"O Porto de FOS" por Prof. Vítor Caldeirinha

Durante recente visita que efectuei ao porto de FOS tive oportunidade de conhecer pela primeira vez um porto pensado para as próximas centenas de anos.


Marselha é uma cidade portuária localizada no sul de França, cujo porto nasceu colado à cidade, que o foi abraçando. 

As atividades marítimo-turísticas, náutica de recreio, ferries para o Norte de África e ilhas, o transporte de passageiros, a cultura e o lazer e os cruzeiros foram florescendo no porto durante o século passado. 

Desde os anos 60 e 70 que a atividade portuária de movimentação de cargas foi sendo deslocalizada propositadamente, pela autoridade portuária de Marselha, para um porto a cerca de 60km por estrada, o porto de FOS.

Primeiro foram deslocalizados os movimentos de graneis líquidos, em especial combustíveis nos anos 60, tendo depois, nos anos 70, começado a ser deslocalizados os terminais de carga geral e graneis secos. 

Mais recentemente, nas últimas décadas, foram construídos dois grandes e modernos terminais de contentores de águas profundas (16m) com 2km de cais e múltiplos pórticos, concessionados a diversas empresas operadoras portuárias e armadoras (MSC e Cosco, CMA CGM e DP World), que estão em concorrência e nem têm os preços máximos controlados, apesar de serem concessões de serviço público. 

Recentemente, foi concessionado um terceiro terminal à Hutchison, um grande operador mundial de terminais de contentores de Hong Kong, que começará em breve a ser construído.

O porto possui uma área com cerca de 10 mil hectares. Sim 10 mil hectares, uma área equivalente à de Paris, segundo os técnicos do porto. São de facto áreas a perder de vista de expansão, em parte já ocupadas com terminais de todos os tipos, unidades industriais diversas e uma grande área logística em zona franca e área intermodal com a ferrovia.

O porto movimenta 86 milhões de toneladas de carga por ano, mais que Portugal inteiro. 

56 milhões de graneis líquidos, 12 milhões de toneladas de graneis sólidos, minérios, carvão e cereais. 

E 17 milhões de toneladas de carga geral, entre carros, contentores e outra carga fraccionada. Movimenta hoje 1 milhão de TEU de carga de hinterland que cobre todo o sul da França, pois não consegue servir Paris, essencialmente servido por Antuérpia e em pequena parte por Le Havre. O porto de Fos foi escolhido pelo grupo P3 para ser um porto de escala e prevê movimentar muitos contentores no futuro com os novos terminais da DP/CMA, MSC/Cosco e da Hutchison.

Espaço, espaço, espaço para mais e mais terminais e industrias, atividades logísticas e ligações ferroviárias, com feixes e feixes intermodais, a apenas 60 km de Marselha. 

Este porto é muito importante na região e tem o potencial para crescer mais. O pequeno terminal de contentores de 200 mil TEU ainda implantado no porto de Marselha deverá finalmente ser transferido para FOS em breve, o que deixa os estivadores bastante apreensivos. 

Referem que são insignificantes os custos de transporte terrestre, pois a alternativa seria não poder crescer mais o movimento de cargas e não poder ter terminais de contentores modernos em crescimento e com elevada produtividade a receber navios de última geração, não poder crescer nos cruzeiros e na náutica, o que não faz qualquer sentido.

Marselha é este ano capital da cultura e foi erguido um belíssimo pavilhão à beira mar para o efeito, um novo Museu.

De acordo com os técnicos, a defesa dos interesses da França obrigaram a este plano racional de mudança consensual, implementado de forma gradual. E está já a dar os seus frutos, tendo o porto ficado mais eficiente e produtivo, com operadores globais, em expansão e a alargar o seu hinterland cada vez mais por comboio ao norte de França.
Autor/fonte: Vítor Caldeirinha

"O Porto de FOS" por Prof. Vítor Caldeirinha

Durante recente visita que efectuei ao porto de FOS tive oportunidade de conhecer pela primeira vez um porto pensado para as próximas centenas de anos.


Marselha é uma cidade portuária localizada no sul de França, cujo porto nasceu colado à cidade, que o foi abraçando. 

As atividades marítimo-turísticas, náutica de recreio, ferries para o Norte de África e ilhas, o transporte de passageiros, a cultura e o lazer e os cruzeiros foram florescendo no porto durante o século passado. 

Desde os anos 60 e 70 que a atividade portuária de movimentação de cargas foi sendo deslocalizada propositadamente, pela autoridade portuária de Marselha, para um porto a cerca de 60km por estrada, o porto de FOS.

