemento detido, tinha patente elevada na estrutura brasileira do PCC, e era como se fosse um alto emissário em Portugal daquela organização criminosa, sendo responsável pelas operações de desembarque.

CK Hutchison baixa 6% na bolsa após críticas da China sobre negócio do Panamá.

6,17%. Foi o valor em bolsa que as acções da CKH ( CK Hutchison ) caíram depois da China, nomeadamente as suas administrações em Macau e Hong Kong ter revelado as suas criticas intensas da venda dos portos do Canal do Panamá à norte-americana BlackRock.

O negócio foi entre o CKH e os norte-americanos da BlackRock foi visto como “um acto hegemónico dos Estados Unidos, que utilizam o seu poder nacional para usurpar os direitos e interesses legítimos de outros países”.

Segundo o acordo, anunciado em 04 de março e avaliado em 22,8 mil milhões de dólares (21,03 mil milhões de euros), a CKH vendeu a um consórcio que inclui a BlackRock e a Terminal Investment Limited ( Ligada ã MSC ), uma participação de 80% num conjunto de subsidiárias portuárias, que gerem 43 portos em 23 países, como Reino Unido, Alemanha, México e Austrália, no sudeste asiático e Médio Oriente, incluindo os portos em ambas as extremidades do Canal do Panamá, em Balboa e Cristobal.

EUA podem proibir navios de países que criam pontos de estrangulamento marítimo.

Mais um obstáculo para o Shipping, vinda dos EUA, onde a FMC – Federal Maritime Comission, a Comissão Marítima Federal dos EUA, que é o regulador de transporte do país, mencionou que pode proibir a entrada de todo o tipo de navios oriundo de países que causam estrangulamentos em locais sensíveis no sector maritimo.

Foi lançada uma investigação sobre restrições de trânsito em pontos fulcrais, nomeadamente na análise da legislação de cada país, seus regulamentos e práticas correntes dos países, visando igualmente embarcações com bandeira diferente da companhia de origem.

Os pontos sensíveis de navegação são: Canal da Mancha, o Estreito de Malaca, a Passagem do Mar do Norte, o Estreito de Cingapura, o Canal do Panamá, o Estreito de Gibraltar e o Canal de Suez.

Esta investigação entra na linha da Administração Trump, que tem apertado a vigilância no que concerne ao shipping , sobretudo em relação a países considerados concorrentes directos à esfera de influência dos EUA.

China critica venda de portos do Panamá a empresa norte-americana.

Os meios de comunicação oficias da administração chinesa tanto em Macau como em Hong Kong fizeram um comentário de uma publicação próxima de Pequim, que indica um imenso desconforto que teve origem na venda dos portos do Panamá pelo conglomerado CK Hutchison (CKH) à norte-americana BlackRock.

O texto de Ta Kung Pao indica que: “Não é uma ‘prática comercial normal’“, numa publicação de Hong Kong, que é respectivamente controlada pelo Gabinete de Ligação do Governo Central de Pequim naquela região administrativa especial, sendo que a publicação acaba numa espécie de “ameaça” ao CKH, fundado pelo bilionário, Li Ka-shing, 96 anos, o homem mais rico de Hong Kong.

De acordo com Ta Kung Pao, o negócio conhecido no início do mês entre o CKH e os norte-americanos da BlackRock “é um acto hegemónico dos Estados Unidos, que utilizam o seu poder nacional para usurpar os direitos e interesses legítimos de outros países através de meios desprezíveis como a coerção, a pressão e o incentivo, e é uma política de poder sob a forma de ‘comportamento comercial’“.

O acordo anunciado no passado dia 4 de março e que ronda os em 21,03 mil milhões de euros, a CKH vendeu a um consórcio que inclui a BlackRock e a Terminal Investment Limited ( ligada à MSC), uma participação de 80% num conjunto de subsidiárias portuárias, que gerem 43 portos em 23 países, como Reino Unido, Alemanha, México e Austrália, no sudeste asiático e Médio Oriente, incluindo os portos em ambas as extremidades do Canal do Panamá, em Balboa e Cristobal.

O Canal do Panamá, tem sido tema de conversa deste do regresso de Donald Trump à Casa Branca, no dia 20 de Janeiro, tendo o Presidente eleito acusado que era inadmissível o controlo da China sobre o Canal e que tinha intenções de recuperar o canal para controlo norte-americano.

Portos de Sines e do Algarve com novo Conselho de Administração.

Pedro do Ó Ramos assume o cargo de Presidente, acompanhado por Fernanda Nunes e Jaime Puna, enquanto Vogais ExecutivosA APS – Administração dos Portos de Sines e Algarve conta com novo Conselho de Administração, em funções desde o dia 10 de março.Composto por Pedro do Ó Ramos, Fernanda Nunes e Jaime Puna, o novo executivo assume a liderança da APS numa altura de forte internacionalização para o Porto de Sines, destacando-se ainda os desafios inerentes à transição energética e sustentabilidade ambiental, bem como a prossecução da estratégia de inovação e digitalização.

