Mota-Engil vai construir um porto na RD do Congo

A construtora Mota-Engil assinou, esta quinta-feira, no Dubai, um acordo com o Grupo DP World para a construção de um novo terminal de contentores e carga geral no Porto de Banana, na República Democrática do Congo (RDC).

Segundo a empresa, o acordo celebrado “estabelece a execução de trabalhos de dragagem para permitir uma navegação segura até à nova linha de atracação, num cais que terá um comprimento total de 600 metros, preparado para receber os maiores navios do mundo, dos quais 400 metros serão para movimentação de contentores e 200 metros para carga geral”.

O projeto conta com a criação de uma área dedicada à movimentação de contentores, inicialmente com uma capacidade anual de 450.000 TEUs (Twenty-foot Equivalent Units, em inglês, medida correspondente a um contentor). A infraestrutura incluirá, ainda, um acesso rodoviário de ligação à infraestrutura existente, além de “novos edifícios portuários, oficinas e outras instalações”.

O projeto está avaliado em cerca de 230 milhões de euros, indicou a Mota-Engil em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Urina das baleias transporta toneladas de nutrientes vitais para os oceanos

Investigação revela que a urina das baleias possui grandes quantidades de azoto, contribuindo para a saúde dos ecossistemas marinhos.

As baleias não são apenas enormes, são também um factor importante para a saúde dos oceanos. Já sabíamos que as fezes destes mamíferos eram responsáveis pelo transporte de toneladas de nutrientes das águas profundas para a superfície.

Agora, uma nova investigação mostra que urina das baleias também transporta grandes quantidades de azoto ao longo de milhares de quilómetros – um processo que os cientistas apelidaram de “o grande funil de urina das baleias”.

Estas toneladas de azoto contribuem para a saúde dos ecossistemas tropicais e dos peixes, especialmente em zonas onde o azoto é escasso. Em alguns locais, como o Havai, a entrada de nutrientes provenientes das baleias é superior à das fontes locais.

Em 2010, os cientistas revelaram que as baleias, alimentando-se em profundidade e defecando à superfície, fornecem um recurso crítico para o crescimento do plâncton e a produtividade dos oceanos.

Um novo estudo, conduzido pela Universidade de Vermont mostra que as baleias também transportam enormes quantidades de nutrientes horizontalmente, através de bacias oceânicas inteiras, desde as águas ricas e frias onde se alimentam até às costas quentes perto do equador onde acasalam e dão à luz.

Grande parte destes nutrientes é transportada sob a forma de urina, embora a pele descamada, as carcaças de baleias mortas, as fezes das crias e as placentas também contribuam.

Maersk nega envio de armas para Israel durante guerra em Gaza

O gigante armador dinamarquês negou o envio de armas ou munição para Israel durante a sua guerra em Gaza em resposta a uma proposta de acionistas numa assembleia geral anual (AGM), mas reconheceu o envio de carga militar.

“A Maersk tem uma política rigorosa de não enviar armas ou munições para nenhuma zona de conflito ativa”, disse o CEO Vincent Clerc aos accionistas.

“Estamos em total conformidade com todas as leis aplicáveis”, acrescentando que a Maersk actua de acordo com os princípios orientadores das Nações Unidas sobre negócios e direitos humanos e as directrizes da OCDE sobre conduta empresarial responsável.

A Maersk envia carga para Israel para agências do governo dos EUA com sua subsidiária nos EUA Maersk Line, Limited (MLL). Vicent Clerc disse que a Maersk transporta cargas militares, embora de acordo com todas as leis.

“Quando traçamos uma linha entre o que aceitamos transportar e o que não aceitamos, isso é feito após uma avaliação muito cuidadosa e considerando recomendações e regulamentações”, disse Clerc. “Percebemos que a nossa linha pode não coincidir com os desejos de todos.”

Principais armadores com 25 bilhões€ de lucros em 2024.

Os principais armadores globais reportaram e publicaram a sua componente financeira relativa a 2024.

As principais companhias de navegação que relataram e publicaram seus números financeiros para 2024 registraram resultado apurado antes de gastos e perdas financeiros, rendimentos e ganhos financeiros e do imposto sobre o rendimento – EBIT de 25,04 bilhões de euros.

O nível de lucros permanece em alta, com o nível a estar ainda acima dos lucros recorde do período Covid-19. O EBIT registrado em 2024 excede o EBIT combinado de 2019, 2020 e 2023.