Primeiro foram deslocalizados os movimentos de graneis líquidos, em especial combustíveis nos anos 60, tendo depois, nos anos 70, começado a ser deslocalizados os terminais de carga geral e graneis secos. 

Mais recentemente, nas últimas décadas, foram construídos dois grandes e modernos terminais de contentores de águas profundas (16m) com 2km de cais e múltiplos pórticos, concessionados a diversas empresas operadoras portuárias e armadoras (MSC e Cosco, CMA CGM e DP World), que estão em concorrência e nem têm os preços máximos controlados, apesar de serem concessões de serviço público. 

Recentemente, foi concessionado um terceiro terminal à Hutchison, um grande operador mundial de terminais de contentores de Hong Kong, que começará em breve a ser construído.

O porto possui uma área com cerca de 10 mil hectares. Sim 10 mil hectares, uma área equivalente à de Paris, segundo os técnicos do porto. São de facto áreas a perder de vista de expansão, em parte já ocupadas com terminais de todos os tipos, unidades industriais diversas e uma grande área logística em zona franca e área intermodal com a ferrovia.

O porto movimenta 86 milhões de toneladas de carga por ano, mais que Portugal inteiro. 

56 milhões de graneis líquidos, 12 milhões de toneladas de graneis sólidos, minérios, carvão e cereais. 

E 17 milhões de toneladas de carga geral, entre carros, contentores e outra carga fraccionada. Movimenta hoje 1 milhão de TEU de carga de hinterland que cobre todo o sul da França, pois não consegue servir Paris, essencialmente servido por Antuérpia e em pequena parte por Le Havre. O porto de Fos foi escolhido pelo grupo P3 para ser um porto de escala e prevê movimentar muitos contentores no futuro com os novos terminais da DP/CMA, MSC/Cosco e da Hutchison.

Espaço, espaço, espaço para mais e mais terminais e industrias, atividades logísticas e ligações ferroviárias, com feixes e feixes intermodais, a apenas 60 km de Marselha. 

Este porto é muito importante na região e tem o potencial para crescer mais. O pequeno terminal de contentores de 200 mil TEU ainda implantado no porto de Marselha deverá finalmente ser transferido para FOS em breve, o que deixa os estivadores bastante apreensivos. 

Referem que são insignificantes os custos de transporte terrestre, pois a alternativa seria não poder crescer mais o movimento de cargas e não poder ter terminais de contentores modernos em crescimento e com elevada produtividade a receber navios de última geração, não poder crescer nos cruzeiros e na náutica, o que não faz qualquer sentido.

Marselha é este ano capital da cultura e foi erguido um belíssimo pavilhão à beira mar para o efeito, um novo Museu.

De acordo com os técnicos, a defesa dos interesses da França obrigaram a este plano racional de mudança consensual, implementado de forma gradual. E está já a dar os seus frutos, tendo o porto ficado mais eficiente e produtivo, com operadores globais, em expansão e a alargar o seu hinterland cada vez mais por comboio ao norte de França.
Autor/fonte: Vítor Caldeirinha

Pato gigante rebentou num porto em Taiwan

O pato amarelo, de 18 metros, criado pelo artista Florentijn Hofman, deveria ser o centro dos festejos da passagem de ano em Keelung, em Taiwan, mas rebentou horas antes da meia-noite.

O pato chegou a Taiwan em setembro e já tinha passado por outras cidades, tendo chegado há 11 dias ao porto de Keelung e deveria ser a principal atracção da noite. “Pedimos desculpa aos fãs no pato amarelo. Ainda não percebemos o que causou este problema”, explicou aos jornalistas o organizador do evento, Huang Jing-tai.
Hofman criou o primeiro pato gigante em 2007. Desde então, versões deste pato já foram apresentadas em 13 cidades de nove países um pouco por todo o mundo.
Segundo o artista holandês, o pato serve como “catalisador” para chamar a atenção das pessoas para a arte pública: “Trata-se de ligar as pessoas… não levar a vida como garantida, o espaço urbano como garantido. As pessoas fazem o mesmo percurso para o trabalho todos os dias. Devem olhar e deixar de ir tão rápido”.

