Portos de Algeciras, Huelva e Sevilha aderem ao Nexomar para sinergias logísticas com Portugal.

É através do projecto NEXOMAR, que as Autoridades Portuárias de Sevilha, Algeciras e Huelva, juntamente com o Conselho Andaluz de Câmaras de Comércio pretendem criar sinergias logisticas com Portugal.

A Nexomar é o “Nexus Transfronteiriço para Impulsionar a Actividade Logística Marítima”, e que tem como objectivo consolidar um ecossistema inovador na Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia, promovendo a colaboração transfronteiriça e o fortalecimento do sector logístico e marítimo-portuário. Para o efeito, a iniciativa pretende aproveitar a cooperação para potenciar a criação de redes de
conhecimento e, assim, reforçar as capacidades empresariais e melhorar a competitividade das empresas da região.

O objectivo é promover a inovação e a cooperação transfronteiriça por meio de sinergias e alianças entre os ambientes portuários de ambos os territórios, bem como o intercâmbio de recursos e iniciativas nos setores logístico e marítimo.

A iniciativa levou até agora ao desenvolvimento de sete estudos estratégicos em áreas-chave como sustentabilidade, intermodalidade, ligações e infraestrutura ferroviária. Além disso, promoveu a criação de um observatório para identificar novas oportunidades de negócios, rotas comerciais e fluxos de mercadorias, e para promover a cooperação empresarial.

Uma dúzia de iniciativas estão planeadas para os próximos meses, incluindo treino para PMEs em digitalização, sustentabilidade e internacionalização, apoio ao empreendedorismo inovador, ferramentas para medir o impacto ambiental do transporte de cargas e um guia de melhores práticas público-privadas.

Colisão entre petroleiro e navio português causou danos ambientais limitados.

O armador do petroleiro que colidiu a semana passada com um navio porta-contentores registado na Madeira admitiu que milhares de barris de querosene foram derramados, mas deu garantia que os danos ambientais foram reduzidos.

A empresa norte-americana Crowley afirmou que, “com base numa avaliação da equipa de salvamento, foi confirmado que 17.515 barris de combustível Jet-A1 foram perdidos como resultado do impacto e do incêndio. A restante carga está segura”.

Segundo indicou um comunicado, as equipas de resgate determinaram que a extensão dos danos estava limitada a um depósito de combustível e um depósito de água. O operador do Stena Immaculate, um petroleiro norte-americano que transportava combustível para as forças armadas dos Estados Unidos, elogiou a “ação heroica” da tripulação que tomou precauções contra o incêndio antes de abandonar o navio.

O Stena Immaculate transportava cerca de 220 mil barris de combustível de aviação, algo gerou preocupação entre os ambientalistas. Mas uma análise da área mostrou que não parecia existir um derrame, afirmaram as autoridades.

A colisão provocou grandes incêndios a bordo de ambos os navios, que foram controlados após vários dias de combate às chamas.

A investigação, liderada pelos EUA e por Portugal, os países onde os navios estão registados, continuam a tentar determinar porque é que o Solong mudou de rumo e colidiu com o Stena Immaculate, oito horas depois.

Houthis atacaram porta-aviões americano no Mar Vermelho

Os rebeldes Houthis do Iémen, reivindicaram um ataque contra um porta-aviões americano no Mar Vermelho, um dia após os Estados Unidos terem bombardeado redutos do grupo rebelde apoiado pelo Irão.

“Em resposta a essa agressão (americana), as forças armadas lançaram uma operação militar (…) direccionada contra o porta-aviões americano USS Harry Truman e os navios de guerra que o acompanham no norte do Mar Vermelho”, afirmaram os houthis num comunicado. Ao que tud9 indica, os rebeldes afirmaram que dispararam 18 mísseis e um drone.

Os houthis haviam prometido retaliar os Estados Unidos após uma série de bombardeamentos executados por ordem do Presidente eleito Donald Trump, tendo sido a maior iniciativa militar desde o regresso à Casa Branca.

De acordo com os rebeldes, os ataques aéreos e navais mataram pelo menos 31 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e deixaram mais de 100 feridos.

Os Houthis vem realizando ataques contra Israel e ameaçando a navegação comercial no Mar Vermelho há mais de um ano, como forma de solidariedade ao grupo terrorista Hamas.

Os ataques aéreos e navais dos EUA atingiram radares, defesas antiaéreas e sistemas de mísseis e drones, para diminuir a capacidade do grupo de interferir em rotas marítimas internacionais.

Portugueses já compram cruzeiros para 2027.

Segundo avança o Expresso, os operadores avançam que o negócio está este ano com crescimento de 20% a 30% pela compra antecipada em altura de descontos.