De acordo com Alan Murphy da Sea-Intelligence: “Podemos estimar a lucratividade total do mercado estendendo a lucratividade média das linhas que de facto divulgaram os seus ganhos, para o mercado como um todo, com base na capacidade operada. Esta é uma aproximação, mas usar esta abordagem implica uma lucratividade total da indústria no nível do EBIT de 55,3 bilhões € em 2024”-

Governo Regional estuda privatização da Portos dos Açores.

O Governo dos Açores anunciou que encomendou um estudo sobre a melhor forma de privatizar várias entidades públicas, entre elas, a Portos dos Açores e a Lotaçor.

“O que está em causa neste momento é tomar decisões em relação aos ativos que temos entre mãos… Tomar decisões, se é sobre extinção, cessão, alienação ou fusão. É preciso decidir. Para decidir, temos de ter os dados”, afirmou o secretário das Finanças, Planeamento e Administração Pública.

Duarte Freitas falava no plenário da Assembleia Legislativa, na Horta, durante um debate de urgência sobre o setor público empresarial regional pedido pelo Chega. O secretário regional revelou que o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) vai estudar a privatização de várias entidades públicasz entre elas, as entidades que gerem os portos e as lotas da região, a Portos dos Açores e a Lotaçor, respectivamente.

“Há áreas de negócio da Portos dos Açores que podem ser geridas por privados. Da Lotaçor também…”, defendeu. Segundo o governante, existem quatro hipóteses para aquelas entidades que podem ser privatizadas em “parte ou no todo”: a fusão, alienação, cessão ou extinção.

Duarte Freitas adiantou que o estudo vai ser realizado pela consultora Deloitte (que terá dois meses para concluir o documento) e garantiu que “não há nenhum risco para nenhum funcionário” daquelas entidades.“O estudo é para ajudar a decisão. Quem decide são os políticos”, declarou.

Cacia conquista Taça dos Portos na Figueira da Foz

A Colectividade Popular de Cacia destacou-se na terceira edição da Taça dos Portos 2025, competição este ano dedicada à modalidade de remo e que decorreu no passado domingo na Figueira da Foz.

O clube caciense conquistou o troféu ao vencer a prova de Shell de 8 absolutos masculinos. Com uma tripulação composta por Luís Lopes, Gil Azevedo, Telmo Silva, Diogo Ferraz, Pedro Pinho, Tomás Correia, João Tavares, Diogo Miranda e o timoneiro Pedro Silva, o Cacia foi a mais rápida na regata de 500 metros, superiorizando-se às embarcações do Ginásio Clube Figueirense (Rodrigo Lopes, Carlos Cunha, Vitor Faria, Gabriel Ferreira, Rodrigo M. Lopes, João Castela, Hélio Paulino, José Tomé e a timoneiro Leonor Carvalho) e da Naval Remo (José Silva, Nuno Sisudo, Diogo Ferreira, André Leal, Rodrigo Almeida, Bernardo Cruz, Hugo Baeta, Pedro Acúrcio e a timoneiro Ana Rocha, segundo e terceiro classificados.

O Ginásio Clube Figueirense, um dos anfitriões da organização juntamente com a Naval Remo, conquistou também a Taça dos Portos, depois de vencer a regata de Shell de 8 absolutos femininos, com uma tripulação composta por Inês Oliveira, Marta Tavares, Patricia Carvalheiro, Fernanda Vasco, Licinia Ferreira, Mary Patterson, Teresa Santos, Rebecca Clarke e a timoneiro Leonor Carvalho.

PSA Sines reuniu com nova Administração da APS.

O novo Conselho de Administração do Porto de Sines, nomeadamente Pedro do O Ramos, Fernanda Nunes e Jaime Puna, foram recebidos pela Direcção da PSA Sines.

Foi a primeira concessão do Porto de Sines a ter a visita da nova administração e aquela que actualmente tem mais peso dentro das várias concessões do Porto.

Na nota das redes sociais pode ler-se: “0 Terminal XXI é o maior terminal de contentores de Portugal e um parceiro estratégico do Porto de Sines. Durante o encontro, as duas administrações reforçaramas sinergias existentes entre as duas entidades e o compromisso em fortalecer a posição do nosso Terminal como um dos principais portos europeus.”

Piratas embarcam em navio-tanque ao largo de São Tomé e Príncipe.

O navio-tanque “Bitu River”, que navega com bandeira do Panamá, foi abordado por piratas armados na noite passada em São Tomé e Príncipe. Tiros foram disparados, e o status da tripulação na cidadela é atualmente desconhecido.

Tiros foram relatados depois que piratas abordaram o navio na África Ocidental na noite de segunda-feira no que foi descrito como um incidente de sequestro.