Fonte: DN

Porto do Funchal iguala "recorde" de 2007 com 12 navios no final do ano

De acordo com os dados fornecidos pela APRAM, estima-se que, entre passageiros e tripulantes, os navios transportem cerca de 30 mil pessoas

O porto de cruzeiros do Funchal vai contar este ano com 12 navios que acompanham o espectáculo pirotécnico do final do ano, igualando o “recorde” conseguido em 2007, informou hoje a Administração dos Portos da Madeira (APRAM).
“Este ano volta a acontecer, depois de termos conseguido confirmar o número de navios, já que havia um que poderia não vir”, referiu fonte da APRAM.
Os 12 navios vão estar na baía do Funchal para assistir ao fogo-de-artifício, que este ano tem como tema “Cruzeiros” e está inserido nas comemorações do centenário da criação da Junta Autónoma para as Obras do Porto do Funchal.
De acordo com os dados fornecidos pela APRAM, estima-se que, entre passageiros e tripulantes, os navios transportem cerca de 30 mil pessoas.
Desde o dia 29 que já está no porto do Funchal o navio “The World”, bem como o “Braemar”, estando prevista a chegada, a 31 de Dezembro, de mais navios: “Saga Saphire”, “Aidablu”, “Balmoral”, “Marco Polo”, “Aurora”, “Funchal”, “Aidastella”, “Mein Schiff1 “,”MSC Fantasia” e “o Saga Ruby”.
O porto do Funchal perdeu este ano a liderança dos portos de cruzeiros nacionais para o porto de Lisboa, tanto em escalas como em passageiros.
Em 2013, os passageiros caem 17,1%, quando comparados com o ano de 2012, em que se registou 592.935 passageiros.

As escalas também sofrem uma queda, com menos 3,4% do que em 2012, ano em que aportaram ao porto do Funchal 336 navios.

Fonte: Ionline

Porto do Funchal iguala "recorde" de 2007 com 12 navios no final do ano

De
acordo com os dados fornecidos pela APRAM, estima-se que, entre
passageiros e tripulantes, os navios transportem cerca de 30 mil
pessoas

O
porto de cruzeiros do Funchal vai contar este ano com 12 navios que
acompanham o espectáculo pirotécnico do final do ano, igualando o
“recorde” conseguido em 2007, informou hoje a Administração dos
Portos da Madeira (APRAM).

“Este
ano volta a acontecer, depois de termos conseguido confirmar o número
de navios, já que havia um que poderia não vir”, referiu fonte
da APRAM.

Os
12 navios vão estar na baía do Funchal para assistir ao
fogo-de-artifício, que este ano tem como tema “Cruzeiros”
e está inserido nas comemorações do centenário da criação da
Junta Autónoma para as Obras do Porto do Funchal.

De
acordo com os dados fornecidos pela APRAM, estima-se que, entre
passageiros e tripulantes, os navios transportem cerca de 30 mil
pessoas.

Desde
o dia 29 que já está no porto do Funchal o navio “The World”,
bem como o “Braemar”, estando prevista a chegada, a 31 de Dezembro, de mais navios: “Saga Saphire”, “Aidablu”,
“Balmoral”, “Marco Polo”, “Aurora”,
“Funchal”, “Aidastella”, “Mein Schiff1
“,”MSC Fantasia” e “o Saga Ruby”.

O
porto do Funchal perdeu este ano a liderança dos portos de cruzeiros
nacionais para o porto de Lisboa, tanto em escalas como em
passageiros.

Em
2013, os passageiros caem 17,1%, quando comparados com o ano de 2012,
em que se registou 592.935 passageiros.

As
escalas também sofrem uma queda, com menos 3,4% do que em 2012, ano
em que aportaram ao porto do Funchal 336 navios.



Fonte: Ionline

Cientistas dizem que daqui a mil milhões de anos não haverá água na Terra



Dentro de aproximadamente mil milhões de anos toda a água da Terra terá evaporado, segundo um estudo francês divulgado esta quinta-feira, que adia em várias centenas de milhões de anos as estimativas realizadas em previsões anteriores.