É indicado que a corrida à compra de viagens que se verifica do lado dos portugueses, um segmento em destaque é o dos cruzeiros. As agências e operadores do sector revelam que as vendas estão este ano a disparar. E não é só para todo o ano de 2025 que as pessoas estão a comprar cruzeiros, mas já para 2026.

O sector dos cruzeiros tem tido margens de crescimento acentuadas, ano após ano, principalmente após a época da Covid-19.

Para termos noção em números recentes, o sector de cruzeiros transportou 31,7 milhões de passageiros em 2023, um aumento de 7% em relação aos 29,7 milhões registrados em 2019, e contribuiu com 78,37 bilhões de euros para o PIB global, um crescimento acima do que a própria economia global.

Porto de Lisboa lança podcast

O Porto de Lisboa lançou o podcast “O nosso Porto de Lisboa”, já disponível na plataforma Spotify, onde os dois primeiros episódios já podem ser escutados. Este projeto de divulgação e comunicação tem periodicidade mensal e propõe-se contar a história do porto e as suas próprias “estórias”, destacando o passado, o presente e o futuro de uma infraestrutura fundamental na cidade de Lisboa.

A primeira série do podcast contará com seis episódios, cada um abordando diferentes perspetivas e dimensões do Porto de Lisboa. No primeiro episódio, já disponível, o historiador Lourenço Pereira Coutinho guia os ouvintes numa viagem pelo rico passado do Porto de Lisboa, enquanto no segundo episódio, o economista Pedro Brinca analisa a relevância económica desta infraestrutura para a capital e também para o País.

“O nosso Porto de Lisboa” abordará uma ampla diversidade de temas, desde história e cultura até negócios e economia, através de entrevistas sobre projetos inovadores, reportagens que acompanham o dia a dia de quem trabalha no porto, curiosidades históricas e até músicas relacionadas com esta emblemática infraestrutura.

Segundo Carlos Correia, presidente da APL – Administração do Porto de Lisboa “Esta iniciativa desenvolve-se no âmbito do propósito estratégico de melhorar a relação porto-cidade, procurando uma maior proximidade com a comunidade. Através deste podcast, o Porto de Lisboa pretende que a opinião pública conheça melhor o seu funcionamento, estimulando assim uma maior empatia com esta estrutura centenária que continua a ser vital para a cidade e para o País”.

Pescador peruano resgatado com vida depois de 95 dias perdido no Oceano Pacífico.

Um pescador peruano, que passou 95 dias perdido no Oceano Pacífico, foi resgatado com vida, na última quarta-feira, a mais de mil quilómetros da costa do país.

Maximo Napa tinha partido para uma viagem de pesca, no seu barco, desde Marcona, uma cidade na costa sul do Peru, a 7 de dezembro do último ano. O homem preparou comida para uma viagem de duas semanas, mas dez dias depois, uma tempestade desviou o barco da sua rota, acabando à deriva em alto mar.

A família tinha iniciado as buscas, mas as patrulhas marítimas peruanas não conseguiram localizá-lo até quarta-feira, quando uma patrulha de pesca equatoriana o encontrou a cerca de 1.094 quilómetros da costa do país, fortemente desidratado e em estado crítico.

“Eu não queria morrer”, disse o pescador aos jornalistas, já em terra, em Paita, perto da fronteira com o Equador. “Comi insetos, pássaros, a última coisa que comi foram tartarugas”.

O pescador, emotivo, explicou que se manteve forte a pensar na família, sobretudo na mãe e na neta de dois meses.

Maximo sobreviveu com a água da chuva que recolheu no barco e acabou por passar os últimos 15 dias sem comer.

“Estou grato a Deus por me ter dado uma segunda oportunidade”, afirmou. “Ele é lindo, protegeu-me”.

A sua mãe disse aos meios de comunicação locais que, embora os seus familiares se tivessem mantido otimistas, ela tinha já começado a perder a esperança.

“Eu disse ao Senhor, esteja ele vivo ou morto, traga-o de volta para mim, mesmo que seja apenas para vê-lo”, disse à TV Peru. “Mas as minhas filhas nunca perderam a fé. Estavam sempre a dizer-me: mãe, ele vai voltar, ele vai voltar”.

Nas redes sociais, a filha do pescador partilhou uma imagem do pai, com a informação de que tinha sido encontrado.

Surf: Yolanda Hopkins despede-se de Peniche no nono lugar.

Yolanda Hopkins foi eliminada, este domingo, na terceira ronda da etapa de Peniche do circuito mundial de surf, ao perder com a campeã mundial, Caitlin Simmers, dos Estados Unidos, terminando a prova no nono lugar. No ano passado, a surfista lusa tinha alcançado a quinta posição.

Na quinta bateria da ronda, disputada na Praia de Supertubos, em Peniche, a portuguesa somou 8,03 pontos (5,00 e 3,03 nas duas melhores ondas), contra os 13,24 da norte-americana, que lidera actualmente o ranking da WSL e venceu a etapa portuguesa em 2023.