Maritime Domain Awareness for Trade — Gulf of Guinea, um centro de cooperação administrado pelas marinhas do Reino Unido e da França, relatou o incidente envolvendo o navio sem nome a 41 milhas náuticas (76 km) a sudeste de Santo António, São Tomé e Príncipe, às 21:00 GMT.

Desde janeiro de 2024, seis embarcações foram abordadas na costa da Guiné Equatorial e Gabão. 14 tripulantes foram sequestrados em três ataques piratas, de acordo com dados do EOS Risk Group.

Os mares ao redor de São Tomé e Príncipe marcam um novo território para piratas na África Ocidental.

Europa controla 35% da frota global do shipping.

A ESCA – European Community Shipowners Associations, que junta cerca de 22 associações nacionais de armadores, divulgou recentemente um estudo de competitividade do shipping da Deloitte na União Europeia e um estudo da CE Delft sobre o valor económico do transporte marítimo europeu.

O shipping europeu representa um activo geopolítico para a Europa, facilitando a exportação e importação de bens, alimentos e energia. De acordo com o estudo anunciado da Deloitte, cerca de 76% do comércio externo da Europa é possibilitado pelo shipping.

Apesar da União Europeia ter o peso que ronda à volta dos 15% do PIB global, a sua frota de transporte marítimo europeia é uma das maiores do mundo, representando cerca de 35% da frota mundial em termos de tonelagem global em todos os segmentos, remata o estudo da CE Delft. O número de navios desta frota ronda os 22,318.

Especificamente, o transporte marítimo europeu controla 30% dos graneleiros do mundo, 44% dos porta-contentores, 35% dos petroleiros e 33% dos transportadores de GNL. Armadores como a MSC, Maersk e CMA CGM marcam o ritmo nesse aspecto.

A frota europeia está crescendo de forma constante, mas outras frotas estão crescendo mais rápido. À medida que a incerteza geopolítica cresce, o transporte marítimo europeu deve ser visto como um activo geopolítico na região, solidificando a posição de liderança da UE nas cadeias de suprimentos internacionais, de acordo com o estudo.

O estudo conclui que a actual estrutura regulatória e tributária da UE facilita um sector de transporte marítimo competitivo da UE. No entanto, destaca áreas significativas para melhoria, como fechar a lacuna de investimento para a adopção de tecnologia e combustíveis limpos, reduzir a carga administrativa e alinhar-se com as regulamentações internacionais.

Sea-Intelligence: Lucros do Shipping devem cair 80% em 2025.

A Sea Intelligence ( líder de Pesquisa e Análise, Serviços de Dados e Serviços de Consultoria na indústria global da cadeia de abastecimento ), através dos seus analistas, fizeram os cálculos que indicam que a indústria do Shipping atingiu um EBIT ( resultado apurado antes de gastos e perdas financeiros, rendimentos e ganhos financeiros e do imposto sobre o rendimento ) combinado de 54,94 bilhões de eurosem 2024.

Significa que o resultado obtido em 2024, é o 3º maior valor registado da indústria, desde que há registos e o maior a nível global após o período da Covid-19.

Bank for International Settlements, ( Banco de Compensações Internacionais ), organização internacional responsável pela supervisão bancária lançou o alerta que a incerteza gerada pelas promessas de Trump de impor tarifas. Se as tarifas forem implementadas – e algumas já foram – em toda a sua potência,, então os choques negativos de procura podem se tornar choques de oferta e dar origem a pressão inflacionária.”

Por exemplo, num dos maiores armadores globais, os dinamarqueses da Maersk no seu relatório anual publicado no mês passado, os lucros estão por assim dizer “por um fio”, em grande parte devido à falta de controlo dos armadores sobre a situação do médio oriente.

A Maersk relatou seu terceiro melhor ano financeiro em fevereiro, com um EBIT para 2024 de 5,95 bilhões de euros. O armador dinamarquês prevê que o crescimento do volume global de contentores em 2025 será de cerca de 4%. No entanto, a grande linha divisória entre lucro e prejuízo neste ano, de acordo com a Maersk, está dependente do Mar Vermelho.

Os Houthis do Iémen tinham suspendido a sua campanha contra a navegação mercante, com os mais recentes desenvolvimentos entre os EUA e os rebeldes houthis a porem em causa essa “calmaria”, dando perspectivas negativas para os próximos meses.

A situação continua tensa, no entanto, com muito poucos navios retornando para pegar a rota de Suez entre a Ásia e a Europa. A previsão do EBIT da Maersk para 2025 varia de zero a 2,75 bilhões de euros, dependendo se o Mar Vermelho abre no meio do ano ou no final do ano.