Esse fenómeno, segundo a pesquisa publicada na revista Nature, deve-se aos efeitos do aumento da radiação solar, que não tem nenhum vínculo com o aquecimento global.
Da mesma forma que a maior parte das estrelas, segundo essas conclusões, a luminosidade do Sol aumenta muito lentamente e de forma natural ao longo da sua existência, o que provoca uma alta das temperaturas terrestres.
O Centro Nacional para a Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês) e os outros três institutos envolvidos destacam que a quantidade de vapor de água na atmosfera aumenta com a temperatura dos oceanos, e explicam que o vapor de água é um gás com efeito de estufa que participa no aquecimento da superfície terrestre.
Esses cientistas prevêem que esse aumento acabe por provocar a «ebulição dos oceanos» e o desaparecimento de água no seu estado líquido.
Outra consequência dessa hipótese é a desestabilização do efeito de estufa, que não permitiria continuar a conservar na Terra uma temperatura média «clemente» de 15 graus centígrados.
Até ao momento, não era possível avaliar esse momento com fiabilidade, segundo os especialistas, porque esse fenómeno tinha sido estudado com modelos astrofísicos muito simplificados, que analisavam a Terra como um ente uniforme e que não levavam em conta elementos «essenciais» como as estações ou as nuvens.
O novo modelo, tridimensional, assegura ser capaz de prever a evolução do meio ambiente terrestre sob o efeito de um aumento muito forte da radiação solar.
Segundo esse último estudo, o ponto de inflexão produzir-se-á quando a radiação solar média alcançar 375 watts por metro quadrado, frente aos 341 watts actuais, algo que se espera para daqui a mil milhões de anos.
A diferença para as previsões anteriores é que este modelo outorga um papel determinante à circulação atmosférica, que, ao mesmo tempo em que transporta o calor do Equador até às latitudes médias, «seca» essas regiões quentes e reduz o efeito de estufa nessas partes onde é mais susceptível de acelerar.
«O aumento da radiação solar parece intensificar esta circulação, secando primeiro as regiões subtropicais e estabilizando o clima durante várias centenas de milhões de anos, antes de alcançar o ponto de não retorno», acrescentam os pesquisadores.
Este fenómeno poderia explicar porque Vénus, mais próximo do Sol, transformou-se «num forno», e facilitaria igualmente a compreensão do clima dos exoplanetas, segundo os especialistas, que detalham que um planeta não necessita de ser «exactamente» como a Terra para possuir oceanos.
Fonte: Diário Digital

Doença anda a desmembrar Estrelas do Mar no Pacífico.

Vários locais na costa oeste da América do Norte estão a tornar-se cemitérios de estrelas-do-mar que chegam à costa desmembradas e acabam por morrer, ficando os seus cadáveres amontoados em vários pontos da faixa costeira.

Uma doença misteriosa, que os cientistas ainda não conseguiram identificar, faz com que estes animais marinhos comecem por desenvolver lesões que mais tarde infectam e levam à perda dos braços. Pouco tempo depois, os animais entram em necrose, começam a desintegrar-se e acabam por morrer.
“É uma espécie de lixeira zombie”, classifica Emily Tucker, bióloga da Universidade da Califórnia que está a acompanhar o caso, cita o Quartz. “Vêem-se braços a rastejar para longe do corpo”, descreve. Neil McDaniel, naturalista marinho da Columbia Britânica, que também tem acompanhado o caso. “As paredes do corpo estão a entrar em ruptura e os órgãos internos a sair para o exterior através de ulcerações”, descreve.
A misteriosa doença está a atingir as populações de estrelas-do-mar desde o verão e também já está a afectar ouriços-do-mar e as lagostas californianas. Os investigadores ainda não identificaram a causa da doença, mas as possibilidades são várias, desde agentes infecciosos, toxinas ambientais, doenças auto-imunes, acidificação dos oceanos, baixos níveis de oxigenação ou aumento da temperatura média da água.
Em 1983 e 1997 ocorreram surtos de morte de estrelas-do-mar semelhantes, mas os animais infectados eram de uma só espécie, que habita as águas quentes da Califórnia. O surto actual está a afectar sete espécies destes animais, que tanto habitam em águas tépidas como é locais mais frios.

Fonte: Greensavers

Desenvolver as riquezas

Para Joaquim Silva, se Portugal quiser desenvolver as suas riquezas no mar e explorá-las, “precisa de ter na sua costa o apoio necessário” a actividades como a exploração da pesca e a petrolífera e actividades científicas.

É, por isso, necessário desenvolver as estruturas navais para esse efeito. O capitão da Marinha Mercante realça que “a colocação geográfica da nossa costa tem uma importância” bem patente na história do País. Recorda que Portugal “constituiu-se no apoio que deu às naus e às barcas das cruzadas” e, na época moderna, “está no eixo de todas as rotas mundiais de navegação”

Alerta para mau estado de conservação de áreas costeiras

A associação ambientalista Quercus partilhou hoje das preocupações resultantes do relatório da Agência Europeia do Ambiente de que as áreas costeiras europeias encontram-se em “mau estado de conservação”.