Com a eliminação de Yolanda, Portugal ficou sem atletas em prova, depois da eliminação de Frederico Morais nas repescagens.

Plano de 4 mil milhões para os portos “vai ficar em standby”

Foi no programa “Conversa Capital” – Antena 1/ Jornal de Negócios, que o ainda Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que o plano estratégico para os portos, com um investimento previsto de 4 mil milhões de euros, não vai ser aprovado por este Governo.

O plano previa o relançamento do terminal Vasco de Gama em Sines, a expansão dos portos de Leixões, Aveiro e Setúbal, e a retirada das administrações portuárias de certos portos como Faro, Portimão ( Que poderia passar para gestão da autarquia ), e Sesimbra ( Que poderia também passar para a gestão da autarquia ou administração de pescas ).

Este plano estratégico entrava dentro dos parâmetros apresentados na componente económica do programa eleitoral apresentado pela Aliança Democrática.

Não ratificar Tratado do Alto Mar deixa Portugal na “segunda divisão”

O Tratado do Alto Mar, formalmente designado Acordo sobre Proteção da Biodiversidade Marinha em Áreas para além da Jurisdição Nacional (BBNJ, na sigla inglesa) resultou de quase 20 anos de discussões e tem como objetivo a conservação e utilização sustentável da biodiversidade marinha.

É um documento juridicamente vinculativo de proteção das águas internacionais, que estão fora da área de jurisdição nacional, correspondendo a cerca de 70% da superfície da Terra.

“Portugal não conseguir ratificar a principal conquista civilizacional do direito internacional da agenda do oceano dos últimos 30 anos (…) até à Conferência dos Oceanos de Nice vai-nos fazer passar para uma segunda divisão da liderança dos oceanos, receio, e por isso, para nós, isso são notícias muito más”, disse Tiago Pitta e Cunha em entrevista à agência Lusa.

Para o presidente executivo da Fundação Oceano Azul, será impossível, nas circunstâncias políticas atuais, Portugal ratificar o tratado até junho porque o processo é complicado e tem de passar pelo Conselho de Ministros, pelo Parlamento e pelo Presidente da República.

Tiago Pitta e Cunha considera tratar-se de uma “muito má notícia” para um país que nos últimos 20 anos “procurou tornar-se um líder na discussão da agenda do oceano a nível multilateral, a nível das Nações Unidas, a nível internacional”.

Esse esforço culminou com Portugal como anfitrião da última UNOC, que teve lugar em Lisboa em 2022.

“E foi um acto de liderança francamente ousado”, considerou, elogiando a “firmeza e habilidade” da diplomacia portuguesa que permitiu a organização dessa conferência, que depois deu azo à UNOC de Nice.

É por isso que o jurista, especialista em assuntos marinhos lamenta agora o atraso na ratificação por Portugal de um tratado já ratificado por 18 países, incluindo Espanha, o primeiro da União Europeia a fazê-lo, e França. “Eu penso que ninguém esperava esta crise política e, no entanto, ela aqui está e o caminho, portanto, vai ficar por ser trilhado”, disse Pitta e Cunha.

Espera-se que até à conferência de Nice o tratado seja ratificado por pelo menos 60 países, para que possa entrar em vigor.

Portugal é o 1° país da Europa a aprovar uma moratória sobre mineração em mar profundo

Segundo avança o Expresso, as associações ambientalistas WWF Portugal, Sciaena e Sustainable Ocean Alliance (SOA) congratularam o parlamento pela aprovação de um projecto de lei que estabelece uma moratória sobre a mineração em mar profundo até 2050.

As três organizações não-governamentais celebram, em comunicado conjunto, a “priorização da proteção do oceano pelo parlamento apesar do contexto de crise política”.

A nova legislação, foi aprovada na passada sexta-feira depois do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter anunciado uma nova dissolução do parlamento e a convocação de eleições antecipadas para 18 de maio.

“Esta aprovação significa que (…) Portugal se torna assim o primeiro país da Europa a ter uma moratória formalmente aprovada à mineração em mar profundo”, adiantam as ONG.

“Mesmo em tempos de crise política, o parlamento demonstrou que a proteção do oceano é uma responsabilidade inadiável. Os partidos que votaram a favor da moratória e que garantiram que esta votação acontecesse em contrarrelógio antes da dissolução efetiva da Assembleia da República deixam-nos uma mensagem clara e que deve ficar bem registada: esta moratória não é apenas uma medida ambiental, mas uma decisão estratégica para a preservação dos recursos marinhos para as futuras gerações”, destaca Bianca Mattos, Coordenadora de Políticas da WWF Portugal, citada no comunicado.