O recém-nomeado Presidente do Conselho de Administração, Pedro do Ó Ramos é Licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito de Lisboa, e conta com uma sólida experiência no âmbito jurídico e político, tendo dedicado parte significativa da sua atividade ao serviço público e à promoção de políticas relacionadas com temas como a agricultura e o mar.Para além de já ter uma longa carreira como Advogado, foi Secretário de Estado do Mar e Deputado em várias Legislaturas na Assembleia da Républica, com participação ativa em diversas comissões parlamentares, destacando-se nas áreas da Agricultura e Mar. A sua atuação política incluiu a coordenação de comissões parlamentares nas referidas áreas, o que lhe conferiu um sólido conhecimento do setor.Pedro do Ó Ramos foi vogal do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Habitação (INH), onde contribuiu para a formulação e execução de políticas habitacionais em Portugal, tendo sido, ainda, presidente da Comissão Executiva do projeto “Velhos Guetos, Novas Centralidades” sob os EEA Grants, com funções interventivas de regeneração urbana.

Fernanda Nunes, acumula no seu percurso profissional uma vasta experiência na área de logística e gestão portuária, tendo desempenhado cargos de destaque no setor. Recentemente foi Diretora da Delegação de Lisboa/Setúbal da JOMATIR LOGISTICS, SA, tendo ainda exercido funções de Business Manager na MEDWAY SA (Grupo MSC), e Logistics Manager na MSC – Mediterranean Shipping Company, S.A. e PIONNER, S.A. Além disso, desempenhou também funções como International Business Manager do Grupo ETE-ETE Logística, S.A. Atualmente, é Professora Assistente Convidada na Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal (ESCE IPS), onde leciona disciplinas na área de Gestão Logística e Portuária. Entre outras experiências relevantes, foi responsável por consultorias em Análise de Gestão Portuária na LOGZ- Plataforma Logística do Poceirão e em Análise Orçamental Portuária na SADOPORT (Terminal Multiusos do Porto de Setúbal). Conta também com uma sólida formação académica, incluindo o Bacharelado em Direito pela U.A.L e Universidade Moderna de Setúbal, Pós-Graduação em Logística pela Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE), e Mestrado em Ciências Empresariais, também pela ESCE. Fernanda Nunes é ainda coautora do livro “Portos, Shipping, Intermodalidade e Governação”, em colaboração com os autores Vítor Caldeirinha e António Felício, que reflete a sua experiência e contribuição para o setor logístico e portuário.

Jaime Puna é licenciado em Engenharia Química Industrial pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), com Mestrado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa (FCT/UNL) e ainda o Doutoramento em Engenharia Química no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa (IST/UL). Na indústria, desenvolveu funções de Chefe de Produção na antiga unidade de fabrico de produtos químicos para manutenção industrial, Triquímica, S.A., sendo atualmente Professor Adjunto no ISEL, onde leciona nas áreas de Engenharia Química, Engenharia Biológica, Eng.ª da Qualidade e Ambiente, com ênfase em Tecnologia Química. Foi investigador responsável (IR/co-IR) de projetos de I&D nas áreas da bioenergia, tendo sido responsável do Laboratório de Tecnologia Química do ISEL, entidade onde exerceu também funções de Coordenador da Licenciatura em Engenharia Química e Biológica. Jaime Puna é autor e coautor de cerca de 30 artigos científicos, para além de 2 capítulos de livros e 20 publicações em atas de conferências, tendo apresentado mais de 60 comunicações em eventos científicos.

Com a nova Equipa ao leme, mantém-se o foco no reforço do posicionamento no shipping internacional, ao serviço da comunidade portuária, logística e industrial dos portos de Sines e do Algarve, dos importadores e exportadores Ibéricos, e em prol da economia nacional.

Terminal XXI no Top 3 do crescimento contentorizado.

De acordo com os dados do Prof. Theo Noteboom, ( Especializado em Portos e Economia Marítima), o Porto de Sines, nomeadamente na sua concessão contentorizada do Terminal XXI, teve o 3° maior crescimento dos Top 15 dos Portos Europeus em 2024.

O Terminal XXI, beneficiou da mudança de rota que passou do Mar Vermelho para a Rota do Cabo, e cresceu cerca de 16%, sendo superando somente pelo porto francês Haropa e pelo porto espanhol de Barcelona, 

O Terminal XXI encontra-se agora em 14° lugar no ranking europeu.

Operação “Porthos”: PJ investiga organizações criminosas dedicadas ao tráfico de droga nos portos.

Segundo pode ser lido no site: A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, com o apoio da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefaciente, está a realizar a operação “Porthos”, que investiga a beneficiação de organizações criminosas dedicadas à exportação de elevadas quantidades de cocaína a partir da América Latina.

Estas organizações criminosas usam os portos marítimos nacionais como porta de entrada de produtos estupefacientes no continente europeu, dissimulados em diversos produtos acondicionados em contentores.

A investigação criminal em curso, com origem em cooperação policial internacional de congéneres da PJ, tem por objeto suspeitas da prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de estupefacientes e branqueamento de capitais.

A operação está a ser executada na área metropolitana de Lisboa, em Setúbal, Sines e em Leiria e visa a execução de 32 mandados de busca, dos quais 14 domiciliárias e 18 não domiciliárias, para recolha de elementos de prova complementares.

A operação “Porthos” conta com a presença de 150 inspetores e peritos de diversas unidades de apoio da Polícia Judiciária, e é acompanhada por quatro magistrados do Ministério Público.

A investigação criminal prosseguirá, no âmbito de inquérito dirigido pelo DCIAP.