Citando o relatório, a Quercus salienta que é nas áreas costeiras que se concentram as áreas mais decisivas para o desempenho da economia, pelo que este é um relatório que deve ter a maior atenção dos decisores políticos.
A Agência Europeia do Ambiente publicou recentemente o relatório denominado “Balancing the future of Europe’s coasts”, com o qual faz uma análise ao estado atual das regiões costeiras, avalia as políticas utilizadas na sua gestão e propõe uma nova abordagem europeia para a melhoria desta.
O relatório refere que a economia europeia está fortemente dependente das áreas costeiras, constatando-se que 40 por cento da população europeia vive numa faixa litoral de 50 quilómetros, 40 por cento do produto interno bruto é gerado nestas regiões e 75 por cento do volume do comércio exterior da União Europeia é feito por via marítima.
“Contudo, esta realidade tem um enorme custo ambiental, devido à pressão sobre as áreas marinhas e costeiras, exercida por atividades económicas tais como o transporte de mercadorias, a extração de recursos minerais, as energias renováveis (nomeadamente as infraestruturas de aproveitamento hidráulico) e a pesca”, diz a Quercus.
Esta pressão tem resultado na perda de habitats, no aumento da poluição e no acelerar da erosão costeira. Dos estudos realizados sobre áreas costeiras, o estado de conservação de espécies e habitats costeiros é, em geral, considerado mau ou desconhecido (cerca de 73 por cento), e somente em 13 por cento das avaliações sobre espécies costeiras feitas no âmbito da Diretiva-Habitats é apontado como favorável.
Segundo a Quercus, com as alterações climáticas, as expectáveis elevações do nível médio do mar constituem riscos naturais para a faixa costeira que, no caso de Portugal, são muito preocupantes, segundo as projeções para o ano de 2100.
Entre outras figuram um aumento significativo da erosão costeira, recuo da linha de costa e a destruição de bens materiais a ela inerentes, bem como inundações mais frequentes e mais catastróficas de zonas ribeirinhas.
O aumento dos riscos de intrusão salina e consequente salinização de aquíferos e sua inutilização para consumo humano e agrícola e a ampliação do assoreamento nas zonas estuarinas e lagunares, com uma redução significativa dos materiais exportados para a costa, com redução do trânsito sedimentar costeiro em alguns troços, são outros dos riscos.
A Quercus aconselha os decisores políticos portugueses a fazerem uma cuidada leitura do relatório e a empenharem-se em fazer sair do papel as diferentes estratégias aprovadas para o Litoral, para a mitigação e adaptação às Alterações Climáticas e para o Mar.
A Quercus pede um cuidado redobrado na utilização dos fundos públicos, para “não se desperdiçarem os poucos recursos disponíveis em iniciativas de eficácia duvidosa, e para não caírem na tentação de permitir que as zonas costeiras ainda protegidas sejam destruídas por agentes económicos sem responsabilidade ambiental”.
A título de exemplo, a Quercus aponta a construção de quatro barragens no rio Tâmega, dizendo ser conhecido o efeito da construção de barragens na erosão costeira e no desaparecimento dos areais das praias, pelo que seria desejável, para minimizar estes impactos, que o governo “suspendesse a construção destas barragens, uma vez que as obras ainda não começaram”.

Fonte: DN

Vírus terá matado mais de mil golfinhos na Florida

Mais de mil golfinhos terão morrido em 2013 contagiados por um vírus presente nas águas da costa Este dos Estados Unidos da América, desde Nova Iorque à Florida, revelou uma bióloga marítima.

Erin Fougeres, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, explicou ao Miami Herald que o vírus, similar ao sarampo, está a ter um “significativo impacto” sobre os golfinhos.
O número de cetáceos mortos neste ano excede os 740 animais desde o último grande surto do vírus, em finais da década de 80 do século passado.
Ao número de golfinhos encontrados adicionam-se os que terão morrido no alto mar, cujos restos não chegaram à costa, pelo que o número de vítimas mortais poderá ser maior.
Os investigadores estão a tentar averiguar os motivos por que o vírus está a ter alta incidência nos golfinhos, que migram com a chegada de temperaturas baixas.
“A última vez que isto sucedeu fui há uns 25 anos e os animais que sobreviveram tinham de ter anticorpos naturais. Mas, à medida que estes animais morriam lentamente, os novos não estiveram expostos e podiam não ter essas defesas”, disse Fougeres.
Segundo dados oficiais, havia cerca de 40.000 golfinhos em 2010 na costa Este dos Estados Unidos.
À morte dos golfinhos junta-se a do peixe-boi, com mais de 800 exemplares da espécie a morrerem em águas do estado da Florida este ano, de acordo com dados recentes da Comissão para a Proteção da Vida Selvagem e Pesca.

Fonte: DN